Roberto Rocha disputa com candidatos do PSTU e PSOL últimas colocações

Sem criatividade na campanha e com pouca presença na mídia, Roberto Rocha leva o PSDB para ter seu maior fracasso nas campanhas eleitorais no Maranhão

Se o nome do senador Roberto Rocha (PSDB) foi apresentado no intuito de promover o surgimento de uma terceira via nas eleições ao governo do Maranhão deste ano, o resultado não está sendo bem o esperado.

O candidato, presidente do PSDB no Maranhão, está levando o partido a sair menor do que entrou na disputa. A campanha de Roberto Rocha, mostra o momento decadente do PSDB no estado, o que está sendo refletido nas pesquisas.

Roberto Rocha aparece com 1,67% na pesquisa DataIlha; 2% no Ibope e 3% na Exata. Todas em quarto lugar, atrás de Maura Jorge (PSL) e empatado tecnicamente com os candidatos Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL).

Sem apoios no interior e na capital, e com uma campanha fraca e sem vida, Roberto Rocha não consegue subir nas pesquisas.

Mesmo com um tempo considerável, Roberto Rocha não soube usar, até agora, seu horário de propaganda no Rádio e na TV para gerar bons resultados.

Sem criatividade na campanha e com pouca presença na mídia, Roberto Rocha leva o PSDB para ter seu maior fracasso nas campanhas eleitorais no Maranhão.

Contagem regressiva: Faltam 20 dias para o primeiro turno das eleições 2018

Agora na reta final, a movimentação dos candidatos deve se intensificar mais ainda. Mostrando a cara das eleições de 2018

A eleição de 2018 é a primeira, após muitos anos, com várias regras que se diferenciam das demais. A exclusão dos carros de som, a diminuição do tempo de campanha e da propaganda na TV e no Rádio estão fazendo que muita pessoas ainda não tenham sentido o clima intenso da campanha. A propaganda paga nas redes sociais também não parece ter empolgado os internautas de plantão.

Mesmo com esse clima mais ameno, a campanha já entra na reta final e pode, agora, cair no gosto da população, fazendo com que mais pessoas passem a participar dos eventos políticos.

No Maranhão, a campanha do governador Flávio Dino (PCdoB) é o que tem mais corpo e vem aglutinando mais pessoas e apoiadores. Nos últimos quatro dias, ele passou com sua caravana por 18 cidades.

Roseana Sarney (MDB) ainda tem dificuldades de reunir apoiadores em suas passagens por cidades do interior e tem dedicado boa parte de seu tempo para as gravações de propaganda. Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) intensificaram suas agendas em algumas cidades onde ambos têm apoiadores.

Na corrida ao Senado Federal, a disputa ainda está muito acirrada. Quatro candidatos travam uma verdadeira batalha pelas duas vagas em disputa.

As eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa ainda estão muito indefinidas. Alguns candidatos já são dados como eleitos, mas a maioria deve disputar voto a voto o eleitorado para conquistar êxito no dia 7 de outubro.

Agora na reta final, a movimentação dos candidatos deve se intensificar mais ainda. Mostrando a cara das eleições de 2018.

Base de Alcântara está preparada para lançamento de foguete após acidente

Desde 2009 foram investidos mais de R$ 120 milhões na reconstrução da nova Torre Móvel de Integração. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Quinze anos após a explosão que vitimou 21 pessoas, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, está preparado para uma nova tentativa de lançar um foguete. A previsão é de que isso aconteça em 2021.

“Depois de 15 anos do acidente nós podemos dizer que novamente estamos em condições seguras de operar novos foguetes. Em 2003 nós tivemos um acidente significativo aqui, perdemos vidas e toda a torre de lançamento foi remodelada, colocada no sistema de segurança previsto mundialmente”, disse Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais.

Desde 2009 foram investidos mais de R$ 120 milhões na reconstrução da nova Torre Móvel de Integração, plataforma que será utilizada para lançar o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) em 2021. Totalmente automatizada, a plataforma também recebeu uma torre de fuga e evasão equipada com sistemas de monitoramento de temperatura e fumaça.

Está previsto para o ano que vem um teste preparatório para o lançamento do próximo foguete orbital. Chamado de VS 50, o lançamento fará o teste de um dos motores do VLM.

