JÁ VAI TARDE! Roseana renuncia e Arnaldo Mello finalmente assume governo

Roseana renunciou ao cargo na manhã desta quarta-feira (10) a 21 dias do fim de seu mandato. Assume o governo o deputado Arnaldo Mello, presidente da Assembleia Legislativa

FOTO PAULO CARUÁ – Roseana renunciou ao cargo na manhã desta quarta-feira (10) a 21 dias do fim de seu mandato. Assume o governo o deputado Arnaldo Mello, presidente da Assembleia Legislativa

Após vários anúncios extraoficiais, a agora ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, renunciou ao cargo, na manhã desta quarta-feira (10), em solenidade para poucos no Palácio dos Leões, sede do governo. Logo após, o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB), anunciou o fato e, finalmente, assumiu a primeira cadeira do Estado após ser diversas vezes enganado.

Para quem não sabe, Arnaldo Mello assume o governo porque Washington Luiz, que era vice-governador, deixou o cargo em novembro do ano passado para ocupar uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE). Roseana Sarney atribuiu a saída do cargo à necessidade de cuidar da sua saúde.

Após descer as escadas do Palácio dos Leões, nesta manhã, já com o título de ex-governadora, ela embarcará para a cidade de Miami, nos Estados Unidos, onde deve permanecer por um bom tempo. No Brasil, continuarão correndo as investigações contra ela no Superior Tribunal de Justiça (STJ), no caso da Constran a quem adiantou precatórios, segundo denúncias, em troca de propina. Correm também contra Roseana acusações em relação também ao caso da Petrobras que está com a Polícia Federal.

Foram quatro mandatos

Roseana governou, nada mais, nada menos,  por quatro mandatos, inclusos nas mais de cinco décadas de domínio do grupo Sarney no Estado. Em janeiro, assumirá o governador eleito, Flávio Dino (PCdoB), segundo ele, para inaugurar um novo ciclo. A responsabilidade é grande, afinal o Maranhão é campeão de índices negativos em quase tudo e hoje consegue ser bem pior do que o Piauí, que entrou em ritmo de desenvolvimento.

Primeira mulher eleita para governar um Estado brasileiro, Roseana Sarney Murad foi eleita deputada federal em 1990 pelo então PFL. Em 1994, foi eleita, pela primeira vez, governadora do Maranhão.

Em 2002, elegeu-se senadora. Em 2006, foi candidata pela terceira vez ao governo do Maranhão, mas perdeu para o pedetista Jackson Lago. Mas após tirar o ex-governador no tapetão, em ação que foi reconhecida pela Justiça, posteriormente, como injusta, em 2009, reassumiu o governo do Estado, sendo reeleita no ano seguinte.

Confira na íntegra a nota oficial da governadora Roseana Sarney

“Foram anos de muito trabalho. Nos últimos meses, cumpri uma extensa agenda de visitas, vistorias e inaugurações de obras em dezenas de cidades do Maranhão. Agora, por recomendações médicas, me recolho para um descanso necessário, pelo bem da minha saúde. Aos maranhenses e àqueles que escolheram nosso estado para viver, o meu muito obrigada por terem me dado a honra de representá-los. Peço a Deus que abençoe a todos e que ilumine os nossos futuros governantes.”

Emenda impositiva sinaliza temor da base governista…

Temendo ser oposição a partir de 2015, governistas aprovam emenda impositiva

Temendo ser oposição a partir de 2015, governistas aprovam emenda impositiva

A base governista, na Assembleia Legislativa, surpreendeu ao apresentar e aprovar, sem qualquer dificuldade, a instituição da emenda impositiva à Lei Orçamentária a partir de 2015. Curioso também o fato de ser o deputado Arnaldo Mello (PMDB), candidato a vice-governador na chapa do peemedebista Lobão Filho, o autor da emenda.

Trata-se de uma modalidade de execução que obriga o governo do Estado a cumprir a indicação de emendas parlamentares, exatamente, da forma como estas são aprovadas pelo plenário, ou seja, igualitariamente, sem discriminação política e partidária, independente de ser o deputado de situação ou de oposição.

A prática, nos governos comandados pelo grupo Sarney, ao longo dos anos, deixou a oposição no parlamento, por muito tempo, a “pão e água” por não rezar na mesma cartilha, o que se repetiu em 2014. Apenas os governistas tiveram suas emendas liberadas, pagas e destinadas para os municípios indicados em detrimento da oposição.

Mas em ano eleitoral e, na incerteza do desfecho dessa disputa pelo governo do Estado, os governistas querem garantir suas emendas no orçamento a partir de 2015, temendo que o próximo governo possa adotar a mesma prática de anos no Maranhão. Será que os governistas temem estar na oposição mesmo no ano que vem e já querem se garantir?

