Líderes, PT e PSDB perdem mais de 30% dos votos para senador; PSL dispara e fica em 3º lugar

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos

O PT e o PSDB seguem como campeões de votos para senador em todo o país, mas os dois partidos tiveram quedas de mais de 30% neste ano em comparação com 2010, quando 54 vagas também foram disputadas para o Senado, apontam dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já o PSL desbancou o MDB e passou a ocupar o 3º lugar, com uma alta de mais de 4.200% no número de votos.

O PT de Fernando Haddad (no 2º turno da disputa presidencial) elegeu quatro senadores neste ano e teve uma queda de 37,1% no número de votos. Há oito anos, a sigla recebeu 39,4 milhões de votos nos candidatos a senador; já em 2018, foram 24,8 milhões. Mesmo assim, o PT se mantém como o partido que mais recebeu votos na disputa.

O PSDB, que ocupava a segunda posição em 2010 e continua a ocupar em 2018, também teve uma queda grande no número de votos: 34,3%. O partido também elegeu quatro senadores neste ano.

Já o PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, seguiu a tendência de maior participação partidária nestas eleições e teve uma alta de 4.247% no número de votos recebidos para senador. Em 2010, a sigla recebeu apenas 446,5 mil votos; já em 2018, foram 19,4 milhões. O partido elegeu quatro senadores.

O MDB, que em 2010 foi o terceiro partido a receber mais votos, teve uma queda de 46,7% e foi ultrapassado pelo PSL. Foram quase 24 milhões em 2010 contra 12,8 milhões em 2018.

Apesar de ter recebido bem menos votos que o PT, o PSDB e o PSL, porém, o MDB conseguiu eleger mais senadores que estes partidos: foram sete no total. Isso quer dizer que os votos dos outros partidos foram mais pulverizados entre seus candidatos que os do MDB, que teve uma maior concentração de votos em menos candidatos.

Weverton Rocha e Eliziane Gama se elegem para o Senado com apoio de Flávio Dino

A eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama confirmam a força política do governador Flávio Dino no Maranhão, além do detrimento do grupo Sarney

Com o apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), os candidatos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) foram eleitos para as duas vagas de senadores pelo Maranhão.

Weverton ficou em primeiro lugar com quase 35% dos votos, já Eliziane ficou em segundo lugar com 27%.

Os dois senadores da chapa governistas derrotaram os dois senadores do grupo Sarney, Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB), além dos dois candidatos tucanos, o ex-governador Zé Reinaldo (PSDB) e Alexandre Almeida (PSDB).

A eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama confirmam a força política do governador Flávio Dino no Maranhão, além do detrimento do grupo Sarney.

Em duas semanas, maranhenses irão às ruas para escolher seus representantes

Os eventos liderados pelos diversos grupos que disputam as eleição estão aglutinando, cada vez mais, pessoas e começam a dar o tom da campanha eleitoral

A campanha eleitoral de 2018 entra na reta final e, finalmente, promete cair no gosto da população. Os eventos liderados pelos diversos grupos que disputam as eleição estão aglutinando, cada vez mais, pessoas e começam a dar o tom da campanha eleitoral.

No Maranhão, a campanha do governador Flávio Dino (PCdoB) é a que está levando mais pessoas aos eventos. Ele já passou por diversas cidades do interior e tem feito vários eventos na região metropolitana de São Luís, sempre com forte participação popular.

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda tem dificuldades de reunir apoiadores em suas passagens por cidades do interior. Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) intensificaram suas agendas em algumas cidades do interior, mas ambos ainda focam boa parte de seus trabalhos na capital.

Para o Senado Federal, os candidatos Edison Lobão (MDB), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e Sarney Filho (PV) fazem uma verdadeira batalha pelas duas vagas de senadores. Os candidatos disputam voto a voto e prometem ampliar suas campanhas nesta reta final.

