Sarney e sua tentativa constante de boicotar o Maranhão

Em conversas com empresários atrelados ao seu clã, o ex-senador José Sarney (PMDB), nas últimas semanas, tem prospectado oportunidades para boicotar o governo Flávio Dino (PCdoB).

Querendo retornar a filha Roseana Sarney sob qualquer circunstância ao Palácio dos Leões em 2018,“ o chefe de todos os chefes”, com números de uma pesquisa manipulada da Escutec em mãos e alcunhado pelo Ministério Público Federal, se gabava dos poderes recebidos de Temer para sufocar o Maranhão, vetando repasses e investimentos com o objetivo de desgastar o governador adversário.

Barrado a tempo pela bancada maranhense no Congresso Nacional, o recente corte de R$ 224 milhões do Fundeb referente aos municípios do estado teria sido apenas um vislumbre da disposição de Temer em atender os caprichos do oligarca ressentido.

Blog Marrapá

“O oligarca tem saudades de quando o poder era usado em benefício próprio”, reage Flávio Dino contra ataques de Sarney

Neste domingo (23), o governador Flávio Dino (PCdoB) voltou a reagir aos ataques orquestrados pelo ex-senador José Sarney. Nas redes sociais, Dino diz que Sarney tem saudade do passado de privilégios.

O oligarca vem, nos últimos dias, comandando uma ofensiva implacável contra o governo, com objetivo de desestabilizá-lo e abrir caminho para a tão sonhada retomada das chaves dos cofres do Estado.

Para Flávio Dino, o oligarca tem saudades do passado em que o poder era usado em benefício próprio, onde se tornava sócio de “investidores” e usava helicópteros do Estado para passeios à ilha de Curupu.

O governador diz também que a oligarquia vive a ansiedade da batalha eleitoral de 2018, onde tentará reaver privilégios perdidos, suas fontes de riqueza e poder. No entanto, Dino diz não estar preocupado com essa ansiedade oligárquica.

Confira a íntegra do que disse o governador nas redes sociais:

Claro que um oligarca não considera importante que, em 2 anos, tenhamos construído ou reconstruído mais escolas do que em décadas.

Claro que um oligarca sente saudades do passado em que havia espaço para ele se tornar sócio de “investidores” em tenebrosas transações.

Claro que um oligarca não aceita não poder mais usar helicópteros do Estado para passeios à sua ilha privada.

Lamento que o oligarca não evolua e, diariamente, mobilize seu império midiático para deturpar, agredir, perseguir. E esconda a mão.

Oligarquia já vive a ansiedade eleitoral. Batalha em que tentarão reaver seus privilégios perdidos, suas fontes de riqueza e poder . Da minha parte, que fiquem ansiosos. Meu foco é governar, fazer o bem, cuidar das nossas 800 obras, fazer muita política social para todos.

“Até os paralelepípedos da Praia Grande sabem o quanto Sarney é vingativo e perseguidor”, dispara Márcio Jerry

O secretário de Comunicação e Articulação Política do Maranhão, Márcio Jerry, fez duras críticas, por meio do Twitter, ao artigo escrito por José Sarney e publicado, na edição deste sábado, no jornal O Estado.

De acordo com Márcio Jerry, o oligarca Sarney expele a baixeza que o caracteriza como sendo dos adversários e o secretário faz referência, ainda, à baixa política de vingança e perseguição que, segundo ele, Sarney insiste em cometer.

“Até os paralelepípedos da Praia Grande sabem o quanto Sarney é vingativo, perseguidor, contumaz agressor da verdade, entre outras ‘qualidades'”, disparou.

Segundo inquérito da PF, não há crime de obstrução de Renan, Jucá e Sarney

Nesta sexta-feira (21), a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o relatório conclusivo da investigação sobre a suposta tentativa de obstrução da Operação Lava Jato pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e pelo ex-senador e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), na Operação Lava Jato.

No relatório, a Polícia Federal conclui que não houve crime de obstrução e que a simples intenção não pode ser considerada crime. O inquérito foi aberto a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, com base na delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Renan Calheiros e Sarney.

