Maranhão tem a 6ª gasolina mais barata do Brasil, diz agência federal

O mais recente levantamento, entre os dias 9 e 15 de fevereiro, mostra que o preço médio do combustível no Estado é de R$ 4,357. 

O Maranhão tem a sexta gasolina mais barata entre todos os 26 Estados e o Distrito Federal, de acordo com pesquisa semanal na Agência Nacional do Petróleo (ANP), do governo federal. 

O mais recente levantamento, entre os dias 9 e 15 de fevereiro, mostra que o preço médio do combustível no Estado é de R$ 4,357. 

É menos que a média nacional, de R$ 4,550. E também o segundo menor de todo o Nordeste. 

Uma das razões para o Maranhão ter a sexta gasolina mais barata do país é a questão tributária. Segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis), o Maranhão tem o menor ICMS sobre a gasolina em todo o Nordeste.

Outro fator que ajuda a segurar os preços é fiscalização para o combate a fraudes com combustíveis, realizada pelo Instituto de Proteção e Defesa do Cidadão e do Consumidor (Procon/MA) e pelas polícias.

Autor de projeto em tramitação, senador maranhense defende cassinos somente no Nordeste

A proposta de Roberto Rocha dispõe sobre a exploração de cassinos exclusivamente em resorts

O Antagonista

Em maio do ano passado, o senador Roberto Rocha, líder do PSDB, renovou o estoque de projetos no Congresso sobre a legalização dos jogos no Brasil.

A proposta do maranhense dispõe sobre a exploração de cassinos exclusivamente em resorts. Os jogos seriam regulamentados pelo Poder Executivo.

“É necessário separar os resorts de jogos de azar como o bicho e máquinas caça-níqueis. Para o turismo, interessa a regulamentação do primeiro tipo de empreendimento, que atrai grupos internacionais e promove o turismo de negócios e eventos”, defende Rocha, na justificativa do projeto.

A O Antagonista, ele afirmou que a ideia é permitir os cassinos — o senador evitar falar em “jogos de azar” — somente na região Nordeste.

“O modelo seria o de Cingapura: resort, cassinos, shoppings e centro de eventos integrados. Liberar cassino não pelos jogos, mas pela política pública de turismo”, comentou.

A íntegra da proposta pode ser conferida aqui. A matéria está na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, tendo como relator Angelo Coronel, do PSD da Bahia.

O assunto voltou à tona porque Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, compõe uma comitiva da Embratur que está em Las Vegas — bancada com dinheiro público — para tratar também da legalização dos jogos no Brasil — veja aqui.

Luciano Huck se aproxima da centro-esquerda no Nordeste

Luciano Huck e os governadores do Ceará, Maranhão e Pernambuco

Estadão

O encontro recente de Luciano Huck com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), não pode ser entendido como fortuito ou isolado, dizem interlocutores do apresentador.

Huck busca intensificar diálogo com a esquerda para evidenciar preocupação com a desigualdade social e a educação. O virtual presidenciável se aproximou dos governadores Camilo Santana (PT-CE) e Paulo Câmara (PSB-PE), considerados “moderados”.

No último semestre, Huck teve entre suas prioridades encontros com lideranças de esquerda do Nordeste. Os três se conheceram num evento da Fundação Lemann sobre Educação, em Cingapura, no ano passado.

Auxiliares dos governadores dizem que Huck os surpreendeu positivamente. “É liberal, mas não é um Paulo Guedes”, disse um interlocutor.

A ideia do grupo político do apresentador é criar uma frente de centro que possa chegar ao segundo turno. Lá, fazer uma aliança no estilo “geringonça” portuguesa.

Até o PSOL entrou na ciranda: Huck mantém conversas com Marcelo Freixo, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro.

Após Nordeste e Espírito Santo, fragmentos de óleo chegam ao litoral do Rio de Janeiro

Cerca de 300 gramas de pequenos fragmentos de óleo foram detectados e removidos na Praia de Grussaí, em São João da Barra-RJ

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse ontem (23) que não há como saber quanto de óleo foi derramado próximo à costa brasileira. Hoje, as autoridades do país informaram que fragmentos de óleo chegaram ao litoral norte fluminense.

