Durante encontro com Eduardo Bolsonaro, Maura Jorge trata sobre Aliança Pelo Brasil

Maura Jorge foi recebida por um dos filhos do presidente, o deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro

Após a confirmação da saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL e o anúncio da criação de sua nova legenda, a Aliança Pelo Brasil. A ex-candidata ao governo e atual presidente da Fundação Nacional da Saúde, no Maranhão, Maura Jorge, embarcou para Brasília para tentar selar um acordo que dê a ela o comando da legenda no estado.

Maura foi recebida por um dos filhos do presidente, o deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro. A ex-candidata publicou em suas redes o resumo do encontro.

“Brasil acima de tudo! É com essa frase que resumo a nossa reunião com o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Eduardo, bem como outros líderes, está à frente da criação do Aliança pelo Brasil, liderado pelo presidente Bolsonaro. Mais uma vez o presidente precisa do apoio de todos nós. O povo será protagonista da criação do Aliança Pelo Brasil, pois é em prol dos brasileiros que o mesmo será criado”, escreveu Maura.

Pelo que tudo indica, pelo menos outras duas lideranças seguirão com Bolsonaro e deixarão o PSL. Além de Maura Jorge, Allan Garcês, diretor do Departamento de Articulação Interfederativa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e Coronel Monteiro, superintendente de Coordenação e Governança do Patrimônio da União no Maranhão tentarão embarcar no novo partido do presidente da República.

A presidente da Funasa falou sobre esse novo momento da poltiica nacional. “Concordamos que é momento de unirmos forças contra todas as investidas dos adversários contrários ao nosso projeto nacional, liderado pelo capitão Bolsonaro e guiado por Deus para a renovação do Brasil. Estamos separando o joio do trigo e os verdadeiros combatentes continuarão ao nosso lado! Estejam conosco em mais esta luta!”, concluiu Maura.

Bolsonaro assina desfiliação do PSL e fica sem partido

A ideia de Bolsonaro de criar uma legenda, a Aliança Pelo Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou durante o dia de ontem (19), a carta de desfiliação do PSL, partido pelo qual se elegeu em 2018. A ideia de Bolsonaro de criar uma legenda, no entanto, sofreu um revés no mesmo dia.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de siglas, “modelo” defendido por aliados do presidente para que o Aliança pelo Brasil saia do papel. Caberá ao TSE decidir se os apoios poderão ser reunidos de forma eletrônica.

Todos os partidos em formação devem coletar um número mínimo de 491.967 assinaturas, para conferência pelos servidores da Justiça Eleitoral, que verificam os dados eleitorais dos signatários. Para participar das eleições de 2020, bolsonaristas têm 140 dias para reunir os apoios necessários à criação do Aliança pelo Brasil.

Bolsonaro afirmou que, “por enquanto”, o futuro do presidente do novo partido será ele. “Mas isso também pode mudar. Na política, tudo muda”, disse ele. Advogada de Bolsonaro, Karina Kufa afirmou que ainda não está decidida a forma como a coleta de assinaturas será realizada.

Ainda na terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegaram a elaborar os pedidos de renúncia dos diretórios do PSL no Rio e em São Paulo  – o documento seria protocolado, o que não ocorreu. O gesto tem valor mais simbólico do que prático, já que, na semana passada, a sigla iniciou o processo a destituição dos dois, o que, consequentemente, os afastarias dos postos de comandos nos Estados.

“Diálogos com Othelino” aborda desvio de recursos em Monção e condena ameaças à democracia

Em mais uma edição do podcast “Diálogo com Othelino”, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), comenta fatos relevantes de caráter nacional e local. O parlamentar repudia o desvio de verba da educação no município de Monção e condena, veementemente, a ameaça à liberdade de imprensa e à democracia praticada, recentemente, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e pelo seu filho, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), respectivamente.

Com relação à declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro ameaçando a reedição do AI-5, o deputado Othelino Neto considerou absurda e, claramente, um possível caso de quebra de decoro parlamentar. “Quando um deputado federal defende a reedição do AI-5, que tanta infelicidade trouxe ao povo brasileiro, é um fato gravíssimo e que merece o repúdio de todos. Não se deve confundir a liberdade do parlamentar externar o seu pensamento com defender teses que são fora da lei. Defender o fechamento do Congresso é algo ilegal”, enfatizou.

E prosseguiu: “Espero que a Câmara analise esse episódio de forma bastante cuidadosa até para que seja um exemplo para todos, em especial para nós, detentores de mandato, que é preciso ter muito cuidado ao afirmar determinadas coisas, até porque isso acaba tendo uma repercussão muito grande, como foi o caso da infeliz declaração do deputado Eduardo Bolsonaro”.