Em vigor

A emenda impositiva, aprovada na última quinta-feira (10), passa a vigorar na Lei de Diretrizes Orçamentárias do Governo do Estado para o exercício de 2015 (LDO), a exemplo do Congresso Nacional e de outras Casas Legislativas.

De acordo com o texto da Emenda 01/2014 ao projeto de Lei 094/2014, a proposição garantirá maior equidade no cumprimento do orçamento, garantindo oportunidades iguais aos parlamentares do Legislativo estadual, sendo eles de oposição ou situação.

Arnaldo Mello, o último a saber…

Presidente da Assembleia Legislativa diz que foi pego de surpresa e que não foi comunicado, oficialmente, da decisão do PMDB de indicar Gastão Vieira para a disputa do Senado

Presidente da Assembleia Legislativa foi rifado da disputa pelo Senado

Presidente da Assembleia Legislativa foi rifado da disputa pelo Senado

Ao ser abordado pela Imprensa, na manhã desta terça-feira (27), sobre a indicação do deputado federal Gastão Vieira para disputar vaga de senador pelo PMDB com o aval do grupo Sarney, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado estadual Arnaldo Mello (PMDB), disse que foi pego de surpresa com o anúncio e que, até aquele exato momento, dia seguinte ao ocorrido, ainda não havia sido comunicado oficialmente de nada.

O pré-candidato do PMDB ao governo, Edinho Lobão, foi quem anunciou a decisão da direção nacional do partido, em um evento com prefeitos e políticos no Praia Mar Hotel, na tarde de segunda-feira (27). Como fuzil, a notícia correu o Maranhão todo e pegou Arnaldo Mello, que disputava a indicação do partido com Gastão Vieira, de surpresa. Ele foi o último a saber!

À imprensa que cobre as sessões, diariamente, Arnaldo Mello apenas disse que vai aguardar o comunicado oficial do PMDB e do grupo Sarney para se pronunciar a respeito. “Fui pego de surpresa”, lamentou.

Já para o jornal O Imparcial, Arnaldo Mello, além da surpresa, mostrou-se decepcionado com o grupo do qual faz parte. “Nesse primeiro momento, fico surpreso com tudo, inclusive com as atitudes de alguns companheiros. Mas vou aguardar”, reagiu o presidente da Assembleia Legislativa.

Decepções e traições 

Arnaldo Mello já coleciona pelo menos duas grandes decepções com o grupo Sarney em pouco tempo. No primeiro semestre deste ano, o clã fez um esforço para tirá-lo da linha sucessória e colocar o ex-secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva, como governador com a renúncia da governadora Roseana Sarney, mas o deputado não abriu mão e a saída da peemedebista acabou não acontecendo.

Sem poder assumir o governo, Arnaldo Mello tentou ser candidato ao Senado pelo PMDB com apoio do grupo Sarney e de 31 deputados governistas, mas Gastão Vieira, que era seu concorrente interno, foi “ungido” pelo clã e pelo partido sem, ao menos, o comunicado ter sido feito ao presidente da Assembleia Legislativa que ficou, na história, como sendo o último a saber que foi rifado também desta disputa.

PMDB nacional indica Gastão Vieira para disputar Senado no Maranhão

O deputado federal Gastão Vieira articulou apoio com o vice-presidente da República, Michel Temmer

O deputado federal Gastão Vieira articulou apoio com o vice-presidente da República, Michel Temmer

O pré-candidato a governador pelo PMDB, Edinho Lobão, apresentou, em uma reunião realizada no Praia Mar Hotel, no final da tarde desta segunda-feira (26), um comunicado do PMDB nacional, defendendo e indicando o nome do deputado federal e ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira, para disputar o Senado no Maranhão.

Gastão Vieira disputa, internamente, com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), o direito de entrar na corrida do Senado pelo grupo Sarney, na chapa que deverá ser encabeçada por Lobão Filho.

Ambos articulam apoios dentro do grupo e muitos deles se confundem por se tratar de um espaço comum entre os dois. Arnaldo Mello diz contar com o aval de 31 deputados governistas para entrar na disputa pelo Senado. Porém, parlamentares, que estão na lista do presidente da Assembleia Legislativa, também aparecem na de Gastão Vieira.

Gastão Vieira e Arnaldo Mello travam uma batalha interna pela candidatura ao Senado. O deputado federal, porém, conquista um importante trunfo com a indicação de Michel Temmer, peso pesado na definição de disputas internas como essa. Vamos ver agora como reage o presidente da Assembleia Legislativa diante desse fator!

