Mirinzal – Gaeco realiza busca e apreensão na casa de ex-prefeito

 

O objetivo foi localizar e apreender documentos, cheques, anotações, cadernos, computadores, pen drives, HDs e outros objetos que possam servir de prova de desvio de verbas públicas

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e o 1° Departamento de Combate à Corrupção da Polícia Civil (1º Deccor) cumpriram, na manhã desta quarta-feira, 8, um mandado de busca e apreensão na casa do ex-prefeito de Mirinzal, Ivaldo Almeida Ferreira, que atualmente ocupa a função de secretário Municipal de Obras. O objetivo foi localizar e apreender documentos, cheques, anotações, cadernos, computadores, pen drives, HDs e outros objetos que possam servir de prova de desvio de verbas públicas e ajudar na elucidação dos fatos.

Na decisão, também foi determinada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Ivaldo Almeida Ferreira, o que permitirá identificar possíveis desvios de verbas públicas, além de outros crimes.

O pedido foi formulado pelo promotor de justiça Frederico Bianchini Joviano dos Santos, titular da Comarca de Mirinzal, em atuação conjunta com o Gaeco e o 1º Deccor. Durante a apuração da morte do jornalista Décio Sá, foram apreendidas várias autorizações de saque (cheques avulsos) da conta-corrente da Prefeitura Municipal de Mirinzal assinados pelo então prefeito Ivaldo Ferreira (gestão de 2009 a 2012) durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão realizada nas residências e escritórios dos agiotas Gláucio Alencar Pontes Carvalho e seu pai José de Alencar Miranda Carvalho.

CORRUPÇÃO

As investigações do assassinato de Décio Sá levou à identificação de um grande esquema de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, dentre outros crimes, envolvendo 42 Prefeituras maranhenses e os agiotas Gláucio Alencar e José de Alencar, além de Josival Cavalcanti da Silva, vulgo Pacovan, e Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP ou Eduardo Imperador.

Após o desmembramento das investigações por municípios, já foram instaurados 20 inquéritos policiais, dos quais sete foram concluídos, já estando em andamento as devidas ações penais relativas a municípios como Bacabal, Dom Pedro, Marajá do Sena e Paulo Ramos. Já os inquéritos policiais correspondentes às Prefeituras de Lago Verde e Serrano do Maranhão foram encaminhados à Polícia Federal em razão da natureza dos recursos desviados.

Cartórios do Maranhão alvos de investigação da PF

Estadão

Polícia Federal cumpriu mandados em cartórios de São Luís

A Operação Perfídia, que investiga lavagem de dinheiro internacional, blindagem patrimonial e evasão de divisas com ramificações em pelo menos cinco países, fez buscas em cartórios extrajudiciais no Maranhão nesta quarta-feira, 26. No Estado, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva. Destes, três foram em cartórios em São Luís e no interior.
Em 2016, em endereços ligados a um dos integrantes da organização, segundo a Polícia Federal, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa offshore controlada pelo esquema no exterior que pode ter movimentado US$ 5 bilhões.
A Polícia Federal investiga se integrantes da organização realizavam operações de câmbio não-autorizadas, além de dissimularem a aquisição de imóveis de alto valor e promover a evasão de divisas. Para isso, eles se utilizavam de ‘laranjas’ e falsificavam documentos públicos, especialmente certidões de nascimento emitidas em cartórios no interior do Brasil.
As investigações começaram a partir de uma prisão em flagrante ocorrida na imigração do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília/DF, em agosto de 2016.
O denominado núcleo duro do grupo, formado por proprietários de postos de gasolina, agências de turismo, lotéricas, entre outros estabelecimentos, era responsável pela aquisição fraudulenta de imóveis e ativos para fins de lavagem de dinheiro. Somente em uma das operações de compra e venda identificadas pela PF o negócio chegou a R$ 65 milhões.
A organização criminosa contava ainda com o apoio de advogados, contadores, serventuários de cartórios, empregados de concessionárias de serviços públicos e até de um servidor da Polícia Federal.
Em ação realizada ainda no ano de 2016, em endereços ligados a um dos integrantes do núcleo duro, foram encontrados documentos que apontam para uma empresa do tipo offshore controlada pela organização no exterior que pode ter realizado movimentações que excedem US$ 5 bilhões.
O nome da operação é uma referência à traição e deslealdade dos integrantes do núcleo duro da organização criminosa com o país.

