Eleições 2018, Márcio Jerry e as declarações de José Reinaldo Tavares

Márcio Jerry comentou, no Twitter, a relação política do grupo Flávio Dino com Zé Reinaldo

O secretário de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, posicionou-se sobre a declaração do ex-governador José Reinaldo Tavares (Sem partido) sobre seu possível rompimento com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

“A definição de uma chapa majoritária não depende da vontade de um ou dois. Você precisa discutir com os partidos. Aguarda-se ainda a definição do destino partidário do ex-governador José Reinaldo que ele anunciou como sendo o DEM. Isso é uma pré-condição elementar para que o colégio de partidos defina uma candidatura”, disse o secretário.

Jerry explicou que a decisão sobre os nomes que integrarão a chapa majoritária governista não depende do governador Flávio Dino, mas  de um colégio de 14 partidos políticos que o apoiam.

Por meio das redes sociais, o ex-governador José Reinaldo se pronunciou novamente sobre os últimos acontecimentos: “Eu não rompi com ninguém. A política é feita de diálogo, de conversa, de amizade, de confiança e de respeito”.

Os próximos dias prometem mais desdobramentos sobre o posicionamento de José Reinaldo e uma possível aliança com os deputados Waldir Maranhão (Avante) e Eduardo Braide (PMN).

Uma reaproximação de Zé Reinaldo com o governador Flávio Dino também não está descartada. É aguardar!

Em entrevista, José Reinaldo Tavares anuncia rompimento político com o governo

Zé Reinaldo declarou que mesmo tendo estreitado os laços com Sarney, não está disposto ao realinhamento político com Roseana.

Em entrevista ao jornal O Imparcial, o ex-governador e atual deputado federal, José Reinaldo Tavares (sem partido), anunciou oficialmente o rompimento político com o governador Flávio Dino (PCdoB), além de garantir que disputará o Senado por uma outra via.

Desde o início do ano passado, Zé Reinaldo vem tentando se cacifar como segundo pré-candidato na chapa senatorial ligada ao governo, mas não tem obtido êxito. O primeiro, já declarado oficialmente pelo governador Flávio Dino é o deputado federal e presidente do PDT no Maranhão, Weverton Rocha.

As divergências de Zé Reinaldo com Flávio Dino têm dois eixos: o ideológico, por ele ser contra o comunismo, mesmo sendo filiado ao PSB, e o fato de ter votado a favor do impeachment de Dilma, quando havia prometido ser contra.

Pouco tempo depois, apoiou todas as medidas do presidente Michel Temer (PMDB). E por último, as declarações de Zé Reinaldo diante da possibilidade de sua ida para o DEM, partido presidido no Estado pelo deputado federal Juscelino Filho, que levou a sigla para a aliança com o PCdoB, mas que depende do desfecho da crise nacional.

Zé Reinaldo agitou os meios políticos a dizer, antes de estar filiado ao DEM, que o partido poderia deixar de apoiar a reeleição do governador Flávio Dino, o que foi negado pelo presidente da sigla no Maranhão, deputado Juscelino Filho.

Durante a entrevista, o ex-governador também declarou que, mesmo tendo estreitado os laços com Sarney, não está disposto ao realinhamento político com Roseana. É aguardar para conferir.

Senado – Eliziane Gama cada vez mais próxima de Flávio Dino…

O governador Flávio Dino e a deputada federal Eliziane participaram de culto evangélico na segunda-feira

Aumentam as especulações em torno de um possível apoio do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao projeto de pré-candidatura da deputada federal, Eliziane Gama (PPS), ao Senado.  O grupo governista só poderá ter dois candidatos, em 2018, e há uma nítida reaproximação entre os dois que participaram, na segunda-feira (03), de culto na Igreja Assembleia de Deus de São Luís a convite do líder da instituição, Pastor Coutinho.

A reaproximação entre Flávio Dino e Eliziane Gama tem causado ciumeira entre os pré-candidatos e também deputados federais Weverton Rocha (PDT), Zé Reinaldo Tavares (PSB) e Waldir Maranhão (PP).

