Votação do acordo de Alcântara é adiada

O texto final do relator, deputado Hildo Rocha (MDB), favorável à proposta, deve voltar à pauta na semana que vem

Após um pedido de vista da oposição, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) adiou a votação do acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) entre o Brasil e os Estados Unidos sobre o uso comercial da Base de Alcântara, no Maranhão.

O texto final do relator, deputado Hildo Rocha (MDB), favorável à proposta, deve voltar à pauta na semana que vem.

O presidente do colegiado, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), não vê a hora de o acordo ser aprovado, ainda mais que a aprovação da matéria foi uma das tarefas que o parlamentar recebeu do pai, o presidente Jair Bolsonaro, antes de ser indicado para a embaixada do Brasil em Washington (EUA). No início do mês, o Bolsonaro cobrou a aprovação da questão.

Na tarde de terça, Eduardo Bolsonaro escreveu que se o texto não for aprovado, o Brasil estaria colocando sua soberania em risco. “Caso rejeitem o AST colocaremos em risco nossa soberania, pois se desejarmos enviar satélites ou foguetes pro espaço dependeremos da Guiana Francesa ou de qualquer outro país com centro de lançamento. Chega de burrice, atraso e preconceito com os EUA. Olhemos para o sofrido nordeste!”, escreveu Eduardo.

Partido Cidadania de Eliziane tenta impedir nomeação de Eduardo Bolsonaro

O partido, por meio do deputado Marcelo Calero (RJ), entrou com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal

O Cidadania (antigo PPS) está tentando impedir por via judicial a nomeação de Eduardo Bolsonaro ao cargo de embaixador brasileiro nos Estados Unidos. O partido, por meio do deputado Marcelo Calero (RJ), entrou com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal alegando que “a indicação para assunção da função de Chefe de Missão Diplomática nos Estados Unidos trataria de evidente nepotismo”.

A senadora Eliziane Gama também já manifestou-se contra a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington por meio de suas redes sociais.

“Estarrecedora a declaração de Bolsonaro de colocar o filho como Embaixador nos EUA para viabilizar a exploração mineral em terras indígenas. A saída para crise não é dizimar os índios e entregar nossas jazidas aos americanos. O Brasil não pode voltar a ser colônia de exploração”, escreveu Eliziane.

Eduardo Bolsonaro terá de aprovar acordo por Alcântara antes de ir para os EUA

Eduardo é o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados

BR18

O presidente Jair Bolsonaro quer que seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, cumpra uma última missão antes de assumir como embaixador nos Estados Unidos (cargo que ainda precisa ser aprovado pelo Senado).

Em sua transmissão nas redes sociais semanal, o presidente disse que ele deverá aprovar o acordo com os norte-americanos pela base de Alcântara.

Eduardo é o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e prevê a votação do acordo para agosto.

Ao lado de Bolsonaro, o ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Comunicações) afirmou que espera que no final de 2020 sejam feitos os primeiros lançamentos comerciais oriundos do acordo, diretamente do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

Bolsonaro defende redução da carga tributária

O presidente também voltou a defender a nomeação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal, como embaixador brasileiro nos Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (27), no Rio de Janeiro, que o país tem que reduzir a carga de impostos e que deve apresentar uma reforma tributária depois da aprovação da reforma da Previdência. A afirmação foi feita durante cerimônia de formatura de novos paraquedistas do Exército.

“Queremos adiantar a reforma da Previdência e apresentar nossa reforma tributária. A reforma mãe é a da Previdência. Temos que mostrar para o mundo que gastamos mais do que arrecadamos e queremos equilibrar isso aí. Depois é simplificar. A carga tributária temos que começar a diminuir, caso contrário você estimula o contrabando e a entrada desse material de outras maneiras, o que é ruim para todo mundo”, disse.

O presidente voltou a defender a nomeação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal, como embaixador brasileiro nos Estados Unidos. “Vocês acham que eu botaria um filho meu num posto de destaque como esse para pagar vexame? Eu quero um contato imediato, rápido, com o presidente norte-americano”.

Durante entrevista, depois da cerimônia na 26ª Brigada de Infantaria Paraquedista, na Vila Militar, Bolsonaro também falou sobre o dia do casamento do filho, Eduardo Bolsonaro,  em maio. No dia, de acordo com o presidente, ele e alguns membros da família foram levados à cerimônia em um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB). O presidente destacou que não cometeu nenhuma irregularidade.

“Eu fui no casamento do meu filho. Minha família da região do Vale do Ribeira estava comigo. Eu vou negar o helicóptero pra ir pra lá? E mandar de carro pra lá? Não gastei nada além do que já ia gastar”, disse o presidente.

Ele convidou os jornalistas a conferirem seus gastos com cartão corporativo e a compararem com os de governos anteriores. “Se eu errar, eu assumo meu erro e arco com as consequências. Até o momento, pelo que vejo, nada de errado aconteceu em meu governo”.

