Por Flávio Dino: Páscoa, tempo de mudança!

Governador Flávio Dino.

Chega ao fim mais uma Quaresma, período de reflexão para nós cristãos. É tempo de comemorar a vitória da Vida sobre a morte. É tempo de transformação, representada por Cristo vivo, que renasce nas palavras e atos de cada um que busca seguir Seu exemplo.

Ao terceiro dia após a crucificação, Maria foi ao sepulcro velar Seu corpo. Encontrou o local aberto e, ao lado de fora, Jesus. Mas Maria não o reconheceu, pensando tratar-se de um jardineiro (João, 20 : 1-17). Este que lhe anunciou a ressurreição, que todos nós cristãos comemoramos neste domingo pascoal.

Essa passagem da Bíblia sempre me faz refletir. Penso que Jesus demonstra que ressuscitou no olhar de cada um de nós e dos que nos cercam. Principalmente dos desconhecidos e mais humildes, com os quais temos obrigação de seguir o ensinamento cristão, compartilhando o pão e o projeto de “vida em abundância” (João, 10 : 10).

Essa Palavra presente na Bíblia é a Luz que nos guia. Como a Luz do olhar de milhares de pessoas. Luz que nos dá a certeza de que estamos no caminho certo de seguir os ensinamentos de Cristo. Eu reencontro essa Luz toda vez que vejo o olhar de esperança das crianças e jovens que passam a estudar nas Escolas Dignas. Esse é o alimento que tenho para seguir trabalhando, tendo certeza de que seguimos um caminho certo de transformação, apesar de todas as adversidades do momento que o Brasil vive.

Por esses olhares, tenho certeza que vale todo esforço que fazemos para converter em serviços públicos e obras as riquezas que o Maranhão está produzindo. O Maranhão vive um novo momento. É um período de Escolas Dignas; já são mais de 700. É um período em que finalmente temos uma rede estadual de ensino técnico. Coisa que nunca teve antes no Maranhão.
É o tempo de 7 novos hospitais de grande porte funcionando de verdade. É o tempo da Força Estadual de Saúde indo aos povoados dos 30 municípios de menor desenvolvimento do estado para oferecer atendimento a quem nunca tinha visto uma equipe de saúde na sua casa.
Governamos com amor pelo que fazemos. Acreditamos no que fazemos e nos alegramos quanto mais “jardineiros” conseguimos acolher e ajudar. Um governo só é eficiente se olha nos olhos das pessoas para alcançar os seus corações.
Que os ensinamentos pascoais nos encham de inspiração para encarar nossos desafios, que são gigantescos em nosso estado. Mas tenho convicção de que estamos no caminho certo e que os frutos estão sendo recompensadores. A Verdade e a Luz, que emanam do exemplo de Cristo, vencem todo o mal, o ódio, as mentiras. Feliz Páscoa a todos!

União pelo Maranhão, por Flávio Dino

Artigo do governador Flávio Dino.

Por Flávio Dino

Decorridos 3 anos de um novo ciclo político no Maranhão, podemos olhar para trás e ver o tanto que caminhamos na direção do Estado que queremos. Certamente muito ainda há que se fazer. Mas demos os primeiros e importantes passos para construir uma terra melhor para todos nós.

Temos batalhado para fazer as mudanças que o Maranhão precisava para deixar para trás os 50 anos que passamos no fim da fila, nas últimas posições de todos os indicadores nacionais de desenvolvimento ou qualidade de vida. Hoje fico feliz de ver a grande maioria das forças políticas, sociais e produtivas de nosso estado, envolvidas nesse projeto. E que os resultados começam a aparecer.

Pela primeira vez na história, o Maranhão é o estado que mais cresce no país, conforme ranking divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo. Fomos o Estado que mais fez concursos públicos nesse período. E pagamos o maior salário do Brasil para os nossos professores, o que vem sendo amplamente divulgado. Isso, em meio à maior crise da história da Nação.

O Maranhão de hoje está no radar dos principais investidores do mundo. Nesta semana que passou, realizamos várias reuniões com empresários chineses, que já estão investindo aqui. É promissor ver que o estado agora é levado a sério por investidores internacionais, que acreditam em nosso potencial.

Também os que aqui já produzem têm mais espaço. Nunca houve um governo que dialogou tanto com empresários e trabalhadores. São dezenas de reuniões, com a minha presença e da minha equipe, sempre buscando acertar, corrigir falhas e avançar.

