Governador de Goiás sofre infarto

O gestor está consciente e aguarda uma equipe médica de São Paulo para avaliar o estado de saúde

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), sofreu um infarto no começo da tarde desta quarta-feira (9). A informação é da Revista Veja, segundo a qual ele foi atendido no Hospital do Coração, em Goiânia, e passou por um cateterismo.

O gestor está consciente e aguarda uma equipe médica de São Paulo para avaliar o estado de saúde. A artéria acometida é a descendente anterior e, dependendo do que for constatado, ele poderá ser transferido. O democrata já realizava tratamento com estatinas, porque possui uma placa obstruindo parcialmente a artéria.

A assessoria de comunicação do governador confirmou a informação de que ele passa por exames.Em nota, foi informado que “Ronaldo Caiado sofreu uma dor torácica no início da tarde desta quarta-feira, sendo encaminhado para o Hospital do Coração em Goiás, onde passa por uma série de exames e avaliação médica. O governador está bem, seu quadro é estável e o mesmo está consciente. Mais informações serão repassadas ao longo do dia”.

PSB pede desfiliação de senador

Kajuru deu declarações de apoio ao decreto que flexibiliza o porte e a posse de armas de fogo no país, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sugeriu ao senador Jorge Kajuru (GO) que se desfilie do partido em função do apoio declarado ao decreto que flexibiliza o porte e a posse de armas de fogo no país, proposto pelo chefe do Executivo federal, Jair Bolsonaro (PSL).

Contrário à proposta do governo, PSB ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) em abril com Ação Direta de Inconstitucionalidade para suspender os efeitos do documento presidencial.

Kajuru disse nas últimas semanas que Siqueira teria lhe dado “independência”, fato desmentido pelo cacique socialista. “Jamais mantivemos conversa dessa natureza, razão pela qual fiquei extremamente surpreso com a afirmação em questão”, justificou em carta.

Siqueira subiu o tom contra o senador. “A prática da fidelidade a seus princípios programáticos é uma tradição, faz parte de nossa cultura, razão pela qual tem havido zelo extremo com a observância de nosso ideário ao longo de nossa história”, disparou.

O presidente da sigla descartou qualquer tipo de apoio ao projeto de Bolsonaro. “O PSB carrega entre seus símbolos a pomba da paz, de Pablo Picasso, porque é uma instituição pacifista desde seu nascedouro, e que, consequentemente, descrê por completo que armar a população civil possa produzir qualquer tipo de solução, mesmo para os fins de segurança”, garantiu.

Governo pode incluir apenas 10 estados na Reforma da Previdência

Nos últimos dias, a entrada ou não de estados e municípios na Reforma da Previdência ganhou destaque na mídia e no Congresso Nacional

O Governo Federal pode incluir na reforma previdenciária apenas os dez estados mais quebrados.

Segundo O Globo, a regra que está em estudo “prevê a adesão automática de entes com dívida igual ou superior a 70% da receita corrente líquida (disponível para gastar) apurada em 2017 e percentual de idosos na população igual ou maior que 10%”.

Os estados nessa categoria são: Acre, Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Goiás decreta calamidade financeira nas contas públicas

Goiás tornou-se o quarto estado a decretar calamidade nas contas públicas em 2019, elevando para cinco as unidades da Federação nessa situação

Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), decretou ontem (21) estado de calamidade financeira por pelo menos seis meses. A medida será encaminhada à Assembleia Legislativa do estado, onde precisa ser aprovada.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano poderá renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás terá mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Na semana passada, o governador Caiado reuniu-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para pedir a inclusão de Goiás no regime de recuperação fiscal (RRF). Responsável por auxiliar estados com dificuldades financeiras em troca de um rigoroso programa de ajuste fiscal, esse regime é aplicado hoje apenas no estado do Rio de Janeiro.

Goiás tornou-se o quarto estado a decretar calamidade nas contas públicas em 2019, elevando para cinco as unidades da Federação nessa situação. Na última quinta-feira (17), o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), tomou a mesma decisão, depois que o estado não conseguiu uma ajuda para antecipar recursos de exportações. Com a calamidade financeira, contratos e licitações estão sendo reavaliados e uma série de despesas foi suspensa. Novos contratos foram proibidos por seis meses.

No dia 2 de janeiro, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, decretou estado de calamidade financeira no estado por causa da grave situação econômica e fiscal do estado. O Plano Estadual de Recuperação Fiscal contém, entre outras, medidas que visam reduzir custos e controlar as despesas. No mesmo dia, o governo de Roraima também decretou estado de calamidade financeira.

Para fazer parte do RRF, a unidade da Federação precisa ter a soma do serviço da dívida e dos gastos com pessoal equivalente a pelo menos 70% da receita corrente líquida. Segundo o Tesouro Nacional, atualmente Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão enquadrados nessa situação.

Em 2016, os estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul haviam declarado calamidade financeira.

Presos em Goiás membros de organização criminosa que agia no Maranhão…

Uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) e Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) resultou, nesta quarta-feira, 16, na prisão de três dos líderes da organização criminosa, alvo da Operação Paraíso Fiscal que agia no Maranhão.

Paulo Henrique Costa Carrijo, Missias Francelino da Silva e Wemerson Miguel da Silva foram presos, na manhã desta quarta-feira, em Goiânia-GO. Eles estão sendo trazidos para São Luís pelos delegados Roberto Wagner Leite Fortes (superintendente da Seccor), Ricardo Luiz de Moura e Silva e Luiz Augusto Aloise de Macedo Mendes (2° Departamento de Combate à Corrupção – 2° Deccor).

Outros três mandados de prisão de líderes da organização criminosa continuam em aberto. Todas as prisões preventivas foram determinadas pelo juiz Ronaldo Maciel, titular da 1ª Vara Criminal Privativa para Processamento e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa da Comarca da Ilha de São Luís, com base em pedido conjunto do Ministério Público e Polícia Civil do Estado do Maranhão.

Assinaram a representação os promotores de justiça Marco Aurélio Cordeiro Rodrigues, Marcos Valentim Pinheiro Paixão e Klycia Luiza Castro de Menezes; além dos delegados da Seccor e 2º Deccor.

Em 25 de maio, uma primeira etapa da Operação Paraíso Fiscal havia efetuado as prisões de Nelton Carrijo Gomes e Thaisa Vieira de Moura, além da apreensão de documentos, dois computadores, uma arma e telefones celulares.

FRAUDES

Segundo o Ministério Público do Maranhão e o 2º Deccor, empresas de fachada foram registradas no Maranhão, Pará, Piauí e Bahia e, mediante a emissão de notas fiscais eletrônicas falsas, simulavam a venda de grandes quantidades de soja para a Agropecuária MCD LTDA, registrada no Maranhão e supostamente localizada em São João do Paraíso.

A organização criminosa inseria declarações dos valores devidos do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas notas fiscais frias com o objetivo de gerar créditos tributários falsos em favor da Agropecuária MCD LTDA.

Em seguida, a empresa vendia grãos de milho a empresas de outros estados e com os créditos tributários sonegava o pagamento dos impostos.

A Receita Estadual do Maranhão detectou, entre março de 2014 e novembro de 2016, 828 operações de simulação de compra de soja com as firmas de fachada, totalizando R$ 176.711.498,00. A Agropecuária MCD realizou 11.561 operações interestaduais de venda de milho, no valor de R$ 212.935.854,00.

O Gaeco aponta que o esquema fraudulento causou um prejuízo de R$ 23.235.361,00 ao Estado do Maranhão.