O presidente da Assembleia afirmou que assusta o destempero do presidente da República, Jair Bolsonaro, quando questionado sobre fatos que o incomodam. E citou como exemplo o episódio do assassinato da vereadora Marielle, no qual matéria veiculada pela Rede Globo sobre o caso cita o nome do presidente da República.

“Se ele se sente injustiçado, é natural que reaja de forma indignada, mas não de forma a ameaçar veículos de imprensa. Mesmo reconhecendo que em alguns momentos pode haver excessos, é natural a indignação de quem se sente vítima. Mas não devemos ameaçar a liberdade de imprensa. A sinalização do presidente da República de que uma determinada emissora de TV, no caso a Rede Globo, pode ter a sua concessão indeferida por conta da dificuldade de relacionamento que tem com o presidente, é grave”, pontuou Othelino Neto.

O deputado disse ainda que a forma como o presidente da República interveio no caso da investigação do Ministério Público, no inquérito do crime da vereadora Marielle, pareceu muito com obstrução de Justiça. “Mandar buscar a gravação para os entendidos no assunto, para os especialistas, passou a impressão de que ou ele obstruiu a justiça ou andou no limite de promover esse tipo de obstrução, o que é crime”, pontuou.

“Imunidade tem limites”, diz Juscelino Filho sobre Eduardo no Conselho de Ética

Juscelino Filho é responsável por presidir o comitê que deve receber na próxima semana os pedidos de cassação contra o filho do presidente Jair Bolsonaro

O presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Juscelino Filho (DEM-MA), afirmou que a fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que, se a esquerda radicalizar, pode haver a edição de um novo AI-5, é “muito grave” e que a imunidade parlamentar “tem limites”.

“As declarações são muito graves, porque pareceram afrontar a Constituição Federal, ameaçar o estado de direito e ofender a democracia brasileira, sobretudo porque foram feitas por um agente político eleito pelo voto popular e soberano, o que seria uma incoerência absurda, que ele mesmo reconheceu posteriormente ao se desculpar, ao se retratar”, disse o deputado Juscelino Filho a VEJA.

O parlamentar é responsável por presidir o comitê que deve receber na próxima semana os pedidos de cassação contra o filho do presidente Jair Bolsonaro. PSB, PT, PCdoB e PSOL já avisaram que vão protocolar os pedidos na terça-feira. A declaração divulgada nesta quinta-feira no canal da jornalista Leda Nagle gerou uma onda de críticas de membros do judiciário e políticos de diferentes matizes políticas. O presidente Jair Bolsonaro também lamentou a fala, e, logo depois, o deputado Eduardo Bolsonaro  pediu desculpas, dizendo que “não existe retorno do AI-5”, em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes.

Juscelino Filho evitou emitir opinião sobre se a frase seria passível ou não de punição, como declarou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele disse, no entanto, que a imunidade parlamentar, já invocada por bolsonaristas para proteger Eduardo Bolsonaro, é garantida pela Constituição, “mas tem limites”.

O Conselho de Ética é formado por 21 deputados titulares. Seis são de partidos da oposição, como PT, com duas cadeiras, PDT, Psol e PSB, com uma cada um. E dois são do PSL, mas pertencem à ala contrária a Eduardo Bolsonaro. Um é o delegado Waldir (PSL-GO) e outro é o Fabio Schiochet (PSL-SC). Os outros doze são de partidos, como PP, PSD, com duas vagas cada, PSDB, DEM, PL, Republicanos, MDB, Solidariedade, Podemos, Novo e PTB.

Neste ano, foram protocoladas dez representações contra parlamentares de diferentes ideologias, como Glauber Braga (PSOL-RJ) e coronel Tadeu (PSL-SP). Nenhuma delas, no entanto, chegou a virar processo.

ParlaNordeste repudia declarações de Eduardo Bolsonaro ao cogitar retorno do AI-5

O ParlaNordeste classifica, ainda, como repugnante tal declaração vinda de um parlamentar, que tem por missão defender a Constituição Federal

O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas do Nordeste (ParlaNordeste) manifestou repúdio contra as declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista divulgada na última quinta-feira (31), que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.

Segundo a nota, assinada pelos presidentes das Assembleias Legislativas do Maranhão, Ceará, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas e Paraíba, cogitar o retorno de um dos Atos Institucionais mais violentos da época da ditadura militar brasileira “significa fazer apologia a um passado tenebroso”, além de constituir uma grave “ameaça à institucionalidade democrática, na medida em que incentivam a violência e promovem a ruptura de um avanço histórico que libertou o Brasil do autoritarismo e repressão”.