O Maranhão vive um grande momento, reconhecido nacionalmente pelos principais veículos de comunicação, a exemplo do Portal G1, que nos coloca como o governo mais eficiente do Brasil. E o mais importante: o desenvolvimento gerado está se dando com busca de justiça social. As riquezas e os impostos estão sendo transformados em serviços públicos e obras que estão melhorando a vida das pessoas.

A riqueza do Maranhão, que antes alimentava apenas três famílias poderosas, hoje virou Escola Digna para nossa gente. São mais de 700 escolas reformadas ou novas, escolas de tempo integral, Institutos Estaduais, Bolsa Escola, uniformes escolares, compondo o maior investimento que podemos fazer para mudar a história de nosso estado, de modo duradouro e sustentável.

Se a crise que o Brasil vive paralisou muitos estados, aqui no Maranhão temos conseguido manter a cabeça erguida com os olhos no horizonte e os pés firmes no chão, em busca de um Maranhão melhor para todos. É esse objetivo que está unindo a sociedade e os políticos, todos caminhando juntos. Unidos somos mais fortes.

 

José Sarney, o mais longevo oligarca brasileiro

Por Marco Antonio Villa, do Estado de Minas

Sarney foi tema de artigo

José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é a mais perfeita tradução do oligarca brasileiro. Começou jovem na política, conduzido pelo pai. Aos 35 anos, resolveu mudar de nome. Foi rebatizado por desejo próprio. Alterou tudo: até o sobrenome. Virou, da noite para o dia, José Sarnei Costa. O Costa logo foi esquecido e o Sarnei, já nos anos 1980, ganhou um “y” no lugar do “i”. Dava um ar de certa nobreza.

Na história republicana, não há personagem que se aproxime do seu perfil. Muitos tiveram poder. Pinheiro Machado, na Primeira República, foi considerado o fazedor de presidentes. Contudo, tinha restrita influência na política do seu estado, o Rio Grande do Sul. E não teve na administração federal ministros da sua cota pessoal. Durante o populismo, as grandes lideranças lutavam para deter o Poder Executivo. Os mais conhecidos (Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola, entre outros) mesmo quando eleitos para o Congresso Nacional, pouco se interessavam pela rotina legislativa. Assim como não exigiram ministérios nem a nomeação de parentes e apaniguados.

Mas com José Ribamar Costa, hoje conhecido como José Sarney, tudo foi muito diferente. Usou o poder central para apresar o “seu” Maranhão. Apoiou o golpe de 1964, mesmo demonstrando simpatia para com Jango Goulart. Em 1965, foi eleito governador e em 1970 escolhido senador. Durante o regime militar, priorizou seus interesses paroquiais. Nunca se manifestou contra as graves violações aos direitos humanos, assim como sobre a implacável censura. Foi um senador “do sim”. Obediente, servil. Presidiu o PDS e lutou contra as diretas já. No dia seguinte à derrota da Emenda Dante de Oliveira, enviou telegrama de felicitações ao deputado Paulo Maluf – que articulava sua candidatura à sucessão do general Figueiredo – saudando o fracasso do restabelecimento das eleições diretas para presidente. Meses depois, foi imposto pela Frente Liberal como candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Democrática. Tancredo Neves recebeu com desagrado a indicação. Lembrava que, em 1983, em fevereiro, quando se despediu do Senado para assumir o governo de Minas Gerais, no pronunciamento que fez naquela Casa, o único senador que o criticou foi justamente Ribamar Costa. Mas teve de engolir a imposição pois sem os votos dos dissidentes não teria condições de vencer no Colégio Eleitoral.

Em abril de 1985, o destino pregou mais uma das suas peças: Tancredo morreu. A Presidência caiu no colo de Ribamar Costa. Foram cinco longos anos. Conduziu pessimamente a transição. Teve medo de enfrentar as mazelas do regime militar – também pudera: era parte daquele passado. Rompeu o acordo de permanecer quatro anos na Presidência. Coagiu – com a entrega de centenas de concessões de emissoras de rádio e televisão – os constituintes para obter mais um ano de mandato. Implantou três planos de estabilização: todos fracassados. Desorganizou a economia do país. Entregou o governo com uma inflação em março de 1990 de 84%. Em 1989, a inflação anual foi de 1.782%. Isso mesmo: 1.782%!

