Edilázio Júnior é comparado a Justo Veríssimo por não querer pobre na área nobre…

O deputado estadual Edilázio Jr (PV), também membro da família Sarney, está sendo comparado, nas redes sociais, ao personagem do humorista Chico Anísio, Justo Veríssimo, após se colocar contra a instalação  da Casa Ninar, que vai acolher familiares e crianças pobres, na antiga Casa de Veraneio do Governo, área nobre de São Luís, metro quadrado mais caro da capital. As palavras ditas na tribuna pelo parlamentar foram rebatidas, de imediato, pelo governador Flávio Dino (PCdoB), mentor do projeto. Veja abaixo:

Edilázio Veríssimo, como já está sendo chamado o deputado  maranhense, deixou transparecer, em pronunciamento feito na segunda- feira (03), que, na área nobre, no bairro São Marcos, em São Luís, ninguém precisa desse projeto, levando em conta o perfil de quem mora por lá e proximidades (vídeo acima).

Percebam que ele defende que a Casa Ninar fosse instalada no Olho D’água, que é próximo de bairros periféricos, onde gente pobre mora, tipo Vila Luizão, etc.  Insiste também que a Casa de Veraneio deveria ser vendida para evitar a instalação do projeto naquela área.

Porém, o governo alega que a venda do terreno da Casa de Veraneio, no São Marcos,   por ser caríssimo, se tornou inviável nesse momento de crise, onde os imóveis estão mais desvalorizados no mercado. Outro detalhe é que metade das crianças com microcefalia residem em São Luís.

Certo é que Edilázio, em seu discurso na Assembleia, demonstrou que o maior incômodo da oposição é o fato de pessoas pobres passarem a frequentar aquele espaço da área nobre, próximo ao hotel Luzeiros, edifícios luxuosos e restaurantes famosos, como o Cabana do Sol, onde gente rica e muito rica vai.  Daí o parlamentar está sendo comparado ao deputado satírico Justo Veríssimo, conhecido pela memorável frase: “Eu quero é que pobre se exploda”. Pegou mal.

CLIMA TENSO – Cutrim chama Edilázio Jr para a “porrada”…

Cutrim não gostou das provocações de Edilázio...

Cutrim não gostou das provocações de Edilázio…

Os deputados Raimundo Cutrim (PCdoB) e Edilázio Jr (PV) bateram boca, na sessão desta segunda-feira (26), no plenário da Assembleia Legislativa, depois que o comunista, em mais um discurso inflamado, bateu forte na Segurança Pública e no governo Roseana Sarney, cobrando, inclusive, apoio da Casa para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue crimes de agiotagem no Estado. No estremecer da discussão, o ex-secretário chamou o  colega de parlamento para terminar a conversa do lado de fora do Poder Legislativo em tom ríspido e chamativo para briga.

Edilázio Jr não gostou das críticas ao governo Roseana e nem de comentários direcionados por Cutrim à procuradora geral de Justiça do Estado, Regina Rocha, e minimizou o pronunciamento do comunista, chamando-o de repetitivo. “Se ele acha que está ganhando voto com essa ladainha dele esta é perdendo voto, porque tem um baixadeiro, que, inclusive, foi eleitor dele,  que estava me falando que, todas as vezes, que o  Cutrim sobe na tribuna, ele muda de canal”, provocou o jovem deputado do PV.

“Faça a sua campanha e deixe de saliência…”, reagiu Cutrim

Edilázio Jr disse que não tem medo de Cutrim

Edilázio Jr disse que não tem medo de Cutrim

A reação de Raimundo Cutrim aos comentários provocativos de Edilázio Júnior foi imediata e o comunista chegou a desafiar o colega para resolver o problema do lado de fora da Assembleia, fazendo menção para briga mesmo. “Rapaz, me respeite. Faça a sua campanha e deixe de estar com saliência, com alfinetada, que eu não aceito isso aí não. Eu não sou moleque para V. Exa. está me alfinetando e eu ficar olhando aqui, por que eu não tenho medo de V.Exa. não! Se tiver algum problema comigo, vamos resolver lá fora”, avisou.

Edilázio Júnior, por sua vez, disse que também não tem medo de Raimundo Cutrim e deu a resposta da tribuna mesmo em tom bem ríspido, mas demonstrando estar bastante nervoso. “Quem o senhor acha que usa palavreado ou jeito de moleque em uma tribuna? Sou eu ou V.Exa.? Chegar e chamar a procuradora geral de Justiça do Estado de pau mandado, ora bolas, isso nós devemos registrar. Essa Casa não pode aceitar esse tipo de coisa, esse tipo de palavreado. Quero deixar bem claro que não tenho medo de V.Exa”, retrucou o deputado do PV.

No final da sessão, curiosos esperaram um “para pra acertar” entre os dois do lado de fora da Assembleia, mas cada um tomou o seu rumo. No entanto, isso não significa “bandeira branca”. É aguardar!