Editorial da Folha de S.Paulo aponta que acusação contra Dino é “contraditória e inconsistente”

O principal editorial do jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira (10) aponta “informações contraditórias ou inconsistentes” de um delator da Odebrecht contra o governador Flávio Dino. O assunto já tinha sido manchete do jornal paulista do último domingo e agora volta a ser abordado.

Diversas contradições já haviam sido apontadas na delação de José de Carvalho Filho. Tanto na reportagem de domingo como no editorial desta quarta, a Folha trata de duas delas.

O delator disse que, em 2010, quando era deputado federal, Flávio Dino teria atuado em favor da Odebrecht por meio de um projeto de lei. Mas Dino jamais atuou na proposta, como comprovam documentos oficiais. “Por que a verba seria concedida em troca do avanço de um projeto de lei que acabou arquivado?”, pergunta o editorial da Folha.

Outro ponto inconsistente é em relação ao suposto pagamento que teria sido feito. O editorial traz nova pergunta: “Flavio Dino (PC do B), governador do Maranhão, teria recebido R$ 200 mil, como disse um delator, ou R$ 400 mil, como consta da peça elaborada pela Procuradoria-Geral da República?”

Folha de São Paulo destaca que contradições desmontam delação contra Flávio Dino

O jornal Folha de S.Paulo deste domingo (07) traz reportagem mostrando que contradições e inconsistências desmontam a delação de um ex-executivo da Odebrecht que cita o governador Flávio Dino (PCdoB). A reportagem ocupa a manchete do jornal.

Diversas contradições já haviam sido apontadas na delação de José de Carvalho Filho. A Folha trata de duas delas.

O delator contou que, em 2010, quando era deputado federal, Flávio Dino teria atuado em favor da Odebrecht por meio de um projeto de lei. A Folha ressalta que a acusação não se sustenta porque Dino jamais atuou na proposta.

“O repasse teria sido feito em troca da defesa de um projeto de lei sobre o qual o então deputado Dino não emitiu manifestação e que foi arquivado pouco depois”, diz a Folha.

O jornal também destaca outro ponto que não se sustenta: “Na peça contra o governador do Maranhão, Flavio Dino (PC do B), a PGR [Procuradoria Geral da República] apontou doação de R$ 400 mil – o dobro do delatado por José Carvalho”.

Delações da Odebrecht: Depoimento detalha fraude em licitação de obras do Porto do Itaqui…

Delator João Pacífico, ex-executivo da Odebrecht

Em depoimento sobre o suposto esquema de mercado para garantir obras de expansão do Porto de Itaqui, em São Luís, o delator João Pacífico, ex-executivo da Odebrecht, detalhou o processo, combinando preços entre as empreiteiras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Serverg, além de envolverem o pagamento de caixa 2.
Segundo o delator, as empreiteiras combinaram os preços das obras de reformas de dois berços de atracação do porto e da construção de um terceiro berço, obras que somaram mais de R$ 180 milhões e que tiveram início em 2006.
“Com esse acordo de mercado, não houve então a disputa entre as três empresas e nós fizemos o consorcio com a Andrade e a Serveng, nos demos o compromisso de que a próxima obra a ser licitada nessa região caberia a Serveng” afirmou o delator.
Juntas, as duas empreiteiras foram procurar a Serveng para combinar os preços das três obras, mas a empresa negou, porque já estava na região e queria ficar a construção do terceiro berço, disse o relator. Por conta disso, Odebrecht e Andrade acabaram ficando apenas com a expansão dos dois berços que já existiam.
De acordo com a petição de número 6.671, com esse acordo de mercado, não houve então a disputa entre as três empresas, pois foi criado o consórcio com a Andrade Gutierrez e a Serveng. “O contrato foi firmado em 23 de junho de 2006, tivemos muita dificuldade, com liberação de recursos, Tribunal de Contas, tanto que essa obra só foi encerrada em novembro de 2012. Ou seja, uma obra tecnicamente pequena que levou 6 anos pra ser concluída”, finalizou o delator.
Caixa 2
De acordo com o inquérito 6.726, o delator Raymundo Santos Filho disse que, em 2008, o então deputado federal e presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), João Castelo (PSDB), que morreu em dezembro de 2016, pediu dinheiro ao consórcio da Odebrecht e Andrade para financiar sua campanha à Prefeitura de São Luís.

Segundo delação, houve pagamento de propina no valor de R$ 200 mil. O grupo político tucano se beneficiou de propina com o intuito de obter a liberação de recursos federais nas obras do Porto do Itaqui.
Os delatores acrescentaram que os repasses teriam sido motivados com o intuito de favorecer o Grupo Odebrecht na participação nas obras do Porto do Itaqui, em São Luís, no Maranhão.

