Justiça afasta prefeito de Olho D´Água das Cunhãs…

Prefeito de Olho d’Água das Cunhãs, Rodrigo Araújo de Oliveira

A Justiça do Maranhão determinou o  afastamento liminar do atual prefeito de Olho d’Água das Cunhãs, Rodrigo Araújo de Oliveira. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Maranhão, por meio de Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa.

A medida foi motivada por inúmeras irregularidades constatadas no procedimento licitatório n° 29/2016, destinado à contratação de empresa para limpeza pública e coleta de resíduos não perigosos. Propôs a manifestação ministerial a promotora de justiça Gabriele Gadelha Barboza de Almeida. A decisão foi assinada pelo juiz Galtieri Mendes de Arruda.

A Justiça também afastou José Rogério Leite de Castro (presidente da Comissão Permanente de Licitação – CPL), Fredson Barbosa Costa (secretário municipal de Finanças), Francisco da Silva Leal Filho (chefe de Tributação e Cadastro), Cícero Alves Lima, Thales Freitas dos Santos e José Ribamar da Costa Filho (procurador do município) dos cargos que ocupam na administração municipal.

Igualmente foi decretada a indisponibilidade dos bens dos réus até o limite de R$ 630 mil. Foi determinada, ainda, a suspensão de forma parcial da execução do contrato nº 007/2017, relativo ao pregão presencial nº 29/2016, determinando que todos os pagamentos relativos ao documento sejam depositados judicialmente até posterior deliberação, sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

IRREGULARIDADES

Em 18 de dezembro de 2016 o MPMA iniciou a apuração de supostas irregularidades nos pregões presenciais de números 027 a 035/2016. Primeiramente, foi atestado que os editais licitatórios não constavam na página do Município de Olho d’Água das Cunhãs, desrespeitando os deveres de transparência e publicidade.

Duas Recomendações foram expedidas para o Município. Uma para a suspensão dos pregões presenciais e outra para a republicação e correção dos editais.

Apesar de o Município ter prometido suspender as licitações, os procedimentos continuaram, com nova numeração, mantendo os mesmos vícios iniciais.

Outro detalhe é que, apesar dos problemas, o procurador do Município, José Ribamar da Costa Filho, emitiu parecer jurídico, garantindo a legalidade das licitações

Sobre o pregão presencial nº 29/2016, cuja numeração foi alterada para n° 03/2017, a Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça constatou, entre outras irregularidades, ausência no processo de justificativa da necessidade para a contratação do objeto de licitação, ausência de informação do saldo da dotação orçamentária, imprecisão e insuficiência na informação sobre o objeto do certame e ausência de pesquisa de preço para estimar o valor a ser contratado pela administração.

Três empresas foram classificadas para o final do certame, mas foram consideradas inabilitadas. Todas entraram com recurso contra a comissão licitante. No entanto, mesmo antes do julgamento dos processos, a Construtora SG LTDA-ME foi declarada vencedora, tendo assinado com o Município o contrato nº 007/2017, no valor de R$ 630 mil.

O procurador do Município teria modificado, por ofício, a decisão da comissão licitante, habilitando a referida empresa. O certame foi homologado no dia 20 de janeiro de 2017.

A investigação do MPMA apontou, ainda, que a sede da empresa vencedora localizava-se em um quarto residencial. Além disso, a construtora não possuía nenhum funcionário, tampouco equipamentos ou veículos.

MP estoura fraude em licitação e responsabiliza suspeitos em Presidente Vargas…

A ex-prefeita de Presidente Vargas (termo judiciário da comarca), Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes, Walterlino de Jesus Uchôa Costa (ex-secretário municipal de Administração, Planejamento, Arrecadação e Finanças), Benedito de Jesus Bezerra Freitas (presidente da Comissão Permanente de Licitação), a empresa Esmeralda Locações Construções e Serviços Ltda. e seu representante legal, Oswaldo Bertulino Soares Júnior, vão ter que responder por crime de fraude em licitação pública.