A impopularidade do presidente tinha alcançado tal patamar, que nenhum dos candidatos na eleição de 1989 – e foram 22 – quis ter o seu apoio. O esporte nacional era atacar Ribamar Costa. Temendo eventuais processos, buscou a imunidade parlamentar. Candidatou-se ao Senado. Mas tinha um problema: pelo Maranhão dificilmente seria eleito. Acabou escolhendo um estado recém-criado: o Amapá. Lá eram três vagas em jogo – no Maranhão era somente uma. Não tinha qualquer ligação com o novo estado. Era puro oportunismo. Rasgou a lei que determina que o representante estadual no Senado tenha residência no estado. Todo mundo sabe que morava em São Luís, e não em Macapá. E dá para contar nos dedos suas visitas ao estado que “representou” por 24 anos

Espertamente, em 2002, estabeleceu estreita aliança com Lula. Nunca teve tanto poder. Passou a mandar mais do que na época em que foi presidente. Chegou até a anular a eleição do seu adversário (Jackson Lago) para o governo do Maranhão. Indicou ministros, pressionou funcionários, fez o que quis. Elegeu-se duas vezes para a presidência do Senado. Suas gestões foram marcadas por acusações de corrupção, filhotismo e empreguismo desenfreado. Ficaram famosos os atos secretos, repletos de imoralidade administrativa.

Nas duas presidências Dilma teve grande influência. Nomeou ministros, controlou estatais. Por puro oportunismo, na última hora, apoiou o impeachment. No novo governo impôs na pasta do Meio Ambiente o seu próprio filho e vetou ministros, como no recente caso envolvendo o Ministério do Trabalho. E tudo isso sem ter mais mandato parlamentar.

O mais fantástico é que em mais de meio século de vida pública – como o célebre Pacheco de Eça de Queirós –, não é possível identificar uma realização, uma importante ação em prol do Brasil, nada, absolutamente nada.

Improvável duelo eleitoral…

ROBSON PAZ

O duelo eleitoral entre o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora
Roseana Sarney (MDB) parece cada vez mais improvável. A mdebista apostava em
três fatores para entrar na disputa pelo governo do Estado: viabilidade eleitoral,
apoio político e poderio midiático.
Com base nesse tripé, o plano do grupo Sarney era consolidar o projeto até
dezembro de 2017. Janeiro chegou e todos os cenários são amplamente
desfavoráveis à tentativa do sarneísmo voltar ao poder.
No âmbito eleitoral, as pesquisas divulgadas pela TV Difusora e pelo Jornal
Pequeno, em dezembro passado, mostraram favoritismo do governador Flávio Dino
à reeleição.
Além de ver Dino liderar com mais de 60% dos votos válidos, Roseana Sarney,
variando entre 27% e 30% das intenções de voto, tem a maior rejeição entre os pré-
candidatos, segundo dados dos Institutos Exata e Datailha.
Na seara política, a desvantagem de Roseana Sarney é ainda mais visível. Enquanto
o governador comunista manteve praticamente intacta a aliança que o levou ao
Palácio dos Leões, em 2014, a mdebista amarga quase completo isolamento. A
maioria dos partidos historicamente aliados do sarneísmo anunciou apoio ao
governo e à pré-candidatura do PCdoB.
Ao menos seis legendas PRB, PP, PR, DEM, PROS e PTB estarão na aliança
liderada por Flávio Dino.
Não por acaso, o ex-senador José Sarney vetou a nomeação do deputado federal
Pedro Fernandes (PTB) para o Ministério do Trabalho. A desesperada tentativa de
recuperar o apoio do PTB tinha o simbolismo de um troféu a ser exibido pelo chefe
maior da oligarquia como demonstração de força para os políticos. Deu com os
burros n’água!
A postura firme, leal do presidente do PTB escancarou ao Maranhão e ao Brasil, a
política coronelista e retrógrada praticada por Sarney e a candidatura caricata de
Roseana Sarney.
– Mas, Sarney é detentor de um império midiático capaz de causar avarias na
imagem de governos e políticos. Diria, um observador!
Sim, verdade que Sarney tem um oligopólio de comunicação encabeçado pela
afiliada da Rede Globo, dezenas de emissoras de TVs e outras tantas de rádios,
jornal e portal de internet. De fato, não é desprezível!
Contudo, o ambiente da comunicação do Maranhão não mais permite a criação de
factóides como a “morte e ocultação de cadáver de Reis Pacheco”, sem a devida
constatação da verdade com a celeridade e pluralidade propiciada pela internet e
redes sociais.

Ademais, pelo menos, metade da população do estado não se informa pela TV
Mirante, pois acessa TV por parabólica. Cada vez maior também é o índice da
população com acesso à internet, especialmente via celular. Isto é, com informações
ao alcance das mãos.
Com o revés do clã Sarney nos campos eleitoral, político e midiático, resta-lhes a
influência sobre o presidente Michel Temer e o apoio deste para Roseana Sarney.
Recente pesquisa divulgada pelo Ibope mostra que 90% dos eleitores não votam em
candidatos que apóiam governo Temer.
Decerto, uma temeridade para a improvável candidatura de Roseana Sarney. O
Maranhão está próximo de livrar-se de vez do passado coronelista.