Delator e investigadores riem ao falar sobre apelido na lista da Odebrecht…

G1

Ex-executivo da Odebrecht ruiu de apelidos políticos

Rogério Araújo foi perguntado pelos procuradores sobre ex-presidente da Petroquisa. “Paulo Aquino era ‘Lagoa’ e eu estou achando que houve um erro e ele virou ‘Peixe'”, respondeu, causando risos.

O ex-executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, e os investigadores da operação Lava Jato começaram a rir durante o depoimento do delator quando eles passaram a falar sobre o apelido de Paulo Aquino, ex-presidente da Petroquisa.
Araújo é um dos ex-dirigentes da empreiteira que fecharam acordo de delação premiada com o Ministério Público.
Enquanto ele prestava depoimento, o investigador perguntou a ele sobre o apelido de Paulo Aquino, ex-presidente da Petroquisa, nas planilhas da Odebrecht (relembre os apelidos de todos os políticos citados nos depoimentos).
O delator disse: “O Paulo Aquino era o ‘Lagoa’ e eu estou achando que houve um erro aí e ele virou ‘Peixe’.”
Em seguida, tanto Rogério Araújo quanto o investigador que o questionava começaram a rir, por cerca de um minuto.
“O Paulo Aquino pode ser o ‘Peixe’? O senhor não tem certeza disso”?, indaga o procurador, rindo.
“Não”, limita-se a responder o delator, também sorrindo.
QUIZ G1: De qual político é este apelido?
Planilhas
A lista dos apelidos dos políticos nas planilhas da Odebrecht inclui nomes como Viagra, Barbie, Fodinha, Fodão, Maçaranduba, Garanhão e Kibe, além de Todo Feio, Soneca, Nervosinho, Chorão e Boca Mole.
As planilhas também continham os apelidos dos partidos políticos que rebebiam benefícios. Os nomes que aparecem são de times de Futebol, entre os quais Corinthians, Flamengo e Cruzeiro.

Deputado rebate oposição e diz que governador quer celeridade em apuração sobre Odebrecht

 

Na tribuna, Othelino afirmou que nem ele e nem o governador são contra a operação Lava Jato, muito pelo contrário, pois ela é necessária para o Brasil

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi à tribuna, na sessão desta terça-feira (18), e voltou a rebater a oposição quanto a citação do nome do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em delação de um dos executivos da Odebrecht. Segundo o parlamentar, o maior interessado que a apuração seja feita, de forma célere, é o chefe do Executivo maranhense que é um homem honrado, decente e que se viu em um determinado momento sendo colocado sob suspeita. “Ele próprio já disse querer uma apuração rápida para que a verdade se restabeleça e não fique na vala comum. O sonho da oposição é transformar todos os diferentes em iguais”, disse.

Na tribuna, Othelino afirmou que nem ele e nem o governador são contra a operação Lava Jato, muito pelo contrário, pois ela é necessária para o Brasil, mas lembrou que já criticou alguns excessos praticados nas investigações. “O trabalho mostra que a impunidade não é mais regra e que a lei existe para todos. Isso o governador disse aqui, nas suas redes sociais, na Folha de São Paulo, no Estadão,  na Globo News, etc. “Foi lá e falou para o Brasil inteiro essa opinião, assim como nós criticamos quando entendemos que o juiz Sérgio Moro cometeu excesso e percebemos que ele estava exorbitando as suas atribuições de magistrado”, afirmou.

Othelino disse que criticou a operação quando ela grampeou a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, não se pode grampear um chefe de Estado, a menos que houvesse permissão do Supremo Tribunal Federal. “Aquilo teve um objetivo político quando foi grampeado e divulgado, inclusive isso foi criticado por ministros do STF, quando não só foi feito o grampo, como foi divulgado de forma ilegal, envolvendo também o ex-presidente Lula. Os excessos cometidos pela Lava Jato podem jogar a operação fora. Juristas já têm advertido que, quando se cometem excessos, quando se faz vazamentos seletivos não autorizados pela Justiça, isso pode comprometer lá na frente provocando, inclusive, nulidade de vários atos. Nós desejamos que operação chegue ao seu desenrolar e que os culpados sejam punidos”, comentou.

O vice-presidente da Assembleia disse ter toda convicção de que o governador Flávio Dino é um homem sério que não teme investigações e que, em nenhum momento, agrediu o Judiciário ou o Ministério Público. O que ele fez, segundo o deputado, pelas redes sociais, com notas oficiais, foi se manifestar publicamente, defender-se. “Agora, se o fez e o faz de forma mais veemente é porque é um homem corajoso, que não tem complexo de jabuti, que, quando apanha ou se sente em perigo, esconde o pescoço, a cabeça. O governador se viu ultrajado, agredido e injustiçado e foi falar nos veículos de comunicação de que dispõe, inclusive na TV Mirante. Isso não foi um favor, porque a televisão é uma concessão pública, tem a obrigação de trabalhar pela boa informação”, disse.