A Promotoria de Justiça de Vargem Grande ingressou com uma Ação Civil Pública contra o grupo. A peça baseia-se em irregularidades na Tomada de Preços n° 05/2014, que teve como objeto a “execução de serviços de construção de Unidades Básicas de Saúde, em apoio às atividades do município de Presidente Vargas-MA”. O valor global do contrato foi de R$ 814.398,08.

A Assessoria Técnica da Procuradoria Geral de Justiça apontou diversas irregularidades no procedimento licitatório, como a falta de documentos delegando ao secretário de Administração a tarefa de autorizar licitações e à secretária municipal de Saúde o poder de assinar contratos. Foram apontados, ainda, documentos sem assinaturas, falhas no parecer jurídico e falta de publicidade, entre outros problemas.

“Vê-se que o comportamento dos réus é desonesto, pois, em comunhão de vontades, frustraram o processo licitatório, o que causou dano ao Município de Presidente Vargas, ante a prova clara de direcionamento da licitação, haja vista que a empresa Esmeralda Locações Construções e Serviços Ltda. foi a única a apresentar proposta e, consequentemente, a vencedora. Isso demonstra o objetivo claro de frustrar o procedimento licitatório, restringindo a competitividade, impedindo outras empresas de participarem do processo licitatório apresentando propostas e preços mais vantajosos aos cofres públicos”, observou o promotor de justiça, Benedito Coroba, autor da ação.

O Ministério Público do Maranhão pede, em medida liminar, que a Justiça determine a indisponibilidade dos bens dos réus.

Além disso, se condenados por improbidade administrativa, Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes, Walterlino de Jesus Uchôa Costa, Benedito de Jesus Bezerra Freitas, Oswaldo Bertulino Soares Júnior e a empresa Esmeralda Locações Construções e Serviços Ltda. estarão sujeitos ao ressarcimento de R$ 162.879,61 (cada um), suspensão dos direitos políticos por até oito anos, pagamento de multa de R$ 1.628.796,16 (valor individual) e proibição de contratar ou receber qualquer benefício do Poder Público pelo prazo de cinco anos.

DENÚNCIA

Além de improbidade administrativa, a conduta dos acusados também configura crime previsto na Lei de Licitações (8666/93), o que levou o Ministério Público a ingressar, também, com uma denúncia, em 25 de abril.

Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes, Walterlino de Jesus Uchôa Costa, Benedito de Jesus Bezerra Freitas, Oswaldo Bertulino Soares Júnior são acusados de “frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação”. A pena prevista é de detenção de dois a quatro anos, além de multa.

Acusado de jogar pelo ralo R$ 10 milhões, Hildo Rocha diz que CGU precisa ser extinta

Desvios envolvendo fraudes em processos licitatórios foram apurados pela Controladoria em 2004, quando o atual deputado federal Hildo Rocha era prefeito do município de Cantanhede (MA).

Hildo Rocha

Hildo Rocha

Unacon
Por meio de nota, o Unacon Sindical manifestou o repúdio dos auditores (AFFC) e técnicos federais de Finanças e Controle (TFFC) à declaração do deputado federal Hildo Rocha (PMDB-MA). Na última quarta-feira, 10 de agosto, o parlamentar defendeu a extinção da Controladoria-Geral da União (CGU). “(…) se há hoje roubalheira no Brasil, no serviço público, passa pela incompetência de muitos servidores da CGU”, disse. A declaração foi registrada na comissão mista que analisa a Medida Provisória MP 726/2016. A íntegra da sessão deliberativa foi gravada e está disponível no canal do Senado Federal no youtube. A fala aparece a partir de 31’50”.
Entre 1997 e 2004, perído em que era prefeito do município de Cantanhede (MA), Rocha foi acusado de jogar R$ 10 milhões pelo ralo. Os desvios envolvendo fraudes em processos licitatórios, em programas de combate à fome e desvios de recursos de merenda escolar, foram apurados pelos servidores da CGU, em 2004. O relatório está disponível para consulta pública (veja aqui). O caso pautou a imprensa na época (leia aqui, aqui e aqui).