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# Radialista, jornalista. Secretário adjunto de Comunicação Social e diretor-geral da
Nova 1290 Timbira AM

Reconstruir um Estado devastado pelo coronelismo não é fácil, diz Flávio Dino em artigo

Flávio Dino garantiu que o programa Mais Asfalto é feito sem discriminação partidária

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), publicou, neste domingo (26), artigo intitulado “Obra em Todo Lugar”, onde inicia citando que “reconstruir um Estado devastado pelo saque promovido pelo coronelismo e seus seguidores não é fácil”. Segundo ele, mesmo assim, o governo do Maranhão tem feito sua parte em favor de todos os maranhenses.

No artigo, o governador citou o “Mais Asfalto”, o maior programa de infraestrutura urbana da história de Estado que já chegou a 160 cidades. Ele garante que o critério de distribuição do pavimento no Estado não é político, como no passado.

“Isso sem discriminação partidária, independentemente do prefeito ser deste ou daquele partido, pois as obras que faço são em favor da população”, salientou Flávio Dino

Confira abaixo a íntegra do artigo de Flávio Dino.

Artigo: Obra em todo lugar

Por Flávio Dino

Reconstruir um estado devastado pelo saque promovido pelo coronelismo e seus seguidores não é fácil. Ainda mais em meio à mais longa recessão econômica dos últimos 100 anos, provocada por uma crise política nacional que esse mesmo grupo coronelista alimentou. Mesmo assim, o Governo do Maranhão tem feito sua parte em favor de todos os maranhenses. É o caso do Mais Asfalto, o maior programa de infraestrutura urbana da história de nosso estado que já chegou a 160 cidades. Isso sem discriminação partidária, independentemente do prefeito ser deste ou daquele partido, pois as obras que faço são em favor da população.

Essas obras facilitam a vida das pessoas, permitindo um deslocamento mais fácil ao trabalho e acesso a serviços públicos, como saúde e educação. E ainda têm um efeito mais importante que fala para a alma das pessoas: garantem dignidade. Só quem conhece a realidade de milhões de pessoas que tinham de enfrentar poeira ou barro para chegar ou sair de casa, sabe o efeito que uma rua asfaltada tem.

E também estamos realizando obras importantes nas estradas. É o caso da rodovia que entreguei mais recentemente, em que asfaltamos 42 quilômetros de Pedro do Rosário até a BR 316. Com essa obra, beneficiamos toda a Baixada Maranhense, criando uma via de acesso rápido, por exemplo, para o Vale do  Pindaré, e vice-versa.

No Leste, estamos promovendo o nível mais alto de integração da história, indo de São João dos Patos até Caxias, passando por Passagem Franca e Buriti Bravo. Essa integração é uma “lenda”, prometida por décadas e jamais executada. Concluímos e inauguramos a Estrada do Arroz, outro projeto lendário, na  região tocantina. E no Sul estamos melhorando todas as cidades, com o Mais Asfalto, e avançando com o Anel da Soja.

Na região metropolitana, fizemos importantes intervenções como a recuperação das Estradas da Maioba (MA-202), de Ribamar (MA-201) e da Raposa (MA-203) e a construção do Viaduto Neiva Moreira. Também mudamos o retorno da Forquilha e estão em andamento outras obras, como a Avenida dos Agricultores e a Estrada da Mata. São obras estruturantes para o tráfego na cidade, dando nova feição urbana para regiões abandonadas no passado.

São tantas obras, em todo canto, que não caberiam em um único artigo. Já inauguramos 550 obras e  seguimos avançando, pois somente nesta semana foram três escolas e dezenas de outras inaugurações. Fico feliz de poder, na função de governador, trabalhar com minha equipe para construir essas mudanças na vida das pessoas. É a prova que se ousamos sonhar, podemos superar os enormes desafios e construir coisas positivas por meio da política.

Em artigo, Flávio Dino afirma que Moro deu “sentença triplex” para Lula…

Flávio Dino tem criticado Sérgio Moro, em seu perfil do Twitter, por conta da condenação de Lula

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB),  publicou, no jornal Folha de São Paulo, nesta sexta-feira (04), artigo em que afirma que a sentença contra o ex-presidente Lula é um edifício com vários andares de erros jurídicos.

