Para revista Veja, Zequinha Sarney “encosta” em Flávio Dino de olho no Senado

Zequinha Sarney estaria tentando “pegar” carona na popularidade do governador

A coluna Radar On-line, veiculada pelo portal da revista Veja, enxerga o pré-candidato ao Senado, José Sarney Filho (PV), aproximando-se do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). O bafafá teve início, na última quarta-feira (10), quando o ministro de Meio Ambiente acompanhou o comunista na inauguração de um conjunto do programa Minha Casa, Minha Vida, em Coroatá.

Segundo a coluna, Zequinha estaria querendo “pegar carona” na popularidade do governador. Uma foto em que o ministro aparece, numa janela, ao lado de Flávio Dino está dando o que falar nas redes sociais e foi um dos assuntos mais comentados na quarta-feira (10).

Segundo a revista, Zequinha estaria colando no governo porque “Dino é um dos poucos políticos que mantém popularidade nestes tempos conturbados, com aprovação na casa dos 60%”.

“Nem mesmo as críticas que Dino faz ao clã Sarney parecem lhe irritar”, disse o colunista da Radar On-line.

Agora detalhe técnico, o grupo político de Flávio Dino tem também vários candidatos ao Senado. Zequinha Sarney é pré-candidato entre as opções do grupo da oligarquia.

Temer e Sarney Filho queriam enrolar ministro do Meio Ambiente da Noruega…

Folha de São Paulo

Sarney Filho e Temer: trapalhadas e decepção na Noruega

Há barulho demais com essa história de a Noruega cortar pelo menos R$ 167 milhões em doações para o Fundo Amazônia (e mesmo assim chegando a um total de mais de R$ 3 bilhões encaminhados desde 2009 para financiar projetos sustentáveis na região).

O acordo sempre foi desembolsar o dinheiro de acordo com reduções no desmatamento. Se a devastação cresce desde 2014, era inevitável que os pagamentos encolhessem.

Os noruegueses acreditam no cumprimento de acordos. Ao escolher o momento da visita do presidente Michel Temer (PMDB) ao país nórdico para confirmar (mais que anunciar) o corte, tornam claro que também não se deixam enganar facilmente.

Temer e seu ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho (PV), parecem ter acreditado que conseguiriam enrolar o ministro ambiental da Noruega, Vidar Helgesen.

Anunciaram na segunda-feira (19), três dias antes de desembarcar em Oslo, o veto presidencial integral às medidas provisórias 756 e 758. Elas haviam sido modificadas pelo Congresso para ceifar nacos ainda maiores de unidades de conservação (UCs) como a Floresta Nacional do Jamanxim (PA).

Helgesen já havia escrito uma carta constrangedora a Zequinha Sarney antes mesmo do veto. Diplomaticamente, elogiava a redução do desmate até 2014, mas se dizia preocupado com a retomada da destruição.

“Essa questão também determinará o futuro de nossa parceria baseada em resultados”, avisava o texto que vazou ainda no domingo (18). “Na tendência atual, as contribuições baseadas em resultados que podem ser recebidas pelo Fundo Amazônia […] já estão significativamente reduzidas. Mesmo um incremento bem modesto [no desmatamento] levará esse número para zero.”

O papel mais bisonho coube ao ministro Sarney Filho. Ao armar a reapresentação do talho em Jamanxim na forma de um projeto de lei, deu a entender que o problema estava no aumento da área cortada pelo Congresso.

Não. O problema é o governo Temer considerar que não há problema em diminuir o nível de proteção de 3.000 quilômetros quadrados de uma floresta nacional (categoria de UC que veda a ocupação humana) apenas para satisfazer alguns pecuaristas e grileiros do Pará.

Como esse é o objetivo do projeto de lei combinado no Planalto, parece evidente que Zequinha já se dispõe a engolir o sapo cevado na Casa Civil de Eliseu Padilha (PMDB). O Congresso do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) só confirmou seu DNA ruralista ao elevar o corte para 4.800 km².

Chega a ser risível o ministro do Meio Ambiente atribuir a Dilma Rousseff (PT) o repique na devastação dos últimos anos, como fez sem corar em Oslo. E não só por ser um truísmo.