Durante o pronunciamento, Othelino Neto frisou que não existe autoridade acima da lei, nem deputado estadual, deputado federal, governador, juiz, promotor e nem delegado de polícia. Segundo o deputado, todos estão submetidos a regime jurídico e precisam compreender as suas competências, quando um poder começa a se sobrepor sobre o outro e a fazer com que ele fique menor. “Isso é ruim para o Estado democrático de direito, é ruim para a democracia e é importante que nós, independente de lado político, tenhamos consciência disso”, frisou.

Othelino criticou ainda a postura da oposição ao fazer pré-julgamentos em relação ao governador Flávio Dino. O deputado disse que já foi diversas vezes à tribuna, mas evitou fazer pré-julgamentos, por exemplo, sobre o senador Edison Lobão (PMDB) que nunca recebeu a defesa de nenhum membro da oposição. “Eu nunca vim a esta tribuna dizer que o rei das delações, que é o senador Lobão, que está em todas e não conseguiu ficar fora de nenhuma, é um criminoso. Por quê? Porque é preciso que se respeite o devido processo legal. O Supremo Tribunal Federal já instaurou inquérito para apurar, ele será ou não indiciado e eu não estou antecipando aqui o que vai acontecer”, comentou.

Os apelidos políticos da lista de propina da Odebrecht…

Globo.com

Viagra, Barbie, Fodinha, Maçaranduba, Garanhão e Kibe são alguns dos apelidos encontrados nas planilhas da Odebrecht; veja a lista.

