Devastado, PSDB tenta reunir os cacos e articula um bloco na Câmara

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro

O PSDB, ou o que sobrou dele, tenta juntar os cacos e articular um bloco na Câmara com PPS, DEM e PSD para atuar no Congresso no próximo governo e servir de embrião para um novo partido moderado, de centro, com tendência à direita. Seria o que eles chamam de “Bloco da Sensatez”, pegando carona no alerta de Fernando Henrique Cardoso contra a “marcha da insensatez”.

Dê Jair Bolsonaro (PSL), como tudo indica, ou Fernando Haddad (PT), em franca desvantagem, a avaliação do bloco é que tempos muitos difíceis estão por vir no País e no Parlamento, com o novo governo batendo cabeça, cometendo erros crassos, e a oposição armada até os dentes. Por isso, seus articuladores jogam na mesa duas premissas de atuação: bom senso e responsabilidade.

Devastado pelas urnas e pela radicalização entre Bolsonaro e PT, o PSDB não enxerga um futuro, com FHC errático, Serra, Aécio e Alckmin fora de combate e João Doria, neófito, mais à direita e pouco confiável, tentando assumir o vácuo. No partido, há uma torcida contra Doria (que passou vexame com Bolsonaro) e a favor de Márcio França (PSB). Além de São Paulo, tucanos estão no segundo turno no RS, MT, RO, RR e a joia da coroa, Minas.

Além de Alckmin levar o troféu de pior desempenho da história do PSDB nas eleições, com menos de 5% dos votos, a bancada da Câmara foi quase dizimada. Dos seis últimos líderes, só um, Carlos Sampaio (SP), sobreviveu. Não voltam Antônio Imbassahy (BA), que perdeu a reeleição, e todos os que tentaram o Senado: Bruno Araújo (PE), Jutahy Jr. (BA), Nilson Leitão (MT) e Ricardo Tripoli (SP).

Também caíram tucanos de grande força na bancada do partido e de relevância na própria Câmara, como Luiz Carlos Hauly (PR), relator da reforma tributária, Rogério Marinho (RN), da trabalhista, Marcus Pestana (MG), vice-presidente da comissão da reforma da Previdência, e Floriano Pesaro (SP), um dos principais especialistas em programas sociais do Congresso.

Se a bancada tucana de São Paulo caiu à metade, de 13 para seis, a do próprio partido despencou do terceiro para o nono lugar da Câmara. O PSDB deixa de ser um dos principais partidos para se embolar entre os médios – e sem suas mais conhecidas estrelas. No Senado, Aluizio Nunes Ferreira nem disputou, Cássio Cunha Lima (PB), vice-presidente da Casa, e Paulo Bauer (SC) ficaram de fora.

Na avaliação interna, essa devastação é resultado de uma sequência de fatores e erros: Aécio Neves enrolado até a alma na Lava Jato, a prisão do ex-presidente da sigla Eduardo Azeredo, o “apetite” de governadores tucanos, a incapacidade de perceber os recados das ruas desde junho de 2013, o desdém pela força das redes sociais. Além, é claro, do próprio processo político.

O impeachment livrou Lula do peso Dilma e tirou a crise do colo do PT e jogou no de Michel Temer. Logo, o impeachment garantiu o PT no segundo turno, apesar de tudo, da prisão de Lula, das investigações, do mensalão e do petrolão. Basta comparar os índices de Lula com Dilma no governo e com Dilma fora do governo.

Correndo por fora, Bolsonaro virou “o cara”, enquanto o PSDB, como sempre dividido, tentava escorar o governo Temer e garantir as saídas da crise econômica. O hoje favorito para a Presidência simplesmente não existia antes do impeachment, que salvou o PT, e das gravações de Joesley Batista/Rodrigo Janot, que trucidaram Temer e implodiram o PSDB.

Assim, a queda de Dilma e a PGR de Janot definiram, junto com as ruas, o segundo turno de hoje entre o capitão e o PT. E Bolsonaro, se vencer, vai dever a vitória a Janot, Joesley, o desgaste político e o esgotamento da polarização PT versus PSDB. Agora, é se preparar para a crise já contratada para 2019. A “Bancada da Sensatez” vai ter muito trabalho.

Eleições 2018: Veja a relação dos 18 deputados federais eleitos pelo Maranhão

A renovação da bancada maranhense na Câmara foi de 55,6%. Oito dos 18 deputados eleitos em 2014 garantiram mais um mandato para os próximos quatro anos

Os eleitores maranhenses elegeram, na noite de domingo (7), os 18 deputados federais que irão compor a bancada maranhense na Câmara dos Deputados, a partir de 2019

Dez candidatos ultrapassaram a casa dos 100 mil votos, com destaque para Josimar de Maranhãozinho (PR) que quase alcançou a marca de 195.768 mil votos. O recorde em uma votação para deputado federal pertencia a Roberto Rocha, eleito com 139.294 votos em 2006.