“Esse primeiro já seria um demonstrador de conceito a partir do qual já viria o Aquila I, que é o derivado dele, e já teríamos uma carga útil para ser lançada. A torre está pronta, só precisamos fazer pequenas adaptações. Ela vai ser integralmente utilizada para o VLM”, explicou o coronel Luciano Valentim, diretor do centro.

Em janeiro de 2016 foram entregues as obras do Prédio de Segurança do Setor de Preparação e Lançamento, que reúne todos os profissionais envolvidos em operações de lançamento em uma única área segura, e permite o controle de acesso às áreas de risco.

“O risco de acidentes nós trabalhamos sempre para minimizar, para ter próximo do risco zero. É uma atividade de risco, sem dúvida nenhuma. Mas da forma como nós trabalhamos aqui é para que se minimize qualquer tipo de acidente“, disse o coronel Valentim.

A explosão na área de lançamento principal do centro ocorreu em 2003 na terceira tentativa de colocar em órbita um Veículo Lançador de Satélites (VLS). As duas tentativas anteriores, em 1997 e 1999, também não tiveram sucesso. Na primeira, um dos propulsores do foguete falhou e ele saiu da trajetória. A pane começou depois que ele saiu do chão, o computador de bordo percebeu o desvio e destruiu o foguete. Na segunda os propulsores funcionaram, mas tiveram problemas quando já subindo. Em 2003, o foguete não chegou a subir, explodiu em solo matando 21 técnicos brasileiros.

Enquanto não realiza um novo lançamento de foguete orbital, o centro mantém sua atividade com o lançamento de foguetes suborbitais produzidos no Brasil com experimentos para institutos de pesquisa ou universidades, pelo menos uma vez ao ano. Quando não há essa demanda, o centro lança foguetes de treinamento básico e intermediário para manter a operacionalidade das equipes.

O Centro de Lançamentos de Alcântara tem em torno de 900 militares e servidores civis que atuam nas áreas de lançamento e no apoio e suporte às atividades que envolvem as operações realizadas como administração, logística, saúde e segurança. Cerca de 140 profissionais entre militares e civis atuam na área operacional do centro diretamente em operações com veículos de menor porte.

Desde 2009 foram realizadas quatro operações em atendimento ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE).

Ao todo, 490 veículos foram lançados pelo Centro em um total de 101 operações de lançamentos até hoje. Estima-se uma economia em até 30% de combustível dos veículos lançados no Centro em comparação com outros centros de lançamento, devido à proximidade com a Linha do Equador.

Subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Centro de Lançamento de Alcântara foi criado em 1983 para atender as atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados de suas cargas úteis assim como a execução de testes e experimentos de interesse do Comando da Aeronáutica, relacionados com a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE).

Crise se instala no PSDB maranhense…

A revolta está instalada na legenda com promessas de boicotes aos candidatos da majoritária

Se não bastasse uma pré-campanha cheia de atrito entre membros do PSDB maranhense, em plena campanha eleitoral, o que se olha na legenda tucana é uma verdadeira crise instalada.

Dessa vez, candidatos a deputado estadual fazem um motim contra o candidato ao governo do Estado e presidente da legenda, Roberto Rocha. O motivo seria a falta de estrutura para que os candidatos possam fazer suas campanhas.

A revolta dos candidatos é o fato de que no site DivulgaCand, alimentado pelo Tribunal Superior Eleitoral, consta que o PSDB do Maranhão já recebeu a quantia de R$ 1 milhão. Mas nada disso foi repassado para que os candidatos pudessem trabalhar.

A revolta está instalada na legenda com promessas de boicotes aos candidatos da majoritária e possíveis declarações de apoio a outros candidatos ao governo.

A única certeza nesse momento é de que o PSDB se tornou uma legenda nanica após a expulsão do vice-governador Carlos Brandão, hoje no PRB.

A intervenção feita por Roberto Rocha, Sebastião Madeira e a Executiva Nacional fará com que o PSDB no Maranhão saia dessas eleições menor do que entrou.

São Luís está entre as 5 capitais com melhor nota das escolas estaduais no Brasil

No ranking nacional do Ensino Médio, o Maranhão passou do 22º para o 13º lugar

A cidade de São Luís conseguiu a quinta melhor nota entre todas as capitais do Brasil na avaliação do ensino da rede estadual. Ou seja, é capital que oferece o quinto melhor ensino de todo o Brasil nas escolas mantidas pelos governos estaduais.