Dilma sempre desdenhou a preservação ambiental, desde seus tempos nas Minas e Energia e na Casa Civil. Ela só começou a abrir a porteira de concessões à bancada ruralista –por exemplo nos sucessivos adiamentos de prazos para que fazendeiros regularizem seu cadastro ambiental rural (CAR)– que Temer e Padilha agora escancaram.

Em dezembro de 2006, o texto “Sai daí, Marina” na pág. 2 desta Folha recomendava à então ministra petista Marina Silva (hoje na Rede) abandonar o governo Lula, coisa que ela só fez 16 meses depois. Sarney Filho talvez não possa esperar todo esse tempo. (Por Marcelo Leite, da Folha de São Paulo)

VAZAMENTO DE DADOS – CNA ameaça pedir saída de ministro Sarney Filho do cargo

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) reuniu-se, nesta segunda-feira (05), com representantes do setor de todo o país para discutir uma ação que responsabilize o Ministério do Meio Ambiente pelo vazamento de dados do Cadastro Ambiental Rural. A indicação da categoria é pedir a saída do ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho, do cargo.

Abaixo a postagem do site Canal Rural.

Postagem do site Canal Natural:

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Grupo Sarney se divide entre Eliziane, Wellington e Fábio Câmara

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney

Edilázio Jr é genro de Nelma Sarney e é filiado ao PV, comandado por Adriano Sarney e Sarney Filho

Apesar de pertencer ao PV, partido comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney, que decidiu abraçar a campanha da candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, Eliziane Gama, o deputado estadual  Edilázio Júnior – genro da desembargadora Nelma Sarney – rachou com o partido e declarou apoio ao candidato do PP, Wellington do Curso, durante a sessão desta terça-feira (16), na Assembleia Legislativa do Maranhão.

Na verdade, o candidato oficial do grupo Sarney é o vereador Fábio Câmara (PMDB), porém nem todo o PMDB está com ele. Por exemplo, a família Lobão já declarou apoio a Eliziane Gama.

O PV é outro  partido comandado pela família Sarney. O deputado Adriano Sarney decidiu levar o partido para a chapa de Eliziane Gama, porém hoje (16) Edilázio Júnior resolver divergir da decisão da sigla, declarando apoio a Wellington do Curso

Um dos expoentes do grupo Sarney, na Assembleia Legislativa, Edilázio Júnior disse que analisou os candidatos e que se identificou mais com Wellington do Curso, alegando que tanto Edivaldo Holanda Júnior (PDT) quanto Eliziane teriam o “apoio” do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

No entanto, o peso do apoio de Edilázio em São Luís não soma muita coisa na campanha de Wellington do Curso, talvez até atrapalhe, devido a rejeição que tem o grupo Sarney ainda na capital maranhense.

Wellington, por sua vez, aceitou o apoio e justificou o ato, alegando que as dicotomias “Deus/Diabo”, “inferno/céu”, “Sarney/antisarney”, “oligarquia/antioligarquia” são coisas do passado. Veja no vídeo acima.

SARNEYZOU! Eliziane fecha com PV de Adriano Sarney e Sarney Filho…

Eliziane contará com apoio de expoentes da família Sarney

Eliziane contará com apoio de expoentes da família Sarney na campanha

Se não fechou com o PMDB, a candidata do PPS à Prefeitura de São Luís, deputada Eliziane Gama, terá sim apoio de expoentes do grupo Sarney nestas eleições. Em convenção realizada nesta sexta-feira (05), ela confirmou o apoio do PV, comandado pelo deputado estadual Adriano Sarney. Por outro lado, a parlamentar engrossou a corrente de partidos também com o SD (Solidariedade) na coligação que conta ainda com a força do PSDB.

Nos bastidores, Eliziane já costurou o apoio da esposa do suplente de senador, Paulinha Lobão, por quem foi recebida, recentemente, em casa, como mostraram fotos distribuídas pelas redes sociais. A deputada teria ainda a simpatia do senador Edison Lobão (PMDB), envolvido até o pescoço com a operação “Lava Jato”.

Mas política se faz é com apoios e somando com partidos. Está certa Eliziane Gama em ter articulado a adesão desses partidos, afinal em política ninguém caminha sozinho.

