Senado conclui escolha da Mesa Diretora, Weverton Rocha é um dos eleitos

Weverton Rocha é o único maranhense na Mesa Diretora do Senado

Os partidos entraram em acordo político para eleição de dez cargos da Mesa Diretora do Senado e compuseram chapa única para dirigir a Casa. O arranjo foi negociado na reunião dos líderes das legendas ontem na sala do presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Com 72 votos favoráveis, dois contrários e três abstenções, foi eleita a chapa tendo como 1º vice-presidente Antonio Anastasia (PSDB-MG) e 2º vice-presidente Lasier Martins (Pode – RS).

A 1ª secretaria caberá ao senador Sérgio Petecão (PSD-AC); a 2ª secretaria será ocupada por Eduardo Gomes (MDB – TO); a 3ª secretaria terá Flávio Bolsonaro (PSL-RJ); e a 4ª secretaria caberá ao senador Luis Carlos Heinze (PP – RS).

Também foram eleitos os quatro suplentes da Mesa. Marcos do Val (PPS-ES) será o 1º suplente; Weverton (PDT-MA), o 2º suplente; Jaques Wagner (PT-BA), o 3º suplente; e Leila Barros (PSB-DF), a 4ª suplente.

Weverton Rocha é o único maranhense na Mesa Diretora do Senado. Foi eleito em 2018 com quase 2 milhões votos. Além de presidente estadual do PDT, Weverton também foi escolhido líder do partido no Senado.

Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado

Com 42 votos, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) foi eleito hoje (2) em primeiro turno presidente do Senado para os próximos dois anos. O principal opositor de Alcolumbre, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou a candidatura na tarde de hoje.

Renan Calheiros teve 5 votos. Espiridião Amin (PP-SC) ficou com 13 votos, Ângelo Coronel (PSD-BA) teve 8 votos, Reguffe recebeu (sem partido-DF) 6 votos e Fernando Collor (Pros-AL) ficou com 3 votos.

Senador de primeiro mandato, Alcolumbre teve uma atuação discreta nos primeiros quatro anos de mandato no Senado. Na disputa pelo comando da Casa, revelou-se um hábil articulador, congregando os adversários de Renan Calheiros e os aliados do governo federal.

O novo presidente contou com o apoio do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também filiado ao DEM.

Aos 41 anos, o senador estreou na política no início deste século. Foi vereador em Macapá, três vezes deputado federal e chegou ao Senado em 2015. Nas eleições de outubro passado, concorreu ao governo do Amapá e ficou em terceiro lugar.

É um dos mais jovens senadores a assumir a presidência da Casa.

PPS indica Eliziane Gama para liderança do partido no Senado

Gama é jornalista e será empossada como senadora nesta sexta-feira (1º). Ela foi eleita com mais de 1,5 milhão de votos na eleição de outubro passado.

A senadora eleita Eliziane Gama (PPS) foi escolhida, na tarde de quinta-feira (31), líder do seu partido no Senado Federal.

“Hoje à tarde fui escolhida para ser líder do PPS no Senado Federal. Nosso partido faz parte do bloco independente composto por 14 senadores e que tem o objetivo de atuar na defesa dos interesses do Brasil”, escreveu Eliziane.

Gama é jornalista e será empossada como senadora nesta sexta-feira (1º). Ela foi eleita com mais de 1,5 milhão de votos na eleição de outubro passado.

A bancada do PPS é formada pelos senadores Alessandro Vieira (SE), Marcos do Val (ES) e Eliziane Gama (MA)

Weverton Rocha é escolhido líder do PDT no Senado Federal

A bancada do PDT no Senado é formando pelos senadores Kátia Abreu (TO), Cid Gomes (CE), Acir Gurgacz (RO) e Weverton Rocha (MA)

O senador maranhense Weverton Rocha, foi escolhido líder da bancada do PDT no Senado Federal.

“Em reunião, os senadores do PDT me escolheram como líder da bancada em 2019. A decisão é uma honra e uma grande responsabilidade. Como fiz na Câmara, atuarei na liderança do PDT no Senado comprometido com os ideais do partido e os interesses da sociedade”, escreveu Weverton em suas redes sociais.

Weverton já exerceu dois mandatos como deputado federal. Em 2018, foi eleito senador com uma votação histórica no estado do Maranhão, contabilizando 1.997,443 votos, o que lhe garante a maior votação para senador da história do Estado.

A bancada do PDT no Senado é formando pelos senadores Kátia Abreu (TO), Cid Gomes (CE), Acir Gurgacz (RO) e Weverton Rocha (MA).

Não chamaram o Sarney?

Nos corredores do Congresso, perguntavam onde estava José Sarney

O Antagonista

O MDB quer se reinventar, mas ontem a reunião para discutir a eleição para a presidência do Senado começou com a presença de Romero Jucá (ainda presidente do partido) e Eunício Oliveira, dois derrotados nas últimas eleições.

Nos corredores do Congresso, perguntavam onde estava José Sarney.

Revista Época: As maldades de Eunício com os senadores novatos

Eliziane Gama vai exercer o seu primeiro mandato como senadora

Demitido das urnas, Eunício Oliveira abriu o saco de maldades nos últimos dias de mandato de senador, usando um dos poucos poderes que lhe restam: determinar que senador vai para qual gabinete.

