Deputados bolsonaristas discutem plano B enquanto Aliança não sai do papel

Os deputados mais angustiados na Câmara citam como possibilidade de sigla temporária o Patriotas, o Podemos e até o PRP

O grupo de deputados do PSL que vai migrar para o novo partido de Jair Bolsonaro já começa a discutir um plano B enquanto o Aliança pelo Brasil não sai do terreno das intenções. Como está precificada a punição deles com suspensão, mas não com expulsão, o receio desses parlamentares é permanecer “sangrando” nas mãos de Luciano Bivar e seus aliados, sem cargos e vaga em comissão. A alternativa talvez seja passar uma curta temporada de transição em outra sigla. Porém, a possibilidade é vista como muito arriscada pela cúpula do Aliança.

Uma espécie de transição partidária quando há a criação de uma sigla tem precedente, mas o debate não está definido na Justiça. A melhor hipótese, ao menos juridicamente, avaliam, é aguentar o tranco no PSL e rezar para o processo do Aliança andar rápido no TSE.

Os deputados mais angustiados na Câmara citam como possibilidade de sigla temporária o Patriotas, o Podemos e até o PRP. Mas avaliam que seria difícil ter espaço como protagonistas nesta situação.

Bolsonaro precisa de 500 mil assinaturas até março para criar novo partido

O nome do novo partido deve ser Aliança pelo Brasil, mas Bolsonaro disse ontem que o martelo não havia sido batido.

A equipe jurídica que trabalha pela saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL estima que as 500 mil assinaturas necessárias para criação de um novo partido devem ser entregues até março de 2020 ao Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo a advogada Karina Kufa, a ideia é retirar o partido do papel a tempo de lançar candidatos a disputa eleitoral municipal do próximo ano. Para isso, a corte eleitoral teria de aprovar a legenda 6 meses antes das eleições, ou seja, até abril. Bolsonaro deve anunciar a sua saída do PSL e apresentar plano para viabilizar novo partido em reunião na tarde desta terça-feira, 12, com deputados aliados do PSL.

Bolsonaro poderia levar com ele quase a metade da bancada do PSL na Câmara, composta por 53 deputados, caso não houvesse entraves jurídicos que podem implicar na perda dos mandatos. A migração só deve ocorrer se o novo partido for aprovado. A saída do partido já é tratada abertamente por aliados.

O nome do novo partido deve ser Aliança pelo Brasil, mas Bolsonaro disse ontem que o martelo não havia sido batido. “Não está certo nada ainda. Para depois vocês não falarem que recuei”, declarou o presidente.

A ideia é realizada força-tarefa com apoiadores de Bolsonaro para recolher as assinaturas em curto tempo. As equipes devem trabalhar em três turnos em todo o País. Um aplicativo para dispositivos móveis já estaria pronto para registrar os nomes de apoiadores da nova sigla, que seriam validados por meio de biometria.

Na leitura da equipe jurídica trabalha para Bolsonaro, o TSE já aceita a coleta digital de assinaturas. Um dos advogados que assessora o presidente é o ex-ministro do TSE Admar Gonzaga.

A disputa interna do PSL veio à tona no dia 8 de outubro. Naquele dia, na porta do Palácio da Alvorada, Bolsonaro fez críticas ao presidente do partido, Luciano Bivar (PE), a um pré-candidato a vereador de Recife. “O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”, prosseguiu. A partir daí, houve uma série de farpas trocadas entre dois grupos que se formaram entre os correligionários.

Bolsonaro marca encontro com deputados aliados para informar que deixará o PSL

A tendência é que o presidente anuncie processo de coleta de assinaturas para a formação de uma nova legenda

O presidente Jair Bolsonaro marcou uma reunião na tarde desta terça-feira (12) com o grupo de deputados bolsonaristas do PSL para informar que decidiu deixar a sigla. No encontro, que será realizado no Palácio do Planalto, ele deve comunicar que pretende ficar, pelo menos no curto prazo, sem partido.

