PRETERIDA – Andrea Murad “chuta o pau da barraca” contra Roseana, João Alberto, PMDB e cia…

A deputada estadual Andrea Murad (PMDB) está irritadíssima com a direção estadual do PMDB, leia-se o senador João Alberto de Sousa, e com a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com que tem parentesco, já que seu pai, Ricardo Murad, é cunhado da peemdebista e seu tio, Jorge Murad, é marido da filha do ex-presidente da República, José Sarney. A raiva, expressada em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa  (Veja vídeo acima) é porque a cúpula do partido a preteriu da disputa pela Prefeitura de São Luís, optando pela pré-candidatura do vereador Fábio Câmara (PMDB).

Ao responder ao aparte “venenoso” do deputado Rogério Cafeteira (PSC) – que  disse estar surpreso com a rejeição de Roseana a Andrea Murad (veja vídeo), até por conta do laço familiar entre a deputada e a ex-governadora – a filha de Ricardo Murad afirmou que não precisava de apoio familiar para se viabilizar e sim do aval da direção do partido. “Laço de família? Vá entender…”, retrucou a parlamentar em tom irônico, de deboche mesmo.

Andrea Murad chamou João Alberto e Roseana na catraca para que deem estrutura de verdade – e não fiquem só na boca – para que Fábio Câmara possa disputar a Prefeitura de São Luís, aio invés de abandonar o projeto para apoiar  candidato de outro partido.

“Que agora Roseana, João Alberto e  Roberto Costa apoiem de fato o candidato, não só falem que vão apoiar, mas que deem a estrutura necessária. Eu quero é ver apoiar mesmo, quero ver a estrutura. É isso que o PMDB deve fazer”, bradou irritada Andrea Murad da tribuna.

No final de semana, a deputada fez publicar na imprensa uma carta aberta, onde desabafa e comunica que está retirando a pré-candidatura à Prefeitura de São Luís, porque a mesma “incomodava a velha política”, em uma direta a João Alberto e Roseana. “Confesso que, ao longo dos últimos meses, senti que minha pré-candidatura incomodava a velha política e aqueles que, acomodados no suposto conforto do poder, tudo fazem para se perpetuar nos centros de decisão partidário”, cutucou.

Abaixo, a carta aberta  de Andrea Murad.

CARTA ABERTA DE ANDREA MURAD

“Minhas lideranças, meus eleitores e amigos, minha família e colegas do PMDB têm sido grandes incentivadores da minha pré-candidatura à Prefeitura de São Luís. Entendendo que o nosso partido sempre teve capacidade para administrar São Luís, mesmo sem nunca ter ganho uma eleição até o presente momento, tenho que reconhecer que a direção maior do PMDB, representada pelo senador João Alberto e pela ex-governadora Roseana Sarney, já se definiu pela candidatura do vereador Fábio Câmara me deixando sem espaço para desenvolver minha pré-campanha como anteriormente anunciei.
Não se justifica uma pré-campanha sem a decisão partidária favorável à uma disputa em igualdade de condições e como pré-requisito para a escolha do candidato. Como é pública e manifesta a decisão da direção do PMDB pela candidatura do vereador Fábio Câmara não me resta outra alternativa a não ser a de retirar a minha pré-candidatura para apoiar o nome do vereador.
Lamento a decisão do partido que impediu um processo fruto do embate democrático, onde ambos os pré-candidatos tivessem condições igualitárias em busca de se viabilizarem até à data da convenção para a escolha do candidato. Nada contra a pessoa do vereador Fábio Câmara a quem respeito e de quem sou amiga pessoal.
Desde que me lancei pré-candidata, sempre fui excluída do processo de mobilização, visibilidade e manifestação sobre o futuro de São Luís como, por exemplo, os recentes programas eleitorais veiculados na programação local, dos quais não participei mesmo tendo manifestado minha vontade através de ofício encaminhado ao PMDB Estadual — até o momento sem respostas.
Mantendo a mesma disposição do primeiro dia em que anunciei a intenção de ser a candidata do meu Partido à prefeitura de São Luís, espero que o senador João Alberto e a ex-governadora Roseana Sarney apoiem a candidatura do vereador Fábio Câmara sem condicionantes e não levem o PMDB para uma posição de mero coadjuvante do processo eleitoral apoiando uma candidatura de outra agremiação.
Caso haja desistência, seja por qualquer motivo, da candidatura do vereador Fábio Câmara, estarei pronta para disputar a prefeitura pelo PMDB liderando um projeto inovador e moderno para a nossa capital para que São Luís deixe de ser refém da incompetência, do atraso e do descaso.
Confesso que, ao longo dos últimos meses, senti que minha pré-candidatura incomodava a velha política e aqueles que, acomodados no suposto conforto do poder, tudo fazem para se perpetuar nos centros de decisão partidários. E incomodava porque esses mesmos rapidamente perceberam que não podiam contar comigo para protagonizar as alianças incoerentes e os acordos secretos que por debaixo da mesa estão tentando estabelecer com quem vem (des)governando nossa capital nos últimos anos. Não posso acreditar que o nosso partido seja coadjuvante na eleição mais importante como a de prefeito de São Luís.
Por fim, continuo defendendo a candidatura própria do PMDB, seja qual for a circunstância, seja qual for o candidato. E se por qualquer hipótese o vereador Fábio Câmara não for candidato, estarei pronta para ser a candidata do PMDB”.
Andrea Murad – Deputada estadual do Maranhão