A avaliação é do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), feita pelo Ministério da Educação. São Luís ficou com nota 3,8, acima de capitais como São Paulo, Curitiba, Brasília, Rio de Janeiro e Florianópolis.

O Ideb já havia mostrado que toda a rede estadual do Maranhão tinha melhorado significativamente durante a gestão de Flávio Dino. O Ideb do Maranhão subiu 21% neste governo, revertendo a queda verificada na gestão passada.

No ranking nacional do Ensino Médio, o Maranhão passou do 22º para o 13º lugar.

Os resultados refletem os esforços feitos pelo programa Escola Digna desde 2015. Já foram entregues mais de 800 escolas construídas ou reformadas no Estado. Os professores têm sido valorizados com promoções e capacitações. O Maranhão paga hoje o maior salário para professores de 40 horas na rede estadual.

Na TV Mirante, Flávio Dino mostra por que foi eleito pelo G1 o melhor governador do Brasil

O governador e candidato à reeleição Flávio Dino foi entrevistado nesta terça-feira (11) na TV Mirante, onde destacou diversos avanços que o Maranhão vem vivendo desde 2015. “O site G1, que é sediado aqui [no prédio do Sistema Mirante], disse que eu sou o governador que mais cumpriu promessas no Brasil”, afirmou no início da entrevista.

“É um site que é sediado aqui na empresa, de propriedade de minha adversária”, acrescentou. O Sistema Mirante é de propriedade da família Sarney.

“O site G1 fez um campeonato dos governadores, e o governador do Maranhão ficou duas vezes em primeiro lugar, com um índice de 95% [de propostas cumpridas]. É atestado pelo G1. É um atestado de seriedade, de quem combate a pobreza extrema, que faz política social, política econômica justa.”

Flávio também lembrou que o Brasil vive uma grave crise econômica nacional. E, mesmo assim, o Maranhão tem conseguido avanços reconhecidos em todo o país, como o programa Escola Digna, o maior salário para professores, um dos maiores crescimentos econômicos entre todos os Estados e liderança na geração de empregos com carteira assinada no Nordeste.

“Claro que vivemos uma crise nacional causada pelo golpe político que foi dado exatamente pelo partido da minha adversária, o PMDB [atual MDB]. Mas a nossa parte temos feito. As políticas compensatórias foram feitas como nunca antes na história do Maranhão. O Brasil caminhou na direção errada, o Maranhão caminhou na direção correta”, disse o governador.

“O Maranhão teve saldo positivo de emprego em 2017, está tendo saldo positivo em 2018, saiu dos últimos lugares da Educação e hoje está na metade dos melhores”, afirmou Flávio.

Reconhecimento

“O Maranhão não vai andar para trás, temos um governo limpo, honrado e honesto”, afirmou Flávio Dino na TV Mirante

Flávio ressaltou que o Maranhão tem o maior salário do Brasil para professores de 40 horas, acima de R$ 5,7 mil: “Quem diz que é o maior não sou eu, é a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, a imprensa, todos dizem que pagamos o maior salário. Significa dizer que é ideal? Ainda não, mas estamos caminhando para isso”.

“O nosso governo é o único que começou e terminou sem nenhuma greve, isso é extremamente importante para os alunos.”

Flávio ainda disse que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do Maranhão) atingiu a maior marca da história na mais recente divulgação feita pelo Ministério da Educação.

“O governador Jackson Lago tinha deixado do Ideb no patamar de 3 pontos. No governo da minha antecessora, andou para trás e caiu para 2,8. E olha que é difícil fazer andar para trás, tem que ser muito ruim na gestão. No nosso governo, logo subiu para 3,1. E agora chegamos a 3,4, a terceira maior do Nordeste.”

Bem para a educação

“Temos nota do Ideb maior que o Rio de Janeiro, a Bahia e outros Estados grandes. Saímos do 22º para o 13º. Isso é uma coisa que a Mirante tinha que dar espaço, para os professores falarem, entrevistar estudantes. Iria fazer bem para os educadores, não escondam isso. Mostrem as escolas integrais, as Escolas Dignas. Esse é o Maranhão real. Todos os indicadores mostram avanço.”