Segundo apurou o blog Marrapá, o encontro foi rotineiro, mas significativo. Aliados de longa data, os dois tomaram caminhos opostos no pleito municipal do ano passado e agora demonstram uma reaproximação.

Liderando nas pesquisas para o Senado Federal, Eliziane Gama é quem melhor reúne condições morais e políticas para compor a chapa de reeleição de Dino. É o consenso entre o grupo governista.

No encontro, o governador expôs aos evangélicos as ações de sua gestão, anunciando ainda parcerias com a instituição religiosa nas áreas da cultura e social.

Em nome de quase meio milhão de liderados no Maranhão, Coutinho voltou a defender que Eliziane como prioridade da igreja para a disputa por uma das vagas no Senado.

Delações da Odebrecht – Fachin divulga lista de investigados; Lobão e Zé Reinaldo entre eles…

Com informações do Estadão 

Já era esperado o nome de Edison Lobão na lista dos investigados

 

 

José Reinaldo Tavares foi citado pela primeira vez nas delações

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas –como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estadão. Do Maranhão, aparecem os nomes do senador Edison Lobão (PMDB) e do deputado federal e ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB).

O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não aparecem nesse conjunto porque não possuem mais foro especial.
O Estado teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril.
Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.
Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: 5, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com 4.
O governo do presidente Michel Temer é fortemente atingido. A PGR pediu investigações contra os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, , Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Padilha e Kassab responderão em duas investigações, cada.
As investigações que tramitarão especificamente no Supremo com a autorização do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na Corte, foram baseadas nos depoimentos de 40 dos 78 delatores.
Os relatos de Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo, são utilizados em 7 inquéritos no Supremo. Entre os executivos e ex-executivos, o que mais forneceu subsídios para os pedidos da PGR foi Benedicto Júnior, (ex-diretor de Infraestrutura) que deu informações incluídas em 34 inquéritos. Alexandrino Alencar (ex-diretor de Relações Institucionais) forneceu subsídios a 12 investigações, e Cláudio Melo Filho (ex-diretor de Relações Institucionais) e José de Carvalho Filho (ex-diretor de Relações Institucionais), a 11.
Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.
Imunidade – O presidente da República, Michel Temer (PMDB), é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas a PGR não o inclui entre os investigados devido à “imunidade temporária” que detêm como presidente da República. O presidente não pode ser investigado por crimes que não decorreram do exercício do mandato.
Lista. Os pedidos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram enviados no dia 14 de março ao Supremo. Ao todo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF 320 pedidos – além dos 83 pedidos de abertura de inquérito, foram 211 de declínios de competência para outras instâncias da Justiça, nos casos que envolvem pessoas sem prerrogativa de foro, sete pedidos de arquivamento e 19 de outras providências.

Janot também pediu a retirada de sigilo de parte dos conteúdos.
Entre a chegada ao Supremo e a remessa ao gabinete do ministro Edson Fachin, transcorreu uma semana. O ministro já deu declarações de que as decisões serão divulgadas ainda em abril. Ao encaminhar os pedidos ao STF, Janot sugeriu a Fachin o levantamento dos sigilos dos depoimentos e inquéritos.
VEJA AQUI A LISTA COMPLETA 

PRINT DO DIA – E Zé Reinaldo sente a crítica…

ze reinaldo2006

O deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSB) sentiu a crítica feita pelo blog no post intitulado “Zé Reinaldo e a “bala que matou Kennedy”… e republicou (ou passou recibo), em sua rede social (print acima), nota da coluna “Dr Peta” do Jornal Pequeno que enaltece a exploração que o mesmo faz de uma “tal” proximidade com o presidente provisório Michel Temer (PMDB), que já até citado foi nas delações da operação Lava Jato, para badalar uma possível vinda de uma refinaria iraniana para o Maranhão.

Nada contra o empenho de Zé Reinaldo e do governo Temer pela refinaria, apesar de que a última promessa do PMDB, via ex-ministro Edison Lobão, para Bacabeira, a tal Premium, não passou de um grande engodo. Mas a crítica foi apenas para a maneira como um ex-governador tenta se “ancorar” em um governo fragilizado e taxado de golpista com ministros, que  não resistem a uma citação na Lava Jato, para tentar passar a ideia de que está sendo prestigiado.