CRISE NO GRUPO SARNEY – Governistas indignados com imposição do nome de Edinho Lobão

Líder do governo Roseana “soltou o verbo” e criticou “escolha”, no afogadilho, do filho do ministro de Minas e Energia

César Pires detonou imposição do nome de Edinho Lobão, na emissora da própria família Sarney

César Pires detonou imposição do nome de Edinho Lobão, na emissora da própria família Sarney

Grande parte dos 31 deputados estaduais governistas torce o nariz para a imposição do nome do suplente de senador Edinho Lobão (PMDB) como pré-candidato do grupo Sarney ao governo do Maranhão. Um grupo de parlamentares chegou a se reunir, após a sessão desta quarta-feira (09), para discutir a atitude do clã Sarney que “escolheu”, no afogadilho, sem ouvir nenhum aliado, o filho do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para  a disputa de outubro próximo.

Indignado, o líder do governo Roseana Sarney, César Pires (DEM), soltou o verbo, no programa Ponto Final da rádio Mirante AM, emissora da própria família Sarney, na manhã desta quarta-feira (09), e criticou a imposição do grupo Sarney com o nome Edinho Lobão para o governo do Estado. Ele disse que os deputados governistas deveriam ter sido ouvidos antes, mas não o foram, numa demonstração de que o nome do filho do ministro de Minas e Energia não agradou.

Castelo e Arnaldo Melo

Na manhã desta quarta-feira (10), os deputados governistas insatisfeitos chegaram a cogitar  o nome de Arnaldo Mello (PMDB) como candidato a senador pelo PMDB, já que Edinho Lobão já articula uma aproximação com o ex-prefeito de São Luís, João Castelo, para emplacar o tucano ao Senado com apoio do grupo.

Mas a verdade é que o grupo Sarney não aceita nem discutir essa hipótese de Arnaldo Mello como candidato ao Senado, já que o presidente da Assembleia Legislativa é agora visto como “persona non grata” pelo clã por não ter aceitado acordo para emplacar o ex-secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva, “goela abaixo” como governador tampão em uma eleição indireta.

A imposição do nome de Edinho Lobão como pré-candidato ao governo do Maranhão não foi bem digerida pela classe política. Envolvido em um passado cravado de denúncias graves, os políticos do grupo Sarney o veem como uma verdadeira “bomba relógio”.

ELEIÇÃO INDIRETA PARA GOVERNADOR – Arnaldo Mello diz que se sentiria honrado se fosse “ungido”…

Presidente da Assembleia Legislativa admitiu pretensão de ser candidato a governador em caso de eleição indireta

Presidente da Assembleia Legislativa admitiu pretensão de ser candidato a governador em caso de eleição indireta

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Arnaldo Melo (PMDB), disse, em entrevista a esta editora, que, caso a governadora Roseana Sarney deixe o governo para concorrer ao Senado e havendo eleição indireta para governador na Casa, ele se sentiria “muito honrado” se fosse “ungido” pelo grupo do qual faz parte para entrar na disputa.

“Sou membro do PMDB, partido da governadora. Sou também natural na ordem sucessória, já que não há mais vice-governador. E se o grupo entender que eu devo ser ungido, que eu devo ser votado, em eleição indireta, me sentirei muito honrado”, admitiu Arnaldo Mello depois da seguinte pergunta (repetida por duas vezes para obter a resposta): o senhor seria candidato a governador?

Segundo Arnaldo Mello, a questão de candidatura é muito relativa principalmente para quem faz politica com autonomia. Disse que antes de qualquer coisa, procura ouvir parte dos eleitores, familiares, companheiros de partido, porque não pode  decidir nada sozinho.

Arnaldo Mello esclareceu que qualquer cidadão, sendo deputado ou não, que cumprir todas as exigências constitucionais, pode ser ser candidato a governador e eleito pelo Parlamento. “A Assembleia Legislativa é quem decidirá”, frisou o deputado.

Projeto que regulamenta eleição indireta tramita na Casa

O presidente da Assembleia falou também sobre o projeto, de autoria do deputado Edilázio Júnior (PV), que regulamenta a eleição indireta na Casa. Ele disse que não há nada de pontual em relação a isso, mas se a governadora Roseana deixar o governo para concorrer ao Senado, o Parlamento precisa ter uma legislação específica, pois na Constituição Estadual não há previsão de eleição indireta e, no Maranhão, pode ocorrer isso.

“O projeto vem regularizar isso. Queremos apenas adequar a Assembleia Legislativa para uma eventual eleição indireta na Casa”, afirmou Arnaldo Mello.

