Revista Veja: Zequinha Sarney e Adriano teriam usado helicóptero da Secretaria de Meio Ambiente durante campanha

O levantamento foi encaminhado para a Procuradoria do Estado e para a PGR.

Sarney Filho

Da revista Veja

Há décadas, o sobrenome Sarney se confunde com o do estado do Maranhão. Ali, praças, escolas, ruas e — até o fórum — carregam  esse nome. É natural, portanto, que os membros do clã achem que tudo que pertence ao estado é, na verdade, deles.

Um relatório exclusivo da Secretaria de Transparência do Maranhão prova que a confusão continua. De acordo com o material, o ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, e seu filho, Adriano, usaram um helicóptero da Secretaria de Meio Ambiente durante a campanha eleitoral de 2014 em benefício próprio.

Na época, o órgão era ocupado por um aliado, Adriano concorria, pela primeira vez, a deputado estadual; e Zequinha, à Câmara. Segundo o relatório, os passeios aéreos da dupla consumiram, pelo menos, 143 900 reais  dos cofres maranhenses.

O levantamento foi encaminhado para a Procuradoria do Estado e para a PGR.

Briga interna com Roseana por causa de Senado leva Sarney Filho a procurar o PSD…

Sarney Filho e Roseana são protagonistas de uma rixa familiar

A briga interna dentro do grupo Sarney e do próprio seio familiar do clã promete. Internamente, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) torce o nariz e não aceita a pré-candidatura ao Senado do irmão e ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), mas ele vem se movimentando, inclusive, em relação a uma mudança de partido, migrando, provavelmente, para o PSD. A rixa entre os dois é antiga e divide opiniões entre os sarneysistas.

Nos bastidores, a decisão de Sarney Filho de antecipar o anúncio da pré-candidatura deixou Roseana Sarney irritada e acirrou a disputa interna na família. Segundo informações de uma fonte, que circula bem no grupo, Roseana, na incerteza de ser candidata ao governo, pela insegurança sobre êxito na eleição, estaria, na verdade, também desejando disputar uma das vagas do Senado, o que atrapalharia os planos do irmão.

A declaração pública de Sarney Filho de que disputará uma vaga no Senado deixou Roseana, além de irritada, praticamente, sem escolha. O ministro do Meio Ambiente se antecipou na disputa pelo Senado, sabendo que a ex-governadora não tem condições políticas de vencer a corrida pelo governo do Maranhão e, possivelmente, nem concorra por puro medo de perder.

Segundo informou, nesta sexta-feira (25), o  Estadão de São Paúlo, a pouco mais de um ano para as eleições, pelo menos dois ministros do governo Michel Temer negociam mudança de partido para viabilizar suas candidaturas –  Sarney Filho (Meio Ambiente) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). Nos dois casos, de acordo com a publicação do jornal, o objetivo da articulação é garantir uma vaga na chapa majoritária em seus estados.

Filiado ao PV desde 2005 e deputado licenciado, Sarney Filho negocia migração para o PSD. O objetivo também é sair como candidato ao Senado na chapa do grupo Sarney. No entanto, sua irmã, Roseana, ainda não sabe, de fato, se vai entrar ou não na disputa pelo governo do Maranhão e “namora” também, na realidade, a possibilidade de concorrer ao Senado.

Mas, se ainda pairam dúvidas sobre se Roseana entrará mesmo na disputa pelo governo, há a certeza de que Sarney Filho parece firme no desejo de concorrer ao Senado.

Sarney Filho já teria conversado com o ministro Gilberto Kassab (Comunicações), que comanda o PSD. “Ele tem uma boa relação com o PSD local e nacional”, afirmou Kassab à reportagem.

No Maranhão, o PSD é comandado por Cláudio Trinchão, que foi secretário da Fazenda do governo Roseana.

O ministro também chegou a procurar o DEM. No Estado, porém, a sigla já fechou apoio à pré-candidatura ao Senado do deputado José Reinaldo, que deve sair do PSB. “Estamos fechados com José Reinaldo”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino (RN). Procurado, Sarney Filho não quis comentar o assunto.

Com informações de O Estadão

Para revista Veja, Zequinha Sarney “encosta” em Flávio Dino de olho no Senado

Zequinha Sarney estaria tentando “pegar” carona na popularidade do governador

A coluna Radar On-line, veiculada pelo portal da revista Veja, enxerga o pré-candidato ao Senado, José Sarney Filho (PV), aproximando-se do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O bafafá teve início, na última quarta-feira (10), quando o ministro de Meio Ambiente acompanhou o comunista na inauguração de um conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida, em Coroatá.