A renovação da bancada maranhense na Câmara foi de 55,6%. Oito dos 18 deputados eleitos em 2014 garantiram mais um mandato para os próximos quatro anos: Aluísio Mendes, André Fufuca, Cleber Verde, Hildo Rocha, João Marcelo, Juscelino Filho, Rubens Junior e Zé Carlos.

Veja a relação dos deputados federais eleitos:

Josimar de Maranhãozinho (PR)
Eduardo Braide (PMN)
Márcio Jerry (PCdoB)
Junior Lourenço (PR)
Rubens Junior (PCdoB)
Pedro Lucas Fernandes (PTB)
Edilázio Júnior (PSD)
Aluísio Mendes (Podemos)
André Fufuca (PP)
Cleber Verde (PRB)
Bira do Pindaré (PSB)
Juscelino Filho (DEM)
Junior Marreca Filho (Patriota)
Hildo Rocha (MDB
Zé Carlos (PT)
Gil Cutrim (PDT)
João Marcelo (MDB)
Pastor Gildenemyr (PMN)

Bancada maranhense na Câmara dos Deputados pode ter a maior renovação das últimas eleições

Com todas essas mudanças, no mínimo, 45% dos deputados federais maranhenses serão mudados a partir de janeiro do próximo ano

A eleição para a Câmara dos Deputados em 2018 pode promover a maior renovação dos seus quadros dos últimos anos. Mais da metade da bancada maranhense pode ser trocada nestas eleições. Em relação a eleição de 2014, oito deputados já não disputam a reeleição, abrindo espaço para novos nomes.

Quatro deputados federais eleitos em 2014, disputam a eleição para senador em 2018. São eles: Eliziane Gama (PPS), Sarney Filho (PV), Weverton Rocha (PDT) e Zé Reinaldo (PSDB).

Três nomes desistiram de disputar novamente a eleição de deputado: Alberto Filho (MDB), Júnior Marreca (Patriotas) e Pedro Fernandes (PTB). Em relação a eleição de 2014, também não teremos a participação do saudoso João Castelo (PSDB), falecido em 2016.

Com todas essas mudanças, no mínimo, 45% dos deputados federais maranhenses serão mudados a partir de janeiro do próximo ano.

Nova Câmara deve aumentar bancadas de esquerda e direita

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados

Agência Brasil

A Câmara dos Deputados que sairá das urnas em outubro terá, além de um elevado índice de reeleição, nomes conhecidos na política brasileira, como deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-prefeitos, ex-secretários e ex-parlamentares, ocupando as vagas dos que não tentaram ou não conseguiram renovar o mandato. As caras novas virão da escolha de policiais, evangélicos e celebridades ou da força do dinheiro e da relação de parentesco com oligarquias políticas.

A projeção foi feita pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base na estratégia dos partidos políticos de lançar nomes competitivos para disputar a Câmara dos Deputados. Para reforçar as bancadas de deputado federal, que definem os repasses do fundo partidário e o horário partidário, as legendas escalaram seus principais nomes para a Câmara e fizeram coligações competitivas.

Uma movimentação dos senadores indica, além de uma preocupação individual com a derrota na eleição majoritária, a estratégia dos partidos de reforçar a Câmara. Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do PT, e Lídice da Mata (PSB-BA), por exemplo, disputam uma cadeira de deputado federal e tendem a puxar votos para suas legendas.

Nessa linha, o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) concorre à Câmara, assim como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (PPS-RJ), o ex-ministro do Trabalho Manuel Dias (PDT-SC) e o ex-deputado federal Marcelo Itagiba (PPS-RJ).

Segundo levantamento preliminar, coordenado pelo analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, a composição das bancadas não será muito diferente da atual. Conforme a análise, haverá um leve crescimento dos partidos de esquerda e de direita, acompanhado de uma discreta redução das legendas de centro.

O PT continuará tendo a maior bancada de deputados federais, com 55 a 65 integrantes, conforme o levantamento do Diap, seguido de MDB (44 a 50), PSDB (42 a 50), PP (40 a 48) e PSD (40 a 48). Em um segundo bloco, estão PR, DEM, PSB, PDT e PRB, com bancadas que devem ficar entre 20 e 40 deputados. PSL, PTB, Pros, PSC, PPS, PCdoB, Pode, PSOL e SD devem eleger entre dez e 20 deputados. Outros partidos não devem eleger mais do que dez parlamentares.

472 candidatos disputam 42 vagas na Alema e 197 brigam por 18 assentos na Câmara Federal

A eleição proporcional para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados será realizada no dia 7 de outubro

As eleições proporcionais para a Assembleia Legislativa contarão com 497 candidatos. É o que mostra o site DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral.

Dos 472 candidatos, 35 são deputados que concorrem à reeleição no pleito de 2018. O fim dos registros das candidaturas mostrou que são 11,23 candidatos por vaga.

Já para a Câmara dos Deputados, serão 197 candidatos disputando os 18 assentos que o Maranhão tem direito.

A média será de 10,94 por cada vaga no Congresso Federal.

Eduardo Braide anuncia pré-candidatura à Câmara dos Deputados

Eduardo Braide agora ensaia uma coligação com o PHS nas eleições proporcionais

O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) anunciou, por meio de suas redes sociais, que é pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2018.