Contagem regressiva: Faltam 20 dias para o primeiro turno das eleições 2018

Agora na reta final, a movimentação dos candidatos deve se intensificar mais ainda. Mostrando a cara das eleições de 2018

A eleição de 2018 é a primeira, após muitos anos, com várias regras que se diferenciam das demais. A exclusão dos carros de som, a diminuição do tempo de campanha e da propaganda na TV e no Rádio estão fazendo que muita pessoas ainda não tenham sentido o clima intenso da campanha. A propaganda paga nas redes sociais também não parece ter empolgado os internautas de plantão.

Mesmo com esse clima mais ameno, a campanha já entra na reta final e pode, agora, cair no gosto da população, fazendo com que mais pessoas passem a participar dos eventos políticos.

No Maranhão, a campanha do governador Flávio Dino (PCdoB) é o que tem mais corpo e vem aglutinando mais pessoas e apoiadores. Nos últimos quatro dias, ele passou com sua caravana por 18 cidades.

Roseana Sarney (MDB) ainda tem dificuldades de reunir apoiadores em suas passagens por cidades do interior e tem dedicado boa parte de seu tempo para as gravações de propaganda. Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) intensificaram suas agendas em algumas cidades onde ambos têm apoiadores.

Na corrida ao Senado Federal, a disputa ainda está muito acirrada. Quatro candidatos travam uma verdadeira batalha pelas duas vagas em disputa.

As eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa ainda estão muito indefinidas. Alguns candidatos já são dados como eleitos, mas a maioria deve disputar voto a voto o eleitorado para conquistar êxito no dia 7 de outubro.

Agora na reta final, a movimentação dos candidatos deve se intensificar mais ainda. Mostrando a cara das eleições de 2018.

Senado: Edison Lobão se sobressai na disputa em relação a Sarney Filho

Mesmo com todos os esforços, é o senador Edison Lobão que lidera todas as pesquisas eleitorais feitas até o momento

Mesmo com todos os esforços do ex-presidente José Sarney (MDB), em costurar apoios que façam com que seu filho, o deputado federal Sarney Filho (PV), vença a eleição para o Senado Federal, é o candidato Edison Lobão (MDB) que está se sobressaindo na disputa interna do grupo.

José Sarney entende que a eleição de Sarney Filho como senador seja a continuação do legado de sua família, por isso costurou o apoio do PR e do PP, via executivas nacionais, para seu filho na disputa para o Senado no Estado. Nas conversas com lideranças políticas, Sarney pai afirma que seu último pedido é para que as lideranças votem em seus dois filhos, ou pelo menos em Sarney Filho.
Mesmo com todos os esforços, é o senador Edison Lobão que lidera todas as pesquisas eleitorais feitas até o momento. Na pesquisa Ibope, Edison Lobão lidera a disputa com 27%, contra 26% de Sarney Filho. Já na pesquisa Exata, Lobão tem 25% das intenções de voto e Sarney Filho, 24%.
Os números mostram que, mesmo com toda guerra silenciosa que a família Sarney vem travando com Edison Lobão, o senador está levando a vantagem na disputa.
Certamente, pela rejeição que o nome Sarney carrega, Edison Lobão vem ensaiando voos solos em suas andanças pelo o interior. Nas cidades de Codó e Caxias, ele reuniu milhares de pessoas em seus comícios, deferentemente dos eventos em que ele acompanha Roseana Sarney e Sarney Filho, que, na maioria das vezes, resumidos a reuniões em varandas de residências.

Veja as ordens de veiculação da propaganda eleitoral no Rádio e na TV

Na TV, os horários serão das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. No rádio, os horários serão das 7h às 7h25 e 12 h as 12h25

Faltam exatos 10 dias para o início da propaganda eleitoral no Rádio e na TV. Às Terças, quintas e sábados as campanhas apresentadas serão para Presidente da República e para o cargo de deputado federal. Segundas, quartas e sextas serão os cargos de governador, senador e deputado estadual.

Na TV, os horários serão das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. No rádio, os horários serão das 7h às 7h25 e 12 h as 12h25.