Será que um político de destaque, como bem coloca a nota de Dr Peta, importante no processo de libertação do Maranhão e tomada do poder com o saudoso Jackson Lago, precisa mesmo buscar “evidência”, escorando-se ou tentando se mostrar como a tal “ponte” entre o Estado e o governo de um partido que, a cada dia, atola-se em corrupção?

A respeito da finalização da nota, que sugere “interferência” de outros personagens no meu blog, informo que sou a única editora deste site e escriba também. Então, portanto, sou eu mesma quem decido os assuntos e a forma como explorá-los.

Zé Reinaldo tenta explicar “desejo” de reaproximação com Sarney

Por Zé Reinaldo

Zé Reinaldo: Críticas a Sarney ficaram para trás

Zé Reinaldo: Críticas a Sarney ficaram para trás

Há muito tempo não se via no Maranhão uma ideia despertar tanta atenção da sociedade, e isso se deu em todo o estado. Porém, muitos dos autoproclamados “formadores de opinião” simplesmente procuraram evitar o debate, preferindo a tática da desqualificação, ora do autor da ideia, ora da própria ideia. Passaram até a me agredir e a tentar me desqualificar pessoalmente.

No entanto, o mais curioso é que nenhum desses me convenceu de que estou errado. Sabem por quê? Porque ninguém debateu a ideia; todos se limitaram a bater em Sarney, entendendo que aquilo teria causas ocultas e que eu estaria na verdade reabilitando o ex-senador, que, a partir daí, passaria a dividir o governo com Flavio Dino. Meu Deus, que paranoia, pobreza de pensamento e medo do debate verdadeiro!

De fato, essa é uma questão preocupante, pois estamos nos acostumando apenas ao linchamento moral das pessoas de quem não gostamos. Não é à toa que estão ocorrendo tantos casos de linchamento reais de pseudocriminosos. Parece-me mais um perigoso fundamentalismo.

Por que não perguntar à população o que pensa? Bastam duas perguntas: “você ouviu falar da proposta do pacto”? “Você acha que os políticos do Maranhão – de todos os grupos políticos – deveriam se unir para defender projetos importantes para o desenvolvimento do Maranhão”?

É provável que tenham uma surpresa… Estive na Rádio São Luís, no programa do Rogério Silva, por cerca de uma hora e meia com microfone aberto a perguntas, e a grande maioria dos comentários, na verdade, foi de apoio à proposta. Deveríamos fazer uma pesquisa.

Será que estou pondo Flávio Dino em risco? Flávio terá sempre o meu apoio, ele está fazendo um ótimo governo e sairá facilmente vitorioso sobre qualquer um se for para a reeleição. Não acredito que ainda teremos um membro da família Sarney concorrendo ao governo.

Agora me respondam: quem (para valer!) enfrentou Sarney mais do que eu? Enfrentei-o quando ele estava no auge do poder. Quem apanhou mais do que eu, que até preso fui? Quem se sacrificou pela vitória de Jackson Lago a ponto de deixar o sonho de ir para o Senado a fim de me manter no governo até o último dia? Esqueceram-se disso? Jackson venceria o pleito sem mim? Tenho certeza de que não, e me refiro ao seguinte: Jackson queria ser candidato único do governo. Ele contra Roseana. Eu de pronto recusei, porque seria derrota certa. Ele ficou furioso, deixou de falar comigo por mais de um mês, fez sua esposa pedir exoneração do cargo de Secretária da Solidariedade e por aí foi. Alguns amigos que tentaram convencê-lo de que eu estava certo chegaram a ouvir dele: “vocês não estão entendendo, Zé Reinaldo é um agente do Sarney infiltrado na oposição para acabar conosco”.

Realmente não me importei. Jackson era um homem de bem, mas que estava muito estressado na ocasião. Tanto que antes ainda do primeiro turno ele me procurou para dizer que eu estava certo e pedir desculpas pelo que disse. Gesto de um grande homem. Ney Bello assistiu a essa conversa.