“O deputado federal Hildo Rocha parece ter sido motivado, em suas provocações, justamente pela competência dos servidores da CGU, que de forma impessoal, eficiente e transparente, no bojo de seus deveres constitucionais e legais, à frente da missão institucional da CGU, realizaram, no município de Catanhede (MA), mais um dos inúmeros trabalhos de fiscalização voltados a evitar a ‘roubalheira’ no Brasil”, reza trecho do documento. Acesse, abaixo, a íntegra da Nota de repúdio.

A sabatina de Eliziane Gama e a questão das creches…

Eliziane Gama, durante sabatina no jornal O Estado do Maranhão

Eliziane Gama, durante sabatina no jornal O Estado do Maranhão

Durante a sabatina do jornal O Estado, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) acusou  a Prefeitura de São Luís de haver perdido o recurso do governo federal para a construção de creches. Como aliada do presidente interino Michel Temer e oposição a Dilma Rouseff, ela deveria saber que foi a licitação feita pelo governo federal que enfrentou problemas.

Segundo levantamento feito pelo blog, a empresa, que venceu a licitação realizada em nível nacional, não cumpriu com o contrato firmado. A Prefeitura, ao contrário do que Eliziane afirma, licitou as obras das 25 creches, garantindo assim que o recurso não fosse perdido.
Algumas das obras, como as creches da Cidade Operária, Chácara Brasil e São Raimundo, já começaram. No Parque dos Nobres e no Residencial Alexandra Tavares, os serviços estão em fase premilinar, com medição, montagem de canteiro e terraplanagem. No Residencial Paraíso, a ordem de serviço será assinada em breve. No Residencial Morada do Sol, região do Maracanã, por meio do programa Minha Casa Minha Vida, há uma outra creche cuja obra está em fase de conclusão.
A deputada afirmou ainda que não foram construídas escolas na gestão Edivaldo. Outra inverdade. Na rede municipal, foram abertas quase mil vagas, com a entrega das Unidades de Educação Básica Piancó, Silvia Stella Fonseca Furtado (Maracujá) e Laura Rosa (Apaco).
Pelo visto, no afã de conquistar a atenção do eleitor e conter a tendência de queda, a deputada bem que tenta atacar o atual prefeito, mas, com um discurso sem substância, mete os pés pelas mãos.

Justiça mantém prisão do ex-prefeito de Buriti…

O desembargador João Santana foi o relator do processo. (Foto: Ribamar Pinheiro)

O desembargador João Santana foi o relator do processo. (Foto: Ribamar Pinheiro)

O ex-prefeito de Buriti, Francisco Evandro Freitas Costa Mourão – o “Neném Mourão” – teve sua prisão preventiva mantida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), que negou pedido de habeas corpus com pedido de liminar de soltura em favor do ex-gestor. Ele está preso preventivamente por determinação do juiz titular da Comarca de Buriti, José Pereira Lima Filho, com base no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP).
A denúncia contra Neném Mourão foi feita pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), com base em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que constatou despesas sem o processo prévio de licitação, para aquisição de materiais de consumo e imobiliários e serviços de engenharia. A auditoria indicou, ainda, a apropriação de despesas contabilizadas e não comprovadas com o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e Folha de Pagamento.
Entre as acusações atribuídas ao ex-gestor, inclui-se o uso indevido de recursos públicos, na ordem de R$ 712.437,49, na época em que ele exercia o cargo de prefeito do município de Buriti, em 2008. Nos autos do processo constam, também, as acusações de violência doméstica e posse ilegal de arma. Os crimes estão previstos no Código de Processo Penal e nas leis 201/67, 8.666/93, 10.826/03 e 11.340/06.
Em recurso interposto junto ao Tribunal de Justiça, a defesa de Neném Mourão afirmou não existir condenação criminal contra o ex-prefeito. Sustentou que o mesmo tem boa conduta e alegou cerceamento de defesa e ausência de requisitos para autorização da custódia cautelar.
O relator do processo, desembargador João Santana, enfatizou que o ex-prefeito tornou-se réu em várias ações penais, entre os anos de 2009, 2012 e 2016. Frisou que as ações estão em andamento, com recebimento de denúncia, sem a conclusão da instrução criminal.
O magistrado votou pela manutenção da prisão de Francisco Evandro Freitas Costa Mourão, acompanhando parecer da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ).

