PF anuncia reforço da segurança de candidatos após atentado a Bolsonaro

Bolsonaro foi esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora

Após se reunir com os coordenadores de campanha dos candidatos à Presidência da República, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, anunciou neste sábado, 8, o aumento do efetivo policial colocado à disposição das equipes de segurança dos postulantes ao Planalto.

A decisão de aumentar o número de policiais se dá após a corporação rever o grau de risco de segurança em eventos de campanha eleitoral por causa do atentado contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira, 6, em Juiz de Fora (MG).

Mais cedo, Galloro conversou com os policiais que chefiam as equipes de segurança para reavaliar riscos e a necessidade de mudanças no trabalho da PF.

Com os representantes das campanhas, além de informar o aumento do efetivo, o diretor da PF conversou sobre a necessidade de os candidatos seguirem os protocolos de segurança estipulados pelas policiais federais.

“Aos responsáveis pelas campanhas dos candidatos foram reafirmados os critérios de atuação, as orientações e os protocolos adotados pela PF”, informou a PF em nota divulgada após o encontro.

Embora a PF tenha se recusado a falar sobre números, o efetivo de agentes disponível por evento, por candidato, deverá ser ampliado de 21 para 25, segundo informou um representante da Rede, da presidenciável Marina Silva, que participou da reunião.

O encontro com Galloro reuniu representantes das campanhas de quatro dos cinco candidatos que contam com agentes da PF na segurança: Ciro Gomes (PDT), Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina. A campanha de Bolsonaro, conforme antecipado pela Coluna do Estadão, não compareceu.

Bolsonaro foi esfaqueado durante ato de campanha em Juiz de Fora

Golpeado na região do abdome na tarde de quinta-feira, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Bolsonaro foi atendido na Santa Casa da cidade, onde passou por uma cirurgia. Ele foi transferido na manhã de sexta para São Paulo, onde ficará internado no Hospital Israelista Albert Einstein, no Morumbi. Segundo boletim médico, o presidenciável está consciente.

O agressor de Bolsonaro é Adelio Bispo de Oliveira, atualmente preso na penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Grupo Sarney lucra com a desistência de Joaquim Barbosa

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos.

Com a decisão anunciada de não lançar a pré-candidatura à Presidência da República, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), reduziu as chances de que um outsider chegue ao comando do país nas eleições de outubro de 2018.

A palavra inglesa outsider é usada, na política, para se referir a candidatos que vêm de fora do mundo partidário tradicional e se apresentam como uma possibilidade de renovação.

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos. Em diversas pesquisas de intenção de votos, seu nome variava em torno de 10%.

Antigo aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), o PSB tinha um pré-candidato honesto e com grandes possibilidades de chegar ao segundo turno, o que acionava o sinal vermelho no grupo Sarney.

Roseana Sarney, que já elogiou o ex-presidente Lula (PT), mesmo tendo apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), já demonstrou que não quer carregar o nome do presidente Michel Temer (MDB) pelas suas altas taxas de rejeição.

A desistência de candidatos honestos, sem processos na justiça e sem manchas em sua biografia, anima o grupo Sarney, que tenta, de todas as formas, esvaziar a candidatura do governador Flávio Dino, que sonha em voltar ao comando do governo do estado e que já iniciou as práticas do vale tudo para que esse objetivo se concretize.

Joaquim Barbosa poderá ser candidato à presidência pelo PSB

Joaquim Barbosa deve se filiar ao partido até o dia 7 de abril.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, decidiu que se filiará ao PSB até o dia 7 de abril, prazo final para que as legendas recebam filiações de pessoas que pretendam concorrer às eleições de outubro. Apesar de ainda não ter oficializado a decisão, de acordo com informações do jornal O Globo, a filiação foi ”comunicada ao presidente do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, e ao deputado federal Alessandro Molon (RJ), durante encontro realizado na manhã desta quinta-feira, em uma padaria de Brasília”.

.Ao jornal, o presidente da sigla disse que, apesar de ter avançado no assunto, ainda aguarda a assinatura de Joaquim Barbosa. Caso se concretize, o ministro poderá ser candidato à Presidência da República nas eleições de outubro pelo PSB.