“Já morou nos EUA”: Roberto Rocha defende filho de Bolsonaro e esquece o Maranhão

O que causa estranheza na conduta do senador Roberto Rocha, é a falta dessa mesma defesa quando se trata dos interesses do Maranhão

Em uma eventual indicação do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, ao cargo de embaixador do Brasil em Washington, nos Estados Unidos, o senador maranhense Roberto Rocha votaria a favor. É o que mostra uma reportagem do site O Antagonista.

“É preciso destacar que não é um filho desempregado. Muito pelo contrário, foi novamente reeleito no estado de São Paulo, desta feita o mais votado da história do país. Além disso, fala fluentemente inglês e espanhol. Já morou nos Estados Unidos e desfruta de uma boa relação pessoal com a família do presidente Donald Trump, o que pode facilitar muito a relação para ambos os países. O presidente Bolsonaro foi eleito democraticamente, e essa é uma de suas prerrogativas, e não tendo nada que desabone a conduta do deputado Eduardo Bolsonaro, voto a favor”, afirmou Roberto.

O que causa estranheza na conduta do senador Roberto Rocha, é a falta dessa mesma defesa quando se trata dos interesses do Maranhão.

Um dos casos mostrado ontem pelo Blog, foi situação da rodovia BR-402, que liga a capital São Luís ao Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que se encontra em péssimas condições. Roberto Rocha deveria, com a mesma firmeza que defende hoje o filho do presidente, defender ações do Governo Federal no Maranhão.

Sem prestígio com Jair Bolsonaro, Aluísio Mendes deixa de defender as pautas do governo

Aluísio segue uma verdadeira saga pelos gabinetes de Brasília em busca de espaços no Governo Federal, mas até o momento, não foi contemplado com nada.

Como em um conto de fadas que chega ao fim, a relação do deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao que tudo indica, também chegou ao fim.

Aluísio fez parte da Polícia Federal e estreitou os laços com Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente. Em seu primeiro mandato, foi colega de parlamento de Jair Bolsonaro e foi um dos defensores da campanha do presidente desde o início.

Nem mesmo a proximidade de Aluísio com a família Bolsonaro fez com que o presidente, nem mesmo os ministros do governo da área militar enxergassem o deputado maranhense e retribuísse todo o esforço da campanha.

Aluísio segue uma verdadeira saga pelos gabinetes de Brasília em busca de espaços no Governo Federal, mas até o momento, não foi contemplado com nada.

Sem prestígio com o presidente, as pautas atuais do Governo Federal não entram mais nas discussões colocadas pelo deputado em suas redes socais. O que antes era puro euforismo, hoje está mais para a decepção e o desânimo.

Em sessão no Congresso, Bolsonaro diz que o único norte é a Constituição

Jair Bolsonaro vai ao Congresso Nacional pela primeira vez depois de se eleger presidente Foto: Geraldo Magela

Estadão

Na primeira visita do presidente eleito Jair Bolsonaro a Brasília, sua participação em evento sobre os 30 anos da Constituição lotou o Congresso na manhã desta terça-feira, 6. As sessões solenes, como a desta terça, raramente registram um grande número de parlamentares na Casa. Desta vez, porém, tanto deputados e senadores da base quanto da oposição participam do evento. Em breve pronunciamento, Bolsonaro disse que a Constituição é “o único norte”. “Na topografia, existem três nortes, o da quadrícula, o verdadeiro e o magnético. Na democracia só um norte, é o da nossa Constituição”.

“Vamos continuar construindo o Brasil que nosso povo merece, temos tudo para fazer uma grande nação.Estamos ocupando cargos-chave e podemos mudar o destino desta grande nação”, disse o presidente eleito. “Acredito em Deus e no povo brasileiro.”

A sessão estava marcada para ter início as 10h, mas desde 9h autoridades começaram a chegar no prédio. A imprensa, que normalmente tem trânsito livre no local, teve circulação limitada a alguns espaços e é acompanhada de perto por seguranças.

Bolsonaro chegou pouco antes das 10h ao Congresso e não conversou com os jornalistas. Foi direto ao gabinete do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), onde se reuniu também com o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A chegada de Bolsonaro ao Congresso foi cercada por um forte esquema de segurança, bem diferente de meses atrás, quando o deputado em sétimo mandato passava despercebido pela maioria. Durante as votações, era comum ver o parlamentar, agora presidente eleito, sentado no plenário ao lado de seu filho, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Considerado por Bolsonaro o seu “Posto Ipiranga” na economia, o economista e futuro ministro Paulo Guedes também participa da sessão no Congresso. Diferentemente do presidente eleito, que se sentou na mesa diretora, Guedes se sentou em uma das cadeiras no plenário, ao lado de deputados e senadores com quem terá de negociar a votação de suas propostas para a economia.

O relator da reforma tributária, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), inclusive, aproveitou o início da sessão para puxar assunto com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Hauly foi até o economista para tentar agendar uma nova reunião para falar sobre a reforma.