Sobre a saúde, Flávio disse que “tínhamos dois hospitais regionais, temos dez hoje”. De acordo com ele, hoje o Maranhão também tem mais leitos de UTI e hospitais macrorregionais, além de o Hospital do Servidor estar em fase de conclusão.

O governador afirmou que, entre as novas propostas para o Maranhão, estão as Policlínicas Regionais, com consultas e exames. A ideia é que elas sejam um meio termo entre os postos de saúde e os grandes hospitais.

“O Maranhão não vai andar para trás, temos um governo limpo, honrado e honesto. Estamos em trajetória boa de crescimento, de realizações de objetivos sociais e de cuidar bem do dinheiro público. A verdade vai vencer e vamos ter uma grande vitória do 65”, concluiu.

Flávio Dino recebe o apoio de 196 dos 217 prefeitos do Estado

Na conversa com os prefeitos, Flávio ressaltou que a parceria com os municípios vai continuar

Os prefeitos do Maranhão fizeram na noite desta segunda-feira (10) uma grande demonstração de apoio à candidatura de Flávio Dino à reeleição. Eles se reuniram em São Luís para confirmar que estão juntos com Flávio nesta eleição.

No total, o governador tem o apoio de 196 dos 217 prefeitos do Estado. E mais de 150 deles marcaram presença no ato desta terça-feira. Quem não pôde ir foi representado pelos colegas.

“Temos prefeitos que viajaram 600, 700 quilômetros para estar aqui nesta noite, e esta é uma prova de carinho, de apreço e consideração. Quero agradecer tanto aos que vieram de perto quanto os que vieram de mais longe, e que estão aqui unidos”, afirmou o governador.

Mais Asfalto segue em frente

Na conversa com os prefeitos, Flávio ressaltou que a parceria com os municípios vai continuar, a exemplo do Mais Asfalto.

“Eu comecei o Mais Asfalto no dia 25 de janeiro de 2015. Vinte e cindo dias após o início do governo. A primeira rua que asfaltei no Maranhão foi a JK, em Imperatriz. E desde então não teve um único mês em que esse programa parasse. Porque ele simboliza a mão estendida a vocês”, disse Flávio.

Na conversa com os prefeitos, Flávio ressaltou que a parceria com os municípios vai continuar

Ele acrescentou que “quero garantir a vocês que o espírito de parceria vai continuar, não vai ter interrupção nenhum dia. É preciso que garantamos juntos o melhor resultado”.

Apoio

Os prefeitos destacaram as múltiplas ações de Flávio Dino nos municípios. “É o governador dos menos favorecidos” disse Cleomar Tema, prefeito de Tuntum. “Alguma dúvida sobre quem é o melhor candidato para o governo do Maranhão? Claro que não. Vamos juntos. Unidos pela vitória no 1º turno. É 65.”

“Sou Flávio Dino 65 porque o governo dele olhou o Maranhão como um todo, não só para alguns municípios”, afirmou Vianey Bringel, prefeita de Santa Inês.

A prefeita Valmira, de Colinas, disse que “65 é a mudança, mostrou para que veio. O voto dos colinenses é de gratidão e por saber que Flávio vai fazer muito mais.”

Com Flávio Dino, educação do Maranhão subiu de 21ª para 13ª do país

Entre os estados do Nordeste, o Ideb do Maranhão é o terceiro maior

O Ideb 2017 (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) comprovou os resultados da mudança da política educacional do governo do Maranhão. A nota do Ensino Médio das escolas da rede estadual subiu de 3,1 para 3,4 entre 2015 e 2017.

Foi o segundo aumento seguido. Em 2015, a nota tinha subido de 2,8 para 3,1, revertendo a queda verificada na gestão anterior.

No fim do governo anterior ao de Flávio Dino, o Ideb do Ensino Médio do Maranhão estava nas últimas posições. Era o 21º dos 27 estados do país.

Com o Escola Digna, Flávio Dino aumentou agora o Ideb para a posição de número 13.

Entre os estados do Nordeste, o Ideb do Maranhão é o terceiro maior.