BIGODE DE MOLHO – PGR e PF deflagram nova operação para apurar fraudes na licitação da Ferrovia Norte-Sul

Com informações de Estadão

Além de “presidente”, Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Ferrovia Norte-Sul também é alvo de investigações

Investigações podem complicar Sarney

Investigações podem complicar Sarney

A Procuradoria da República em Goiás, em conjunto com a Polícia Federal e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação “Tabela Periódica”,mais uma etapa da operação “O Recebedor”, desdobramento da Lava Jato que apura fraudes nas licitações da Ferrovia Norte-Sul, que passa pelo Maranhão e cuja a construção foi iniciada no governo José Sarney, e ligação Leste-Oeste.

A ação tem como base um novo acordo de leniência fechado pela Camargo Corrêa, empreiteira que foi pega na Lava Jato por participar do esquema de corrupção na Petrobrás e tem colaborado com as autoridades desde então.

Ao todo um procurador da República, cerca de 200 policiais federais, 26 peritos criminais federais e 52 agentes do Cade cumprem 44 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva em Goiás e em mais 8 unidades da federação. A operação foi autorizada pelo juiz substituto da 11ª Vara Federal Goiás, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Com base na colaboração da empreiteira e das investigações até agora, a suspeita é de que as fraudes teriam se iniciado, pelo menos, no ano de 2000 (ainda no governo FHC), tendo durado até 2010. Neste período, segundo a Procuradoria, o esquema chegou a envolver pelo menos 37 empresas, sendo dezesseis participantes efetivas e vinte e uma possíveis participantes das licitações. As investigações preliminares apontam um prejuízo de R$ 630 milhões somente nas licitações em Goiás e, segundo o MPF, o valor deve ser ainda maior considerando os trechos das ferrovias que passam em Tocantins, Bahia e São Paulo e que estão sob suspeita também.

Procuradoria cobra R$ 236 milhões superfaturados na ferrovia Norte-Sul

As diligências que estão sendo realizadas nesta quinta buscam recolher mais provas do envolvimento de empreiteiras e de seus executivos na prática de cartel, fraude em licitações e pagamentos de propina a ex-diretores da Valec, relacionados aos contratos de construção das ferrovias Norte-Sul e Integração Leste-Oeste, revelados pela Camargo Corrêa em seu acordo de leniência com o Cade..

Os investigadores buscam, ainda, fortalecer as provas para as investigações criminais encerradas ou em curso na Polícia Federal de Goiás, assim como em ações penais já proposta ou a serem movidas pelo MPF-GO, que tratam da prática de sobrepreço, superfaturamento, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes nas licitações ferroviárias.

As provas colhidas serão, ainda, utilizadas pelo CADE em investigações e processos administrativos visando punir empresas e executivos por práticas anticompetitivas e cartel..

Acordos de leniência. Inicialmente, a Camargo Corrêa S/A e alguns de seus administradores haviam formalizado acordos de leniência e de colaboração premiada com a Procuradoria da República em Goiás, já homologados. Nestes acordos a empreiteira e seus executivos confessaram a existência do cartel, as fraudes em licitações, a lavagem de dinheiro e a prática de corrupção em contratos com a Valec, bem assim forneceram provas documentais da sua ocorrência e concordaram e se obrigaram a restituir aos cofres públicos em R$ 75 milhões.

Junquinha e a relação com Sarney

Essa primeira colaboração no âmbito do MPF em Goiás deu origem a operação “O Recebedor”, deflagrada no dia 26 de fevereiro e que cumpriu 44 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva em Goiás e em mais seis Estados. A operação já deu origem a uma denúncia contra o ex-presidente da Valec, José Francisco das Neves, conhecido como Juquinha, e o ex-diretor de Engenharia da estatal, Ulisses Assad, além de quatro executivos de empreiteiras, um advogado e um ex-assessor da Valec por corrupção, lavagem de dinheiro, cartel e fraude à licitação nas obras de trechos das ferrovias Norte-Sul e Interligação Oeste-Leste em Goiás.

