O dilema do deputado Alberto Filho…

Deputado Alberto Filho

A eleição de 2018 traz uma nova realidade para alguns políticos maranhenses. No histórico estadual, prefeitos de grandes cidades têm a tradição de tentar eleger filhos e outros parentes para cargos estaduais. Foi o que aconteceu com a eleição de Alberto Filho para o mandato de deputado federal.

Filho do ex-prefeito de Bacabal, José Alberto Veloso, Alberto Filho saiu das urnas com 67.885 mil votos. Mas, após um mandato bastante criticado à frente da prefeitura de Bacabal, José Alberto decidiu não disputar a reeleição, tirando do filho uma estrutura fundamental para sua reeleição ao Congresso Federal.

Hoje, o parlamentar ensaia uma candidatura para a Assembleia Legislativa.

A única certeza no momento é que a eleição deste ano será difícil para o herdeiro do ex-prefeito.

JOGO DE ESTICA E PUXA – Com decisão do STF, Julião Amim deve assumir vaga na Câmara Federal

Julião Amim deve assumir vaga na Câmara com decisão do STF

Julião Amim deve assumir vaga na Câmara com decisão do STF

E a novela continua com mais um episódio. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que quem deve julgar contas de ex-prefeito é a Câmara Municipal e não o Tribunal de Contas – já que a condenação do ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo (PDT), deu-se exatamente por uma condenação do TCE –  o pedetista deve ter seus votos validados.

Com a validação dos votos de Deoclides Macedo, a chapa do PDT ganharia mais uma vaga na Câmara. E ela seria do secretário  estadual de Trabalho, Julião Amim, que deverá  assumir no lugar do deputado federal Alberto Filho (PMDB). Caso ele não assuma, Deoclides é beneficiado diretamente, pois é o próximo suplente.

Entenda o caso

Em sessão plenária, na quarta-feira (10), os ministros do STF decidiram, por 6 votos a 5, que apreciação final das contas de prefeitos deve ser feita mesmo pelas câmaras municipais, não pelos tribunais de contas.

Deoclides Macedo foi candidato a deputado federal em 2014 e não teve os votos contabilizados, justamente porque teve contas regeitadas pelo TCE-MA – mesmo aprovadas pela Câmara de Vereadores de Porto Franco.

O ex-prefeito teve 56.171 votos que, uma vez considerados, mudariam  o resultado das eleições para deputado federal e garantiriam a vaga a Julião Amin, ficando Macedo como primeiro suplente.

Alberto Filho só conseguiu cadeira na Câmara Federal com a nulidade dos votos de Macedo. Esse resultado levou Julião à condição de mero primeiro suplente.

VERGONHA! Fufuca e Alberto Filho votaram a favor de Eduardo Cunha e da corrupção…

O deputado federal Alberto Filho votou a favor da corrupção de Eduardo Cunha

O deputado federal Alberto Filho votou a favor da corrupção de Eduardo Cunha

André Fufuca também envergonhou o Maranhão ao votar a favor de Cunha e de atos de corrupção

André Fufuca também envergonhou o Maranhão ao votar a favor de Cunha e de seus atos de corrupção

Os deputados federais maranhenses André Fufuca (PP-MA) e Alberto Filho (PMDB-MA), integrantes do Conselho de Ética da Câmara Federal, votaram contra a cassação do mandato do presidente afastado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na sessão desta terça-feira (14), em Brasília, e envergonharam o Maranhão ao se manifestarem a favor da corrupção no país.

Apesar dos votos dos dois maranhenses, o Conselho de Ética aprovou, por 11 votos a 9, parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) pela cassação do mandato do presidente afastado da Câmara. A decisão ocorre uma semana após ser divulgado que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Cunha ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No processo, o peemedebista é acusado de quebra de decoro parlamentar por manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado.
Segundo o relatório de Marcos Rogério, trustes e offshores foram usados pelo presidente afastado da Câmara para ocultar patrimônio mantido fora do país e receber propina de contratos da Petrobras. O deputado diz no parecer que Cunha constituiu os trustes no exterior para viabilizar a “prática de crimes”.

Votação
Veja como votou cada deputado integrante do Conselho de Ética:

CONTRA A CASSAÇÃO:
Alberto Filho (PMDB-MA)
André Fufuca (PP-MA)
Mauro Lopes (PMDB-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Sérgio Moraes (PTB-RS)
Washington Reis (PMDB-RJ)
João Carlos Bacelar (PR-BA)
Laerte Bessa (PR-DF)
Wellington Roberto (PR-PB)
A favor da cassação:
Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo
Sandro Alex (PSD-PR)
Paulo Azi (DEM-BA)
Júlio Delgado (PSB-MG)
Nelson Marchezan (PSDB-RS)
Zé Geraldo (PT-PA)
Betinho Gomes (PSDB-PE)
Valmir Prascidelli (PT-SP)
Leo de Brito (PT-AC)
Tia Eron (PRB-BA)
Wladimir Costa (SD-PA)