Dr. Yglésio na busca de uma legenda para disputar eleição em 2020

O prazo vai até abril de 2020 e, pelo menos, três legendas seguem dialogando com o pré-candidato

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Dr. Yglésio, permanece sem legenda para disputar a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, em 2020.

Eleito pelo PDT em 2018, Dr. Yglésio tinha apalavreada a possibilidade de disputar a eleição pelo Solidariedade, mas o partido mudou os planos e deve apoiar a candidatura do atual juiz federal, José Carlos do Vale Madeira, que está em processo de aposentadoria.

Sem o apoio do PDT e do Solidariedade, o parlamentar continua a busca por uma nova legenda que dê a garantia de uma candidatura.

O prazo vai até abril de 2020 e, pelo menos, três legendas seguem dialogando com o pré-candidato.

Com a saída de Dr. Yglésio do PDT, aumentam as especulações sobre futuro partidário do deputado

As conversas já foram iniciadas com o Solidariedade. Outros partidos, como o Cidadania, Avante, PL e PSD, estão na mira e também são alternativas do parlamentar

Com o aval da saída do PDT, dado pelo senador e presidente estadual, Weverton Rocha, o deputado estadual Dr. Yglésio já iniciou articulações para definir sua nova legenda. A mudança parte da garantia de que será candidato à prefeitura de São Luís, em 2020.

As conversas já foram iniciadas com o Solidariedade. Outros partidos, como o Cidadania, Avante, PL e PSD, estão na mira e também são alternativas do parlamentar.

A única certeza, até o momento, é que a composição das bancadas na Assembleia Legislativa do Maranhão será alterada. O PDT deve diminuir suas cadeiras de sete para seis.

Existe a possibilidade do deputado estadual Fernando Pessoa trocar o Solidariedade pelo PDT e fazer o caminho inverso do deputado Dr. Yglésio, mas nada ainda confirmado.

Simplício vai a São Paulo tentar permanecer com o Solidariedade

Em reunião com membros do diretório nacional, Simplício teve a palavra de que não perderia o diretório estadual

Nos últimos dias, um dos maiores comentários de toda a classe política era sobre a possibilidade do deputado federal, Gil Cutrim, sair do PDT e assumir o Solidariedade maranhense, no lugar do suplente de deputado federal e hoje secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Sabendo de todas as investidas na legenda, Simplício tratou de correr para São Paulo para tentar permanecer no comando do Solidariedade. Em reunião com membros do diretório nacional, teve a palavra de que não perderia o diretório estadual.

Para rechaçar, ainda mais, todas as possibilidades da perda da legenda, Simplício voltou de São Paulo com a mensagem de que deveria colocar seu nome para a apreciação na disputa do governo, na sucessão do atual governador Flávio Dino.

A nota de sua assessoria fala que a “manifestação unânime veio da direção nacional da legenda e foi verbalizada através de declarações, neste final de semana, do presidente nacional, Paulinho da Força.”

Falta agora combinar a mensagem com o governador Flávio Dino e todo o seu grupo político.

Vale lembrar que, antes das eleições de 2018, Simplício ventilou uma possível candidatura ao Senado Federal, mas acabou se candidatando a deputado federal, ficando na suplência.

Destino de Gil Cutrim pode ser o Solidariedade

Sem representante maranhense na Câmara dos Deputados, o Solidariedade é um dos partidos mais cobiçados

Após votar a favor da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, desentender-se com o PDT e entrar na Justiça para não perder o mandato, o deputado federal Gil Cutrim pode migrar para outro partido. O mais comentado é o Solidariedade.

Com o pé fora do PDT, Gil Cutrim encontraria no Solidariedade uma legenda com estrutura e que faz parte da base do governador Flávio Dino (PCdoB).

As conversas para uma filiação já foram iniciadas. O que não se sabe ainda, é como se daria a entrada de Gil no partido. Se assumiria a legenda no Maranhão ou entraria apenas como um filiado.

No Maranhão, o Solidariedade é presidido pelo secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, que ficou na suplência para deputado federal e não conseguiu se eleger.