Além de “presidente”, o ex-senador José Sarney é citado por Juquinha e outros integrantes do grupo pelas alcunhas de “velhinho” e “chefe”. Para a PF, não há dúvidas de que o grupo usava constantemente o nome de Sarney

A denúncia aponta sobrepreço de ao menos R$ 230 milhões por causa de aditivos e outras medidas adotadas pela própria Valec, como exigências injustificadas no edital, para beneficiar o cartel de empresas. A acusação foi aceita pela Justiça Federal em junho e Juquinha e os demais suspeitos viraram réus.

Segundo o Ministério Público Federal, Juquinha teria assumido o papel de ‘gerente’ do esquema criminoso e recebeu R$ 2,24 milhões em propinas.

Posteriormente, a Camargo Corrêa celebrou acordo de leniência com o Cade, que contou com a interveniência e a anuência do MPF. Nele, os colaboradores detalharam ainda mais as condutas de outras empreiteiras integrantes do cartel e dos seus respectivos executivos (em nome e em benefício das quais atuaram), bem como ofereceram provas adicionais.

Nome. O nome da operação é uma referência ao nome que alguns dos próprios investigados deram a uma planilha de controle em que desenhavam o mapa do cartel (e cuja aparência lembrava a Tabela Periódica), contendo dados como a relação das licitações, a divisão combinada dos lotes, os números dos contratos, os nomes das empreiteiras ou consórcios que seriam contemplados, valores dos orçamentos da Valec preços combinados, propostas de cobertura apresentadas apenas para dar aparência de competição e simulação de descontos a serem concedidos.

Justiça nega mais um recurso de empresários e mantém licitação dos transportes de São Luís

Empresários tentam impedir licitação

Empresários tentam impedir licitação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma vez, a Justiça garantiu a realização da licitação do sistema de transporte que está sendo realizada pela Prefeitura de São Luís. O desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira indeferiu pedido do Sindicato das Empresas de Transporte (SET) de São Luís e manteve o processo licitatório em curso, ratificando a decisão dada anteriormente pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça, o SET pedia que a Prefeitura de São Luís reformulasse o edital de licitação do sistema de transporte. Na decisão, o desembargador Paulo Velten considerou que não havia provas que justificassem a suspensão do certame que está sendo realizado pela Prefeitura de São Luís. “Não há como afastar a incidência de lei em plena vigência (…) com a finalidade de suspender licitação, à vista de alegações desprovidas de suporte probatório”, diz o documento que indefere o pedido dos empresários.

A sessão pública da licitação do sistema de transporte foi realizada no dia 12 de maio, com a abertura dos envelopes, e agora está na fase técnica de análise das propostas. Dentre as melhorias previstas no edital da licitação estão: redução da média de idade da frota, acessibilidade para cadeirantes e a inserção gradativa de ônibus com ar condicionado no sistema de transporte da cidade.

Deputado repercute histórica licitação no transporte público de São Luís

 

Empresários tentam boicotar licitação do transporte público em São Luís

Empresários tentam boicotar licitação do transporte público em São Luís

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) repercutiu, na sessão desta terça-feira (17), novamente, a histórica licitação do transporte público que está ocorrendo em São Luís, apesar dos empresários terem tentado bloquear o certame na Justiça. O parlamentar leu um trecho do editorial do Jornal Pequeno para enfatizar a importância dessa concorrência, deste momento na história de São Luís, em especial para cerca de 700 mil usuários do sistema de transporte público.

O jornal diz que “um fato histórico se pronunciou em São Luís, nos últimos dias, e com ele carregou definitivamente para a história desta capital o prefeito Edivaldo Holanda Júnior”. Segundo o matutino, trata-se da licitação dos transportes públicos, o que alguns parecem encarar como medida corriqueira da administração, mas que, para o caso de São Luís e de muitas cidades do Nordeste, reúne décadas de aspirações, projeções e reivindicações engolidas a seco pela população.