A tendência é que o presidente anuncie processo de coleta de assinaturas para a formação de uma nova legenda, cujo nome ainda não foi definido. Uma das hipóteses é Conservadores.

Os deputados e senadores do PSL considerados traidores pelo presidente, como Joice Hasselmann (SP), Delegado Waldir (GO) e Major Olímpio (SP), não foram convidados para o encontro.

Na última reunião, antes de viagem ao continente asiático, Bolsonaro disse ao seu núcleo de aliados que a situação no partido está ficando insustentável e pediu para que ele ficasse em contato com a sua equipe de advogados para evitar atitudes que possam dificultar a saída do partido.

No início de outubro, o presidente já havia definido que deixaria o PSL, mas aguardava um cenário favorável para efetivar o desembarque. A avaliação no grupo bolsonarista é de que, com a soltura do ex-presidente Lula (PT), chegou a hora de Bolsonaro se distanciar do PSL para evitar que o partido vire munição da oposição contra ele.

Atualmente, ao menos 20 parlamentares estariam dispostos a seguir Bolsonaro. Encabeçam a lista os filhos do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP) e o senador Flávio Bolsonaro (RJ).

Nesta segunda-feira (11), o deputado federal José Medeiros (MT) sugeriu nas redes sociais que Bolsonaro se filie ao Podemos. O PEN, hoje com o nome de Patriota, também tem interesse na filiação do presidente. Caso a criação de uma nova legenda não tenha êxito, é cogitada a filiação dele à UDN (União Democrática Nacional), partido em fase final de criação na Justiça Eleitoral.

Bolsonaro afirma ter “80% de chances de sair do PSL e 90% de criar um novo partido”

Para o presidente, a discussão em torno do fundo partidário alimenta a cisão dentro do PSL

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou hoje que há “80% de chances” de deixar sua sigla e 90% de criar um novo partido para se filiar. Em entrevista, na noite de domingo (3), ao programa Domingo Espetacular, da TV Record, o presidente disse que “paga a conta sobre qualquer desvio de terceiros no partido.”

“O meu sonho é criar um partido (…), podemos coletar assinaturas de forma eletrônica, até março eu teria um partido e, com quase uns seis mil municípios, talvez umas 200 candidaturas pelo Brasil. Eu teria como escolher, de fato, quem concorreria para aquela prefeitura”, disse Bolsonaro.

Para o presidente, a discussão em torno do fundo partidário alimenta a cisão dentro do PSL. “Essa caneta aqui tem um poder melhor, milhares de vezes maior que o do fundo partidário. Mas eu não uso”, disse.”Ou eu passo a ter o comando das ações do partido, pra gente acabar com isso daí, abrir uma caixa preta, se tiver, e começar a fazer com que o fundo partidário vá para onde tem que ir.”

Entre outras questões, a entrevista abordou a citação do nome do presidente no processo que envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), em março do ano passado. Reportagem do Jornal Nacional mostrou que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde Bolsonaro tem casa, afirmou que o “seu Jair” autorizou o ex-policial militar Élcio Queiroz (acusado de participar do assassinato de Marielle) a entrar no local no dia do crime.

Bolsonaro afirmou que determinou à Procuradoria-Geral da República para colher o depoimento do porteiro e dos funcionários públicos envolvidos no caso, incluindo o delegado da polícia civil responsável pela investigação. Ele voltou a dizer que soube da citação ao seu nome no último dia 9, por meio do governador fluminense Wilson Witzel (PSC).

“É um jornalismo sujo por parte da TV Globo. TV Globo, me dá um espaço de 15 minutos ao vivo no Jornal Nacional para explicar isso e mais coisas. Vou cobrar isso, quem vazou.” Bolsonaro disse que não foi procurado pela emissora para dar sua versão dos fatos, mas o advogado Frederick Wassef gravou um posicionamento em defesa do presidente e que foi veiculado na reportagem.