Sem representante maranhense na Câmara dos Deputados, o Solidariedade é um dos partidos mais cobiçados, o que complica a permanência de Simplício Araújo na presidência.

Partidos apoiam Bira do Pindaré, Helena Duailibe e Neto Evangelista na disputa pela prefeitura de São Luís

A disputa já conta com vários pré-candidatos, mas três postulantes já contam com o apoio de suas legendas

Mesmo com 17 meses para a eleição de 2020, a disputa pela prefeitura de São Luís já começa a ganhar contornos de como será a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). A disputa já conta com vários pré-candidatos, mas três postulantes já contam com o apoio de suas legendas.

O deputado federal Bira do Pindaré já trabalha seu projeto para 2020 e conta com o apoio do presidente nacional de sua legenda, Carlos Siqueira, que já afirmou que ele é prioridade do PSB. Helena Dualidade também conta com o apoio do Solidariedade. O presidente estadual, Simplício Araújo, reafirmou o nome da médica na disputa. Dá mesma forma, o deputado estadual Neto Evangelista que, recentemente, assumiu o diretório do DEM em São Luís e tem declarações de apoio do presidente estadual da legenda, Juscelino Filho.

Dra. Helena Duailibe pode ser um dos nomes na disputa pela prefeitura de São Luís


Na eleição para deputada estadual, Helena ficou na terceira colocação em São Luís e saiu das urnas com 14.879 mil votos somente na capital

Ex-secretária de Estado da Saúde, ex-vice-prefeita, ex-vereadora de São Luís, a atual deputado estadual, Dra. Helena Duailibe, pode ser um dos nomes na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. em 2020.

O Solidariedade, partido de Helena, já confirmou que vai trabalhar o nome da médica para a disputa pela prefeitura de São Luís.

Helena Duailibe, que também já foi secretária municipal de Saúde na capital, tem forte presença nas comunidades, movimentos sociais e com grupos da igreja católica.

Na eleição para deputada estadual, Helena ficou na terceira colocação em São Luís e saiu das urnas com 14.879 mil votos somente na capital.

Retorno de Simplício Araújo para o governo abre caminho para Gastão Vieira

Com o retorno de Simplício para o governo, o ex-ministro e ex-deputado Gastão Vieira (PROS) passa a ser o primeiro suplente, podendo assumir a vaga de deputado caso algum deputado eleito seja chamado para exercer um cargo no Governo do Estado

O suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade) acaba de retornar para a secretaria de Estado da Indústria Comercio e Energia. O retorno foi confirmado pelo Diário Oficial do Estado.

Simplício volta para a função que exerceu até março, quando saiu para disputar uma vaga para a Câmara dos Deputados, mas não obteve êxito.

Com o retorno de Simplício para o governo, o ex-ministro e ex-deputado Gastão Vieira (PROS) passa a ser o primeiro suplente, podendo assumir a vaga de deputado caso algum deputado eleito seja chamado para exercer um cargo no Governo do Estado.

Simplício Araújo é presidente estadual do Solidariedade, obteve 74.058 mil votos para a Câmara dos Deputados, mas acabou ficando na primeira suplência. Gastão Vieira é presidente estadual do PROS, obteve 57.864 mil votos e é o segundo suplente no chapão.

Parlamentares do ‘Centrão’ abandonam Alckmin e passam a apoiar Jair Bolsonaro

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro

A quatro dias da eleição, aliados do candidato do PSDB à Presidência Geraldo Alckmin, passaram a apoiar de forma explícita a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Parlamentares do Centrão – bloco que fechou apoio ao tucano formado por DEM, PR, PP, PTB, PRB e SD – já pedem voto e declaram intenção de votar no capitão reformado do Exército em eventos de campanha.

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro. No entanto, eles não pretendem formalizar o apoio ainda no primeiro turno. Alckmin afirmou que a declaração da bancada ruralista foi desrespeitosa e fora de hora.

O deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), que coordena a frente dos evangélicos na Câmara, afirmou que o apoio do seu grupo é “tendência natural”, porque o candidato apoia os “valores cristãos e da família”. Por outro lado, Takayama afirmou que não há orquestração da frente para oficializar o apoio ao candidato, porque a maioria dos deputados está atualmente em campanha, sem tempo para reuniões. “Com certeza, acredito que a maioria aceitaria”, afirmou. Ele afirmou ainda que em eventual eleição de Bolsonaro, a frente provavelmente não faria oposição ao seu governo.

O criador da Frente Parlamentar da Segurança e candidato ao governo do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM-DF), declarou apoio pessoal ao militar ao vivo, durante o debate realizado pela TV Globo, na terça-feira. Fraga disse que o sentimento da maioria dos integrantes da chamada bancada da bala é apoiar Bolsonaro. “O apoio está implícito”, disse.

De acordo com ele, dos 306 integrantes do grupo, cerca de 170 querem o capitão reformado no Palácio do Planalto. A bancada da bala não existe formalmente no Congresso, mas a Câmara reconhece as frentes parlamentares suprapartidárias, organizadas por interesses comuns. A frente da segurança agrega neste momento 299 deputados. Fraga afirmou, contudo, que o grupo não se posicionará oficialmente porque nem todos os seus integrantes foram consultados sobre a questão. “Eu gostaria (de declarar posição), mas como não consegui reunir todo mundo, não tenho como emitir essa nota. Claro que deve ter gente que não concorda com essa decisão”, disse.

Membro das bancada da bala e evangélica, o deputado Lincon Portela (PR), afirma que grande parte dos parlamentares do PR jamais concordaram com a aliança com Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência. “Nunca participei desse blocão que apoiava Alckmin. O que o PR fez é problema dele. Eu sempre disse que esse blocão nasceu esfarelado e deixei claro desde o início que apoiaria Bolsonaro”, afirmou Portela. O parlamentar afirmou que um manifesto pró-Bolsonaro feito no início da campanha que tinha 110 assinaturas já conta com 220 apoio de deputados federais e de outros 300 candidatos a deputado. Segundo Portela, o grupo mantém conversas semanais com Bolsonaro sobre o andamento da campanha.

Sem punição

Alckmin criticou o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária a Bolsonaro. Disse que deputados e senadores da frente não foram consultados e que a manifestação foi ato “individual e extemporâneo”. “A manifestação da frente foi até desrespeitosa. Eu também sou agricultor e não fui consultado. Deputados e senadores não foram consultados”, afirmou o ex-governador paulista, que aparece estagnado em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Com 210 deputados e 26 senadores, muitos deles oriundos de partidos do Centrão – como sua presidente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS) -, a FPA é um grupo forte no Congresso. Em carta publicada na página da entidade na internet, a parlamentar afirmou que a decisão “atende ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

Questionado sobre o anúncio feito pela deputada, o presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que Tereza não fala em nome do partido. “A deputada Tereza Cristina fala em nome da frente, mas não do DEM”, afirmou ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. Segundo ele, “o DEM continua firme com Alckmin”. “A posição mencionada é a de um segmento, mas não é o retrato do partido”, disse. Perguntado se Tereza Cristina seria punida, ACM Neto disse que esse assunto não está na pauta. “O objetivo maior é nos unirmos em torno da campanha de Alckmin.”

Centrão já discute opção em 2º turno sem Alckmin

DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade já discutem nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem Geraldo Alckmin

Estado de S.Paulo

Fiador da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, o Centrão – bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – já discute nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem o tucano. Em público, no entanto, seus dirigentes afirmam acreditar em uma “virada” no jogo, nos últimos dias de campanha, e negam essas conversas.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas na semana passada apontam o candidato do PSL Jair Bolsonaro na liderança, seguido do petista Fernando Haddad. No bloco intermediário, Alckmin fica atrás de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

Se Bolsonaro for para o segundo turno, a tendência é que pelo menos o DEM e o PTB apoiem o capitão reformado do Exército. Há uma possibilidade de divisão no DEM, caso Ciro siga para a próxima etapa, ultrapassando o petista. O Estado apurou, no entanto, que a maioria do partido prefere fechar com o candidato do PSL.