Segundo o presidente, é preciso estar preparado para o pior cenário. “Gostaríamos muito que fosse identificado quem, no meu entender, cometeu esse ato criminoso. Agora, não sabemos quanto de óleo tem no mar. Na pior hipótese, um petroleiro, caso tenha jogado no mar toda sua carga, menos de 10% chegou à nossa costa, ainda. Nos preparemos para o pior. Pedimos a Deus que isso não aconteça”, disse o presidente, durante evento na Vila Militar do Rio de Janeiro.

Em nota dvulgada neste sábado, o (GAA) Grupo de Acompanhamento e Avaliação, formado pela Marinha, Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis confirmou que sexta-feira (22), cerca de 300 gramas de pequenos fragmentos de óleo foram detectados e removidos na Praia de Grussaí, em São João da Barra-RJ.

Segundo o comunicado, o material foi analisado pelo Instituto de Estudo do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) e constatado como compatível com o óleo encontrado no litoral da região Nordeste e Espírito Santo. Um grupamento de militares da Marinha já está no local efetuando monitoramento e limpeza. Servidores do IBAMA se juntarão hoje à equipe.

Navio vai auxiliar na limpeza de óleo no Delta do Parnaíba, entre Maranhão e Piauí

Considerada um santuário ecológico, a região abriga várias comunidades de pescadores e catadores de caranguejo

Um navio-patrulha da Marinha se juntou hoje (18) às equipes que buscam identificar e recolher parte do óleo que atingiu a região do Delta do Parnaíba, entre os estados do Maranhão e do Piauí.

Considerada um santuário ecológico, a região abriga várias comunidades de pescadores, catadores de caranguejo, coletores de ostras e mariscos e artesãos que vivem do turismo e da coleta de peixes e frutos do mar.

Segundo a Marinha, o navio-patrulha Guanabara tem capacidade para transportar até 29 tripulantes. Equipada com uma lancha de casco semirrígido com capacidade para 10 homens e um bote inflável para seis homens usados para salvamentos e abordagens, a embarcação conta também com um guindaste eletro-hidráulico com capacidade para 620kg.

Seis estados que já estavam limpos voltaram a receber óleo no Nordeste

Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão e Piauí estavam há pelo menos três dias sem serem afetadas

Seis estados do Nordeste que já estavam limpos voltaram a receber óleo na costa . Apenas a Paraíba está desde o fim de outubro sem ser afetada pelo petróleo cru que chega do mar do Nordeste desde 30 de agosto.

Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Maranhão e Piauí estavam há pelo menos três dias sem serem afetadas. Desde a última sexta-feira, Pernambuco ficou só um dia, a última terça-feira, limpa. Já Bahia e Alagoas estão desde o fim do mês passado convivendo com problema todos os dias.

As informações foram compiladas nos comunicados diários emitidos Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ( Ibama ), responsáveis pela investigação e contenção de danos.

Ainda de acordo com o GAA, as seguintes localidades permanecem com vestígios de óleo, com ações de limpeza em andamento: Luís Correia, no Piauí; Japaratinga, Barra de São Miguel, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Prado, Conde, Canavieiras, Igrapiúna, Ilhéus, Itacaré, Maraú, Una e Uruçuca, na Bahia; Linhares, no Espírito Santo; Ilha de Poldros, no Maranhão; Fortim, no Ceará; Nisia Floresta e Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte; Paulista, São José da Coroa Grande e Tamandaré, em Pernambuco; Aracaju e Estancia, em Sergipe.

IBGE mostra Maranhão como 4º maior crescimento do PIB em 2017

O desempenho da economia maranhense também ficou bem acima da média nacional, que cresceu 1,3%.

O Maranhão teve o quarto maior aumento do PIB entre todos os Estados brasileiros em 2017, de acordo com informações divulgadas na manhã desta quinta-feira (14) pelo IBGE. A alta foi de 5,3%.

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de riquezas de um país, Estado ou cidade. Ou seja, quanto maior, melhor a economia.

À frente do Maranhão, só ficaram Rondônia (5,4%), Piauí (7,7%) e Mato Grosso (12,1%). No Nordeste, o Maranhão teve a segunda maior alta do PIB em 2017.

O IBGE ainda não calculou os dados de 2018. Os PIBs estaduais são divulgados sempre dois anos depois, devido à complexidade da tabulação.

O desempenho da economia maranhense também ficou bem acima da média nacional, que cresceu 1,3%.