Delegado que iniciou a Lava Jato deixa investigações no Paraná…

G1

Em uma carta enviada à PF, Marcio Anselmo disse que pediu o desligamento por esgotamento físico e mental

O delegado da Polícia Federal (PF), Márcio Adriano Anselmo, que é um dos responsáveis pelas investigações que deram início à Operação Lava Jato, vai deixar os trabalhos para assumir um posto de investigação em uma Corregedoria da Superintendência Regional Polícia Federal no Espírito Santo.

A informação foi confirmada ao G1 pela Polícia Federal. Márcio Anselmo encontra-se em missão no Espírito Santo, mas ainda deve voltar ao Paraná para concluir alguns trabalhos que estão pendentes antes de se desligar totalmente das investigações da Lava Jato, conforme a PF.
Ainda de acordo com a corporação, a saída do delegado se deu por um convite feito pelo Superintendente da PF no Espírito Santo.
Em uma carta enviada à PF, Marcio Anselmo disse que pediu o desligamento por esgotamento físico e mental causado pelos mais de três anos que esteve à frente dos inquéritos da operação. A carta foi publicada pelo jornal o Estado de São Paulo e confirmada pelo G1.
“Importante frisar ainda que minha saída do grupo não me impede de continuar auxiliando nos trabalhos com toda a expertise adquirida ao longo desse período, notadamente no momento em que diversas unidades da federação tem recebido investigações desmembradas da Operação Lava Jato”, disse Márcio Anselmo em um trecho da carta.
Delegados pedem substituição de diretor-geral da PF
No sábado (11), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal publicou uma nota informado que delegados de Polícia Federal de todo o Brasil se reuniram em uma assembleia e decidiram solicitar ao presidente da República Michel Temer a mudança do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e a indicação de um novo diretor-geral.

Novo relator da Lava Jato autoriza investigação contra Sarney, Renan e Jucá

Sarney será investigado em inquérito

Folha – O ministro Edson Fachin, novo relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou abertura de inquérito para investigar os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP).

Na segunda-feira (6), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a abertura de inquérito ao ministro do STF.

Os investigadores apuram se os políticos cometeram crime de embaraço às investigações da Operação Lava Jato.

Machado gravou conversas particulares com os peemedebistas e entregou o material à PGR (Procuradoria-Geral da República), que considera o material comprometedor.

“Mais de uma vez nas conversas gravadas o senador Romero Jucá evidencia que o timing para a implementação do grande acordo de estancamento da Operação Lava Jato ficaria especialmente favorecido com o início do governo de Michel Temer”, escreveu Janot no pedido de abertura de inquérito.

No pedido, Janot chama os peemedebistas de “integrantes da quadrilha”.

“Os áudios demonstram de forma inconteste que está em curso um plano de embaraço da investigação por parte de integrantes da quadrilha e seus associados. Como sói acontecer em organizações criminosas bem estruturadas, o tráfico de influência é apenas uma das vertentes utilizadas por esses grupos. Aliado a isso, são utilizados outros instrumentos com a finalidade de impedir e embaraçar as investigações contra essa parcela da criminalidade. Uma das formas de atuação é a manipulação do próprio aparelho estatal para atuar em favor da organização criminosa”, diz o texto.

“Não bastasse a trama para mudar a legislação, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney ainda revelam o plano de incluir o Supremo Tribunal Federal, reserva necessária de sobriedade institucional, na costura politica de um grande acordo espúrio para evitar o avanço do complexo investigatório”, escreve Janot.

Este é o primeiro inquérito da Lava Jato ao qual Sarney vai responder; é o segundo e Sérgio Machado, o terceiro de Jucá e o nono de Renan.