Veja a ordem de veiculação da propaganda para o cargo de governador do Maranhão definida por meio de sorteio:

1º – Odívio Neto (PSOL) com a coligação Vamos Sem Medo Mudar o Maranhão (PSOL e PCB)
2º – Flávio Dino (PCdoB) com a coligação Todos Pelo Maranhão (PCdoB, PDT, PRB, PPS, PTB, DEM, PP, PR, PTC, PPL, PROS, AVANTE, PEN, PT, PSB e Solidariedade)
3º – Maura Jorge (PSL) com a coligação Renovação de Verdade (PSL e PRTB)
4º – Ramon Zapata (PSTU)
5º – Roberto Rocha (PSDB) com a coligação União e Coragem Para Fazer um Maranhão Melhor (PSDB, REDE, PSDC, PODEMOS, PHS e PMN)
6º – Roseana Sarney (MDB) com a coligação O Maranhão Quer Mais (MDB, PSD, PMB, PV, PRP, PSC)

Para o Senado Federal, a sequência das coligações ficou da seguinte forma:
1º – Todos Pelo Maranhão (Weverton Rocha, do PDT, e Eliziane Gama, do PPS)
2º – Vamos Sem Medo Mudar o Maranhão (Saulo Pinto, do PSOL, e Iêgo Brunno, do PCB)
3º – O Maranhão Quer Mais (Edison Lobão, do MDB, e Sarney Filho, do PV)
4º – Renovação de Verdade (Samuel Campelo, do PRTB)
5º – União e Coragem Para Fazer um Maranhão Melhor (Alexandre Almeida, do PSDB, e José Reinaldo Tavares, do PSDB)
6º – PSTU (Saulo Arcangeli e Preta Lú)

Para o cargo de deputado federal, a ordem definida por sorteio foi:
1º – Juntos Pelo Maranhão I (PSL e PRTB)
2º – Coragem e União Para Fazer um Maranhão Melhor (PSDB, REDE, PODEMOS e DC)
3º – O Maranhão Quer Mais (MDB, PV, PSD, PSC, PMB e PRP)
4º – Vamos Sem Medo Mudar o Maranhão (PSOL e PCB)
5º – Juntos Pelo Maranhão II (PMN e PHS)
6º – PT
7º – Todos Pelo Maranhão I (PCdoB, PRB, PPS SOLIDARIEDADE, PROS, PTC, PTB, PSB, DEM, AVANTE e PPL)
8º – PSTU
9º – Todos Pelo Maranhão II (PDT, PP, PR e Patriotas)

Para deputado estadual, as coligações e partidos ficaram na seguinte ordem:
1º – Para Fazer um Maranhão Melhor (REDE, PODEMOS e DC)
2º – Vamos Sem Medo de mudar o Maranhão (PSOL E PCB)
3º – Juntos Pelo Maranhão II (PMN e PHS)
4º – Maranhão Quer Mais II (MDB, PV, PSD, PSC, PMB e PRP)
5º – Todos Pelo Maranhão IV (PTB, PROS, PPS e PPL)
6º – PT
7º – PSOL
8º – PCO
9º – PSTU
10º – Todos Pelo Maranhão III (PDT, PCdoB, PSB, PRB, PR, DEM, PP, PTC e AVANTE)
11º – PRTB
12º – PSDB
13º – Todos Pelo Maranhão V (SOLIDARIEDADE e Patriotas)

Veja quem são os 11 candidatos ao Senado Federal pelo Maranhão

O site DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral mostra os nomes e os suplentes de cada chapa

As duas vagas para o Senado Federal disputadas nas eleições 2018, serão disputadas por 11 candidatos. O site DivulgaCand do Tribunal Superior Eleitoral mostra os nomes e os suplentes de cada chapa:

 

Alexandre Almeida (PSDB) – Suplentes: Jorge Arturo (PHS), Miriam Ribeiro (PSDB)

Edison Lobão (MDB) – Suplentes: Lobão Filho (MDB), Antônio Leite (MDB)

Eliziane Gama (PPS – Suplentes: Pedro Fernandes (PTB), Dr. Bené Camacho (PTB)

Iêgo Brunno (PCB) – Suplentes: Joab Lobato (PCB), Zé JK (PCB)

Preta Lu (PSTU) – Suplentes: Wilson Leite (PSTU), Beto Belo (PSTU)

