Ministério da Segurança Pública será anunciado após o carnaval

Proposta pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, a criação da pasta vem sendo debatida desde novembro de 2017.

Após o carnaval, o presidente Michel Temer planeja anunciar a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. A nova pasta deverá ser criada por medida provisória (MP). Uma das atribuições do ministério será desenvolver ações de combate à criminalidade.

Proposta pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, a criação da pasta vem sendo debatida desde novembro de 2017. Além de Torquato e Temer, participam das discussões os ministros Raul Jungmann (Defesa) e Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional).

Pela proposta, Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) saem da alçada do Ministério da Justiça e ficarão subordinados ao novo ministério. A pasta contará com a estrutura já existente no Ministério da Justiça. Já o Ministério da Justiça, seguirá desenvolvendo políticas preventivas de combate às drogas e programas de recuperação de ativos no exterior, de política de estrangeiros e refugiados, defesa do consumidor e políticas antipirataria.

A criação de uma pasta exclusiva para cuidar da segurança pública é incentivada por parlamentares da chamada “bancada da bala” no Congresso Nacional. Em janeiro de 2017, após registros de chacinas em presídios, parlamentares da comissão de segurança pública da Câmara pediram a Temer a criação desse ministério.

Apesar de a segurança pública, em sua maior parte, ser de competência dos estados, o Palácio do Planalto tem sido cobrado pela crise no setor.

Sarney ainda não desistiu de dar um ministério para Roseana…

Sarney continua tentando emplacar Roseana em um ministério

Apesar da negativa pública de que almeja o Ministério das Cidades, a divulgação da informação por um blogueiro da casa dos Sarney tem peso. E o que se ventila em Brasília é que o eterno patriarca José Sarney avalia que sem o Palácio dos Leões, sem doação de empreiteira e sem um grupo político forte, só um Ministério no governo Michel Temer (PMDB) pode salvar a campanha de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Estado em 2018.

Nas próximas eleições, Roseana amargara pela segunda vez uma campanha solitária e na qual ela não poderá contar com a máquina estadual a seu favor. A primeira vez que ela se lançou sem o apoio do governo do Estado, em 2006, ele perdeu as eleições para Jackson Lago. Foi preciso que o oligarca José Sarney usasse sua influência nos tribunais para derrubar no tapetão o mandato de Lago e reconduzir sua filha ao poder.

Outro fator que vai pesar contra Roseana e que, após a série de escândalos envolvendo financiamento ilícito de campanha, e com a reestruturação do sistema eleitoral ode meio da reforma política em tramitação no Congresso, que deve vedar as doações de empresas para campanhas em 2018, a ex-governadora também não poderá contar com a parceria de nenhuma empreiteira nas próximas eleições.

Citada em uma série de denúncias de corrupção, com a imagem desgastada e sem fortes apoiadores, essa será a eleição mais difícil da história política de Roseana. E o maior motivo para a fragilidade de Roseana não poderia ser outro: ela vai entrar da disputa sem a posse das chaves dos cofres estaduais.

A articulação com Temer e um possível mandato relâmpago em um Ministério seria a única saída possível para Roseana sonhar com o retorno ao poder no Maranhão.

Após pedir votos para impeachment, Roseana pressiona Temer por Ministério e encontra resistência

Roseana tem enfrentado resistências por estar envolvida nas investigações da operação “Lava Jato”, no caso Constran e por ter um passado  marcado por escândalos como o da Lunus, por exemplo.

Roseana pleiteia um ministério, viando a uma série de coisas, entre elas imunidade e base de apoio para disputar as eleições de 2018 pelo Maranhão

Roseana pleiteia um ministério, viando a uma série de coisas, entre elas imunidade e base de apoio para disputar as eleições de 2018 pelo Maranhão

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), já está cobrando a “fatura” pela busca de votos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ela está tentando emplacar-se em um Ministério de um provável governo Michel Temer (PMDB), porém tem enfrentado resistências por estar envolvida nas investigações da operação “Lava Jato”, no caso Constran e por ter um passado  marcado por escândalos como o da Lunus, por exemplo.

Temer teria dito a um grupo seleto com quem conversa, constantemente, sobre o futuro político do país que, em um eventual governo do PMDB, irá procurar evitar desgaste com indicações para ministérios que estejam envolvidos com a operação “Lava Jato” ou com outros escândalos.

Roseana pleiteia um ministério, viando a uma série de coisas, entre elas imunidade e base de apoio para disputar as eleições de 2018 pelo Maranhão. Com a resistência, ela, leia-se o grupo Sarney, deve partir para a indicação de outros nomes que estejam limpos nos cenários local e nacional.

A ex-governadora tem pretensões políticas de disputar o governo do Maranhão ou de partir para a briga por uma vaga no Senado. Tudo ainda vai depender das articulações e do espaço que pretende garantir num eventual governo peemedebista.

Um belo chute

Mas, ministérios e cargos à parte, o grupo Sarney usou e abusou dos benefícios que o PT lhe concedeu e deu um “belo chute” no atual governo e no ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva que tanto o  serviram. Como se diz no ditado popular, “comeram a carne e roeram até o osso para depois jogar fora”.

São coisas da política, mas que isso sirva de lição para a esquerda brasileira. Que passe a escolher melhor seus aliados para que as alianças de hoje não dê origem aos algozes de amanhã.

EM NOME DA “IMUNIDADE”! ‘Diário Oficial’ publica nomeação de Lula e criação de novo ministério

Ex-presidente assume a Casa Civil no lugar de Jaques Wagner. Wagner será ministro-chefe de Gabinete Pessoal da presidente.

G1 

Lula assumiu Ministério para garantir foro privilegiado e escapar de Sérgio Moro

Lula assumiu Ministério para garantir foro privilegiado e escapar de Sérgio Moro

Edição extraordinária do “Diário Oficial da União” publicada no início da noite desta quarta-feira (16) traz a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro da Casa Civil e a criação de um novo ministério, o do Gabinete Pessoal do Presidente da República, que será ocupado por Jaques Wagner, ex-ministro da Casa Civil.
No final da tarde desta quarta-feira, o juiz Sérgio Moro, responsável péla Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, retirou o sigilo de interceptações telefônicas de Lula. As conversas gravadas pela Polícia Federal incluem diálogo gravado nesta quarta com a presidente Dilma Rousseff.
Na conversa, Dilma e Lula conversam sobre o termo de posse de Lula. A presidente diz a ele que iria mandar o termo para que usasse somente “em caso de necessidade”.
Com a nomeação, Lula ganhou foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, a investigação sobre ele sai do alcance do juiz Sérgio Moro e passa para o âmbito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Consultado pelo G1, o ex-presidente da Comissão de Ética Pública Américo Lacombe explicou que uma pessoa só é oficialmente ministra após assinar o termo de posse.
Desde o fim da tarde, após o anúncio de Lula como ministro e a liberação do áudio da conversa entre a presidente e o ex-presidente, manifestantes ocuparam as vias próximas ao Palácio do Planalto para pedir a renúncia de Dilma.
Segundo o presidente do PT, Rui Falcão, a posse de Lula está marcada para a próxima terça-feira (22) e a expectativa é que haja cerimônia no Palácio do Planalto.