No entanto, mesmo que assine a ficha de filiação, ainda não há garantia de que ele será candidato presidencial. Uma ala do partido prefere não lançar nome próprio ao Planalto para poder costurar alianças estaduais, sobretudo em Pernambuco, estado onde a legenda é mais forte. Mas na sigla nada é certo ainda.

No início do mês, durante o congresso nacional do partido, Carlos Siqueira afirmou que o ideal era que o partido tivesse um nome próprio para a disputa e ressaltou que a decisão seria tomada no momento certo. O nome de Joaquim Barbosa é aventado para ser o nome do partido ao Planalto. Recém-filiado ao partido, o ex-ministro Aldo Rebelo também é um nome citado dentro da legenda para concorrer à Presidência.

Em entrevista, Dino vê perigo em candidaturas à presidência da República classificadas de fascistas…

Do Portal Vermelho

Flávio Dino: Candidaturas como a de Dória e Bolsonaro representam um retrocesso

Para o governador, o sistema político precisa ser erguido “acima do volume morto” para patamares civilizatórios. Flávio Dino aponta o perigo de candidaturas baseadas em um discurso fascista e ultradireitista como a de João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, e de Jair Bolsonaro. Para o governador, Doria é um “Collor piorado, autoritário, sem experiência administrativa” e tem sido desleal com o seu padrinho político, o governador Geraldo Alckmin, “seu criador”.

Flávio Dino criticou a postura de Dória que tenta articular sua pré-candidatura, apesar de Alckmin ter pretensões na disputa. A atitude é considera como um gesto de “traição” por aliados do governador. “É um oportunista”, resume Flávio Dino.

De acordo com o governador, candidaturas com discurso como a de Dória e Bolsonaro representam um retrocesso. Mas considera que candidaturas como a de Alckmin e Lula, por exemplo, “são traços civilizatórios no meio de um desastre completo”.

“Isso [as duas candidaturas] permitirá que o Brasil faça uma reflexão com qualidade”, afirma. Para ele, há uma diferença “gigantesca” entre Alckmin, Doria e Bolsonaro.

“O Brasil ser governado pelo Alckmin é algo razoável. Governado pelo Doria, é um absurdo e pelo Bolsonaro, é um desastre, uma tragédia”, frisou. “Alckmin tem experiência, foi governador quatro vezes, é um quadro político experimentado, tem as condições dele e um conjunto de forças. Quem é o Doria? É um Collor piorado, fake, autoritário e sem nenhuma experiência administrativa. E o Bolsonaro é uma tragédia, com ideário violento, de exclusão das pessoas, fascista, defensor do aniquilamento das diferenças sociais. Não tem nenhuma condição de dirigir o país”, completou.

Por outro lado, o governador e dirigente do PCdoB diz que “a candidatura de Lula é importante para a unidade do campo de esquerda”. Flávio Dino reforça que Lula tem uma “reserva estratégica de popularidade”, que poderá ser aproveitada nas urnas pelo petista ou por um eventual candidato que ele apoiar, caso não possa ser candidato por conta da perseguição que enfrenta na Justiça.

Assim como diversos juristas, Flávio Dino, que é juiz federal e professor de Direito, tem apontado irregularidades e abusos nas decisões proferidas pelo juiz Sergio Moro contra Lula. Para o governador, a sentença de Moro que condenou Lula a nove anos é “tecnicamente muito frágil e ruim” e mostra o “envolvimento passional” do juiz nas acusações contra o ex-presidente.

Para ele, se os magistrados do TRF-4, que analisarão o caso em segunda instância, confirmarem a condenação do ex-presidente, colocarão em xeque suas biografias ao inviabilizarem a candidatura de Lula em 2018. “E se um dia essa sentença chegar ao Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal, não fica de pé, não será confirmada. Afirmo e aposto 100%”.

Ao analisar o cenário eleitoral em 2018, em caso de nova condenação de Lula, o governador afirma que “quando esse debate se colocar, se de fato se colocar, há um elemento que é essencial: não necessariamente o candidato tem que ser do PT”.

“Esse ponto de partida tem que ser posto. Se não tiver mais jeito, se o tribunal confirmar que Lula não poderá ser candidato, é errado dizer que o PT tem que necessariamente ter candidato. Pode não ter”. Entre as opções da centro-esquerda, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é “boa alternativa”, diz.