Para Dino, acordo entre Brasil e EUA sobre Base de Alcântara é positivo, mas não pode penalizar população

Para Flávio Dino, a iniciativa representa um salto adiante para o Brasil e para o estado, mas é preciso ter cuidado para garantir que não haja ônus para a população maranhense

O governador Flávio Dino (PCdoB) se manifestou, nesta quarta-feira (20), sobre o acordo firmado entre Brasil e Estados Unidos para a utilização da Base de Alcântara por parte dos norte-americanos.

“É positiva a ideia de retomada da Base de Alcântara. Nós defendemos o programa espacial brasileiro, defendemos a soberania nacional. É possível que essa retomada seja mediante parcerias com outros países do mundo. Portanto, um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos ou com outros países ajuda nesse objetivo de retomada da base”, afirmou Dino.

Para Flávio Dino, a iniciativa representa um salto adiante para o Brasil e para o estado, mas é preciso ter cuidado para garantir que não haja ônus para a população maranhense.

“A população de Alcântara não pode ser mais penalizada ainda. É preciso que haja proteção do direito das pessoas. Não haja mais nenhuma remoção de famílias. Isso já houve durante décadas e não deu certo. A base, tal como está, é operacional, pode ser operacionalizada, e nós queremos que isso aconteça”, concluiu o governador.

Márcio Jerry: “Bolsonaro é incapaz de defender sua pátria”

“Bolsonaro faz corar de vergonha qualquer brasileiro”, afirmou Márcio Jerry

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem anunciando medidas controversas. Entre elas, assinou decreto que dispensa o visto que permite cidadãos norte-americanos visitarem o Brasil. A informação foi confirmada na edição extra do Diário Oficial da União publicado na segunda-feira (18).

Políticos e especialistas receberam com surpresa a decisão, já que a medida não tem nenhuma reciprocidade. “Bolsonaro faz corar de vergonha qualquer brasileiro que, de fato, tem respeito à nossa Pátria e que tenha orgulho de ser brasileiro. Um presidente pigmeu, ajoelhado a outro país, incapaz de defender sua pátria. Sem sequer barganhar por reciprocidade, dispensa visto para cidadãos dos EUA. Atitude típica de um vassalo e, neste caso, um vassalo desqualificado. Um sabujo!”, disparou o deputado federal Márcio Jerry.

O documento foi assinado por Bolsonaro e pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e pelo titular do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Deslumbramento infantil

Esta não foi a única medida imoral do Presidente de uma nação. Ainda na segunda-feira, Bolsonaro visitou a Cia, agência de inteligência norte-americana, em uma agenda que só foi revelada pela indiscrição de seu filho no Twitter, o deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro. Até a postagem, a assessoria do presidente negava à imprensa que ele tinha compromissos agendados.

“Na visita a outro país, o presidente do nosso Brasil ofende os brasileiros. Era só de gogó o propalado amor ao Brasil. Bolsonaro, como exalou, venera os EUA e é um entreguista da pior espécie, acovardado. Nunca antes na história um chefe de estado chega a outro país e segue seu ministro da Justiça numa visita a uma agência do serviço secreto. Bolsonaro foi à CIA. Fazer o quê? Gratidão?”, questionou o deputado federal Márcio Jerry.

Depois dessa agenda, o presidente “fugiu” mais uma vez da imprensa. Acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, foi passear Washington, mas não foi revelado para onde foi.

Gastão Vieira toma posse em Brasília

Gastão Vieira é presidente do PROS no Maranhão e obteve 57.864 mil votos na última eleição

O deputado federal Gastão Vieira (PROS) tomou posse oficialmente, na manhã de ontem (19), na Câmara dos deputados, em Brasília.

Gastão volta ao legislativo nacional após quatro anos afastado. Segundo suplente em sua coligação, Gastão assumiu o mandato depois que Rubens Pereira Júnior (PCdoB) e Simplício Araújo (Solidariedade), foram chamados para assumir secretarias no Governo do Estado.

O retorno de Gastão é graças também ao governador Flávio Dino que articulou o seu retorno e fez com que o ex-ministro não ficasse sem mandato.

Gastão Vieira é presidente do PROS no Maranhão e obteve 57.864 mil votos na última eleição.

PSB lança pré-candidatura de Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís

Bira do Pindaré é advogado, sindicalista, já foi deputado estadual por dois mandatos e atualmente exerce seu primeiro mandato como deputado federal

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) iniciou o debate sobre as eleições de 2020 em São Luís e foi o primeiro a lançar um nome para a disputa. O presidente da legenda, Carlos Siqueira, confirmou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Bira do Pindaré. O anúncio foi feito após uma reunião ocorrida em Brasília.