Conservadores: conheça o partido que Eduardo Bolsonaro quer criar e levar o pai

Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã

A crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL pode levar o Brasil a ter um novo partido político. Sonho do deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, o Conservadores quer atrair parlamentares e idealizadores que acreditem na moralidade cristã e na propriedade privada como princípios para a política no Brasil.

Em matéria publicada quarta-feira (9) pelo jornal O Globo , a minuta da criação dos Conservadores é divulgada e aponta que o partido será fundado na “moralidade cristã, a vida a partir da concepção, a liberdade e a propriedade privada”. A sigla ainda pretende ser uma voz para a liberdade da defesa individual e na defesa do porte de armas.

A ideia de Eduardo Bolsonaro em criar um partido próprio nasceu em 2018, quando o pai Jair Bolsonaro ainda não tinha se filiado ao PSL e procurava uma sigla para sair candidato a Presidente da República. Bolsonaro, que na época era filiado ao PSC, chegou a flertar com o PEN (que viraria Patriota justamente para abrigar o capitão reformado), mas acabou convcencido a ir para o PSL.

Temendo que não alcançasse um partido que defendesse realmente as causas de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro começou a falar com aliados para a criação do Conservadores. O sonho, porém, ficou na gaveta depois da filiação ao PSL.

Para criar um partido no Brasil é necessário reunir 101 fundadores de pelo menos nove estados diferentes da federação. Além disso, é preciso conseguir 500 mil assinaturas (correspondente a 0,5% do representado pela Câmara dos Deputados). Depois, é preciso escolher os diretores partidários de cada estado e apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral. 

Mais um pra conta: MBL avança em projeto para criar seu partido

O novo partido não deverá se chamar MBL nem terá o “P” na sigla

Estadão

A assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu sinal verde à consulta do MBL sobre a validade de assinaturas eletrônicas na criação de um partido (são necessárias 500 mil).

Se esse parecer for confirmado pelo Tribunal, a missão do movimento deverá se transformar numa tarefa tão fácil quanto cortar barra de manteiga com faca quente: o grupo que liderou as manifestações pelo impeachment de Dilma (PT) tem mais de 3,3 milhões de curtidas no Facebook e 470 mil seguidores no Twitter. O partido do MBL, segundo as projeções, poderá disputar as eleições de 2022.

Na próxima semana, membros do MBL devem se encontrar com o relator do caso no TSE, ministro Og Fernandes, para tentar agilizar a decisão. A expectativa é de que o voto dele sobre o partido do movimento saia em um mês.

O novo partido não deverá se chamar MBL nem terá o “P” na sigla. O desenvolvimento de um aplicativo está em estudo como forma de incluir os seguidores do movimento no processo decisório.

Sem espaço no PMDB, Ricardo Murad procura novo partido

Marrapá

Praticamente expulso do PMDB por Roseana, Ricardo Murad procura outro rumo partidário

Praticamente expulso do PMDB por Roseana, Ricardo Murad procura outro rumo partidário

Sem espaço no PMDB, depois de ser vetado por Roseana Sarney para o diretório de São Luís, Ricardo Murad já admite publicamente trocar de legenda, levando a filha Andrea Murad debaixo do braço.

Em contato com o Jornal Pequeno, o cunhado da ex-governadora deu o braço a torcer: “se não me derem a direção municipal do PMDB, vou sair e procurar um outro partido para viabilizar minha candidatura a prefeito”.

O megalomaníaco ex-secretário espera pela criação do novo partido de Gilberto Kassab, o Partido Liberal, para se filiar aos quadros da sigla, com a garantia de que terá o comando desta no Maranhão.

No cenário nacional, a recriação do PL é vista como uma estratégia para esvaziar o PMDB e diminuir sua influência sobre o governo Dilma Rousseff. O Ministério Público Eleitoral (MPE) já deu parecer favorável ao novo partido.

Todavia, caso o PL não consiga o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até setembro deste ano, Murad trabalha com a hipótese de se apoderar do nanico PTN, dirigido no estado por seu genro, deputado estadual Sousa Neto