Segundo a coluna, Zequinha estaria querendo “pegar carona” na popularidade do governador. Uma foto em que o ministro aparece, numa janela, ao lado de Flávio Dino está dando o que falar nas redes sociais e foi um dos assuntos mais comentados na quarta-feira (10).

Segundo a revista, Zequinha estaria colando no governo porque “Dino é um dos poucos políticos que mantém popularidade nestes tempos conturbados, com aprovação na casa dos 60%”.

“Nem mesmo as críticas que Dino faz ao clã Sarney parecem lhe irritar”, disse o colunista da Radar On-line.

Agora detalhe técnico, o grupo político de Flávio Dino tem também vários candidatos ao Senado. Zequinha Sarney é pré-candidato entre as opções do grupo da oligarquia.

Temer e Sarney Filho queriam enrolar ministro do Meio Ambiente da Noruega…

Folha de São Paulo

Sarney Filho e Temer: trapalhadas e decepção na Noruega

Há barulho demais com essa história de a Noruega cortar pelo menos R$ 167 milhões em doações para o Fundo Amazônia (e mesmo assim chegando a um total de mais de R$ 3 bilhões encaminhados desde 2009 para financiar projetos sustentáveis na região).

O acordo sempre foi desembolsar o dinheiro de acordo com reduções no desmatamento. Se a devastação cresce desde 2014, era inevitável que os pagamentos encolhessem.

Os noruegueses acreditam no cumprimento de acordos. Ao escolher o momento da visita do presidente Michel Temer (PMDB) ao país nórdico para confirmar (mais que anunciar) o corte, tornam claro que também não se deixam enganar facilmente.

Temer e seu ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV), parecem ter acreditado que conseguiriam enrolar o ministro ambiental da Noruega, Vidar Helgesen.

Anunciaram na segunda-feira (19), três dias antes de desembarcar em Oslo, o veto presidencial integral às medidas provisórias 756 e 758. Elas haviam sido modificadas pelo Congresso para ceifar nacos ainda maiores de unidades de conservação (UCs) como a Floresta Nacional do Jamanxim (PA).

Helgesen já havia escrito uma carta constrangedora a Zequinha Sarney antes mesmo do veto. Diplomaticamente, elogiava a redução do desmate até 2014, mas se dizia preocupado com a retomada da destruição.

“Essa questão também determinará o futuro de nossa parceria baseada em resultados”, avisava o texto que vazou ainda no domingo (18). “Na tendência atual, as contribuições baseadas em resultados que podem ser recebidas pelo Fundo Amazônia […] já estão significativamente reduzidas. Mesmo um incremento bem modesto [no desmatamento] levará esse número para zero.”

O papel mais bisonho coube ao ministro Sarney Filho. Ao armar a reapresentação do talho em Jamanxim na forma de um projeto de lei, deu a entender que o problema estava no aumento da área cortada pelo Congresso.

Não. O problema é o governo Temer considerar que não há problema em diminuir o nível de proteção de 3.000 quilômetros quadrados de uma floresta nacional (categoria de UC que veda a ocupação humana) apenas para satisfazer alguns pecuaristas e grileiros do Pará.

Como esse é o objetivo do projeto de lei combinado no Planalto, parece evidente que Zequinha já se dispõe a engolir o sapo cevado na Casa Civil de Eliseu Padilha (PMDB). O Congresso do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) só confirmou seu DNA ruralista ao elevar o corte para 4.800 km².

Chega a ser risível o ministro do Meio Ambiente atribuir a Dilma Rousseff (PT) o repique na devastação dos últimos anos, como fez sem corar em Oslo. E não só por ser um truísmo.

Dilma sempre desdenhou a preservação ambiental, desde seus tempos nas Minas e Energia e na Casa Civil. Ela só começou a abrir a porteira de concessões à bancada ruralista –por exemplo nos sucessivos adiamentos de prazos para que fazendeiros regularizem seu cadastro ambiental rural (CAR)– que Temer e Padilha agora escancaram.

Em dezembro de 2006, o texto “Sai daí, Marina” na pág. 2 desta Folha recomendava à então ministra petista Marina Silva (hoje na Rede) abandonar o governo Lula, coisa que ela só fez 16 meses depois. Sarney Filho talvez não possa esperar todo esse tempo. (Por Marcelo Leite, da Folha de São Paulo)

VAZAMENTO DE DADOS – CNA ameaça pedir saída de ministro Sarney Filho do cargo

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reuniu-se, nesta segunda-feira (05), com representantes do setor de todo o país para discutir uma ação que responsabilize o Ministério do Meio Ambiente pelo vazamento de dados do Cadastro Ambiental Rural. A indicação da categoria é pedir a saída do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho, do cargo.

Abaixo a postagem do site Canal Rural.