Sérgio Machado disse em depoimento que durante sua gestão na Transpetro repassou ao PMDB pouco mais de R$ 100 milhões cuja origem eram propinas pagas por empresas contratadas pela estatal.

Segundo a PGR, Sergio Machado “foi muito claro, em seus depoimentos, sobre a obtenção desses subornos, pormenorizando anos e valores respectivos tanto na forma de doações oficiais quanto em dinheiro em espécie. Segundo Sérgio Machado, foram repassados ilicitamente, a partir de contratos da Transpetro, por exemplo, para Renan Calheiros, R$ 32,2 milhões; para Romero Jucá, R$ 21 milhões; e para o ex-presidente José Sarney, R$ 18,5 milhões”.

Janot também compara a relação dos políticos na Lava Jato com a relação dos políticos com a operação mãos Limpas, que combateu a corrupção na Itália na década de 90: “O Poder Judiciário tem a oportunidade em face da prova e a responsabilidade diante dos fatos de afastar o Brasil do sombrio paradigma havido na Itália, em que a classe politica reagiu à Operação Mãos Limpas sem o menor viés de promover avanços institucionais: a legislação italiana, ao invés de ser aperfeiçoada, retrocedeu, contra a vontade muitas vezes manifestada da população daquele país, como resultado de acordos espúrios como o ora revelado.”

Em ação, MP recomenda perda de direitos políticos para Roseana e mais nove investigados

Trio responderá a Ação Civil Pública

Trio responderá a Ação Civil Pública

Os envolvidos no escândalo da “Máfia da Sefaz”  vão responder também a uma Ação Civil Pública por atos de improbidade administrativa. A 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica ingressou com a ACP contra a ex-governadora Roseana Sarney e mais nove pessoas, que estariam envolvidas em um esquema de concessão ilegal de isenções fiscais na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). Isso causou prejuízo superior a R$ 400 milhões ao erário.

São alvos da ação o ex-secretário de Estado da Fazenda, Cláudio José Trinchão Santos; o ex-secretário de Estado da Fazenda e ex-secretário-adjunto da Administração Tributária, Akio Valente Wakiyama; o ex-diretor da Célula de Gestão da Ação Fiscal da Secretaria de Estado da Fazenda, Raimundo José Rodrigues do Nascimento; o analista de sistemas Edimilson Santos Ahid Neto; o advogado Jorge Arturo Mendoza Reque Júnior; Euda Maria Lacerda; a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney Murad; os ex-procuradores gerais do Estado, Marcos Alessandro Coutinho Passos Lobo e Helena Maria Cavalcanti Haickel; e o ex-procurador adjunto do Estado do Maranhão, Ricardo Gama Pestana.

Na ação, o Ministério Público pede a condenação de todos os envolvidos por improbidade administrativa, estando sujeitos à perda da função pública eventualmente exercida, suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa de duas vezes o valor dos danos causados ou 100 vezes a remuneração recebida à época, proibição de contratar ou receber qualquer tipo de benefício do Poder Público, mesmo que por meio de empresa da qual sejam sócios majoritários, pelo prazo de cinco anos, além do ressarcimento integral dos danos.

No caso de Cláudio José Trinchão Santos, o valor a ser ressarcido é de R$ 180.394.850,97. Para Akio Valente Wakiyama, o Ministério Público cobra o ressarcimento de R$ 181.006.405,31. No caso de Raimundo José Rodrigues do Nascimento o total é de R$ 221.601,86, enquanto de Edimilson Santos Ahid Neto cobra-se a devolução de R$ 303.612.275,55.

De acordo com o pedido do Ministério Público, Jorge Arturo Mendoza Roque Júnior e Euda Maria Lacerda deverão ressarcir, cada um, ao Estado, R$ 245.599.610,97. Da ex-governadora Roseana Sarney Murad foi pedida a condenação ao ressarcimento de R$ 158.174.871,97.

Helena Maria Cavalcanti Haickel e Ricardo Gama Pestana deverão retornar ao erário, individualmente, R$ 153.905.456,57, enquanto Marcos Coutinho Passos Lobo teve apurada a quantia de R$ 42.684.154,40 a ser devolvida aos cofres públicos. Todos os valores deverão ser acrescidos dos devidos juros e correções monetárias.