“A sentença em questão, portanto, é um tríplex que não cabe em um edifício jurídico democrático, no qual os fins não justificam os meios”, diz Dino no artigo que tem repercussão nacional.

Flávio Dino, que é também juiz de Direito e passou em primeiro lugar no mesmo concurso prestado por Sergio Moro, cita a inexistência de corrupção passiva, demonstra estranheza com um episódio de um apartamento de São Paulo ser analisado pela Justiça paranaense quando o próprio magistrado reconheceu não haver ligação entre o imóvel e o caso Petrobras e diz, ainda, que não pode haver lavagem se o chamado “triplex do Guarujá” jamais foi entregue a Lula.

Leia abaixo o artigo:

A sentença tríplex

Uma sentença judicial não pode derivar apenas do sentimento do julgador. Se assim fosse, o Judiciário não seria compatível com a democracia, que pressupõe freios e contrapesos, representados por um edifício jurídico composto pela Constituição.

Se uma sentença é construída fora desse edifício, não pode subsistir. Foi o que aconteceu com a sentença do caso tríplex, relativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Podemos identificar três andares de problemas no caso.

O primeiro andar abriga a deficiente configuração do crime de corrupção passiva. Desde o julgamento da Ação Penal 307, o Supremo Tribunal Federal fixou em nosso edifício jurídico que não basta o recebimento de vantagem por funcionário público para se ter representado esse tipo de infração.

É “indispensável (…) a existência de nexo de causalidade entre a conduta do funcionário e a realização de ato funcional de sua competência”, disse o STF. Na sentença, contudo, reina uma confusão sobre isso, agravada com a decisão nos embargos declaratórios da defesa.

O julgador fala em atos de ofício indeterminados e aborda fatos praticados em momento posterior ao exercício do mandato do ex-presidente Lula, que se encerrou em 1º de janeiro de 2011. É impossível ter havido crime de corrupção passiva em 2014 sem a participação de pelo menos um outro funcionário público (inexistente nos autos).

O imbróglio aumenta quando, ao julgar os embargos declaratórios, o juiz diz que não há correlação entre o tal tríplex e contratos da Petrobras, tornando ainda mais estranha a competência da Justiça Federal de Curitiba para apreciar controvérsia sobre apartamento situado em São Paulo.

Chegamos ao segundo andar de equívocos da sentença: a problemática da configuração do crime de lavagem de dinheiro.

Sustentou-se sua consumação na medida em que a propriedade do tríplex foi mantida oculta”entre 2009 até pelo menos o final de 2014″. No entanto, consta da sentença que o apartamento jamais foi efetivamente entregue ao ex-presidente Lula.

No caso, não havia nem propriedade nem posse por parte dele. O patrimônio deste não chegou a ser aumentado, sendo impossível a prática de quaisquer dos núcleos do art. 1º da lei nº 9.613/98, que trata dos casos de lavagem.

Por fim, no terceiro andar de erros jurídicos, tem-se a inegável sobrecarga da dosimetria das penas, talvez para reduzir a hipótese de serem alcançadas por prescrição.

Chama a atenção a sentença considerar três vetores negativos das circunstâncias judiciais, dentre eles alguns estranhos ao réu, e não os fatos que neutralizariam alguns deles, talvez pela escassa fundamentação atinente às provas produzidas por requerimento da defesa.

A sentença em questão, portanto, é um tríplex que não cabe em um edifício jurídico democrático, no qual os fins não justificam os meios. O devido processo legal é uma garantia de toda a sociedade, maior do que os interesses da luta política cotidiana.

Para isso existem os tribunais: inclusive para dizer “não” a sentimentos puramente pessoais, que podem ir para as urnas, nunca para sentenças.

FLÁVIO DINO, professor do curso de direito da Universidade Federal do Maranhão, é governador do Estado do Maranhão

RODRIGO LAGO, advogado licenciado, é secretário de Estado de Transparência e Controle do Maranhão

Os números não mentem jamais…

Por Carlos Lula*

Secretário Lula Almeida

Uma das esquisitices de quem, como eu, tem apreço por livros, é, em muitos casos, ter acesso a conteúdos e matérias que, a princípio, pouco lhe dizem respeito. Quando criança, recordo-me de visitar bibliotecas vastas, a revelar que seus donos de tudo liam, das ciências humanas às exatas. Nunca me imaginei num cenário desses, mas hoje, a vislumbrar minha própria biblioteca, encontro praticamente de tudo um pouco. Nela, inclusive, há um cantinho especial para a matemática.