“É um ato administrativo que, antes de tudo, precisou reunir coragem, determinação e, principalmente, vocação política transparente e honesta do prefeito para o aporte de grandes decisões no atendimento das demandas sociais do povo. O mundo capitalista conhece as dificuldades e reticências quando se trata de combater monopólios assentados em qualquer cidade, em qualquer país”, diz um trecho do editorial.

Segundo o jornal, não se trata de nenhum exagero de retórica dizer que a pressão dos empresários reduziu o sistema de transporte em São Luís a um vergonhoso padrão de qualidade, quando esta licitação finalmente chegar à fase de apresentação e análise de propostas. “Estamos vencendo décadas de uma concessão precária operada com olho exclusivamente nos lucros e nenhuma preocupação com a dignidade dos usuários e contribuintes”, frisa o matutino.

Na tribuna, Othelino disse que fez questão de ler o editorial do Jornal Pequeno para enfatizar esse momento histórico onde a população de São Luís ganha e onde os arrogantes empresários dos transportes públicos de São Luís tentaram barrar, em via judicial, de forma absurda, a licitação do transporte. “Mas não conseguiram. A licitação está ocorrendo e, em pouco tempo, estará concluída e aí a população de São Luís vai poder ser mais bem servida, utilizar um serviço de transporte público de qualidade. O prefeito Edivaldo merece  os nossos cumprimentos por não se render e por fazer ir para frente este certame”, finalizou.

Deputados questionam postura de empresários dos transportes que entraram na Justiça contra licitação

Deputados disseram que estão vigilantes a qualquer tentativa de manobra por parte dos empresários

Deputados disseram que estão vigilantes a qualquer tentativa de manobra por parte dos empresários

A sessão desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa do Maranhão foi marcada por vários pronunciamentos referentes aos recursos impetrados na Justiça contra a licitação do setor de transportes em São Luís. Sete deputados se manifestaram sobre a questão. Os parlamentares questionaram a postura dos empresários que detém, atualmente, a concessão para operar o sistema, e também defenderam a importância do certame como alternativa para a melhoria do sistema de transporte público da capital maranhense.

Além dos deputados Othelino Neto (PCdoB), Edivaldo Holanda (PTC) e Levi Pontes (PCdoB), que já se pronunciado sobre o tema nesta terça-feira (10), os deputados Fábio Macêdo (PDT), Antônio Pereira (DEM), Stênio Rezende (DEM) e Marco Aurélio (PCdoB) também saíram em defesa da licitação dos transportes.

Para o deputado Othelino Neto (PCdoB) os recursos representam uma tentativa de impor à população de São Luís um sistema de transporte sem qualidade. “Alguns empresários, com a finalidade de manter os seus lucros, estão tentando evitar que cerca de 700 mil usuários do transporte público de São Luís tenham serviço de melhor qualidade. Eles querem impor que a população de São Luís continue usando indefinidamente ônibus sem a menor condição de carregar pessoas com dignidade”, opinou Othelino Neto.

O parlamentar reafirmou o compromisso de que ele e os demais deputados da Assembleia irão continuar acompanhando o assunto de perto, denunciando qualquer tentativa de barrar o processo licitatório. Ele também destacou a postura do prefeito Edivaldo Holanda Júnior de não recuar da realização do certame.

“Eu disse ontem e enfatizo hoje: confio na Justiça, que vai apreciar essas ações com o devido cuidado e naturalmente se posicionar dentro daquilo que estabelecem as leis. E reitero aqui que vejo com satisfação essa postura determinada do Prefeito Edivaldo Holanda Júnior de não ceder às pressões, de ousar e enfrentar este grupo poderoso de empresários”, elogiou.

Expectativa

Após o deputado Othelino Neto manifestar o seu pensamento em relação à situação, os deputados Edivaldo Holanda, Levi Pontes, Fábio Macêdo, Antônio pereira e Marco Aurélio também saíram em defesa do certame e contra o pedido de embargo na justiça.

“Nenhum outro prefeito teve coragem antes de enfrentar este monopólio que está aí. Com pulso firme e com determinação o prefeito Edivaldo Holanda Júnior resolveu enfrentar a realidade e dotar São Luís com um sistema de transporte digno do cidadão desta nossa querida capital”, discursou o deputado Edivaldo Holanda.