O Ministério Público do Maranhão requer, ainda, que a Justiça determine à Secretaria de Estado da Fazenda a abertura imediata de um novo processo licitatório para a contratação de empresa para a prestação de serviços de tecnologia da informação, com a posterior rescisão do contrato firmado com a empresa Linuxell Informática e Serviços Ltda. Até lá, a secretaria deverá adotar rigorosas medidas de segurança em relação aos serviços prestados pela empresa.

Caso Sefaz: MP sai em defesa do promotor Paulo Roberto

Promotor de Justiça, Paulo Roberto Barbosa Ramos

Promotor de Justiça, Paulo Roberto Barbosa Ramos

O Ministério Público se manifestou em defessa do promotor de Justiça, Paulo Roberto Barbosa Ramos, que recebeu críticas da imprensa e de blogs, por conta de sua atuação no caso da organização criminosa que agia na Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda).

Segundo o MP, as ações propostas pelo promotor pautaram-se em investigação que teve 11 meses de duração e que qualquer tentativa de desqualificação do mesmo configura mera estratégia para tirar o foco dos fatos investigados e que agora estão submetidos ao crivo do Poder Judiciário.

Abaixo, a nota do Ministério Público:

NOTA PÚBLICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Em virtude de matérias divulgadas na imprensa a respeito da denúncia oferecida pelo promotor de justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos, no caso da organização criminosa que atuava na Sefaz, o Ministério Público do Maranhão esclarece que:

1- O Ministério Público, enquanto guardião das garantias constitucionais e do Estado Democrático de Direito, ressalta que sua atuação é pautada na estreita observância da legalidade, publicidade, moralidade, eficiência e impessoalidade.

2- O promotor de justiça Paulo Roberto Barbosa Ramos é reconhecido por sua conduta ilibada, por sua retidão nas esferas pessoal e profissional, assim como por sua dedicação à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

3- A atuação do supracitado promotor à frente da 2a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Tributária e Econômica de São Luís faz jus aos fundamentos constitucionais que norteiam a instituição.

4- As ações propostas pautaram-se em investigação que teve 11 meses de duração, e qualquer tentativa de desqualificação do promotor de justiça configura mera estratégia para tirar o foco dos fatos investigados e que agora estão submetidos ao crivo do Poder Judiciário.

5- O trabalho do Ministério Público no combate à corrupção – mal que assola o país e promove a sangria dos cofres públicos, ao mesmo tempo em que submete nossa sociedade a situações degradantes – é incansável e perene. Tais condutas sempre serão veementemente combatidas e, seus agentes, responsabilizados.

Secretaria para Assuntos Institucionais

Caso ocorrido no Liceu Maranhense será investigado, garante Flávio Dino

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O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), informou que haverá uma apuração sobre a atuação policial, na terça (1/nov), no Liceu Maranhense. Por meio de seu perfil no Twitter, afirmou que ele e os secretários de Educação e Segurança Pública não foram informados anteriormente da ação realizada nesta terça.

“Sobre atuação policial, após apuração e ser ouvido o diretor da escola, a Secretaria de Segurança vai se pronunciar”, afirmou o governador, por meio da rede social. “Não posso ser precipitado e irresponsável para sair julgando condutas de servidores públicos sem que eles sejam ouvidos”.

O secretário-adjunto de Projetos Especiais da Secretaria de Educação, Ismael Cardoso, esteve no Liceu esta tarde dialogando com os estudantes. O Governo do Maranhão, por meio de nota, reiterou que o ambiente escolar é “um espaço democrático, aberto para a manifestação de toda a comunidade escolar”.

Leia abaixo, a íntegra da nota:

Caso Liceu

Com relação ao ocorrido no Centro de Ensino Liceu Maranhense, nesta terça-feira (1º), a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informa que uma equipe do órgão permanece reunida com estudantes e a direção da escola, para averiguar o caso.