Presidente estadual do PMN e segundo colocado nas eleições para a Prefeitura de São Luís, o parlamentar vinha ensaiando uma candidatura ao Governo do Estado, mas achou por bem agora anunciar que concorrerá a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Eduardo Braide ensaia uma coligação com o PHS nas eleições proporcionais. De acordo com o próprio deputado, os dois partidos decidirão, até o dia 03 de agosto, se apoiarão Maura Jorge (PSL), Roberto Rocha (PSDB) ou uma candidatura própria.

Rodrigo Maia anuncia que privatização da Eletrobras não será votada este ano

Na semana passada, Maia havia se comprometido a pautar o projeto apenas após a definição das eleições presidenciais deste ano

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou nesta terça-feira (10) à noite, logo após a aprovação do Projeto de Lei 10332/18 autorizando a venda de seis concessionárias de energia elétrica, que o projeto de privatização da Eletrobras não será mais votado neste ano.

Na semana passada, Maia havia se comprometido a pautar o projeto apenas após a definição das eleições presidenciais deste ano. Para Rodrigo Maia, a matéria deveria ser capitaneada ou não pelo futuro novo presidente da República. No entanto, após pressão de parlamentares da oposição, decidiu retirar a proposição da pauta de votações do segundo semestre.

“Informo que nosso acordo em relação à não votação do PL [projeto de lei] da Eletrobras está garantido e será conduzido dessa forma por esta presidência. Não votaremos o PL da Eletrobras neste ano”, afirmou Rodrigo Maia, ao responder o questionamento feito pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

A proposta estabelece que a privatização ocorrerá por meio do lançamento de novas ações no mercado até que esse número transforme a União em acionista minoritária. O projeto também prevê que, para preservar interesses estratégicos nacionais, os novos acionistas serão proibidos de acumular mais de 10% do capital da empresa.

A privatização da Eletrobras foi anunciada pelo governo em agosto do ano passado. De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), o valor patrimonial da Eletrobras é de R$ 46,2 bilhões, e o total de ativos da empresa soma R$ 170,5 bilhões. O governo espera obter com a venda cerca de R$ 12 bilhões. A empresa é responsável por um terço da geração de energia do país.

Imprensa nacional destaca aprovação de projeto de Rubens Júnior, que proíbe juiz do STF de suspender lei individualmente

Os principais veículos da imprensa do país destacaram o projeto de Rubens Júnior e os argumentos técnicos do parlamentar

Projeto de Lei (PL) de autoria do deputado maranhense Rubens Pereira Júnior (PCdoB) movimentou a Câmara dos Deputados e chamou a atenção da imprensa nacional no início desta semana. É que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, na terça-feira (3), o PL que proíbe a suspensão de leis por decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os principais veículos da imprensa do país destacaram o projeto de Rubens Júnior e os argumentos técnicos do parlamentar. Ao jornal Estado de S.Paulo, o deputado disse que a proposta “trata-se de uma resposta do Congresso à monocratização do Supremo”.

Para o G1, Rubens Júnior avaliou que tem sido reiterada no STF a prática de um ministro decidir individualmente suspender a aplicação de uma lei aprovada pelo Congresso. E ao portal especializado Jota Info, o deputado complementou dizendo que, neste momento, o país “vive um processo de profunda judicialização em todos os aspectos, especialmente no que tange às questões políticas”.

As decisões monocráticas dos ministros do STF têm, geralmente, efeito provisório e imediato. O projeto proposto pelo maranhense altera o andamento de dois tipos de ações que podem questionar leis no Supremo. As Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) e as Ações de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) são questionamentos se as leis aprovadas e sancionadas estão de acordo com a Constituição.

Se o projeto for aprovado também no Senado, os ministros do STF não poderão decidir sobre esses tipos de questionamento individualmente. As ADIs e ADPFs passarão a ser decididas pelo pleno do Supremo e as leis questionadas só poderão ser suspensas pela maioria absoluta dos ministros.

 

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Weverton Rocha visita ex-presidente Lula em Curitiba

A visita serviu para averiguar as condições da carceragem da Polícia Federal em Curitiba

O deputado federal e líder da minoria na Câmara dos Deputados, Weverton Rocha (PDT), visitou, nesta terça-feira (29), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba.

O deputado foi acompanhado de uma comissão com mais sete parlamentares. A intenção, segundo escreveu Weverton em suas redes sociais, era “verificar as condições da carceragem da Polícia Federal e levar o abraço do povo maranhense ao ex-presidente”.

A visita foi autorizada pela Câmara dos Deputados e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em vídeo postado no Twítter, Weverton falou que sente-se orgulhoso em ser o primeiro maranhense a visitar o ex-presidente depois dos 52 dias de prisão e que saiu energizado do prédio da Polícia Federal.

“O ex-presidente Lula não tem ódio. Lula é um líder que está indignado com o que foi feito com ele. Mas, apesar disso, ele nos deu palavras encorajadoras de novos horizontes para que a gente não desista da luta”, finalizou Weverton.