Polícia confirma conjunção carnal no caso do estupro da sobrinha-neta de Sarney

Novos resultados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (16).
Conjunção carnal foi negada pelo assassino Lucas Porto durante confissão.

G1

Mariana Costa é sobrinha-neta de Sarney e filha de Sarney Neto

Uma coletiva, realizada na manhã desta sexta-feira (16), na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), mostrou que houve conjunção carnal no estupro sofrido por Mariana Costa pelo seu cunhado Lucas Porto. Os resultados constavam em laudos periciais que reforçam as investigações. O empresário confessou o homicídio. A vítima é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, o assassino confesso Lucas Porto havia negado a conjunção carnal e afirmou que ejaculou fora do corpo da vítima, versão contrariada pelos últimos resultados divulgados. O crime aconteceu no dia 14 de novembro no apartamento da vítima que fica no bairro Turu, em São Luís.

Caminhada por Justiça
Familiares e amigos da publicitária Mariana Costa realizam uma caminhada por Justiça no caso de Mariana, por Paz e pela luta contra a violência às mulheres. A caminhada será no próximo sábado (17), às 16h, na Avenida Litorânea, com concentração na Praça do Pescador. Os participantes deverão vestir camisa branca.
Morte de Mariana
Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi encontrada morta na noite do último dia 13 de novembro, em seu apartamento, no nono andar de um condomínio, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu, em São Luís (MA). Ela é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney.
O empresário Lucas Porto, de 37 anos, confessou que matou a sobrinha-neta de Sarney, a publicitária Mariana Costa, 33 anos. Porto era cunhado da vítima. A motivação seria uma atração que ele tinha por Mariana. As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, em entrevista coletiva, em São Luís (MA).
A Polícia Civil do Maranhão concluiu que o empresário Lucas Porto, de 37 anos, estuprou e matou por asfixia a cunhada, a publicitária Mariana Costa, de 33, que é filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente e ex-senador José Sarney.
A apresentação dos resultados dos laudos periciais foi na manhã do dia 23 de novembro, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA), em São Luís. O assassino confesso vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio.

Caso Mariana – Polícia confirma que jovem foi estuprada e morta por Lucas Porto; Segurança diz que crime está esclarecido

Assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

Cúpula da Segurança deu caso como esclarecido

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

O exame no corpo de Mariana mostrou que primeiro ela sofreu tentativa de esganadura, depois sufocação.

A cúpula  da Segurança Pública do Estado reuniu a Imprensa, na manhã desta quarta-feira (23), para apresentar o resultado do laudo pericial do assassinato da sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, a publicitária Mariana Porto, 33 anos, assassinada no dia 13 de novembro, no próprio apartamento, localizado no Turu. A Polícia diz ter confirmado que foi o empresário Lucas Porto, cunhado da vítima, que a matou por asfixia, cometendo estupro (provado com exame de conjunção carnal), em um  bárbaro crime, caso cruel e escândalo que ganhou repercussão nacional.

O assassino confesso foi indiciado por homicídio triplamente qualificado. Ele vai responder por três crimes: estupro, homicídio e feminicídio. Os laudos periciais confirmaram o estupro. Em relação a isso, a perícia técnica trabalha agora para saber se o sêmen, encontrado no local do crime, é realmente de Lucas Porto.

Segundo o superintendente de Polícia Técnica, Miguel Alves,  o estupro  já está caracterizado pelo ato libidinoso diante da violência sofrida pela vítima. Ele disse que a perícia agora está aprofundando as investigações para confirmar se o sêmen encontrado é de Lucas Porto.

“Ela  (Mariana) teve relação sexual recente e vamos agora individualizar para dizer, de forma categórica ,de quem é o perfil genético encontrado no quarto”, disse Miguel Alves.

O superintendente disse que a vítima se debateu muito, na hora do crime, enquanto estava sendo estuprada, tentando se desvencilhar do criminoso. Isso ficou provado pelas diversas escoriações encontradas no corpo da vítima, nas pernas, nos braços e até na cabeça. As lesões evidenciam tentativa de defesa.

Mariana estava dormindo quando Lucas chegou, diz perito

Segundo o perito Miguel Alves, Mariana estaria dormindo e despida quando o assassino confesso chegou ao local do crime. Ele disse que Lucas Porto tinha informações de como entrar no apartamento da cunhada e sabia que ela estaria sozinha naquele momento.

O perito disse ainda que, após a consumação dos crimes, Lucas Porto modificou o ambiente tentando dar uma aparência de normalidade, por isso gastou tempo arrumando o quarto da vítima para sugerir que teria sido suicídio ou outra coisa que não os crimes cometidos por ele.