Digo isso porque voltei à leitura de um belíssimo livro do jornalista e escritor americano Darrell Huff, diante de artigo que apontava um suposto sucateamento da Saúde no estado do Maranhão. Pois bem, o livro chama-se “Como mentir com estatística” e foi lançado nos Estados Unidos em 1954, mas relançado em 2016 no Brasil numa bem acabada edição.

O que o autor faz, de maneira descontraída, simples, e, por vezes, irônica, é chamar a atenção para o fato de que as estatísticas utilizadas numa matéria jornalística, por exemplo, podem estar corretas, mas a forma de obtê-las, interpretá-las, associá-las e até mesmo apresentá-las pode causar grandes distorções. Eis o alerta fundamental de Huff.

Voltemos, então, ao Maranhão. O artigo acima referido parte do pressuposto de que “houve redução nos gastos com a saúde pública no governo Flávio Dino”. Para tanto, sua autora se utiliza de dados públicos da Secretaria de Planejamento do Governo. Segundo ela, as despesas totais com a Saúde estariam caindo drasticamente, de sorte que teríamos hoje menos materiais hospitalares, menos medicamentos, menos atendimentos e internações e até menos cirurgias.

Pois bem. O que o artigo chama de “despesa total” desconsidera o total de despesas empenhadas, levando em conta apenas as liquidadas. Todo o restante deriva daí, dessa “pequena” mudança metodológica. Entretanto, o verdadeiro critério de validação para o cálculo de gastos percentuais com a saúde considera exatamente o valor omitido, ou seja, deve ser ponderado o que foi efetivamente empenhado, e não apenas o valor liquidado. Ao observar os reais números, toda a argumentação do citado artigo cai por terra.

Os números aqui destacados estão no saite da SEPLAN e são públicos. Em 2014, o Estado gastou R$ 1.894.215.906,11. Já em 2016, R$ 2.015.205.683,12. Ou seja, mesmo num cenário de grave crise econômica, o governo do Maranhão gastou em serviços de saúde em 2016 quase 121 milhões de reais a mais que em 2014, R$ 120.989.777,01 para ser mais exato. Nos últimos dois anos, portanto, não diminuímos; aumentamos o investimento em saúde.

Outro dado que também precisa ser analisado diz respeito à produção da Secretaria.
Para isso, é necessário analisar os números do DATASUS. Neles, mais indicadores, a demonstrar exatamente que os argumentos postos no citado artigo não correspondem à realidade. Se em 2014 foram realizadas 78.207 internações em nossa rede de saúde, em 2015 ocorreram 82.249, e em 2016, 93.732. Um crescimento de 19,85% em apenas dois anos. Já produção ambulatorial saiu de 23.930.174 atendimentos em 2014 para 25.368.797 atendimentos em 2016, crescendo mais de 8%. Uma simples análise de números, portanto, leva à conclusão que o aumento de investimento em saúde nos rendeu o crescimento do número de internações, consultas, cirurgias e procedimentos na nossa rede de saúde nos últimos dois anos.

Poderia falar ainda dos hospitais regionais, da eficiência no uso do recurso público, da abertura de 10 leitos de UTI em Caxias, de 10 leitos de UTI em Pinheiro, de 10 leitos de UTI em Santa Inês, de 8 leitos de UTI em Bacabal, de 8 leitos de UTI na Maternidade Marly Sarney, de 10 leitos de UTI em Imperatriz e na breve abertura de mais 10 leitos de UTI em Balsas, apenas para citar mais um dado, mas o espaço não o permite.

Iniciei com o professor Darrell Huff e pretendo com ele finalizar. Ele adverte, lá pelas tantas, que é bom analisar com bastante atenção fatos e números em jornais, livros, revistas e anúncios antes de aceitar qualquer um deles como correto. Às vezes, diz ele, um olhar cuidadoso melhora o foco, exatamente o que pretendemos aqui demonstrar. Aumentamos o número de unidades, o número de leitos, o número de leitos de UTI, os procedimentos, as cirurgias e internações, eis a realidade. Os dados são públicos e objetivos, mas é preciso adotar a metodologia correta para analisá-los, sob pena de enviesá-los somente para agradar a nossa torcida. Afinal de contas, os números não mentem, mas quem os manipula corre sempre o risco de fazê-lo.