Parece apenas brincadeira, mas a critividade dos executivos da Odebrecht para criar apelidos a beneficiados de valores repassados pela empresa tinha um motivo prático.
Segundo Benedicto Júnior, diretor do “departamento da propina” da Odebrecht, os apelidos eram usados para que os funcionários do “baixo clero” da área que fazia os repasses irregulares não ficassem sabendo para quem ia o dinheiro.
As pessoas que tinham contato com as autoridades é que escolhiam os codinomes. Como não havia um centralizador nas operações, o mesmo beneficiado pode aparecer com mais de um apelido, ou então, o mesmo apelido ser usado para designar pessoas diferentes.
A lista abaixo tomou como base os vídeos e documentos das delações premiadas de executivos da Odebrecht e inclui apenas os políticos que receberam dinheiro da empresa. Políticos citados na chamada “lista de Fachin” negam as irregularidades.
Confira os apelidos e a quem se referem:
Abelha – Francisco Appio, ex-deputado estadual (PP-RS)
Acelerado – Eduardo Siqueira Campos (DEM-TO)
Aço – Wellington Magalhães, vereador (PTN-MG)
Adoniran – Braz Antunes Mattos Neto, vereador (PSD-SP)
Anão – Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito (DEM)
Alba – Tiago Correia, vereador (PSD-BA)
Alemão – Carlos Todeschini (PT-RS)
Alemão – Valdir Raupp (PMDB-RO)
Aliado ou Gremista – Marco Maia, deputado federal (PT-RS)
Amante ou Coxa – Gleisi Hoffmann, senadora (PT-PR)
Amarelou – Durval Amaral, presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR)
Amigo – Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente (PT-SP)
Amigo C – Paulo Câmara, vereador (PSDB-BA)
Angorá, Bicuíra ou Fodão – Eliseu Padilha, ministro (PMDB-RS)
Aquático – João Fischer (Fixinha), deputado estadual (PP-RS)
Aracaju – Aloizio Mercadante (PT-SP)
Asfalto – Jaime Martins, deputado federal (PSD-MG)
Aspirina – Angela Amin, ex-prefeita (PP-SC)
Atleta – Renan Calheiros (PMDB-AL)
Atravessador – Alcebíades Sabino, ex-deputado estadual (PSC – RJ)
Avião – Manuela D’Ávila, deputada federal (Pc do B-RS)
Azeitona – José Fernando de Oliveira, ex-deputado (PV-MG)
Ex-executivo da Odebrecht, Benedicto Júnior confirma lista de apelidos em depoimento
Babão – Iris Rezende, prefeito (PMDB-GO)
Babel – Geddel Vieira Lima, ex-ministro (PMDB-BA)
Babosa – Paulo Alexandre Barbosa, prefeito (PSDB-SP)
Baianinho – Paulo Hartung, governador (PMDB-ES)
Baixada – Manoel Neca (PP)
Balzac – Yeda Crusius, deputada federal (PSDB-RS)
Barão – Carlin Moura, ex-prefeito (PC do B-MG)
Barbie ou Belo Horizonte – Marta Suplicy, senadora (PMDB-SP)
Barrigudo – Fabio Ramalho, deputado federal (PMDB-MG)
Batalha ou Chorão – Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB (PSDB-PE)
Bateria – Maria do Carmo Lara Rezende, ex-prefeita (PT-MG)
Belém ou M&M – Geraldo Alckmin, governador (PSDB-SP)
Benzedor – João Paulo Papa, deputado federal (PSDB-SP)
Bico – Geraldo Júnior, secretário municipal (SD-BA)
Bitelo – Lúcio Vieira Lima, deputado federal (PMDB-BA)
Biscoito – Sandro Mabel, ex-deputado federal (PR-GO)
BMW ou Manso – Beto Mansur, deputado federal (PRB-SP)
Boa Vista – Paulinho da Força, deputado (SD-SP)
Boca mole – Heráclito Fortes, deputado federal (PSB)
Bocão – Sandro Boka, ex-deputado (PMDB-RS)
Boiadeiro – João Paulo Rillo, deputado estadual (PT-SP)
Bolinha ou Pescador – Anthony Garotinho, ex-governador (PR-RJ)
Bonitão ou Garanhão – Fabio Faria, deputado (PSD-RN)
Bonitão, Pavão, Bonitinho, Velho, Casa de Doido – Julio Lopes, deputado federal (PP-RJ)
Bonitinho – Robinson Faria, governador (PSD-RN)
Boquinha – Sérgio Borges, ex-deputado (PMDB-ES)
Botafogo ou Déspota – César Maia, ex-prefeito do Rio (DEM-RJ)
Botafogo – Rodrigo Maia, presidente da Câmara (PMDB-RJ)
Buzu – Henrique Carballal, vereador (PV-BA)
Brasília – Fernando Capez, deputado estadual (PSDB-SP)
Brigão, Piloto – Beto Richa, governador (PSDB-PR)
Bronca – Paulo Rubem Santiago, ex-deputado (PSOL-PE)
Bruto – Raul Jungmann, ministro (PPS-PE)
Caim – Osmar Dias, ex-senador (PDT)
Caju – Romero Jucá, senador (PMDB-RR)
Candomblé – Edvaldo de Brito, vereador (PSD-BA)
Campinas – Francisco Chagas, ex-vereador (PT-SP)
Caldo – Blairo Maggi, ministro (PP-MT)
Calvo – Pablito, ex-vereador (PSDB-MG)
Campari – Gim Argello, ex-senador (PTB-DF)
Canário – Esmael de Almeida, deputado estadual (PMDB-ES)
Carajás – Arnaldo Jardim, secretário estadual (PPS-SP)
Carmem – Fabiano Pereira, ex-deputado (PSB-RS)
Caranguejo – Eduardo Cunha, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Carrossel – Rosalba Ciarlini, prefeita (PP-RN)
Castor – Rodrigo de Castro, deputado federal (PSDB-MG)