“O presidente do PSB-MA e integrante da Executiva Nacional, o prefeito de Timon, Luciano Leitoa, esteve na sede do partido, em Brasília, nesta manhã. Tratamos da conjuntura política e da futura candidatura do deputado federal, Bira do Pindaré, à Prefeitura de São Luís”, escreveu Siqueira em sua conta no Twitter.

Encontro do presidente do PSB-Maranhão, Luciano Leitoa e do presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira

Bira do Pindaré é advogado, sindicalista, já foi deputado estadual por dois mandatos e atualmente exerce seu primeiro mandato como deputado federal. Já foi candidato a senador em 2010 e obteve a expressiva votação de mais de 500 mil votos.

O deputado é um dos possíveis nomes do grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) que conta ainda com outros nomes. Bira já articula o apoio do PT e pode largar na frente para ser o escolhido do governador.

Famem planeja levar maior caravana de prefeitos para a XXII Marcha a Brasília

A Famem está mobilizando os gestores no estado para que de forma unificada contribua para evidenciar uma pauta positiva dos prefeitos junto aos poderes da República

Mais de 90% dos prefeitos maranhenses devem participar da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, entre 8 e 11 de abril, no Centro Internacional de Convenções, na capital federal. Esta será a maior caravana que já participou do evento, que integra a agenda da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) no fortalecimento do movimento nacional municipalista.

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) está mobilizando os gestores no estado para que de forma unificada contribua para evidenciar uma pauta positiva dos prefeitos junto aos poderes da República, norteada pelo lema “Mais Brasil, Menos Brasília”, que desde o primeiro momento do governo Bolsonaro tem sido apregoado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

O presidente da Famem e prefeito de Igarapé do Meio, Erlanio, desde os primeiros momentos como dirigente da entidade, vem mobilizado os gestores para a participação neste evento que considera um marco no movimento municipalista do país. “Estamos levando à Brasília um demonstrativo da força do municipalismo em nosso estado. Desde o primeiro momento da nossa gestão temos ratificado nosso compromisso inarredável com a pauta municipalista. A Marcha é um evento de amplas possibilidades de diálogo com o governo central da nossa pauta comum e das gestões locais”, ressaltou o presidente.

Na reuniões preparatórias da marcha junto ao Conselho Político da CNM, o presidente Erlanio tem endossado o fortalecimento da gestão local a partir do aprofundamento do pacto federativo, focado na distribuição justa do bolo orçamentário.

Jerry propõe Comissão para avaliar acordo sobre base de Alcântara

“Se Alcântara é o melhor lugar do mundo para o lançamento de foguetes, deve ser um lugar ideal para se viver também”, destacou Jerry

Em entrevista nesta segunda-feira (18) ao canal paulista de televisão TVT, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) comentou o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre o Brasil e Estados Unidos, que o presidente Bolsonaro está acertando com o país norte-americano para explorar comercialmente o Centro de Lançamentos de Alcântara (CLA). “Se Alcântara é o melhor lugar do mundo para o lançamento de foguetes, deve ser um lugar ideal para se viver também”, destacou.

“O espaço geográfico que está instalado o CLA é um espaço quilombola, e seu entorno também. Então, a cidade de Alcântara precisa ter dividendos pela utilização do seu território para a comercialização do espaço para lançamento de foguetes. Esse é um tema de extrema importância. Da outra vez, por exemplo, existia uma cláusula no Acordo que previa a expansão da área no entorno do CLA, e isso é inadmissível. Não como admitir que se adentre ainda mais no território quilombola que está no entorno do centro de lançamento”, defendeu Márcio Jerry.

Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), os foguetes lançados em Alcântara podem significar uma redução de até 30% no uso de combustível, em comparação a outros locais. Em 2000, por exemplo, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou a assinar documento que tratava sobre o mesmo tema, mas ele nunca saiu do papel por ter sido barrado pelo Congresso. Na época, Bolsonaro era deputado federal e votou contra.

“Um acordo dessa natureza pode ser bom para o Brasil, inegavelmente, desde que ele não atente contra a soberania nacional, desde que não haja uma lógica de enclave, como houve no passado, e desde que, além de se transformar em dividendos para a comunidade local e para o Maranhão de modo geral, ele possa significar algo importante e estratégico para a política aeroespacial brasileira. Esse é um tema que estou levando para a Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática, estou protocolando na tarde desta segunda propondo a criação de uma subcomissão especial, para acompanhar esse acordo de salvaguardas tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos”, disse o deputado federal.

“É um tema importante, estratégico, que tem a ver com todo Brasil, e por esta razão precisamos ter muita atenção para isto, para que não seja nocivo ao nosso país em todos os aspectos”, completou.