O ParlaNordeste classifica, ainda, como repugnante tal declaração vinda de um parlamentar, que tem por missão defender a Constituição Federal do ponto de vista democrático, e assevera que qualquer comentário que cogite o retorno dos “anos de chumbo” no Brasil deve ser repelido com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

Na nota, o Colegiado garante que se manterá em estado de alerta, junto à sociedade brasileira, “na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988”.

Confira a íntegra da nota

O Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas dos Estados do Nordeste (ParlaNordeste) vem a público manifestar sua indignação e repúdio à declaração inconsequente, autoritária e antidemocrática do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, que afirmou, em entrevista à jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta-feira (31), que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”.

O AI 5 foi um dos Atos Institucionais mais repressivos e violentos editados na época da Ditadura Militar brasileira. A ameaça de retomar tal medida, cogitada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, significa fazer apologia a um passado tenebroso, com práticas de repressão e censura à imprensa e pelo fechamento do Congresso Nacional, resultando em centenas de presos políticos torturados e desaparecidos.

O Brasil é um Estado Democrático de Direito, portanto, tais declarações vindas de um parlamentar que tem por missão defender a Constituição Federal, são inaceitáveis, pois consistem em grave ameaça à institucionalidade democrática, na medida em que incentivam a violência e promovem a ruptura de um avanço histórico que libertou o Brasil do autoritarismo e repressão.

Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas com toda a indignação possível pelas instituições brasileiras.

Desta forma, o Colegiado de Presidentes das Assembleias Legislativas do Nordeste repudia qualquer tentativa de reeditar a barbárie dos “anos de chumbo” no Brasil e se manterá em estado de alerta, junto à sociedade brasileira, na defesa intransigente da efetivação das liberdades individuais e coletivas garantidas pela Constituição Federal de 1988.

Othelino Neto (MA) – presidente do Parlanordeste 
Adriano Galdino (PB) – vice-presidente do Parlanordeste
José Sarto (CE) – secretário do Parlanordeste
Themístocles Filho – presidente da Assembleia Legislativa do Piauí
Luciano Bispo – presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe
Nelson Leal – presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
Marcelo Vitor – presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Flávio Dino cobra agilidade no caso Marielle Franco e repudia fala de Eduardo Bolsonaro

Flávio comentou os últimos acontecimentos que envolvem os desdobramentos da morte da vereadora Marielle Franco e sobre a fala polêmica do deputado federal Eduardo Bolsonaro

O governador Flávio Dino comentou, por meio de suas redes sociais, os últimos acontecimentos que envolvem os desdobramentos da morte da vereadora Marielle Franco e sobre a fala polêmica do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, uma resposta do governo, caso a esquerda “radicalizar”, pode ser “um novo AI-5”.

“A possibilidade de avançarem as investigações sobre o brutal assassinato da vereadora Marielle gerou uma inacreditável sequência de desvarios políticos e jurídicos. Creio que ainda há juízes, promotores e policiais que não se intimidarão nem se curvarão a ameaças e fraudes”, afirmou Flávio.

Sobre o Ato Institucional 5 (AI-5), durante a ditadura militar, um dos atos de maior poder repressivo que resultou na cassação de mandatos políticos e suspensão de garantias constitucionais, o governador repudiou a fala do filho do presidente.

“O AI-5 trouxe assassinatos, torturas, prisões ilegais, cassações de mandatos, perseguições. Invoco a memória dos ministros do Supremo Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Victor Nunes Leal, cassados pela ditadura, para repudiar a ameaça delirante de um novo AI-5”, escreveu o governador.

Joice Hasselmann diz que assessores de Eduardo Bolsonaro são responsáveis por ataques virtuais

Joice disse ainda que a saída da liderança do governo no Congresso foi um alívio

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) diz que assessores ligados aos filhos do presidente Jair Bolsonaro foram responsáveis por uma “ação coordenada” nas redes sociais para atacar aliados e disseminar informações falsas. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, a deputada afirmou ainda que não fez parte do “time de fake news” disseminadas antes e depois das eleições do ano passado.

“Quanto você tem assessor de deputado, pago por dinheiro público, fazendo memes e ataques virulentos, sendo bancado com dinheiro público, não parece que isso passe perto da moralidade”, disse Joice. A deputada diz que está “mapeando” perfis que disseminam fake news que ela suspeita serem ligados aos filhos do presidente. Há ao menos 20 perfis do Instagram e 1,5 mil páginas no Facebook  ligados a essa operação, segundo Joice.