Veja como votaram os senadores maranhenses no julgamento do impeachment…

Roberto Rocha foi coerente ao votar

Roberto Rocha foi coerente ao votar

Lobão "mamou" tanto nas tetas do governo petista e, na hora de votar, foi ingrato com Dilma

Lobão “mamou” tanto nas tetas do governo petista e, na hora de votar, foi ingrato com Dilma

Carcará, pelo menos, foi Leal ao governo petista nas tetas de quem tanto "mamou"

Carcará, pelo menos, foi leal ao governo petista nas tetas de quem tanto “mamou”

Os senadores maranhenses Roberto Rocha (PSB) e Edison Lobão (PMDB) votaram “Sim” pela admissibilidade da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) que se afastou do governo, na manhã desta quinta-feira (12). Enquanto o sarneysista João Alberto de Sousa  (PMDB) manteve sua lealdade ao governo petista e votou “Não”.

Edson Lobão foi, inclusive, injusto com o governo petista que lhe tratou tão bem, dando-lhe cargo de ministro de Minas e Energia e muitas outras benesses, durante o período Lula/ Dilma. O senador é um dos investigados na operação “Lava Jato” com denúncias sérias de propinagem na Petrobras. Foi, portanto, ingrato ao sistema que lhe fez “mamar nas tetas” por muitos anos.

Já de Roberto Rocha, não se poderia esperar outro voto. Ele teria que votar “Sim”. O governo petista fez campanha aberta pela eleição do sarneysista/peemedebista, Gastão Vieira, ao Senado.

“Entendo que o processo de impeachment é de natureza política, com fundamento jurídico. A denúncia que chega a esta casa, amparada por 367 votos, por si só já configura um veredito político, que nós senadores, pelo menos nessa etapa, não podemos ignorar”, disse Rocha.

Roberto Rocha afirmou que, nesse primeiro momento, o que está em questão é admissibilidade do processo e o aspecto jurídico deverá ser enfrentado na votação subsequente, com mais detalhado parecer sobre o reconhecimento dos três requisitos básicos que possam caracterizar a responsabilidade da presidente, quais sejam o elemento objetivo, o elemento subjetivo e a materialidade ou relevância.

A lealdade de Carcará

Dos sarneysistas, que “mamaram” tanto nas tetas dos governos petistas, apenas o senador João Alberto, mais conhecido como “Carcará”, demonstrou lealdade à presidente Dilma Rousseff. Na Câmara Federal, ele orientou o voto do filho João Marcelo contra o imepeachment. E no Senado, ele próprio disse não à admissibilidade do processo.

Carcará não se prestou ao mesmo papel de Edison Lobão que “cuspiu no prato em que comeu”.

Antes da votação, realizada por meio de painel eletrônico, os senadores que se inscreveram tiveram a oportunidade de defender seus votos por até 15 minutos cada. Por isso, a sessão que teve início às 10h de quarta-feira, só se encerrou às 6h40 desta quinta (12), após o pronunciamento do Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo e da votação.

Senado mantém prisão de Delcídio; Roberto Rocha e João Alberto votaram contra decisão do STF e a favor do senador do PT

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Roberto Rocha e João Alberto votaram pelo relaxamento da prisão de Delcídio; Edson Lobão se absteve

Os senadores maranhenses Roberto Rocha (PSB-MA), contrariando orientação do partido, e João Alberto Souza (PMDB-MA) votaram, nesta quarta-feira (25), contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso sob acusação do Ministério Público Federal de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Acompanharam os dois Fernando Collor (PTB-AL) e Telmário Motta (PDT-RR). A única abstenção foi a de Edison Lobão (PMDB-MA).

Por 59 votos a 13 e uma abstenção, o Senado decidiu em votação aberta manter a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo Dilma Rousseff, preso na manhã desta quarta-feira (25). Setenta e quatro parlamentares estiveram presentes na sessão.

Dos 13 votos que pediram a suspensão da prisão de Delcídio, nove são de petistas, que acompanharam a orientação do partido. No entanto, dois senadores da bancada optaram por manter a decisão do STF: Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA), que já haviam escolhido o voto aberto –o PT se posicionou pela votação fechada.

Veja como votaram os senadores.

CONVENÇÃO – PMDB indefere candidatura de Andrea Murad e confirma votação com chapa única na próxima sexta-feira

Candidatura de Andrea Murad à presidência do PMDB foi indeferida

Candidatura de Andrea Murad à presidência do PMDB foi indeferida

De acordo com João Alberto, um dos motivos do indeferimento da candidatura foi o não pagamento das contribuições devidas ao partido por parte de Andrea Murad. Pai da parlamentar reage no Facebook e diz que documentação foi forjada.

O atual diretório estadual do PMDB declarou indeferida a chapa “Renovar é Preciso” da deputada estadual Andrea Murad na “cana de braço” pelo comando do partido no Maranhão. Com a decisão, a parlamentar, filha do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad, não poderá mais concorrer à Convenção Estadual, prevista para ser realizada na próxima sexta-feira (30), em São Luís. O anúncio foi feito, nesta  terça-feira (27), em coletiva de Imprensa, pelo presidente estadual do partido, senador João Alberto.

De acordo com a decisão, a chapa, presidida por João Alberto, será a única a concorrer no certame. Participaram da coletiva, além do senador, o secretário geral do partido, Carlos Augusto Macedo Couto, o primeiro vice e presidente em exercício, Remi Ribeiro Oliveira, e o presidente municipal do partido em São Luís, deputado estadual Roberto Costa.

Durante a coletiva,  Carlos Couto disse que a chapa, encabeçada pela deputada estadual, foi indeferida porque fere o estatuto do PMDB. Segundo ele, três membros não são filiados ao partido, além de um outro  não ter direito ao voto por ser integrante do Conselho de Ética e Disciplina. “Isso fere o estatuto. Nos termos do regimento, eles não têm direito a voto”, enfatizou.

Carlos Couto explicou ainda que o Conselho de Ética funciona como primeira instância e o diretório estadual como segunda nos processos administrativos internos.

Sobre a polêmica gerada com o pedido de candidatura de Andrea Murad, o senador João Alberto afirmou que “dentro do PMDB não há disputa interna e o intuito da candidatura foi apenas para causar tumulto”. Ele informou ainda que dos 79 nomes assinados na formação da chapa, 57 são da cidade de Coroatá. “A chapa só contemplava oito dos 217 municípios”, disse.

Ainda de acordo com João Alberto, outro motivo do indeferimento da candidatura foi o não pagamento das contribuições devidas ao partido por parte de Andrea Murad.

Disputa eleitoral

João Alberto e Roberto Costa reiteraram, durante a coletiva, que a intenção do PMDB “é lançar candidatura única” na disputa municipal em São Luís.“Temos como opção os nomes de Roseana Sarney e outros. Caso não aconteça desta forma, poderemos coligar”, afirmaram.

Sobre a postura do partido em relação ao governo Flávio Dino, o senador afirmou que as cobranças só podem podem ser feitas após, pelo menos, um ano de administração. “Antes disso, não temos como realizar uma oposição radical”, finalizou João Alberto.

RICARDO MURAD REAGE E DIZ QUE CERTIDÕES FORAM FORJADAS

Em sua conta no Facebook, o pai da deputada Andrea Murad, o ex-secretário Ricardo Murad (PMDB), disse que a direção estadual do partido teria forjado documentos para indeferir a candidatura da parlamentar à presidência do partido.

ricardo murad

O bate-boca entre Romário e João Alberto no Senado…

IG

VEJA A DISCUSSÃO:

Os senadores Romário (PSB-RJ) e João Alberto Souza (PMDB-MA) tiveram uma discussão áspera na sessão desta tarde da CPI do Futebol (assista abaixo), que funciona no Senado. Logo na abertura da sessão, Romário tentou colocar em votação um requerimento convidando presidentes de clubes para falar na comissão. João Alberto contestou o requerimento alegando prejuízo para os convocados em comparecer a uma CPI. A partir daí seguiu-se um debate sobre as posições de ambos.

O senador maranhense se disse ex-dirigente de clube e afirmou que convocar por convocar pode ser algo que cause prejuízo às pessoas pela associação que se faz entre seus nomes e uma CPI. Romário argumentou que tratava-se de um convite para os dirigentes e que eles viriam ou não à comissão. João Alberto então passou a criticar aqueles que consideram que o futebol brasileiro vive uma crise, tem dirigentes ruins e a posição do Brasil na Copa do Mundo de 2014. Romário rebateu de primeira.
“Primeiro que nosso futebol não é organizado. Ele é um dos mais desorganizados do mundo. Segundo, não temos dirigentes bons e ruins, temos ruins e péssimos. Terceiro, uma seleção brasileira disputar uma copa do mundo em casa, tomar de 7 a 1 e ficar em quarto lugar numa copa do mundo no Brasil… Se vossa excelência acha que isso é um resultado positivo, me desculpe, mas não posso acreditar que o senhor teve a experiência de ter dirigido algum clube de futebol, porque isso não entra na cabeça de ninguém, principalmente na minha que joguei futebol muitos anos”, disse Romário.
João Alberto passou a criticar o que chamou de denuncismo da imprensa e disse que não aprovaria requerimentos de convocação para a CPI de pessoas baseado em reportagens jornalísticas. A discussão seguiu com Romário na ofensiva. “Em relação às denúncias que saem nos jornais, o senhor não pode dizer que não é verdade que o Marco Polo Del Nero é ladrão, safado, desonesto e corrupto”, afirmou o senador carioca.

“Com todo respeito a Vossa Excelência pelo seu histórico, mas esse senhor (Del Nero) não presta, ele é imoral, esse senhor para mim é um dos cânceres que temos no futebol e câncer, assim como a doença, tem de ser extirpado”, insistiu Romário. “Ele é realmente hoje um grande mal no nosso futebol. Isso eu posso atestar e afirmar, 100%, independentemente do que Vossa Excelência pensa e outros também”, acrescentou ele.

João Alberto passou a questionar a postura de Romário diante das críticas que o ex-jogador fez ao atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero. “Nós aqui estamos na CPI, somos juízes. Vossa Excelência não pode externar a opinião que Vossa Excelência está externando”, argumentou o maranhense. “Somos juízes, vamos julgar, presidente. Vossa Excelência está extrapolando. Nenhum de nós aqui pode dar a opinião que Vossa Excelência está dando”, continuou.
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Romário fincou pé e seguiu nas críticas peitando o colega. “Vossa Excelência está equivocado, não estou dando minha opinião, estou afirmando que ele é ladrão. Estou afirmando que ele não presta e estou afirmando que ele tem de ser preso e será preso, que assim seja”, disse Romário. “Vossa Excelência quer ser juiz dessa maneira? Me desculpe”, respondeu João Alberto. “Sou presidente do Conselho de Ética e lá eu não me pronuncio, jamais. E nenhum companheiro meu pode se pronunciar como Vossa Excelência está se pronunciando. Me desculpe”, afirmou o maranhense.

Ao final da discussão, três requerimentos foram votados, entre eles a quebra do sigilo bancário do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, que é filiado ao PTB de São Paulo, e está preso desde maio na Suíça após operação desencadeada com o apoio do Federal Bureau of Investigation, a Polícia Federal dos Estados Unidos.