Cavanhaque – Helder Barbalho, ministro (PMDB-PA)
Centroavante – Renato Casagrande, ex-governador (PSB-ES)
Cérebro – Mendes Ribeiro Filho, ex-deputado (PMDB-RS)
Cerrado – Ciro Nogueira, senador (PP-PI)
Chaveiro – José Chaves, ex-deputado (PTB-PE)
Chefe Turco, Kibe ou Projeto – Gilberto Kassab, ministro (PSD-SP)
Chorão – Pedro Eurico, secretário estadual (PSDB-PE)
Cintinho – Mauro Lopes, deputado (PMDB-MG)
Cobra – Wilma de Faria, vereadora (PT do B-RN)
Colorido – Fábio Branco, secretário estadual (PMDB-RS)
Coluna – Ana Amélia Lemos, senadora (PP-RS)
Comprido – Agnelo Queiroz, ex-governador (PT-DF)
Comuna – Daniel Almeida, deputado federal (PC do B-BA)
Conquistador – Dalírio Beber, senador (PSDB-SC), e Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (PSDB-SC)
Contador – Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do PT (PT-RS)
Contas – Arselino Tatto, vereador (PT-SP)
Correios – Alexandre Postal, deputado estadual (PMDB-RS)
Crusoé – Robson de Lima Apolinário, ex-deputado suplente (PDT-SP)
Cruzeiro do Sul – Barros Munhoz, deputado estadual (PSDB-SP)
Curitiba – Roberto Freire, ministro (PPS-SP)
Marcelo Odebrecht confirma que codinome amigo fazia referência a Lula
Da Casa – Alberto Pinto Coelho, ex-governador (PP-MG)
Da hora – Carlos Melles, deputado federal (DEM-PR)
Decodificado – Luiz Carlos Hauly, deputado federal (PSDB/PR)
Decrépito – Paes Landim, deputado federal (PTB-PI)
Dengo – Antonio Anastasia, senador (PMDB-MG)
Dentada – Gustavo Correa , deputado estadual (DEM-MG)
Dentuço – Gustavo Fruet, ex-prefeito de Curitiba (PDT-PR)
Desesperado – Germano Rigotto, ex-governador (PMDB-RS)
Diamante – Paulo Abi Ackel, deputado federal (PSDB-MG)
Disco – Luiz Paulo Correa da Costa, deputado estadual (PSDB-RJ)
Diplomata – Hugo Napoleão, ex-governador (PSD-PI)
Do reino – Fernando Pimentel, governador (PT-MG)
Doutor – Juarez Amorim (PPS-MG)
Drácula – Humberto Costa, senador (PT-PE)
Duro – Ricardo Ferraço, senador (PSDB-ES)
Educador – Paulo Henrique Lustosa, deputado federal (PP-CE)
Ema – Lúdio Cabral, ex-vereador (PT-MT)
Enteado – José Otávio Germano, deputado federal (PP-RS)
Escuro – Marco Alba, prefeito (PMDB-RS)
Escritor – José Sarney (PMDB), ex-presidente
Esquálido – Edison Lobão, senador (PMDB-MA)
Eva – Adão Vilaverde, deputado estadual (PT-RS)
Fantasma – Ideli Salvatti, ex-ministra (PT-SC)
Fazendão – Elbe Brandão, deputada estadual (PSDB-MG)
Feia – Lídice da Mata, senadora (PSB-BA)
Feio ou Lindinho – Lindbergh Farias, senador (PT-RJ)
Ferrari ou Grisalhão – Delcídio do Amaral, ex-senador (MS)
Filhinho ou Filinho ou Gordo – Dimas Fabiano Jr., deputado federal (PP-MG)
Filho – Paulo Bornhausen, ex-deputado (PSB-SC)
Filho do reino – Luciano Rezende, prefeito (PPS-ES)
Filhote – Luiz Paulo Vellozo, ex-prefeito (PSDB-ES)
Filósofo – Paulo Bernardo, ex-ministro
Fino – Bruno Siqueira, prefeito (PMDB-MG)
Flamengo – Adrian Mussi, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Fodinha – Frederico Antunes, deputado estadual (PP-RS)
Fósforo – Tarcísio Caixeta, vereador (PC do B-MG)
Fragmentada – Weliton Prado, deputado federal (PMB-MG)
Frances – Célio Moreira, deputado estadual (PSDB-MG)
Delação da Odebrecht: João Borba Filho diz que codinome de Cabral era ‘Próximus’
Garoto – Otávio Leite, deputado federal (PSDB-RJ)
Goleiro – Paulo Magalhães Júnior (PV-BA)
Gordo – Pimenta da Veiga (PSDB-MG) e Antonio Anastasia, senador (PSDB-MG)
Grego – Jorge Piciani, deputado estadual (PMDB-RJ)
Grenal – Valdir Andres, ex-prefeito (PP-RS)
Gripe – Cesar Colnago, vice-governador (PSDB-ES)
Gripado ou Pino – José Agripino, senador (DEM-RN)
Grisalho – Arlindo Chinaglia, deputado (PT-SP)
Grosseiro – Plauto Miró, deputado estadual (DEM-PR)
Guarulhos – Carlos Zarattini, deputado federal (PT-SP)
Guerrilheiro – José Dirceu, ex-ministro (PT), ou João Vaccari, ex-tesoureiro do PT
Igreja – Bernardo Santana, deputado (PR-MG)
Inca – Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM-RJ)
Índio – Eunício de Oliveira, presidente do Senado (PMDB-CE)
Inferno – Ronaldo Santini, deputado estadual (PTB-RS)
Itabuna – Campos Machado, deputado estadual (PTB-SP)
Itacaré – Celso Russomanno, deputado federal (PRB-SP)
Italiano – Audifax Barcelos, prefeito (Rede-ES)
Italiano – Antonio Palocci, ex-ministro (PT-SP)
Itambé – Edinho Silva, prefeito (PT-SP)
Itatiaia – José Maria Eymael (PSDC-SP)
Itumbiara – Edson Aparecido dos Santos (PSDB-SP)
Jacaré – Jader Barbalho, senador (PMDB-PA)
Jangada – Luiz Carlos Busato, deputado federal (PTB-RS)
João Pessoa – Vicentinho, deputado federal (PT-SP)
Jogador – Márcio Reinaldo, prefeito (PP-MG)
Jornalista – Elismar Prado, deputado estadual (PDT-MG)