Assassino confesso

Na semana passada, Lucas Porto (37) confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa.  O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Os mistérios em torno da morte da sobrinha-neta de Sarney

Por OSWALDO VIVIANI

Lucas Porto foi  flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

A polícia do Maranhão aguarda os resultados dos laudos periciais (a serem divulgados na próxima terça-feira, 22) e a reconstituição do crime (sem data para ocorrer, mas já confirmada) para elucidar definitivamente o homicídio que teve como vítima a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos (filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney).

Mariana foi encontrada morta asfixiada no fim da tarde de domingo (13), em seu quarto, no Condomínio Garvey Park, no Turu. Estava despida, com um travesseiro sobre o rosto e tinha sinais de que havia sofrido esganadura e provável violência sexual. Não há mais nada a investigar sobre a autoria do crime – o empresário do ramo da construção civil Lucas Leite Ribeiro Porto, 37, cunhado de Mariana (casado com a irmã da vítima, Carolina) – confessou o assassinato em depoimento espontâneo à polícia, que começou na terça-feira (15) e varou a madrugada de quarta (16). A motivação foi uma “atração incontida” pela cunhada, e que resolveu consumar seu desejo sexual na tarde do domingo (13), ao ir até seu apartamento (segundo o acusado, em princípio para “conversar sobre assuntos familiares”) e encontrá-la sem roupa.

O que falta determinar são algumas circunstâncias do homicídio e a dinâmica dos fatos criminosos. “É fundamental entender o que aconteceu no apartamento, até para embasar o processo e a dosimetria da pena”, disse o secretário de Segurança, Jefferson Portela, ao informar que a polícia vai fazer a reprodução simulada dos fatos (reconstituição).

QUESTÕES NÃO ESCLARECIDAS

Por ser o assassinato que mais repercutiu no Maranhão neste ano, além de chamar a atenção da mídia nacional, e por envolver a chamada “gente graúda” – famílias abastadas do estado –, a polícia não quer deixar brechas na investigação. Está disposta a responder, após receber os resultados dos exames periciais e realizar a reconstituição do crime, a questões ainda não devidamente esclarecidas, tais como:

Qual o conteúdo das mensagens e ligações telefônicas (inclusive as apagadas, agora provavelmente recuperadas pela polícia por meio de um programa especial de computador) que estavam nos celulares de Lucas Porto e Mariana Costa no dia do crime e nos dias imediatamente anteriores?

Lucas Porto tinha livre acesso ao apartamento de Mariana? Quem abriu a porta do apartamento quando ele voltou ao Garvey Park, no domingo? (a mesma era acostumada a deixar a porta  sem chaves quando as crianças banhavam na piscina) Há imagens das câmeras desse momento? Qual a dinâmica dos fatos a partir do momento em que Lucas já estava no interior do apartamento?

Houve tentativa de estupro ou estupro consumado da vítima? Isso ocorreu quando Mariana ainda estava consciente ou já desfalecida?

Com quem Lucas se comunicou (por telefone ou mensagens), após cometer o assassinato, já que a polícia tem imagens dele falando com alguém ao telefone? Ele falou com o pai ou com alguém da família?

Lucas já entregou as imagens das câmeras de segurança do prédio em que mora e é sindico (edifício San Juan, na Ponta d’Areia)? O Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Criminalística e Medicina Legal (Icrim) e o Instituto de Genética Forense estão trabalhando na perícia técnica do material recolhido.

Além do secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, e do delegado-geral Lawrence Mello, participam das investigações do “caso Mariana Costa” o delegado Leonardo Diniz, da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP); o delegado Miguel Alves, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC); e o delegado Lúcio Reis, chefe do Departamento de Homicídios da Capital. Lucas Porto está preso preventivamente (sem prazo para ser solto) na Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) 4, em Pedrinhas. A prisão preventiva foi homologada no dia 14 pela juíza Andréa Cysne Frota Maia, da Central de Inquéritos.

Caso Mariana Costa – Lucas Porto confessa crime e diz que tinha desejo e “paixão incontida” por cunhada

Polícia continuará investigando outras possibilidades para apurar se a versão apresentada pelo assassino confesso tem procedência. Outros laudos  e também relatos de testemunhas também são esperados para a confirmação do depoimento de Lucas Porto.