A aproximação de Eliziane com o grupo Sarney rendeu um bom capítulo do período pré-eleitoral. As conversas com o PMDB terminaram não prosperando, pois ela foi taxativa ao impor a sua permanência na base aliada ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o partido  terminou lançando mesmo candidato próprio: o vereador Fábio Câmara.

Vice de Eliziane

Apesar de estar se movimentando bem em relação a apoios, Eliziane não foi determinada quanto à escolha do seu candidato a vice-prefeito: o vereador José Joaquim. Fraco de articulação e mais semelhante a uma “lesma”, o tucano é conhecido por seus discursos enfadonhos e vazios.

O suplente de senador Pinto Itamaraty é que estava cotado antes para o posto de vice na chapa de Eliziane. Esse sim seria um bom nome, por conta de seu poder de articulação e base eleitoral. mas resolveram substituí-lo por José Joaquim.

Sarney Filho recebeu reembolso da Câmara depois de licenciado…

Sarney Filho

Sarney Filho

Ao Minuto

O ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) recebeu reembolso da Câmara dos Deputados em um período que já estava licenciado do mandato e havia assumido o cargo na Esplanada dos Ministérios, a convite de Michel Temer.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o pagamento foi no valor de R$ 16,4 mil.

A publicação refere que, na nota fiscal apresentada, consta que o valor foi recebido pela Play Áudio Produções em 13 de maio, um dia após a sua nomeação, para que imprimisse 10 mil informativos de suas ações no mesmo mês, dentro da cota para divulgação da atividade parlamentar.

A empresa é de propriedade de uma pessoa que trabalhou na Secretaria de Comunicação do Maranhão durante os quatro anos de governo da irmã do ministro, Roseana Sarney.

No entanto, Sarney Filho divulgou uma nota afirmando que o serviço foi prestado pela produtora antes de seu afastamento e que o pagamento “coincidiu ter ocorrido” quando ele já estava licenciado do cargo de deputado federal.

A coluna destaca que o ato que regulamenta o reembolso determina que “o direito à utilização da cota se restringe ao período de efetivo exercício do mandato” parlamentar, ou seja, Sarney Filho teria recebido após deixar o mandato de deputado para assumir o Ministério.

Cunhado de Roseana ganha cargo em ministério de Sarney Filho…

UOL

Ministro Sarney Filho

Ministro Sarney Filho

O cunhado da ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), Samir Jorge Murad, foi nomeado, na última segunda-feira (21), como diretor de administração e finanças do SFB (Serviço Florestal Brasileiro), órgão ligado ao MMA (Ministério do Meio Ambiente), comandado pelo irmão de Roseana, José Sarney Filho (PV).

Advogado ligado à causa ambiental, Samir Jorge Murad, vai administrar um orçamento de R$ 103 milhões, o quarto maior de todo o MMA. Pela legislação vigente, a nomeação não configura um caso de nepotismo, mas, segundo um especialista em transparência em gestão pública ouvido pelo UOL, levanta “questionamentos éticos”. Samir Jorge Murad vai receber um salário de R$ 11,2 mil por mês.

O SFB é o órgão do governo federal responsável por, entre outras coisas, fazer a gestão das florestas nacionais do país. Recentemente, o órgão iniciou um processo de licitação das chamadas florestas nacionais localizadas, sobretudo, na região amazônica. Nesses processos, empresas se candidatam para ter o direito de explorar produtos florestais (em geral, madeira) de áreas de conservação ambiental.

Samir Jorge Murad é advogado com atuação na causa ambiental e já presidiu a comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Maranhão.

Ele é irmão de Ricardo Jorge Murad, marido de Roseana Sarney e cunhado de Sarney Filho. A nomeação ao cargo de diretor-presidente do órgão vai colocá-lo imediatamente subordinado ao concunhado e no comando de uma das principais autarquias dentro da estrutura do MMA.

A reportagem do UOL contatou Sarney Filho e Samir Jorge Murad por meio da assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente e questionou os critérios que levaram à nomeação de Murad e se ligação familiar entre ambos constrangia o ministro. Ambos responderam por meio de uma nota enviada pela assessoria do MMA.

Em nota, o ministério respondeu que a “escolha” de Samir Jorge Murad para o cargo “teve como critério a sua experiência e mérito” e que Murad foi “durante muitos anos, representante da OAB na seccional do Maranhão, onde teve atuação reconhecida na área socioambiental”.