Jovem – Adolfo Viana, deputado estadual (PSDB-BA)
Jujuba – Bruno Araújo, ministro (PSDB-PE)
Justiça – Renan Calheiros, senador (PMDB-AL)
Kimono – Artur Virgílio, prefeito (PSDB-AM)
Lagarto ou Largato – Gil Pereira, deputado estadual (PP-MG)
Lamborghini – Luiz Fernando T. Ferreira, deputado estadual (PT-SP)
Lento – Garibaldi Alves, senador (PMDB-RN)
Lima – Luiz Fernando Faria, deputado federal (PP-MG)
Louro – João Alves Filho, ex-prefeito (DEM-SE)
Macapá – Ricardo Montoro, ex-deputado estadual (PSDB-SP)
Machado – Kátia Abreu, senadora (PMDB-TO)
Maçaranduba – Ivo Cassol, senador (PP-RO)
Magma – Guilherme Lacerda (PT-ES)
Manaus – Aloysio Nunes, ministro (PSDB-SP)
Masculina – Iriny Lopes, ex-deputada federal (PT-ES)
Médico – Colbert Martins Filho, vice-prefeito (PMDB-BA)
Menino da floresta – Tião Viana, senador (PT-AC)
Mercedes – Edinho Bez, ex-deputado federal (PMDB-SC)
Metalúrgico – Nilmário Miranda, secretário estadual (PT-MG)
Mineirinho – Aécio Neves, senador (PSDB-MG)
Misericórdia – Antônio de Brito, deputado federal (PSD-BA)
Missa – José Carlos Aleluia, deputado federal (DEM-BA)
Moleza – Jutahy Magalhães, deputado federal (PSDB-BA)
Montanha – Marcos Montes, deputado federal (PSD-MG)
Montanha – Paulo Pimenta, deputado federal (PT-RS)
Musa – Ana Paula Lima, deputada estadual (PT-SC)
Navalha – Arlete Magalhães, deputada estadual (PV-MG)
Navalha – Wellington Magalhães, vereador (PTN-MG)
Navegante – José Anibal, ex-senador (PSDB-SP)
Natal – José Genoíno, ex-presidente do PT (PT-SP)
Nervosinho – Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio (PMDB-RJ)
Neto – Eduardo Campos, ex-governador (PSB-PE)
Novilho ou Charada – Fernando Bezerra, senador (PSB-PE)
Novo – Max Filho, prefeito de Vila Velha (PSDB-ES)
Nulo ou Duro – Ricardo Ferraço, senador (PSDB-ES)
Oxigênio – Hudson Braga, secretário de obras do RJ
Veja apelidos dados a políticos nas planilhas de doações da Odebrecht
Padre – Josenildo Sinésio, ex-vereador de Recife (SD-PE)
Padrinho – Eduardo Azeredo, ex-governador de MG (PSDB-MG)
Palmas – Vicente Candido, deputado (PT-SP)
Parente – André Vargas, ex-deputado federal por SC (sem partido)
Paris – Márcio França, vice-governador de SP (PSB-SP)
Parreira – José Roberto Arruda, ex-governador (ex-DEM)
Passadão ou Triângulo – Jorge Bittar, ex-deputado federal (PT-RJ)
Patati ou Padeiro – Marconi Perillo, governador (PSDB-GO)
Pavão ou Velhos – Julio Lopes, secretário de transportes (PP-RJ)
Pavão – Ivar Pavan, ex-deputado estadual (PT-RS)
Pelé – Nelson Pellegrino, deputado federal (PT-BA)
Pequeno – Sérgio Aquino, candidato a prefeito de Santos (PMDB-SP)
Persa – Ayrton Xerez, ex-deputado federal (DEM-RJ)
Pescador – Zeca do PT, deputado federal (PT-MS)
Polo – Jaques Wagner, ex-governador (PT-BA)
Ponta Porã ou Corredor – Duarte Nogueira, prefeito (PSDB-SP)
Pós-italiano ou Pós-itália – Guido Mantega, ex-ministro
Poste – Marcio Lacerda, ex-prefeito (PSB-MG)
Praia – Ademar Traiano, deputado estadual (PSDB-PR)
Primo – Moreira Franco, ministro da secretaria geral da presidência (PMDB-RJ)
Princesa – Cida Borghetti, vice-governadora do PR (PP-PR)
Prosador – Cássio Cunha Lima, senador (PSDB-PB)
Protegida – Lorena de Fátima Arrué Dias, candidata (PSDB-RS)
Proximus – Sérgio Cabral, ex-governador do RJ (PMDB-RJ)
Proximus – Luiz Fernando Pezão, governador do RJ (PMDB-RJ)
Rasputinzinho – Bernardo Ariston, ex-deputado federal (PMDB-RJ)
Ribeirão Preto – Roberto Massafera, deputado estadual (PSDB-SP)
Rio – Marcelo Nilo, deputado estadual (PSL-BA)
Roberval Taylor – Mário Kertesz, ex-prefeito (PMDB)
Roxinho – Fernando Collor, senador (PTC-AL)
Sábado – Domingos Sávio, deputado estadual (PSDB-MG)
Santo André – João Paulo Cunha, ex-deputado (PT-SP)
Sapato – Alexandre Passos, ex-presidente da Câmara de Vitória (PT-ES)
Segundo – Juarez Amorim (PPS-MG)
Silo – Alexandre Silveira, secretário estadual de saúde (PSD-MG)
Solução – Maria do Rosário, deputada federal (PT-RS)
Soneca – Waldir Pires, (PT-BA)
Suíça – Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Teco – Tico Lacerda (PDT-SC)
Timão – Andrés Sanchez, deputado federal (PT-SP)
Tio – Gustavo Valadares, deputado estadual (PSDB-MG)
Todo Feio e Cunhado – Inaldo Leitão (sem partido)
Trincaferro – Beto Albuquerque, deputado federal (PSB-RS)
Tuca – Arthur Maia, deputado federal (PPS-BA)
Vaqueiro – Ronaldo Caiado, senador (DEM-GO)
Verdinho – André Correa, deputado estadual (PSD/RJ)
Viagra – Jarbas Vasconcelos, deputado federal (PMDB-PE)
Vizinho – José Serra, senador (PSDB-SP)
Wanda – Antonio Andrade, vice-governador (PMDB-MG)
Zagueiro – Júlio Delgado, deputado federal (PSB-MG)
Partidos