“Não compreendemos existir elementos indiciários de materialidade do crime (…) haja vista que no espectro cognitivo próprio desta sede indiciaria, o conteúdo dos diálogos gravados e a atividade parlamentar dos envolvidos ou no período em comento não nos pareceu configurar as condutas típicas de impedir ou embaraçar as investigações decorrentes da Lava Jato”, diz o texto do relatório.

Dino acusa Sarney de sabotagem e de comandar “pautas negativas” contra o Maranhão

Em vários tweets, no final de semana, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), acusou o ex-senador José Sarney (PMDB) de estar comandando sabotagens e “pautas negativas”, em seu império midiático (leia-se grupo Mirante), para ter de volta o Maranhão, do qual se considera dono.

Segundo o governador, em uma de suas alfinetadas, muita coisa esquisita que está acontecendo no Maranhão deriva da obsessão do ex-senador Sarney, que estaria agindo nas sombras como sempre faz.

“O senador Sarney está obstinado em retomar o poder no Maranhão. Mas não é para servir ao povo. E, sim, pela saudade de privilégios e benesses. Imagino a dor que eles sentem ao ver a residência de festas deles, no metro quadrado mais caro de São Luís, transformada em uma casa para acolher crianças”, afirmou.

Flávio Dino convidou o grupo Sarney a comparar as políticas públicas do ciclo oligárquico e as do atual governo, na educação ou na transparência administrativa, por exemplo.

Sarney não quer Nicolao Dino como procurador-geral por ser irmão de Flávio Dino…

Época

Nicolao Dino foi o primeiro da lista, mas Temer pode não escolhê-lo porque Sarney não o quer como procurador-geral por ser ele irmão de Flávio Dino

O ex-presidente da República se tornou um dos maiores conselheiros de Temer, que escolherá o sucessor de Rodrigo Janot

O subprocurador da República, Nicolao Dino, foi o mais votado (621 votos) na lista tríplice de candidatos ao cargo de procurador-geral da República. A eleição foi realizada na terça-feira (27). Ele ficou à frente de Raquel Dodge (587 votos) e de Mario Bonsaglia (564 votos).

Desde 2003, a liderança na lista tríplice garantiu a indicação ao cargo pelo presidente da República. Dino, no entanto, tem um importante obstáculo fora do Palácio do Planalto e da própria Procuradoria-Geral da República: o ex-presidente José Sarney.

 Dino é irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino, que é adversário histórico de Sarney. O ex-senador se tornou um dos principais conselheiros de Temer nos últimos meses e já deixou claro ao presidente sua contrariedade em relação a uma possível indicação de Nicolao Dino.

O terceiro lugar na disputa, Mario Bonsaglia, é considerado o preferido do atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o que, a esta altura, não é grande diferencial. Raquel Dodge, aparentemente, goza de certa vantagem em relação aos outros dois candidatos.

A não indicação do primeiro lugar, no entanto, costuma ser mal interpretada na Procuradoria-Geral da República. Será que Temer levará isso em conta num momento em que está sendo acusado de corrupção pelo órgão?

Michel Temer revive Sarney…

Estadão

Temer tenta repetir argumento de Sarney: custo da saída é maior que o da permanência

Ter vice é mais arriscado que ser vice. Desde a redemocratização, outros três presidentes chegaram ao nível de impopularidade de Michel Temer. Fernando Collor e Dilma Rousseff caíram. Ambos eram titulares e foram substituídos por seus vices – Itamar Franco e o próprio Temer. O único que não caiu, José Sarney, não tinha vice. Como Temer, era um ex-vice. Sangrou meses, mas segurou-se até o fim, à custa de uma hiperinflação. Coincidência? Provavelmente não. O vice lubrifica a queda.

Ele nem sequer precisa participar diretamente da derrubada, embora alguns não resistam e se tornem ativos no processo. Quando há um substituto automático para o presidente impopular, o “quem” deixa de ser o foco do debate. O sucessor é o vice e ponto. Outros políticos não lançam suas próprias candidaturas nem a de aliados para ocupar o lugar que pretendem tornar vago.

Havendo vice, o conflito fica mais restrito, e isso facilita a construção de um consenso ou de maioria em torno de seu nome. Sem vice, todos sonham em vestir a faixa e sentar na cadeira. Basta ver o que está acontecendo em Brasília nesses dias.