Em relação à ligação familiar entre ambos, o ministério argumenta que a nomeação de Samir não configura um caso de nepotismo. Tanto a súmula nº 13 do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2008 quanto o decreto 7.203 de 2010 proíbem que um gestor faça nomeações de familiares com nível de parentesco até o 3º grau. Como Sarney e Murad são concunhados, a nomeação não infringiria a legislação.

“De acordo com consulta solicitada pelo ministro à Assessoria Especial de Controle Interno […] o decreto 7.203 […] não veda a contratação”, diz um trecho da nota enviada pelo ministério.

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), diz que nomeação de concunhado não fere legislação que veda a prática de nepotismo

Conflito ético

O coordenador da ONG Contas Abertas, Gil Castello Branco, entretanto, pondera que, se legalmente a nomeação é válida, do ponto de vista ético ela é questionável.

“Se não há questionamento legal a fazer, podemos fazer um questionamento ético. Acho que, certamente, ele poderia ocupar inúmeros outros órgãos no país que não fossem vinculados ao ministério ocupado pelo concunhado”, afirmou Castello Branco.

“O ideal, nesses casos, seria que as pessoas próximas a agentes políticos tivessem uma vida profissional independente de seus familiares porque, por mais que essa nomeação não seja vedada pela legislação, os comentários sobre o grau de parentesco sempre virão”, completou Castello Branco.

Rejeitado para cargo de desembargador

A nomeação para a presidência do SFB não é a primeira ocasião que traz notoriedade a Samir Murad pela sua proximidade com a família Sarney. Em 2012, Samir candidatou-se ao cargo de desembargador do TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) na vaga destinada ao chamado quinto constitucional, cuja escolha é feita pelo governador do Estado.

A candidatura de Samir, porém, foi indeferida, por unanimidade, pelo Conselho Federal da OAB em julho de 2013. Isso porque, à época, quem governava o Maranhão era Roseana Sarney, e caberia a ela decidir se o cunhado poderia ou não se tornar desembargador. O Conselho Federal entendeu que a proximidade entre Samir e Roseana Sarney impedia que o processo de escolha fosse isento.

“Por se tratar de cunhado da Governadora do Estado […] a questão dispensa para o seu equacionamento critérios de legalidade estrita, bastando, para solucioná-la, a invocação dos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa”, diz um trecho do acórdão do Conselho Federal da entidade

Sarney Filho teria “levado” R$ 400 mil em propina, segundo Sérgio Machado

Ministro do Meio Ambiente teria recebido parte de dinheiro destinado ao pai.
Ex-presidente da Transpetro detalhou à Lava Jato pagamentos a 20 políticos.

G1

Sarney Filho

Sarney Filho

Uma tabela que consta da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que teve o sigilo derrubado nesta quarta-feira (15), fala em pagamento de R$ 400 mil de dinheiro de propina ao atual ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.
Machado firmou acordo de colaboração com o Ministério Público Federal, no âmbito da Operação Lava Jato. A delação, de 400 páginas, foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Aos investigadores, Machado diz que pagou propina a 20 políticos de seis partidos. Indicado para a Transpetro pelo PMDB, ele contou ter repassado R$ 100 milhões ao partido, dos quais R$ 18,5 milhões teriam sido pagos ao ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB), pai de Sarney Filho.
No termo de delação que trata da propina a José Sarney, há uma tabela que discrimina esses repasses e que aponta que, dos R$ 18,5 milhões, R$ 400 mil teriam sido repassados, em 2010, ao atual ministro do Meio Ambiente, em forma de doação oficial a campanha. O dinheiro, porém, é proveniente, segundo Machado, de propina de contratos da Transpetro com empresas como a Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Não há detalhes, na delação, sobre como esse dinheiro foi negociado e se Sarney Filho participou das tratativas. Na delação, Machado afirma que foi procurado por José Sarney em 2006.