“Tem alguns perfis, que já estão identificados, que inclusive fazem parte, estão ou estiveram nas mãos de assessores dos meninos, do Flávio, do Eduardo e do Carlos”, disse. “Através dos ataques que foram feitos a mim, eu comecei a mapear.” 

A deputada do PSL de São Paulo disse ainda que não fazia parte do “time de fake news” disseminadas antes e depois das eleições do ano passado, porque “punha o rosto” à mostra nas informações que divulgava. Joice declarou que sua “orelha começou a ficar em pé” quando os ex-ministros Santos Cruz e Gustavo Bebianno começaram a ser atacados. “Quando Santos Cruz foi achincalhado nas redes, resolvi dar uma atenção um pouco maior para entender o que estava acontecendo.”

Joice disse que vai procurar o Ministério Público, fazer um boletim de ocorrência e denunciar ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara ataques de “fake news” e montagens dos quais é alvo. Enquanto esses ataques são realizados, declarou, há problemas para resolver, como o pacote anticrime parado no Congresso.

Ela reclamou de montagens feitas com a foto dela com “bichos e corpo de porco”. “É uma coisa muito baixa que não ajuda o Brasil”, disse.

Joice disse ainda que a saída da liderança do governo no Congresso foi um alívio. “Minha lealdade sempre foi inquestionável. Não esperava uma gratidão, mas um pouquinho de respeito. Agora, esses ataques da meninada nos grupos está ficando muito ruim, mas tenho o couro duro, não tenho medo”, declarou.

Após muitas brigas, Bolsonaro consegue emplacar filho na liderança do PSL

Eduardo recebeu o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito

Em novo capítulo da “batalha das listas” do PSL, a Câmara dos Deputados oficializou nesta segunda-feira (21), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, como líder do partido na Casa. Ele recebeu o apoio de 28 dos 53 parlamentares da legenda – a lista original tinha 29 nomes, mas um não foi aceito.

A confirmação ocorre logo após o agora ex-líder da bancada, Delegado Waldir (PSL-GO), divulgar um vídeo em qual diz abrir mão do posto.

“Já estarei à disposição do novo líder para de forma transparente passar para ele toda a liderança do PSL, queria agradecer aos parlamentares que confiaram nesse nosso projeto e dizer que não sou subordinado a nenhum governador e nenhum presidente, mas sim ao meu eleitor”, disse Waldir no vídeo. “Nós não rasgamos a Constituição ainda. A Constituição prevê que o Executivo não deve interferir no parlamento em nenhuma ação”, disse.

Segundo aliados, porém, a gravação foi feita antes de a Câmara confirmar que Eduardo era líder. 

O documento que teve as assinaturas necessárias para levar Eduardo à liderança foi o terceiro apresentado pela ala do partido ligada a Bolsonaro. Na semana passada, uma guerra de listas acabou com uma derrota para o grupo “bolsonarista” da bancada e Delegado Waldir foi mantido no posto.

Isso porque a Câmara não reconheceu algumas das assinaturas no documento pró-Eduardo. Ao menos quatro nomes estavam tanto nas listas a favor de Eduardo e de Waldir.

Conservadores: conheça o partido que Eduardo Bolsonaro quer criar e levar o pai

Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã

A crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL pode levar o Brasil a ter um novo partido político. Sonho do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, o Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã e na propriedade privada como princípios para a política no Brasil.

Em matéria publicada quarta-feira (9) pelo jornal O Globo , a minuta da criação dos Conservadores é divulgada e aponta que o partido será fundado na “moralidade cristã, a vida a partir da concepção, a liberdade e a propriedade privada”. A sigla ainda pretende ser uma voz para a liberdade da defesa individual e na defesa do porte de armas.

A ideia de Eduardo Bolsonaro em criar um partido próprio nasceu em 2018, quando o pai Jair Bolsonaro ainda não tinha se filiado ao PSL e procurava uma sigla para sair candidato a Presidente da República. Bolsonaro, que na época era filiado ao PSC, chegou a flertar com o PEN (que viraria Patriota justamente para abrigar o capitão reformado), mas acabou convcencido a ir para o PSL.

Temendo que não alcançasse um partido que defendesse realmente as causas de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro começou a falar com aliados para a criação do Conservadores. O sonho, porém, ficou na gaveta depois da filiação ao PSL.

Para criar um partido no Brasil é necessário reunir 101 fundadores de pelo menos nove estados diferentes da federação. Além disso, é preciso conseguir 500 mil assinaturas (correspondente a 0,5% do representado pela Câmara dos Deputados). Depois, é preciso escolher os diretores partidários de cada estado e apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral.