Dino classifica opositores de “fariseus”, irresponsáveis e diz que eles tentam impedir expansão de medidas socioeducativas

Pelas redes sociais, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu, nesta terça-feira (10), às acusações e ao oportunismo político do grupo Sarney que resolveu explorar um aluguel de uma casa na Aurora, contratado pela Fundação da Criança e do Adolescente (Funac), para aplicação de medidas socioeducativas a menores infratores.

O governador classificou os opositores do grupo Sarney como uns “fariseus” que construíram fortunas empresariais e pessoais de bilhões às custas do povo do Maranhão. “E vejam o ridículo político dessa gente: me perseguem há dois anos e até agora só acharam esse grave escândalo no governo. De R$ 9 mil”, ironizou.

Flávio Dino disse que a  politicagem da “grave denúncia” atinge a necessária manutenção e expansão de casas para medidas sócio-educativas. “Ou seja, enquanto há 100 mortos por problemas em presídios, nós estamos tentando evitar tragédias. E irresponsáveis não querem deixar”, frisou.

O governador disse que, no período em que a ex-governadora Roseana Sarney mandava no Maranhão, o governo alugou prédio até do senador José Sarney, entre dezenas de filiados a vários partidos. “Quantos milhões pagaram por esse aluguel ao senador Sarney? Belo tema para uma reportagem. Enquanto isso, sou acusado de favorecer um cidadão que não conheço, não sei quem é, não é meu parente, de um imóvel que não escolhi”, disse em sua página do Facebook.

Politicagem do pior tipo

Segundo Flávio Dino, o que está por trás da “grave denúncia” é  politicagem do pior tipo. “Nosso governo cumpre as leis. Alguém já pensou se tiver que rescindir aluguéis de imóveis de pessoas filiadas a todos os partidos? Seria inconstitucional e absurdo. Alguém já pensou do absurdo de a Administração Publica pedir atestado ideológico ou filiação partidária para celebrar simples contrato?”, lembrou.

Flávio Dino disse que vai analisar, juridicamente, a situação de o cidadão alugar imóvel ao governo e ser empregado de uma empresa pública e, se houver qualquer dúvida sobre isso, a lei será aplicada, como tem sido sempre no governo. “Tal nomeação não passa por mim”, garantiu.

“Dúvida jurídica sobre a condição do cidadão de empregado de uma empresa pública. Não sobre filiação partidária, que obviamente não impede”, esclareceu.

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