Além dos políticos, as planilhas da Odebrecht também mostraram que alguns partidos eram identificados como times de futebol. Por exemplo, o PT era o Flamengo, e o PSDB, o Corinthians. O PR ganhou o codinome de São Paulo e o DEM, de Fluminense (veja a lista completa abaixo).

Os documentos foram entregues ao Ministério Público Federal (MPF) pelo delator Luiz Eduardo Soares, que atuou no Setor de Operações Estruturadas – como era chamado o departamento de propinas da empreiteira.

Em vídeo, Flávio Dino prova que não beneficiou Odebrecht…

Em vídeo oficial, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mostrou certidão da Câmara Federal, provando que nunca emitiu parecer e nem votou projeto de Lei que beneficiaria a Odebrecht. Ele negou e condenou citação de seu nome por um dos executivos da empreiteira, em delação premiada, da operação Lava Jato.

Veja o vídeo:

Edison Lobão teria pedido R$ 1 milhão para interferir em Angra 3…

Com informações do Valor  Econômico e Globo.com

Lobão também é suspeito de receber R$ 5,5 milhões para interferir em obras do Projeto Madeira

O senador Edison Lobão (PMDB-MA) teria pedido R$ 1 milhão da Odebrecht para interferir a favor da empresa nas obras da usina Angra 3, no Estado do Rio de Janeiro. O caso teria acontecido em 2014 e está relatado na petição enviada pelo relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para que o caso seja anexado a outro inquérito que investiga irregularidades na construção da usina.

Lobão também é suspeito de receber R$ 5,5 milhões para interferir em obras do Projeto Madeira. A acusação aparece em inquérito autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.
Segundo depoimento de Henrique Serrano do Prado Valladares, Lobão, que consta na lista da Odebrecht com o apelido de “Esquálido”, recebeu o pagamento em espécie, entregue na casa de seu filho.
O dinheiro teria sido entregue para que ele interferisse junto ao governo federal para anulação da adjudicação da obra referente à Usina Hidrelétrica de Jirau.
Segundo o Ministério Público, o Grupo Odebrecht foi vencedor de processo licitatório referente à Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, sendo que a empresa Tractebel-Suez venceu processo licitatório envolvendo a obra da Usina Hidrelétrica de Jirau, ambas integrantes do Projeto Madeira.
Outro lado
Antonio Carlos de Almeida Castro, advogado de defesa do senador Edison Lobão, diz que agora a defesa poderá, em inquérito, fazer o enfrentamento das denúncias. O senador nega as denúncias; a defesa informou que comprovará que os acusadores não tem prova ou indício do que dizem.

Deputado mostra certidão que isenta Flávio Dino no caso Odebrecht e diz que citação é estranha

Othelino Neto esclareceu aos deputados estaduais que a delação se refere a um Projeto de Lei que não foi nem aprovado e que já tramita há dez anos na Câmara

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) foi à tribuna, na sessão desta quarta-feira (12), e apresentou ao plenário da Assembleia Legislativa certidão, disponibilizada pela Câmara Federal, comprovando que o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não se manifestou sobre o Projeto de Lei 2.279, de 2007, que teria por finalidade beneficiar a Odebrecht. O parlamentar estranhou a citação do nome do ex-deputado e sugere que possa haver alguma trama para o depoimento da delação. O PL é de autoria de 32 parlamentares e nove partidos.

Na tribuna, Othelino Neto tratou da citação do governador Flávio Dino (PCdoB), em uma das delações da Operação Lava Jato, e destacou o documento da Câmara Federal que o isenta de qualquer tipo de favorecimento em relação ao Projeto de Lei que seria de interesse da empreiteira. “Nós confiamos na Justiça e não temos a pretensão de antecipar resultado de nada, mas eu, assim como boa parte da sociedade maranhense e brasileira, confio no governador, que é um homem de conduta ilibada, probo em todas as funções públicas que exerceu”, disse.

Othelino esclareceu aos deputados estaduais que a delação se refere a um Projeto de Lei que não foi nem aprovado e que já tramita há dez anos na Câmara. O então deputado federal, Flávio Dino,  era membro da Comissão de Constituição e Justiça, um dos mais influentes. Não emitiu parecer sobre a matéria, que não foi sequer apreciada na CCJ e muito menos aprovada pela Câmara dos Deputados. “Ou seja, que tipo de negócio é esse que o sujeito vai, contrata um serviço, que é aceito, é pago e depois o produto não é entregue? Na verdade, é um absurdo o que está sendo feito. Agora que seja investigado e se separe bem uma coisa da outra”, disse o vice-presidente da Assembleia Legislativa.