A Seduc reconhece a importância do debate da pauta nacional, conduzida por estudantes em todo o país, e considera relevante a discussão do tema no ambiente escolar, que é um espaço democrático, aberto para a manifestação de toda a comunidade escolar.

Conduta policial

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), por sua vez, esclarece que denúncias que envolvam a conduta de profissionais do Sistema de Segurança Pública devem ser feitas diretamente na Corregedoria de Segurança Pública, que funciona na sede do órgão, na Vila Palmeira.

O Comando Geral da Polícia Militar do Maranhão ressalta, ainda, que reprova qualquer atitude que viole o respeito à dignidade humana; e eventuais excessos serão devidamente apurados.

NOTA – GRÊMIO ESTUDANTIL ALUÍSIO AZEVEDO / LICEU MARANHENSE

Esclarecemos que, conversando e ouvindo imensa maioria dos alunos liceístas, o Grêmio Aluísio Azevedo, enquanto instituição, se posiciona contra as ocupações. Apesar de respeitar toda forma de manifestação democrática, entendemos que esse método não representa uma alternativa sensata, tampouco interessante, pois fere o direito daqueles que pretendem o prosseguimento do calendário escolar, sem interrupções prejudiciais.

Somos defensores do diálogo, do franco debate e, principalmente, de ações benéficas à educação, a única ferramenta capaz de transformar realidades. É ainda necessário ressaltar que o Centro de Ensino Liceu Maranhense NÃO ENCONTRA-SE OCUPADO, houve apenas uma tentativa frustrada de ocupação.

Louis Guilherme de Castro Soares – Presidente
SÃO LUÍS-MA 01.11.2016

Policiais presos teriam ajudado Collor, Sarney, Lobão e Gleisi a destruir escutas

R7

Os dois políticos do Maranhão seriam Edison Lobão (esq.) e José Sarney, ambos do PMDB

Os dois políticos do Maranhão seriam Edison Lobão (esq.) e José Sarney, ambos do PMDB

Os quatro agentes da Polícia Legislativa do Senado presos, nesta sexta-feira (21), pela Polícia Federal, em Brasília, acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato, teriam atuado para beneficiar os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney.

Os quatro políticos são investigados no âmbito da Lava Jato.

O MPF (Ministério Público Federal) informou hoje que os agentes da Polícia Legislativa presos realizaram ações de contrainteligência em busca de escutas instaladas pela PF nos endereços de três senadores e de um ex-parlamentar investigados na Lava Jato.

De acordo com o MPF, os agentes viajaram pelo menos duas vezes a São Luís e a Curitiba para fazer varreduras nos endereços dos parlamentares, sob ordens do diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho.

A operação da PF contra o grupo teve início após uma delação premiada de um policial legislativo, segundo o qual foram realizadas ao menos quatro buscas por escutas.

Apesar das varreduras não configurarem crime em si, os procuradores afirmam ser ilegal a utilização de recursos públicos para a realização de ações de contrainteligência em endereços de pessoas investigadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da Lava Jato.

“A deliberada utilização de um equipamento sofisticado, de propriedade do Senado Federal, passagens aéreas custeadas pelo Erário e servidores concursados, em escritórios e residências particulares, não possui outro objetivo senão embaraçar a investigação de infração penal que envolve organização criminosa”, diz o pedido do MPF para a prisão dos agentes legislativos.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados judiciais por decisão da 10ª Vara da Justiça Federal, quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão. Agentes da PF foram ao Senado na manhã desta sexta-feira para coletar provas.

O nome dos políticos envolvidos não foi divulgado. Ao menos 12 senadores já foram citados nas investigações da Lava Jato e são investigados pelo STF.

Outro lado

Procuradas pelo R7, as assessorias de Sarney e Collor afirmaram que não irão se manifestar sobre a operação de hoje porque ainda não têm conhecimento das citações aos nomes dos senadores.