Poucas pessoas se expuseram tanto à ira de Sarney, como eu e Lourival Bogéa. Sofremos muito – e na pele – por isso. E ele (que, mais do que ninguém, poderia ter uma outra atitude) fez, agora, um editorial excelente, chamando a atenção dos críticos para o cerne da questão e defendendo a discussão da ideia.

Não falei com o governador sobre o pacto. Não queria envolvê-lo em nada prematuramente. A responsabilidade é só minha. No entanto, logo que assumiu o mandato, ele fez um discurso a uma plateia de prefeitos em que foi muito elogiado ao dizer que trataria todos do mesmo jeito, não importando se votaram nele ou não, se eram ou não do grupo Sarney, que o compromisso dele era com o Maranhão e ali todos representavam o povo maranhense.

Pois bem, o ataque desqualificador que mais se repete por aí é o de que Sarney mandou durante cinquenta anos e nada fez pelo Maranhão. Por que faria agora? À primeira vista parece correta a pergunta, mas não é, pois não é essa a questão. Não vou, meus caros, aderir à pauta do Sarney! É o contrário: o chamado é para que ele adira à nossa, à do governador, à do Maranhão. Há mais de dez anos não falo nem vejo Sarney. Não sei o que pensa nem se está disposto.

Ademais, eu tenho direito e a obrigação de externar o que penso e o que sinto; mormente, a partir de minhas impressões e presença constante, diária, na Câmara Federal, que é uma Casa, sobretudo, política. O horizonte que se prenuncia é um horizonte de mudança profunda no país e é muito provável que outros grupos assumam a Presidência e o poder. Se Lula cair – e tudo leva a crer que isso pode acontecer -, Dilma cairá junto. Nesse cenário, é muito provável que Michel Temer, o atual vice-presidente, assuma a Presidência da República sob grande crise política.

Flávio continuará a fazer um ótimo governo, mas o nosso atraso é tão grande, que precisaremos muito eleger alguns projetos estruturantes, projetos de interesse de estado, acima de governos, o que só faremos com a ajuda de todos, para termos, consequentemente, o apoio de todos. Temos que discutir que projetos serão esses, e isso terá que vir por meio de um amplo entendimento.

A Folha de São Paulo de domingo escreveu, em editorial, que “a crise política começa a impor a necessidade de alguma forma de consenso que coloque os interesses nacionais em primeiro lugar”. E então? Será que atitudes como essa só serão boas para o Brasil, mas não se aplicam ao Maranhão?

Por fim, exporei aqui, mais uma vez, qual seriam os meus projetos para o Pacto: primeiro, seria implantar o Instituto Tecnológico do Nordeste em Alcântara; ou seja, trazer a melhor escola de engenharia do Brasil para cá. Ela permitiu a vitoriosa indústria aeronáutica brasileira e a difusão tecnologia de ponta no sudeste.

O segundo seria o “Super” Porto do Itaqui, para ser o parceiro concentrador de carga do Brasil para o Canal do Panamá. Isso exigirá muito investimento, e se não o conseguirmos, vamos perder o lugar para o Porto de Pecém, no Ceará.

O terceiro escolhido por mim seria o transporte de massa de São Luís e da região metropolitana, a ser feito com VLT e trens, com terminais modernos e tudo integrado para dar rapidez e conforto ao passageiro. Hoje temos um dos piores sistemas do país.

Em quarto seria a implantação de um moderno sistema de logística em todo o estado, capaz de racionalizar o transporte de cargas e passageiros em todo o nosso território.

E em quinto seria um centro de alto nível para a formação de professores para o ensino fundamental e básico, única forma capaz de dar qualidade ao ensino público no nosso estado.

É evidente que em um Pacto as prioridades poderiam ser outras. Mas que fossem todas muito importantes e discutidas à exaustão.

Alguém poderia ser contra? Impossível. Há algum cargo público envolvido? Não.

Esse é o pacto que propus. Vamos deixar de picuinhas sem sentido.