Durante o seu pronunciamento, o deputado esclareceu que o governador não é réu em processo da operação Lava Jato e nem foi denunciado pelo Ministério Público, como tenta explorar, maldosamente, a oposição. Segundo o parlamentar, ele apenas foi citado em uma delação premiada que será analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), porém não existe inquérito, somente uma petição, já que o nome de Flávio Dino fora mencionado em um caso que a própria Câmara Federal tratou de esclarecer acerca desse projeto de Lei em certidão que prova não ter havido nenhuma manifestação sobre a matéria por parte do então deputado federal.

O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para apurar a participação de senadores, deputados federais e ministros de Estado, a pedido da Procuradoria Geral da República, e declinou de solicitar a investigação do presidente da República, Michel Temer (PMDB), em função de ele estar no cargo e ter impedimentos. Alguns casos, ele encaminhou para o foro específico ou STJ, no caso dos governadores, ou para a justiça de 1º grau ou até mesmo de 2º grau.

O ministro Fachin instaurou o inquérito em dezenas de casos de autoridades que têm foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal. Os outros foram encaminhados para as instâncias competentes para que no caso, por exemplo, de governadores, o STJ decida primeiro se vai instaurar o inquérito ou não. Esta será a próxima fase. E depois, se o Supremo assim decidir, aí sim vai apreciar se de fato houve envolvimento doloso daquelas autoridades que ali forem julgadas.

 

Citação a Flávio Dino foi estranha e absurda, diz Othelino

Para Othelino Neto, a citação de Flávio Dino na delação da Odebrecht foi algo estranho, absurdo e que parece ter mão de gente, principalmente, quando o delator diz ter procurado o então deputado federal, Flávio Dino, para que interviesse no sentido de acelerar e agilizar a aprovação de um Projeto de Lei – envolvendo, inclusive, a relação com Cuba – para atender a interesses da Odebrecht.

“Diz ainda o delator, em seu depoimento, que Flávio Dino teria solicitado vantagens e não afirma, sequer, ter entregue R$ 400 mil reais para ajudar na campanha de 2010 e não diz quem solicitou. Fala que a senha teria sido entregue para alguém. Então ele inovou em uma nova modalidade de entregar a propina. Queríamos nós saber o que é essa senha? Para quem ele entregou essa senha?”, indagou o deputado.

Othelino Neto disse ainda que a delação, por si só, não torna ninguém criminoso ou condenado. Sobre a questão, o deputado já havia falado na tribuna que,  neste momento, no Brasil, a grande imprensa tem utilizado, reiteradas vezes, como pauta principal, a tentativa de desmoralizar a classe política.

“Eu já vim a esta tribuna algumas vezes comentar a importância da Lava Jato para o Brasil, no sentido de combater a corrupção e também pelo valor pedagógico de evitar atos dessa natureza, evitando desvio de recursos públicos. Todos nós temos a consciência de que esta operação tem esse valor histórico para o país e, claro, que concordamos e apoiamos. Eu, contudo, já fiz algumas críticas aos excessos que aconteceram neste processo”, comentou.

 

Ninguém nunca conseguiu provar nada contra Flávio, diz deputado

Segundo Othelino, ser probo não é favor, é obrigação, e ninguém até hoje conseguiu provar qualquer ato de corrupção, de improbidade com relação ao governador Flávio Dino que, todas as vezes em que é citado por algo, de pronto se manifesta em suas redes sociais. “Ora, fosse ele, então deputado federal, e tivesse interesses não republicanos nesse projeto de lei, não estaria lá a assinatura dele? E, ainda que estivesse, não quer dizer que esses 32 deputados federais que subscreveram o projeto têm coisas específicas ou não republicanas naquele PL para o qual o governador foi designado  como relator e que se tratava sobre a proteção de investimentos em Cuba,  contrariando interesse dos Estados Unidos.

Othelino destacou ainda que Flávio Dino é perseguido por suas posições claras, por não ter medo de se manifestar, inclusive no cenário nacional, quando se colocou, de forma clara e definitiva, contra o golpe à democracia do Brasil que foi cometido no ano passado.

“O governador é um sujeito de bem. É um homem público, reconhecido nacionalmente como probo, decente, culto e vem mostrando, no governo do Maranhão, como se utiliza os recursos públicos de forma transparente,  aplicando para melhorar a vida das pessoas. Esta tentativa de criar uma mácula na imagem de Flávio Dino não vai surtir efeito, porque a história dele não permite e, certamente, os passos, que ele vai continuar trilhando, vão confirmar que o Maranhão acertou em confiar o comando do Estado a ele. Não tenho medo de dizer que temos um governador honesto e decente, corajoso, que ousou a enfrentar o império para poder mudar o destino de um povo”, disse.