“Eu me recuso a discutir que o Brasil ficará condenado a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Vamos com Geraldo até o fim e acreditamos na virada. Isso não é conversa fiada”, disse ao Estado o presidente do DEM, ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. “Eu não me canso de lembrar que, em 2014, nessa mesma altura do campeonato, Aécio (senador Aécio Neves) estava fora do jogo. Cravavam que a segunda rodada da disputa seria entre Marina (Silva) e Dilma (Rousseff). Só nos últimos dez dias é que Aécio começou a crescer e aí a história da eleição mudou inteiramente.”

Nas fileiras do PTB, que não integra o Centrão, mas faz parte da coligação de Alckmin, ao lado de PPS e PSD, as discussões a portas fechadas também agitam o partido. Desde o escândalo do mensalão, que levou para a cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, a sigla está rompida com o PT.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) avalia hoje que a decisão de apoiar Alckmin foi equivocada. “O PPS cometeu um grande erro. Se lançasse o Raul Jungmann (ministro da Segurança), talvez pudesse ser uma alternativa”, afirmou ele. “Agora, vamos ter de optar entre a catástrofe e o desastre, entre o furacão Florence e o tufão Mangkhut.” Para o senador, que concorre à reeleição, a estratégia do voto útil para enfrentar o PT dificilmente surtirá efeito neste momento.

“Alckmin tem credibilidade para dizer que é o mais preparado, mas não que tem mais chances para derrotar Bolsonaro. Aqui no Distrito Federal, não vejo candidatos do PPS defendendo Alckmin. Eles não sentem obrigados a isso”, argumentou, lembrando que o PSDB está na chapa do deputado Alberto Fraga (DEM), candidato ao governo que avaliza Bolsonaro.

Integrantes da executiva do PSDB observam que o partido, institucionalmente, teria muitas dificuldades em explicar uma adesão no segundo turno tanto a Bolsonaro quanto a Haddad, por causa do intenso tiroteio sobre ambos disparado por Alckmin. Caberia ao ex-governador de São Paulo – que comanda o PSDB – conduzir o processo e a neutralidade seria mais confortável ao tucanato.

Já o PR, chefiado por Valdemar Costa Neto, está dividido entre avalizar Bolsonaro ou Haddad, caso seja essa a configuração para a segunda etapa da disputa. Valdemar tem ótimo trânsito no PT. Líder do partido na Câmara, o deputado José Rocha (BA), disse que o partido deve liberar seus filiados na próxima rodada da eleição. Rocha não esconde que faz campanha para Haddad.

A coligação do PR com Bolsonaro só não vingou por causa de divergências regionais. Em julho, o partido tentou emplacar o empresário Josué Gomes como vice de Alckmin. Josué não aceitou a vaga, mas, mesmo assim, o PR entrou na aliança com o tucano. Valdemar, porém, tem ótimo trânsito no PT.

O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por sua vez, avisou a Alckmin que, no Piauí, faria campanha para o PT, caso contrário sua reeleição correria risco. A vice do tucano é a senadora Ana Amélia, do PP. No Piauí, porém, a vice do governador Wellington Dias (PT) é do PP. Em um segundo turno sem Alckmin, é provável que o partido libere o voto. Embora Ciro Nogueira pregue o apoio ao PT, uma ala do partido no Sul já faz campanha para Bolsonaro. É o caso do deputado federal Luís Carlos Heinze (PP), o mais votado do Rio Grande do Sul.

No Solidariedade, a esperança é de que, sem Alckmin, Ciro vá para o segundo turno. Desde as negociações para o Centrão apoiar o tucano, a sigla era favorável a Ciro. O deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do partido e licenciado do comando da Força Sindical, foi vice de Ciro na campanha presidencial de 2002. O Solidariedade só aceitou entrar na coligação pró-Alckmin após negociar com o tucano um novo formato para a volta da contribuição sindical. O PRB ainda não bateu o martelo sobre quem apoiar em eventual segundo turno sem Alckmin.