O principal setor que puxou para cima o PIB maranhense foi o agronegócio. Boa parte da produção de grãos é transportada pelo Porto do Itaqui, que também teve forte contribuição para o resultado.

Fragmentos de óleo chegaram a praia da região Sudeste

É a primeira vez que o vazamento que se estendeu pela região Nordeste chega a uma praia do Sudeste

A Marinha confirmou que foram encontrados e recolhidos pequenos fragmentos de óleo na praia de Guriri, no município de São Mateus, no Espírito Santo. As amostras da substância foram encaminhadas para o Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, que confirmou ser o mesmo óleo encontrado na região Nordeste. É a primeira vez que o vazamento que se estendeu pela região Nordeste chega a uma praia do Sudeste.

Um destacamento militar com 75 fuzileiros navais permanece em Conceição da Barra e em São Mateus, no norte do Espírito Santo, com ações de monitoramento, desde terça-feira (5). Os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Bahia estão com as praias limpas.

Algumas praias do Nordeste ainda estão com a operação de limpeza em andamento: Japaratinga, Barra de São Miguel, Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas, Praia do Viral e Coroa do Meio, em Sergipe e mais recentemente Guriri, no Espírito Santo.

A Marinha confirmou que o porta-helicópteros Atlântico, o navio Bahia e a fragata Liberal que saíram do Rio de Janeiro, no dia 4, seguem em direção ao Nordeste com chegada prevista ao Porto de Suape, em Pernambuco, neste domingo (10). Cerca de 600 fuzileiros navais, além de mergulhadores e unidades de apoio, serão empregados em ações de limpeza em praias, mangues, estuários e arrecifes.

Dez perguntas e respostas sobre o óleo no litoral do Maranhão

Os números confirmam que o Maranhão foi um dos estados menos afetados com esse desastre ambiental, que já atingiu mais de 250 localidades em 78 municípios dos nove estados do Nordeste brasileiro.

Desde o fim do mês de agosto, manchas de óleo começaram a ser identificadas nas praias do litoral nordestino e já atingiram mais de 200 localidades em todos os estados da região. No Maranhão, segundo relatório do Ibama, pelo menos cinco áreas foram atingidas. Conforme determina o Plano Nacional de Contingência (PNC), o combate ao desastre é de responsabilidade da União, que tem atuado no caso por meio do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil, o Ibama e a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

1 – O Maranhão foi atingido pelo óleo?

O Maranhão foi um dos Estados nordestinos menos atingidos. No entanto, toda a orla tem sido monitorada.

2 – O que aconteceu com o óleo que chegou ao Maranhão?

A maior parte já foi retirada, com a ajuda dos bombeiros, do Ibama, das secretarias de Meio Ambiente, de técnicos e de moradores. Caso haja novas incidências, o óleo continuará sendo removido.

3 – Houve interdição de praias ou lagoas?

Nenhuma praia ou lagoa foi interditada no Maranhão.

4 – As lagoas dos Lençóis Maranhenses foram atingidas?

Nenhuma lagoa foi atingida. Vestígios encontrados nas dunas já foram limpos e seguem monitorados.

5 – Mas há imagens mostrando óleo nas lagoas dos Lençóis Maranhenses?

Não. O que aparece são restos de vegetação, comuns nesta época do ano, em que as lagoas estão mais secas. Vistas do alto, podem dar a impressão de serem manchas de óleo, mas não são.

6 – De onde vêm esses dados?

Do site oficial do Ibama. O mapa mostra que 268 locais do Nordeste foram atingidos. Destes, três no Maranhão (dois em Santo Amaro e um em Cururupu) estão com o que se chama de vestígios esparsos, ou seja, com baixo impacto.

7 – Há alimentos contaminados?

Não há nenhum caso reportado de contaminação e várias análises laboratoriais têm sido feitas.

8 – A situação está sendo acompanhada?

O monitoramento continua até que o problema esteja totalmente solucionado.

9 – Quem é responsável por acompanhar e monitorar a situação?

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil, o Ibama e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Mas as secretarias Estaduais e Municipais, além dos bombeiros, também monitoram e disponibilizam apoio às ações.

10 – De onde veio o óleo?

Testes feitos pela Petrobras e pela Marinham indicam que o material não é brasileiro, mas análises conclusivas ainda não foram divulgadas