Rodoviários de três empresas de ônibus devem cruzar os braços nesta quarta

Rodoviários reclamam salários atrasados

O Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, após reunião com toda a diretoria da entidade, informa que, nesta quarta-feira (10), os ônibus de três empresas ficarão sem rodar na capital. São elas: São Benedito (garagem no Recanto dos Vinhais); Matos (garagem no bairro de Fátima) e Marina (garagem na Vila Flamengo, Maiobão).

Essas três empresas, além de não terem pago os salários do mês, também não disponibilizaram, benefícios que os trabalhadores têm direito, como o plano de saúde que segue suspenso por falta de pagamento, assim como o plano odontológico, o ticket alimentação e parte do décimo terceiro.

São Benedito, Matos e Marina estão obrigando os funcionários a trabalharem sem a garantia de nenhum direito. Por este motivo, nas primeiras horas desta quarta-feira (10), os ônibus, por orientação do Sindicato, ficarão retidos nas garagens.

O sindicato informou que Isaías Castelo Branco estará, desde as sete da manhã, na garagem da empresa São Benedito, para os esclarecimentos necessários, conforme solicitação da imprensa.

Auditores da CGU cruzam os braços em São Luís nesta quarta-feira

Auditores vão aderir à paralisação nacional

Auditores vão aderir à paralisação nacional

Insatisfeitos com a morosidade na negociação das reivindicações da categoria com o governo, que se arrastam desde o dia 20 de março deste ano, os auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) realizam, nesta quarta-feira (10), um Dia Nacional de Mobilização, paralisando as atividades de fiscalização de recursos públicos em todo o país.

Além do índice de recomposição dos salários, que teve perdas em virtude da inflação, que já chegam a 27,3%, os servidores cobram a realização de concursos públicos para complementar o quadro de pessoal da CGU, que hoje atua com 44% do contingente aprovado pelo Decreto nº 4.321/2002 e mais investimentos para as ações de combate à corrupção.

O ato de mobilização será realizado nesta quarta-feira em frente ao prédio da sede da CGU, na Av. dos Holandeses, no Calhau.

A situação atual da CGU é grave, somente no período compreendido entre janeiro de 2008 e março de 2014 houve evasão de 727 servidores da Carreira de Finanças e Controle, em decorrência de vacâncias motivadas por exoneração, aposentadoria, falecimento, e posse em outro cargo de outro órgão, sendo que para o mesmo período, ocorreu o provimento de apenas 425 cargos.

O escasso orçamento do Órgão, atualmente na ordem de R$ 88 milhões, também compõe a pauta de reivindicações dos servidores.  A limitação o orçamentária reflete diretamente no número de ações de controle do Órgão. Por exemplo, no primeiro mandato do Governo Lula, 1.161 municípios foram fiscalizados por conta do Programa de Fiscalização a partir de Sorteios Público, já no segundo mandato, as fiscalizações foram reduzidas para 660. No primeiro mandato da Presidente Dilma, tão somente 320 municípios foram fiscalizados. A redução nesse tipo de ação de controle é significativa e preocupa os auditores da CGU.

No fim do ano passado, o então ministro da CGU, Jorge Hage, já vinha denunciando a gravidade do problema. Segundo Hage, o dinheiro de propina que o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco se comprometeu a devolver aos cofres públicos – US$ 100 milhões (R$ 267 milhões) – é o triplo do orçamento anual de custeio (descontada a folha de pessoal) da Controladoria-Geral da União (CGU).

Como ocorreu no ano passado, está previsto o cancelamento de auditorias agendadas para o segundo semestre, sobretudo, as decorrentes do Programa de Fiscalização de Municípios a Partir de Sorteios Públicos.