Após se livrar de Washington, grupo Sarney articula eleição indireta para governador

Luís Fernando quer ser "ungido" na eleição indireta

Luís Fernando quer ser “ungido” na eleição indireta

A primeira parte de um plano que foi montado há um bom tempo no Palácio dos Leões, de olho na sucessão de 2014, já foi executada. O grupo Sarney conseguiu “eleger” o vice-governador Washington Oliveira (PT) conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) para garantir o total controle do governo nas mãos do PMDB, porque não confia no PT.

Uma vez livre de Washington Oliveira (WO), a  governadora Roseana Sarney irá se desincompatibilizar do cargo entre os meses de março e abril, prazo em que o secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva, já terá completado um ano de permanência no PMDB para abrir vacância no Executivo e forçar a Assembleia Legislativa do Maranhão a convocar uma eleição indireta para governador.

No plano arquitetado pelo grupo Sarney, Roseana sai para disputar o Senado e, com a vacância do cargo, o presidente da Assembleia, deputado Arnaldo Mello (PMDB), assume o governo e convocará a eleição indireta, no prazo de 30 dias, no parlamento estadual que já estará nas mãos de um outro peemedebista, o deputado Max Barros.

Luís Fernando, que é o pré-candidato ao governo do clã, seria  naturalmente o “nome ungido” para ocupar a cadeira número um do Palácio dos Leões e articular a própria reeleição no cargo. Porém, as coisas podem tomar um outro rumo.

O fator Arnaldo Mello

Presidente da Assembleia, Arnaldo Mello, disse que processo de eleição não "atropelou" ninguém

Presidente da Assembleia, Arnaldo Mello, disse que processo de eleição não “atropelou” ninguém

Se Arnaldo Mello, que naturalmente teria uma fácil reeleição para deputado, assumir o governo em abril, ele se tornará inelegível para qualquer outro cargo que não seja o de governador em 2014. Será que o presidente da Assembleia aceitaria sacrificar o mandato, apenas para passar 30 dias como governador e realizar uma eleição indireta para favorecer Luís Fernando?

O que é fácil de ocorrer nessas circunstâncias é Arnaldo Mello assumir o governo em abril, candidatar-se a governador na eleição indireta para permanecer até 2014, dando ou não suporte ao pré-candidato Luís Fernando ou “peitar” o grupo Sarney para ser ele o candidato ungido na disputa pela cadeira número um do Palácio dos Leões no ano que vem. É aguardar para ver o desfecho dessa novela!

Deputados movem Ação Popular contra “eleição” de Washington para o TCE

Dutra alega que Washington não reúne condições de ser conselheiro

Dutra alega que Washington não reúne condições de ser conselheiro

Bira do Pindaré também contesta "escolha" de Washington

Bira do Pindaré também contesta “escolha” de Washington

O deputado federal, Domingos Dutra (SDD/MA), e o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB/MA) ingressaram com Ação Popular com Pedido de Medida Liminar, na Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Luís, contra o governo do Maranhão, a Assembleia Legislativa e o vice- governador, Washington Oliveira. Os parlamentares querem evitar a escolha de WO como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

No começo de outubro, surgiu uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado com a aposentadoria de Yêdo Flamarion Lobão. A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão tinha o dever legal de imediatamente escolher o novo conselheiro para o TCE. No entanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Mello (PMDB), suspendeu o processo para aguardar a eleição interna do PT (PED), partido do qual faz parte o vice-governador WO.

Como, até o momento, a eleição interna no PT não terminou a Assembleia Legislativa não escolheu ainda o novo conselheiro. “A oligarquia Sarney não se cansa de expor o Maranhão ao vexame nacional. É inadmissível que o parlamento fique esperando o resultado da disputa interna do PT para eleger o novo conselheiro do Tribunal de Contas. O vice- governador não preenche os requisitos técnicos, jurídicos e nem contábeis para ser conselheiro. O mesmo não tem experiência nem competência para exercer um cargo de tamanha relevância”, completou Domingos Dutra.

Barganha política

Para o  parlamentar, o povo maranhense não pode aceitar que o Tribunal de Contas do Estado seja utilizado para barganha política. Segundo Dutra, a oligarquia Sarney odeia os petistas, não confia no vice-governador e, para se livrar do mesmo, quer premiá-lo com um cargo vitalício no Tribunal.

Por outro lado, segundo Domingos Dutra, o presidente da Assembleia tem interesse no processo porque sonha em ser governador, a partir de abril, quando a atual governadora, Roseana Sarney, sairá para disputar o Senado.