Repasses
No encontro, o ex-senador teria relatado “dificuldades em manter sua base política no Amapá e Maranhão, e pediu ajuda”. O primeiro repasse, conforme Machado, foi de R$ 500 mil em espécie. A partir de 2008, os pagamentos passaram a ser anuais.
Do total de R$ 18,5 milhões, R$ 2,25 milhões foram pagos por meio de doação oficial pelas empresas Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. É desse montante que saíram os R$ 400 mil a Sarney Filho. O restante, R$ 16,25 milhões, foi entregue em dinheiro vivo a José Sarney, ao longo de oito anos, segundo Machado.
Responsável pela defesa de José Sarney, o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que ele nega “peremptoriamente” ter recebido qualquer valor, “a qualquer titulo”, de Sérgio Machado.
A Queiroz Galvão informou que não comenta investigações em andamento e que as doações eleitorais obedecem à legislação. A Camargo Corrêa disse com a justiça por meio de um acordo de leniência.
A Transpetro informou que analisa o conteúdo das delações de Sérgio Machado e de seus filhos, que é “vítima da prática de delitos” e que, como tal, será beneficiada pela multa a ser paga pelo delator. A empresa ressalta ainda que “atua em conjunto com a Petrobras e colabora com os Órgãos Externos de Controle, Ministério Público e Poder Judiciário”.

Sarney vira símbolo do desespero da oligarquia

Blog do Josias

José Sarney: “A ditadura da Justiça tá implantada, é a pior de todas!
”

Sérgio Machado: “E eles vão querer tomar o poder. Pra poder acabar o trabalho

.”

Sarney Filho virou ministro, após o acordão para afastar Dilma Rousseff

Sarney Filho virou ministro, após o acordão para afastar Dilma Rousseff

A fabulosa epidemia de corrupção revelada pela Lava Jato fez do Brasil um pedaço do mapa onde há a maior possibilidade de surgir um país 100% novo. Caos não falta. O diálogo reproduzido acima revela que essa nação inteiramente outra talvez já tenha começado a existir.

Nascida na periférica comarca de Curitiba, a investigação que deu à luz um Brasil diferente sobrevive a todas as bruxarias e conchavos urdidos por políticos que se habituaram a viver no epicentro do ilícito sem sofrer qualquer tipo de embaraço. A oligarquia corrupta está acuada.

A “ditadura da Justiça” de que fala Sarney é o outro nome de Estado Democrático de Direito. Renan Calheiros responde a uma dúzia de inquéritos. Eduardo Cunha é um réu afastado do mandato pelo STF. Marcelo Odecrechet está preso e negocia uma delação. Pilhados num diálogo vadio, Dilma e Lula foram denunciados no Supremo por tentativa de obstruir a Justiça.

Como se fosse pouco, os cardeais do PMDB —Sarney entre eles— foram gravados pelo amigo Sérgio Machado, subitamente convertido num silvério que, apavorado com a ideia de ser preso por ordem do “tirano” Sérgio Moro, tenta comprar com suor do dedo a proteção judicial que seus correligionários já não conseguem prover.

O autogrampo do ex-presidente da Transpetro pendurou no noticiário, de ponta-cabeça, caciques políticos capazes de tudo, menos de levar à balança meio quilo de explicações que afastem as suspeitas que rondam seus prontuários.

Natural que seres como Sarney sejam tomados de assalto (ops!) pela estranheza. Não estavam habituados a esse tipo de situação. Construíram suas carreiras num Brasil em que, acima de um certo nível de renda e de poder, ninguém devia nada. Muito menos explicações. Esse país em que os ratos colocavam a culpa no queijo e tudo ficava por isso mesmo não existe mais.

Em 21 dezembro de 2014, Sarney havia escalado a tribuna do Senado pela última vez, para pronunciar o que deveria ter sido um discurso de despedida de sua vida pública de seis décadas. O orador somava, então, 84 anos.

Os incautos imaginaram que estivessem diante de um aposentado. Mas se as fitas do companheiro Machado revelam alguma coisa é que Sarney é, por assim dizer, inaposentável. Ele permanece no palco como protagonista da própria imolação. Faz o papel de um Napoleão se descoroando.

No discuso de sua suposta despedida, Sarney reservou um parágrafo à autocrítica (assista abaixo). Declarou: “Precisamos levar a sério o problema da reeleição, que precisa acabar, estabelecendo-se um mandato maior. Até fazendo mea-culpa, de arrependimento, eu penso que é preciso proibir que os ex-presidentes ocupem qualquer cargo público, mesmo que seja cargo eletivo. […] Eu me arrependo, acho que foi um erro que eu fiz ter voltado, depois de presidente, à vida pública.”