Toda a discussão sobre a permanência ou não de Temer no palácio gira menos em torno dos motivos do que dos meios para apeá-lo do poder e, principalmente, de quem seria o sucessor. Que há razões suficientes para abreviar-lhe o mandato, poucos discordam. Mas se isso é prático, viável e, especialmente, se há um nome óbvio para substituí-lo, tem sido impossível de chegar a acordo.

Influência e controle de Sarney sobre parlamentares sobrevivem no Senado…

Apesar de aposentado, ex-senador ainda controla grupo de peemedebistas

No último sábado, Sarney saiu das sombras e foi ao Palácio do Jaburu se reunir com o presidente Michel Temer (PMDB)

Do G1 – O ex-presidente José Sarney (PMDB) continua sendo líder de um grupo importante de senadores e caciques do Congresso. Na verdade, o grupo de Sarney nunca deixou o comando do Senado. Como a casa do ex-presidente fica a poucos metros das residências dos presidentes de Câmara e Senado, a romaria é facilitada. As visitas não são só de parlamentares do PMDB.

Mesmo com 87 anos, ele mantém a agenda ativa e recebe, em sua residência, vários senadores ao longo da semana. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (CE), costuma passar na casa dele para uma conversa, assim como o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente da sigla, senador Romero Jucá (RR).

No último sábado, Sarney saiu das sombras e foi ao Palácio do Jaburu se reunir com o presidente Michel Temer (PMDB). Ele permaneceu mais de duas horas com ele, a quem teria dito para ficar firme.

A aliados, Sarney disse que Temer não renunciará e repetiu a avaliação feita por integrantes do Palácio do Planalto de que o processo da chapa Dilma-Temer poderá levar meses.

No sábado, Sarney deixou o Jaburu já de noite, com cumprimentos de deferência de Moreira Franco, outro peemedebista da cúpula.

— O ex-presidente Sarney está tranquilo e tem reiterado que Temer não renunciará — disse um senador.

Sarney tem atraído outros parlamentares fora de seu círculo habitual. Afinal, ele travou uma batalha no Congresso para impedir que seu mandato fosse reduzido para quatro anos, e acabou ganhando a queda de braço e ficando entre 1984 e 1989 no Planalto. Durante o período, foi do sucesso ao fracasso com o plano econômico que levou seu nome.

Segundo senadores que estiveram com Sarney, ele transmite tranquilidade sobre a situação de Temer. Alguns acreditam que o encontro do peemedebista com o ex-presidente Fernando Henrique, em São Paulo, teve o “dedo de Sarney”. Ao PSDB, Temer repetiu que não sai porque isso seria confissão de culpa.

Sarney e o grupo do PMDB têm argumentado que um presidente eleito por via indireta também não teria credibilidade junto à população, não acabando com a crise.

Sina de traição – Sarney prepara “punhal” para Michel Temer…

 

Sarney e Temer: Abraço de Tamanduá, aquele que te abraça pela frente e te apunhala pelas costas

As articulações para a substituição do presidente Michel Temer (PMDB) evoluíram nas três principais forças políticas do país –PMDB, PSDB e PT– e agora envolvem diretamente três ex-presidentes da República: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e José Sarney.

Desde a última quinta (18), quando foram divulgados os detalhes da delação da JBS que envolvem Temer, eles têm liderado conversas suprapartidárias em busca de um consenso para a formação de um novo governo, caso o peemedebista seja cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Os três caciques, pontos de contato nos diálogos que acontecem reservadamente em Brasília e São Paulo, cuidam para que os debates não ganhem caráter partidário.

As conversas estão pulverizadas, uma vez que, por ora, cada sigla traça caminhos diferentes para o desfecho da crise.

Do lado do PSDB, fiel da balança do governo, FHC se tornou referência e, segundo relatos de tucanos, já abriu contato com parlamentares do PT. Além disso, é o mais importante interlocutor do presidente do TSE, Gilmar Mendes, considerado “peça-chave” para viabilizar a saída institucional de Temer.

Leia a notícia na íntegra na íntegra no site Folha de S.Paulo.