Postagem do site Canal Natural:

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Grupo Sarney se divide entre Eliziane, Wellington e Fábio Câmara

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney e é filiado ao PV, comandado por Adriano Sarney e Sarney Filho

Apesar de pertencer ao PV, partido comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, que decidiu abraçar a campanha da candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, Eliziane Gama, o deputado estadual  Edilázio Júnior – genro da desembargadora Nelma Sarney – rachou com o partido e declarou apoio ao candidato do PP, Wellington do Curso, durante a sessão desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Na verdade, o candidato oficial do grupo Sarney é o vereador Fábio Câmara (PMDB), porém nem todo o PMDB está com ele. Por exemplo, a família Lobão já declarou apoio a Eliziane Gama.

O PV é outro  partido comandado pela família Sarney. O deputado Adriano Sarney decidiu levar o partido para a chapa de Eliziane Gama, porém hoje (16) Edilázio Júnior resolver divergir da decisão da sigla, declarando apoio a Wellington do Curso

Um dos expoentes do grupo Sarney, na Assembleia Legislativa, Edilázio Júnior disse que analisou os candidatos e que se identificou mais com Wellington do Curso, alegando que tanto Edivaldo Holanda Júnior (PDT) quanto Eliziane teriam o “apoio” do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

No entanto, o peso do apoio de Edilázio em São Luís não soma muita coisa na campanha de Wellington do Curso, talvez até atrapalhe, devido a rejeição que tem o grupo Sarney ainda na capital maranhense.

Wellington, por sua vez, aceitou o apoio e justificou o ato, alegando que as dicotomias “Deus/Diabo”, “inferno/céu”, “Sarney/antisarney”, “oligarquia/antioligarquia” são coisas do passado. Veja no vídeo acima.

SARNEYZOU! Eliziane fecha com PV de Adriano Sarney e Sarney Filho…

Eliziane contará com apoio de expoentes da família Sarney

Eliziane contará com apoio de expoentes da família Sarney na campanha

Se não fechou com o PMDB, a candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, deputada Eliziane Gama, terá sim apoio de expoentes do grupo Sarney nestas eleições. Em convenção realizada nesta sexta-feira (05), ela confirmou o apoio do PV, comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney. Por outro lado, a parlamentar engrossou a corrente de partidos também com o SD (Solidariedade) na coligação que conta ainda com a força do PSDB.

Nos bastidores, Eliziane já costurou o apoio da esposa do suplente de senador, Paulinha Lobão, por quem foi recebida, recentemente, em casa, como mostraram fotos distribuídas pelas redes sociais. A deputada teria ainda a simpatia do senador Edison Lobão (PMDB), envolvido até o pescoço com a operação “Lava Jato”.

Mas política se faz é com apoios e somando com partidos. Está certa Eliziane Gama em ter articulado a adesão desses partidos, afinal em política ninguém caminha sozinho.

A aproximação de Eliziane com o grupo Sarney rendeu um bom capítulo do período pré-eleitoral. As conversas com o PMDB terminaram não prosperando, pois ela foi taxativa ao impor a sua permanência na base aliada ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o partido  terminou lançando mesmo candidato próprio: o vereador Fábio Câmara.

Vice de Eliziane

Apesar de estar se movimentando bem em relação a apoios, Eliziane não foi determinada quanto à escolha do seu candidato a vice-prefeito: o vereador José Joaquim. Fraco de articulação e mais semelhante a uma “lesma”, o tucano é conhecido por seus discursos enfadonhos e vazios.

O suplente de senador Pinto Itamaraty é que estava cotado antes para o posto de vice na chapa de Eliziane. Esse sim seria um bom nome, por conta de seu poder de articulação e base eleitoral. mas resolveram substituí-lo por José Joaquim.

Sarney Filho recebeu reembolso da Câmara depois de licenciado…

Sarney Filho

Sarney Filho

Ao Minuto

O ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) recebeu reembolso da Câmara dos Deputados em um período que já estava licenciado do mandato e havia assumido o cargo na Esplanada dos Ministérios, a convite de Michel Temer.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o pagamento foi no valor de R$ 16,4 mil.

A publicação refere que, na nota fiscal apresentada, consta que o valor foi recebido pela Play Áudio Produções em 13 de maio, um dia após a sua nomeação, para que imprimisse 10 mil informativos de suas ações no mesmo mês, dentro da cota para divulgação da atividade parlamentar.

A empresa é de propriedade de uma pessoa que trabalhou na Secretaria de Comunicação do Maranhão durante os quatro anos de governo da irmã do ministro, Roseana Sarney.

No entanto, Sarney Filho divulgou uma nota afirmando que o serviço foi prestado pela produtora antes de seu afastamento e que o pagamento “coincidiu ter ocorrido” quando ele já estava licenciado do cargo de deputado federal.