Já a senadora petista Gleisi Hoffmann confirmou, por meio de nota, que solicitou uma varredura no apartamento dela, mas negou que a prática seja ilegal. Veja a nota:

“Logo após a operação de busca e apreensão realizada em minha casa em Brasília e em Curitiba, com a prisão de meu marido Paulo Bernardo, solicitei ao Senado que a Polícia Legislativa, dentro de suas atribuições legais, fizesse uma verificação e uma varredura eletrônica nas residências. Fiz o pedido formalmente. Tem processo no Senado com autorização formal para isso.

Em Curitiba, a busca e apreensão da Polícia Federal foi feita sem nossa presença ou de alguém da família. Não sei o que tinha acontecido. Por isso pedi para fazer a varredura lá também.

Esse serviço da Polícia Legislativa existe regularmente há muito tempo. Temos todo processo de pedido formalizado. Tudo dentro das normas do Senado.

Fazer isso não configura obstrução alguma. Apenas queria ter informação de segurança sobre minha residência.

Também consultei a Polícia Legislativa sobre os procedimentos caso achassem algo nos locais. Foi me informado que se algo fosse encontrado, seria comunicado ao Ministério Público, para verificação de possível determinação judicial para o procedimento ou não. Como não encontraram nada, não tomamos nenhuma providência.

Brasília, 21 de outubro de 2016.

Senadora Gleisi Hoffmann”

QUEM SERÁ O TINHOSO? Eliziane pede investigação da Polícia Federal para crime praticado contra sua candidatura

Deputada pediu investigação para suposta montagem criminosa divulgada nas redes sociais contra sua campanha à Prefeitura. Candidata foi vítima de conteúdo falso de que teria desistido de candidatura.

 perpetua

Marlon Reis protocola pedido de investigação

Marlon Reis protocola pedido de investigação

A coordenação jurídica da campanha da deputada federal, Eliziane Gama (PPS-23), candidata a prefeita de São Luís, ingressou, na tarde desta segunda-feira (12), com pedido de investigação na Polícia Federal para apurar montagem maldosa e criminosa, divulgada na última sexta-feira (09), dando a falsa notícia de que a popular socialista teria desistido da candidatura.

O conteúdo falso, viralizado por um suspeito “tinhoso” como “notícia do Blog de Luís Pablo”, foi divulgado em massa por meio do WhatsApp e redes sociais, causando perplexidade e dúvida no eleitorado de São Luís.

Montagens de falsas conversas no whatsapp e outras coisas, também perigosas, semelhantes a essa que foi feita contra Eliziane, já circularam em grupos do aplicativo, em redes sociais nesta campanha e em pleitos passados. Há alguém pago (a) atuando para fazer esse tipo de coisa ou cometer esses crimes em São Luís.

O titular do blog, Luís Pablo Almeida, negou a autoria da publicação e informou que também ingressará com pedido para a Polícia Civil do Maranhão investigar o caso. O blogueiro lançou acusações e suspeições contra a equipe de campanha do candidato Wellington do Curso (PP), ou WC, como vem sendo chamado informalmente.

O advogado da campanha de Eliziane Gama, o ex-juiz Márlon Reis – conhecido por ser autor da Lei da Ficha Limpa – afirmou que as investigações são necessárias para que a verdade prevaleça.

“É preciso manter as eleições dentro dos limites da legalidade para que os eleitores possam decidir com liberdade. Com essa providência estamos defendendo a qualidade do processo eleitoral, que não pode ser influenciado por práticas ilícitas”, afirmou.

Montagem é crime, diz advogado

Márlon Reis disse ainda que é difícil mensurar a quantidade de pessoas que foram atingidas com a informação falsa e que quem fez a montagem cometeu um crime.

“Não se sabe quantas pessoas tiveram acesso a esta informação. A candidata Eliziane foi vítima de um crime, um crime de alta repercussão. É impossível dimensionar o dano causado a campanha dela por esta prática criminosa”, reiterou.

A candidata Eliziane Gama entende que a apuração dos fatos é a melhor saída, para a garantia de uma eleição justa.

“A onda de mentiras e montagens está aí, mas nós continuamos com a verdade. E é assim que venceremos esta eleição. No dia )2 de outubro, a consciência do povo será mais forte. A verdade irá aparecer nas urnas”, afirmou Eliziane.