Brasil e EUA assinam acordo para uso da Base de Alcântara

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa de reunião Brasil-EUA, Fórum do Conselho Empresarial, para discutir relações e cooperação e engajamento futuros, em Washington, EUA. – REUTERS/Erin Scott/Direitos reservados

Agência Brasil

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram hoje, em Washington, nos Estados Unidos, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara. O acordo foi assinado pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Informação e Comunicações), e pelo Secretário Assistente do Escritório de Segurança Internacional e Não-proliferação do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Christopher Ford, durante o evento “Brazil Day”, organizado por empresários na Câmara de Comércio dos EUA. O presidente Jair Bolsonaro, que está em visita oficial àquele país, participou da solenidade e assinou o documento.

Para entrar em vigor, o acordo precisará ser ratificado pelo Congresso Nacional. Caso seja aprovada, a medida permitirá que o Brasil ingresse em um marcado bilionário. Apenas em 2017, o setor movimentou cerca de US$ 3 bilhões em todo o mundo, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. Estima-se que, em todo o mundo, exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano.

Entenda

O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) trata de proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), sem a assinatura do acordo com os Estados Unidos, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embargada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país. “Sem o AST, […] o Brasil ficará de fora do mercado de lançamentos espaciais”, explicou a agência.

Esse tipo de acordo, segundo a AEB, é praxe no setor espacial. Acordos semelhantes foram firmados com Rússia e Ucrânia, sem ameaça à soberania nacional. O Centro Espacial de Alcântara continuará, explicou a AEB, sob controle do governo brasileiro, assim como o Brasil manterá a supervisão das suas atividades.

À imprensa, logo após a assinatura do acordo, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, comparou o acordo envolvendo o Centro de Alcântara a um aluguel. “A questão da soberania é perene para o nosso país. [Uma metáfora é] a questão do aluguel. Você tem um apartamento e aluga, a pessoa que aluga tem direito ao apartamento, não obstante você, obrigatoriamente, por meio de contrato, pode ter acesso ao apartamento para verificar as questões de estrutura. Acho que é uma metáfora interessante que pode proporcionar à sociedade o entendimento do que vem a ser esse acordo”, afirmou.

Sem prestígio com Jair Bolsonaro, Aluísio Mendes deixa de defender as pautas do governo

Aluísio segue uma verdadeira saga pelos gabinetes de Brasília em busca de espaços no Governo Federal, mas até o momento, não foi contemplado com nada.

Como em um conto de fadas que chega ao fim, a relação do deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao que tudo indica, também chegou ao fim.

Aluísio fez parte da Polícia Federal e estreitou os laços com Eduardo Bolsonaro, um dos filhos do presidente. Em seu primeiro mandato, foi colega de parlamento de Jair Bolsonaro e foi um dos defensores da campanha do presidente desde o início.

Nem mesmo a proximidade de Aluísio com a família Bolsonaro fez com que o presidente, nem mesmo os ministros do governo da área militar enxergassem o deputado maranhense e retribuísse todo o esforço da campanha.

Aluísio segue uma verdadeira saga pelos gabinetes de Brasília em busca de espaços no Governo Federal, mas até o momento, não foi contemplado com nada.

Sem prestígio com o presidente, as pautas atuais do Governo Federal não entram mais nas discussões colocadas pelo deputado em suas redes socais. O que antes era puro euforismo, hoje está mais para a decepção e o desânimo.

Em Brasília, PDT fecha questão contra Reforma da Previdência

Presente no evento que reuniu um grande número de correligionários trabalhistas, o presidente da Famem, prefeito Erlanio, confirmou seu alinhamento à deliberação partidária.

O PDT fechou questão contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo Jair Bolsonaro encaminhada ao Congresso Nacional. A decisão foi retirada durante a XXV Congresso Nacional do Partido realizado nesta segunda-feira (18), em Brasília.

Membros da Executiva Nacional, do Conselho Político, Senadores, Deputados Federais, Prefeitos, presidentes de movimentos partidários e comissões provisórias estaduais e delegados eleitos participaram da convenção que reconduziu o presidente Carlos Lupi para mais um mandato. Os convencionais analisaram a atual conjuntura política e temas mais prementes, como a reforma da Previdência.

Presente no evento que reuniu um grande número de correligionários trabalhistas, o presidente da Famem, prefeito Erlanio, confirmou seu alinhamento à deliberação partidária.

“A proposta de Reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro é um retrocesso. Além de cortar direitos, sacrifica enormemente os mais vulneráveis. Isso vai contra a história e o legado do PDT. O partido dirá um não rotundo à reforma da Previdência de Bolsonaro!”, afirma Erlanio.