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*Carlos Lula é secretário de Saúde do Estado

Vetado no jornal de Sarney, artigo de Joaquim Haickel faz elogios à gestão de Flávio Dino…

Joaquim Haickel teve seu artigo vetado no EMA, apenas por fazer um reconhecimento ao governo de Flávio Dino

O ex-deputado  estadual Joaquim Haickel postou, em suas redes sociais e no seu blog, o artigo intitulado “O que é bom tem que ser aplaudido!”, que, segundo ele mesmo, foi vetado no jornal O Estado do Maranhão (EMA) de propriedade da família Sarney.

O artigo reconhece o trabalho do governo Flávio Dino (PCdoB), no que diz respeito aos atendimentos na Santa Casa, que absorve demanda do Socorrão I, e critica a gestão passada por não ter feito o mesmo.

“Por estar em desacordo com a linha editorial do Jornal O Estado do Maranhão, periódico onde publico meus artigos, o texto abaixo será publicado somente em meu blog e em minha página no Facebook”, disse Haickel.

O que é bom tem que ser aplaudido!

Por Joaquim Haickel

Acredito que todos saibam, principalmente os meus poucos leitores, que eu não sou partidário do governador Flávio Dino, e é por isso que acredito que eu tenha legitimidade para fazer um elogio público a uma ação pessoal dele, a qual reputo uma das mais importantes e inteligentes que um governante maranhense tenha imaginado. Explico!

O governador Flavio Dino incumbiu dois de seus secretários a fazerem as tratativas no sentido de que o Estado do Maranhão, através da Secretaria de Saúde, passasse a usar as dependências da Santa Casa de Misericórdia para atender a população da grande São Luís como hospital de emergência, desafogando assim os combalidos e ineficientes Socorrões, Um e Dois, pertencentes à prefeitura de nossa capital.

Quando soube disso, aplaudi de pé a iniciativa do governador, e aplaudirei todas aquelas que eu acredite venham melhorar a vida de nossa população.
Cedo eu aprendi que a atividade política é passageira, que as pessoas que ocupam cargos públicos, eletivos ou não, fazem isso num determinado lapso de tempo, e é exatamente AQUILO que essas pessoas fazem nesse pequeno corte temporal de suas vidas, que farão com que elas sejam lembradas.
Alguns serão lembrados por terem feito boas coisas, outros por terem feito coisas ruins, outros por não terem feito nada e ainda outros nem serão lembrados.

Tenho certeza de que essa ação do governador Flávio Dino será uma das que serão lembradas, quando no futuro, contarem a história do período em que ele teve à frente dos destinos de nosso Estado.

Conversando com algumas pessoas, comentei sobre esse assunto e elas foram unânimes em dizer que o governo que realizasse essa ação, prestaria um grande serviço, talvez o maior que um gestor público pudesse proporcionar ao nosso povo.

Uma coisa me deixa muito feliz e orgulhoso em relação a isso tudo! É que mesmo eu não sendo partidário do governador, contribui para o sucesso dessa empreitada, pois, há algum tempo, fui procurado pelos secretários Carlos Lula e Pedro Lucas para ajudá-los na tarefa de convencer a direção da Santa Casa de Misericórdia de que essa seria uma oportunidade única para que eles pudessem ver o sonho do doutor José Murad, que durante muitos anos foi o provedor daquela instituição, se realizar. O sonho de Zé Murad era ver o povo maranhense tendo acesso gratuito a uma saúde melhor. Foi possível que eu ajudasse nessa tarefa graças aos estreitos laços de amizade, respeito e confiança que me ligam a diversos diretores daquela instituição.

O certo é que estivemos eu, Lula e Pedro diversas vezes com doutor Abdon Murad e com outros diretores da Santa Casa e conseguimos acertar uma forma capaz de fazer com que o governo pudesse desenvolver nas dependências gigantescas daquele prédio, o trabalho de saúde emergencial pretendido pelo governador e por seu secretário de saúde.

Sem falsa modéstia, existem coisas em minha vida das quais eu me orgulho. De ter sido parlamentar por tantos anos e ainda hoje ser respeitado por isso; por ter sido o autor das leis de incentivo à cultura e ao esporte de meu estado; por ter uma família maravilhosa e amigos queridos e leais… Mas eu disse na última reunião que tivemos na Santa Casa, e repito aqui pra você que me lê agora, que, ter contribuído para que um governo, ao qual não apoio politicamente, possa realizar uma obra que reputo como uma das mais necessárias no âmbito da saúde de nosso Estado, fecha, com chave de ouro, a minha vida pública, mesmo estando formalmente fora da política.

Parabéns governador Flávio Dino! Vou continuar discordando de Vossa Excelência quando e onde eu achar que devo, mas nesse caso, não só tiro o chapéu para o senhor, como me congratulo e agradeço por essa ação que vai realmente ajudar muitos de nossos irmãos menos favorecidos a ter acesso à saúde, de maneira mais rápida, barata e efetiva.