Samoel Campelo (PSL) – Suplentes: Elias Marçal (PSL), João do Gigantão (PRTB)

Sarney Filho (PV) – Suplentes: Clovis Fecury (PSD), João Manoel (MDB)

Saulo Arcangeli (PSTU) – Suplentes: Ester Durans (PSTU), Antônio Moquibom (PSTU)

Saulo Pinto (PSOL) – Suplentes: Kleper Ribeiro (PSOL), Professora Rosária (PSOL)

Weverton Rocha (PDT) – Suplentes: Roberth Bringel (DEM), Suely Pereira (PSB)

Zé Reinaldo (PSDB) – Suplentes: Thiago Maranhão (PSDB), Márcio Endles (Podemos)

Especialistas comemoram criminalização de abusos sexuais

Com a aprovação do projeto que altera a legislação penal brasileira para ampliar o rol de atos considerados crimes cometidos contra a dignidade sexual

Especialistas e profissionais que atuam na rede de proteção dos direitos das mulheres comemoraram a criminalização de abusos sexuais e atos libidinosos cometidos em locais e transportes públicos, além da divulgação de cenas de estupro.

Há dois dias, o projeto de lei que torna crime tais condutas foi aprovado no Senado e aguarda sanção presidencial.

Com a aprovação do projeto que altera a legislação penal brasileira para ampliar o rol de atos considerados crimes cometidos contra a dignidade sexual, a expectativa de operadores jurídicos e de organizações da sociedade civil é de que as penas previstas possam ter um efeito de inibição das práticas criminosas e punição mais adequada dos agressores.

“É algo que vem fortalecer nossas ações. [O projeto] ampliou a identificação de crimes que antes era constrangedor mencionar, porque não havia registro no Código Penal. Temos agora como redefinir critérios de denúncia, de fiscalização e, consequentemente, de atuação, tanto das políticas públicas, quanto da sociedade”, avaliou Regina Célia Barbosa, fundadora e vice-presidente do Instituto Maria da Penha (IMP).

Para Regina Barbosa, a criminalização de atos de depravação e lascívia contra mulher é fruto do amadurecimento da Lei Maria da Penha, que completou ontem 12 anos. “A Lei Maria da Penha revelou tanta coisa que estava escondida, que era abafada nas relações. Tudo isso que acontece hoje não é novidade, mas a lei passa a revelar essa situação.”

A promotora de Justiça e coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (Gevid) do Ministério Público Estadual de São Paulo, Sílvia Chakian, destacou a definição do tipo penal médio da importunação sexual para adequar a conduta dos molestadores, que antes ou eram enquadrados na contravenção mínima prevista para importunação ofensiva ao puder ou no crime hediondo do estupro.

“A gente segue um modelo das legislações penais internacionais que contemplam esse tipo penal intermediário e dá resposta a uma sensação muito ruim que a sociedade manifestava, de ineficiência do direito penal, de proteção ineficiente por parte do Estado. Então, a criação desse tipo penal era urgente”, analisou Sílvia Chakian.

Edison Lobão cancela sessão importante na CCJ

A secretaria do colegiado confirmou que o cancelamento foi a pedido do presidente, senador Edison Lobão (MDB)

A sessão de quarta-feira (11), da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Senado, cujo o item 2 da pauta era o projeto que explicita a prisão de condenados em segunda instância, foi cancelada.

A secretaria do colegiado confirmou que o cancelamento foi a pedido do presidente, senador Edison Lobão (MDB).

As manobras para impedir a votação do projeto já duram mais de um mês.

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Edison Lobão já chegou ao Senado decidido a cancelar a sessão que tinha como item 2 da pauta o projeto que explicita a prisão de condenados em segunda instância.

Senadores já tinham registrado presença quando souberam da decisão. Edison Lobão não poderia alegar falta de quórum para ter decidido, sozinho, cancelar a sessão. 16 senadores, entre titulares e suplentes, já tinham registrado presença no colegiado.

Pelo regimento do Senado, a abertura da sessão precisaria apenas de seis senadores com presença registrada. Também já havia número suficiente de parlamentares para iniciar votações.