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Lucas Porto foi flagrado pelas câmeras do condomínio de Mariana no momento do crime

Mariana Costa teria sido vítima de violência sexual, segundo confessou o assassino

Mariana Costa teria sido vítima de violência sexual, segundo confessou o assassino

O empresário Lucas Porto (37) confessou ao Sistema de Segurança Pública do Estado a autoria do assassinato da publicitária Mariana Costa (33), sobrinha-neta do ex-senador José Sarney, morta por asfixia no último domingo (13). O fato foi revelado, na manhã desta quarta-feira (16), pelos delegados que investigam o caso. O assassino confesso disse que nutria desejo, “paixão incontida” pela jovem e não resistiu ao encontrá-la nua (ela saía do banho nesse momento, quando foi surpreendida pelo cunhado).

Lucas Porto era cunhado da vítima. Segundo o assassino confesso, a motivação teria sido uma “atração muito forte” que ele tinha por Mariana. Contou aos delegados  que, ao chegar ao apartamento, encontrou a porta aberta e foi ao quarto, quando surpreendeu a cunhada sem roupa. Diante disso, segundo ele, resolveu consumar seu “desejo sexual”.

O assassino confesso negou que houvesse qualquer tipo de relacionamento amoroso entre ele e a vítima. Disse que o desejo e a paixão eram unilaterais, ou seja, partiam apenas dele.

Pelo relato do assassino, Mariana reagiu ao ato de violência sexual e o agressor a matou por asfixia. Segundo os delegados, em entrevista coletiva, teria havido violência de natureza sexual.

Investigações continuam

Apesar da confissão nesta linha de violência sexual, os delegados disseram que as investigações continuam para apurar se o depoimento de Lucas Porto tem procedência. A Polícia trabalhava ainda com mais duas hipóteses: A de que a vítima teria descoberto um relacionamento homossexual do assassino e a de que eles teriam um envolvimento e que a mesma poderia ter terminado, gerando o ato.

Nas primeiras horas, Lucas Porto negou a autoria do crime. Mariana fora encontrada morta, dentro do próprio apartamento, localizado na Avenida São Luís Rei de França. O principal suspeito,  cunhado da vítima (era casado com sua irmã), que foi preso e levado para Pedrinhas, apresentou lesões no pulso, tórax e face que evidenciaram que o mesmo teve uma luta corporal com a jovem.

Foram encontrados ainda pelos sobre a cama e marcas de sangue que estão sendo analisados. Imagens de câmeras do condomínio, onde Mariana morava, mostram que Lucas Porto foi o único adulto a entrar e sair do apartamento no momento do evento.

A vítima foi encontrada morta, completamente nua, e com um travesseiro sob o rosto, evidenciando o crime por asfixia. A Polícia não teve dúvidas de que houve um homicídio. Tanto o suspeito quanto a vítima passaram por exames de conjunção carnal para saber se houve ou não estupro. No entanto, o resultado do laudo médico ainda não foi divulgado.

O delegado que investiga o caso, Lawrence Melo, disse, em entrevista à Imprensa, que Lucas Portos procurou destruir provas contra si, tipo a roupa que usava no dia do crime e registros de ligações no telefone celular, por exemplo. O suspeito também se negou a entregar as imagens do condomínio no qual ele é sindico e reside para apuração do horário em que chegou em casa.

“O fato é que a investigação aponta que ele não foi diretamente para o seu apartamento. Ele foi para a sauna do condomínio onde ele reside, como se tentasse limpar e apagar, mais uma vez, evidências aí que ligam ele a esse evento trágico”, contou Lawrence Melo.

Luta corporal

Quanto às lesões identificadas no corpo de Lucas, o delegado disse que isso demonstra que ele esteve envolvido em uma luta corporal, supostamente, com a vítima. As feridas, características de unhadas, são apontadas pela perícia como “lesões de defesa”. “A vítima, ao tentar se defender, pode ter lesionado o suspeito e ele não deu nenhum esclarecimento para explicar o motivo dessas marcas”, afirmou o delegado na primeira entrevista.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a sobrinha-neta do ex-presidente da República e senador José Sarney, Mariana Costa, foi vítima de uma tentativa de estrangulamento e morreu por asfixia. Segundo a Polícia, ela  foi sufocada pelo assassino com a ajuda de um travesseiro.

As imagens mostram Lucas chegando e, posteriormente, descendo do nono andar pelas as escadas. Ele não utiliza o elevador. Ele desce correndo e tem uma aparência de estar transtornado com algum evento grave que teria acontecido. Ao chegar no térreo, passa a mão no rosto e faz uma ligação. Essa ligação, posteriormente, ele nega.