PS: Enquanto estava escrevendo este texto, liguei para um membro de um governo anterior que me disse que isso tudo que relatei aqui a você, já havia sido pensado antes, mas que não foi colocado em prática porque o secretário de comunicação da época disse que não haveria por parte da população o devido reconhecimento das ações do governo, que todo mundo iria pensar que ali era a Santa Casa e não um hospital do Estado, que midiaticamente o governo não ganharia nada com aquela ação. Um absurdo!

Com essa ação o governador Flávio Dino vai obrigar, a mim e a outras pessoas, a dizermos que algo realmente está mudando no Maranhão.”

Artigo de Flávio Dino: Cuidando do nosso patrimônio natural…

Governador Flávio Dino

O Maranhão é muito conhecido pela singularidade de nossas belezas naturais. Da Chapada das Mesas aos Lençóis Maranhenses, nosso território é formado de bens únicos, banhado por rios perenes e delimitado pelo segundo maior litoral e um dos mais belos do Brasil. Cuidar desse patrimônio é dever de todos nós e tem sido uma missão deste governo.

Por isso, estamos nos empenhando na proteção ao Parque do Bacanga, ameaçado por múltiplas pressões urbanas, e ao Parque do Mirador, santuário da nascente do rio Itapecuru. Já investimos cerca de R$ 25 milhões na manutenção de nossas unidades de conservação estaduais. No Parque do Rangedor, em São Luís, demos início ao cercamento da área, para garantir sua preservação. E em breve vamos começar a instalação de equipamentos que vão viabilizar a visitação e o lazer no Rangedor, valorizando essa bonita área encravada no coração da nossa Ilha.

Realizamos um concurso público para reforçar a atuação da Secretaria de Meio Ambiente, com 20 vagas para biólogo, engenheiro agrônomo, engenheiro ambiental, geógrafo, geólogo, oceanógrafo, hidrólogo, engenheiro civil, engenheiro de pesca, engenheiro florestal, químico e pedagogo. Com o reforço da máquina e mais eficiência, temos conseguido garantir maior velocidade e segurança aos licenciamentos ambientais. Subimos nossa produtividade de 846 licenciamentos em 2014 (governo passado) para 1.171 em 2016.

Um resultado muito visível de nosso trabalho em relação ao meio ambiente é o processo de despoluição das praias de nossa capital, que permaneceram impróprias para banho por muitos anos. Em julho de 2016, foram identificados os primeiros pontos de praia limpa nos relatórios semanais, realizados de acordo com a norma técnica exigida pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente. Passo a passo, esses pontos balneáveis foram ampliados e hoje lutamos semanalmente para consolidar essa conquista. Agora mesmo estamos concluindo a licitação para iniciar a limpeza do Rio Calhau, como já estamos fazendo nos rios Pimenta e Claro, que também chegam diretamente nas areias das nossas praias.

Essa mudança das praias de nossa capital é fruto de um trabalho que inclui a conclusão e a inauguração da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Vinhais, que está elevando de forma gradativa de 4% para 40% a capacidade de tratamento de esgotos da Ilha. Estamos ainda construindo a ETE Anil e reformando as estações do Bacanga e Jaracati. Também serão implantadas mais 35 novas Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) e 355 km de redes coletoras e interceptoras, das quais 85 km já foram instaladas. Com todas essas obras, nossa meta é aumentar a capacidade de tratamento de esgoto na capital ainda mais, para algo próximo a 70%.

Outra realização importante é a despoluição da Lagoa da Jansen, por anos reduzida a depósito de esgoto. Estamos fazendo intervenções na região desde o começo do nosso governo e já estamos na etapa final das obras de retirada de pontos de lançamento de esgoto. Com isso, vamos obter resultados concretos e sustentáveis, ampliando as possibilidades turísticas desse importante ponto da Ilha, que também vem sendo valorizado com obras de urbanização feitas em parceria com a Prefeitura de São Luís, a exemplo da Praça da Lagoa, que agora está sendo ampliada.

Temos muitas outras conquistas em curso, como a revitalização da região da Beira-Rio de Imperatriz e um conjunto de novos parques que vamos implantar em várias cidades, a exemplo de Codó, Bacabeira e Balsas. As riquezas de nossa terra podem levar justiça e prosperidade para todos. E devem ser um bem de todos. Essa é a crença que motiva tantas ações em defesa do nosso patrimônio natural.