A coluna destaca que o ato que regulamenta o reembolso determina que “o direito à utilização da cota se restringe ao período de efetivo exercício do mandato” parlamentar, ou seja, Sarney Filho teria recebido após deixar o mandato de deputado para assumir o Ministério.

Cunhado de Roseana ganha cargo em ministério de Sarney Filho…

UOL

Ministro Sarney Filho

Ministro Sarney Filho

O cunhado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), Samir Jorge Murad, foi nomeado, na última segunda-feira (21), como diretor de administração e finanças do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), órgão ligado ao MMA (Ministério do Meio Ambiente), comandado pelo irmão de Roseana, José Sarney Filho (PV).

Advogado ligado à causa ambiental, Samir Jorge Murad, vai administrar um orçamento de R$ 103 milhões, o quarto maior de todo o MMA. Pela legislação vigente, a nomeação não configura um caso de nepotismo, mas, segundo um especialista em transparência em gestão pública ouvido pelo UOL, levanta “questionamentos éticos”. Samir Jorge Murad vai receber um salário de R$ 11,2 mil por mês.

O SFB é o órgão do governo federal responsável por, entre outras coisas, fazer a gestão das florestas nacionais do país. Recentemente, o órgão iniciou um processo de licitação das chamadas florestas nacionais localizadas, sobretudo, na região amazônica. Nesses processos, empresas se candidatam para ter o direito de explorar produtos florestais (em geral, madeira) de áreas de conservação ambiental.

Samir Jorge Murad é advogado com atuação na causa ambiental e já presidiu a comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão.

Ele é irmão de Ricardo Jorge Murad, marido de Roseana Sarney e cunhado de Sarney Filho. A nomeação ao cargo de diretor-presidente do órgão vai colocá-lo imediatamente subordinado ao concunhado e no comando de uma das principais autarquias dentro da estrutura do MMA.

A reportagem do UOL contatou Sarney Filho e Samir Jorge Murad por meio da assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente e questionou os critérios que levaram à nomeação de Murad e se ligação familiar entre ambos constrangia o ministro. Ambos responderam por meio de uma nota enviada pela assessoria do MMA.

Em nota, o ministério respondeu que a “escolha” de Samir Jorge Murad para o cargo “teve como critério a sua experiência e mérito” e que Murad foi “durante muitos anos, representante da OAB na seccional do Maranhão, onde teve atuação reconhecida na área socioambiental”.

Em relação à ligação familiar entre ambos, o ministério argumenta que a nomeação de Samir não configura um caso de nepotismo. Tanto a súmula nº 13 do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2008 quanto o decreto 7.203 de 2010 proíbem que um gestor faça nomeações de familiares com nível de parentesco até o 3º grau. Como Sarney e Murad são concunhados, a nomeação não infringiria a legislação.

“De acordo com consulta solicitada pelo ministro à Assessoria Especial de Controle Interno […] o decreto 7.203 […] não veda a contratação”, diz um trecho da nota enviada pelo ministério.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), diz que nomeação de concunhado não fere legislação que veda a prática de nepotismo

Conflito ético

O coordenador da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, entretanto, pondera que, se legalmente a nomeação é válida, do ponto de vista ético ela é questionável.

“Se não há questionamento legal a fazer, podemos fazer um questionamento ético. Acho que, certamente, ele poderia ocupar inúmeros outros órgãos no país que não fossem vinculados ao ministério ocupado pelo concunhado”, afirmou Castello Branco.

“O ideal, nesses casos, seria que as pessoas próximas a agentes políticos tivessem uma vida profissional independente de seus familiares porque, por mais que essa nomeação não seja vedada pela legislação, os comentários sobre o grau de parentesco sempre virão”, completou Castello Branco.

Rejeitado para cargo de desembargador

A nomeação para a presidência do SFB não é a primeira ocasião que traz notoriedade a Samir Murad pela sua proximidade com a família Sarney. Em 2012, Samir candidatou-se ao cargo de desembargador do TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) na vaga destinada ao chamado quinto constitucional, cuja escolha é feita pelo governador do Estado.

A candidatura de Samir, porém, foi indeferida, por unanimidade, pelo Conselho Federal da OAB em julho de 2013. Isso porque, à época, quem governava o Maranhão era Roseana Sarney, e caberia a ela decidir se o cunhado poderia ou não se tornar desembargador. O Conselho Federal entendeu que a proximidade entre Samir e Roseana Sarney impedia que o processo de escolha fosse isento.

“Por se tratar de cunhado da Governadora do Estado […] a questão dispensa para o seu equacionamento critérios de legalidade estrita, bastando, para solucioná-la, a invocação dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa”, diz um trecho do acórdão do Conselho Federal da entidade