A maior vítima foi Eduardo Girão, do PROS do Ceará, que o derrotou em outubro na disputa pelo Senado. A uma semana de assumir, Girão ainda não tem onde sentar. Está despachando na base do favor na sala de José Medeiros, do Podemos do Mato Grosso. Os dois trabalham no mesmo ambiente. Girão tem penado nas mãos de Eunício.

Primeiro, porque, embora já estivesse tudo acertado para que Girão fosse para o gabinete do não-reeleito Magno Malta, bem localizado, Eunício não topou e deu o espaço para outro senador.

Eunício destinou a Girão a mal localizada sala de Sérgio Petecão, do PSD do Acre, que conseguiu trocar para um gabinete melhorzinho: o atual espaço ocupado por Edison Lobão, outro demitido das urnas e amigo de fé de Eunício.

Só que Lobão quer ocupar o aposento até o último dia. Resultado: Girão que se aguente com José Medeiros.

Outra presenteada por Eunício foi Eliziane Gama, que recebeu dele a promessa de ter o espaçoso gabinete de Cássio Cunha Lima. Mas Cid Gomes foi mais rápido e tomou conta do lugar. Gama está batendo o pé: ainda tem esperança de conseguir um espaço melhor.

“À altura do que foi determinado em documento pelo presidente Eunício”, avisa um assessor de Gama.

MDB segue dividido e pode amargar mais uma derrota

A partir de 1º de fevereiro, o MDB também não vai contar com os votos de Edison Lobão e João Alberto

O MDB terminou 2018 desocupando o Planalto e vendo sua bancada de parlamentares encolher significativamente no Congresso. Apesar do desempenho acanhado nas urnas, o partido ainda tem chances reais de ocupar um papel central no jogo político se conseguir manter o comando do Senado. O problema é que o partido está dividido como de costume.

A bancada do MDB no Senado se reúne, nesta terça-feira (29), para tentar definir quem será o candidato oficial do partido. Mas é pouco provável que isso seja feito amanhã porque vários senadores do partido ainda não terão chegado em Brasília.

Hoje, Renan Calheiros é favorito contra Simone Tebet para conquistar a indicação e, depois, para chegar ao comando da Casa pela quinta vez. O problema é sua rejeição alta por parte da opinião pública.

Simone tem se apresentado como uma alternativa para o MDB vencer a disputa sem arriscar o cargo por conta da rejeição a Renan. Mas o senador alagoano está disposto a mostrar sua força na eleição. O resultado é que alguns partidos, que poderiam votar no MDB, já demonstram impaciência com essa indefinição interna da legenda e admitem lançar ou apoiar outros nomes. Se isso acontecer, o MDB coloca em risco sua maior chance de ocupar novamente protagonismo.

A partir de 1º de fevereiro, o MDB também não vai contar com os votos de duas figuras conhecidas da política nacional, o senador maranhense Edison Lobão, derrotado na disputa pela reeleição e o senador João Alberto, que não concorreu ao cargo.

O PSL na busca do anti-Renan

Major Olímpio foi eleito senador pelo PSL de São Paulo

BR18

A candidatura do Major Olímpio ao Senado foi um balão de ensaio lançado enquanto o PSL e a base de Jair Bolsonaro tentam costurar um nome viável para se contrapor a Renan Calheiros (MDB) na eleição para a presidência do Senado.

Em entrevista ao Estadão, o futuro senador do PSL explicita a costura e diz que vai buscar esse nome de consenso entre os pré-candidatos até aqui postos.

Um nome também ventilado é o da líder do MDB na Casa, Simone Tebet (MS), considerada menos hostil ao governo dentro do maior partido.

Contra Renan Calheiros, senadores cogitam apoiar ura de Tasso Jereissati

O nome do tucano conta com a simpatia do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores

Estadão

Em uma tentativa de quebrar a hegemonia do MDB no comando do Senado e frear a articulação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL avaliam apoiar a candidatura de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O nome do tucano conta com a simpatia do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que foi adversário político de Tasso no Ceará, e também do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores.

“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, disse Cid Gomes.

A bancada do PSDB, que conta com oito senadores (e deve receber mais uma parlamentar, Maisa Gomez, do Acre), apoia o nome de Tasso, o que daria a ele, na largada, 23 votos.

A movimentação ocorre no momento em que aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vislumbram dificuldades no Senado devido à fragmentação partidária registrada na eleição.

A pedido de Bolsonaro, o PSL não deve disputar a presidência da Casa e o presidente eleito tem dito não pretender atuar na disputa. A sigla, porém, rejeita Renan. Um cenário avaliado pelo PSL é o de apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), mas, se ele não se viabilizar, Tasso é visto como uma opção “moderada”.

O senador tucano se reuniu na semana passada com a depurada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). Quando questionado sobre sua candidatura, Tasso diz que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.

Oposição

O PT até agora não fez uma discussão formal sobre a posição do partido na escolha do presidente do Senado. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), líder da legenda na Casa, a sigla defende a manutenção da regra da proporcionalidade – pela qual o MDB, que tem a maior bancada, indica o presidente – como forma de blindar o Senado de um possível avanço do Executivo.

“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, disse Costa.

O líder petista não quis falar em nomes, mas outros senadores da sigla, em conversas reservadas, disseram que, caso Renan não se viabilize, o PT pode apoiar um outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado de Simone Tebet (MDB-MS).