Carta Capital: Em um Maranhão renovado, Dino tenta confirmar fim da era Sarney

A busca de Dino pela reeleição baseia-se no fortalecimento do Estado como agente de transformação social junto da participação popular

O grupo político mais antigo em atividade no Brasil confronta-se mais uma vez com o governador Flávio Dino no Maranhão. Após o líder do PCdoB derrotar o grupo político da família Sarney nas eleições de 2014, colocando fim à supremacia de meio século,o estado que costumava ocupar as manchetes nacionais pelas crises passou a ser exemplo para o Brasil em áreas como educação, infraestrutura e na atenção a pessoas com necessidades especiais.

“Dino faz um governo atuante, aceito pela população que defende sua reeleição. Ouço das pessoas que ele está realizando a maioria das promessas. Agora mesmo nossa avenida principal está em reforma e prometeram calçar a rua onde moro até o final do ano”, conta Marilene Costa, moradora da zona rural de São Luís, a trinta minutos do centro.

A dona de casa destaca ainda a democratização do acesso à internet através do Maranet, que em sua primeira etapa acumula 800 mil acessos e planeja atingir 61 cidades, das 217 do estado.

A busca de Dino pela reeleição baseia-se no fortalecimento do Estado como agente de transformação social junto da participação popular em discussões sobre o orçamento participativo. A partir dessa visão, o gestor aliou a busca por experiências bem sucedidas junto ao fortalecimento do funcionalismo para desenvolver políticas voltadas às necessidades mais urgentes.

O investimento em pessoal fez com que o Maranhão fosse considerado o paraíso dos concursos, em comparação aos outros estados que cortavam vagas na máquina pública.

“Acabou o tempo do Maranhão ser governado por uma ou duas famílias, agora o estado é governado por todas as famílias. Eu escolhi ser político porque gosto de ver o povo mobilizado, isso me emociona. Tenho muito orgulho de ser um servidor público sério”, definiu Flávio Dino, no lançamento da campanha que reuniu dez mil pessoas, incluindo os candidatos ao senado da chapa e Weverton Rocha (PDT ) e Eliziane Gama (PPS).

A ênfase ao sistema educacional com o Escola Digna resultou na reforma de 800 unidades, qualificação a 50 mil professores e no pagamento do salário base mais alto do Brasil, R$ 5.750, além de treze mil matrículas em regime integral.

“Avançamos não somente financeiramente, mas nas condições de trabalho e no diálogo da entidade sindical com o governo, que já anunciou um novo edital para docentes. Nas gestões anteriores tudo ficava na conversa ou não éramos nem recebidos”, compara Raimundo Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma),com 33 mil sindicalizados.

No ensino superior, a Universidade Federal do Maranhão é pioneira no curso de cultura estudos africanos e afrobrasileiros, sintonizada com a formação étnica da população. A licenciatura surgiu respaldada pela lei federal sancionada pelo ex-presidente Lula que tornou obrigatória a matéria para os alunos do fundamental e médio.

“Nesses tempos sombrios de perda de direitos e diminuição de políticas afirmativas somos uma resistência. Este ano levamos uma comitiva de cem alunos para a África, algo inédito. O Maranhão é o estado com maior população negra no Brasil e aqui o extermínio da juventude negra impressiona”, informa a professora Pollyanna Muniz.

A terra que se orgulha por preservar o português mais belo do país exclui 840 mil conterrâneos da possibilidade da leitura e escrita ao manter aproximadamente 17% da população no analfabetismo . O problema crônico teve um símbolo de transformação com os vinte mil maranhenses que se somaram aos três milhões e meio de latinoamericanos contemplados pelo programa “Sim eu posso”, método cubano aplicado em conjunto com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), sobretudo aos idosos, maioria dos iletrados.

No segmento da saúde, o número de hospitais pulou de dois para dez e a cooperação foi novamente um trunfo com destaque para a presença dos médicos cubanos que junto aos brasileiros reforçaram a atenção básica com pico de 700 profissionais. Outra novidade, a transformação da casa de veraneio do governador em um local de assistência a crianças com carências de neurodesenvolvimento permite o atendimento semanal de 15 famílias na Casa de Apoio Ninar. Em paralelo, o projeto Travessia levou transporte gratuito a 1.500 portadores de deficiência em mais de 35 mil viagens desde 2006, segundo dados oficiais.

A superação de barreiras chegou também aos gramados. O Maranhão conquistou A Copa Nordeste, ou Lampions League, com o título do Sampaio Correa – o triunfo inédito veio depois de o clube ser excluído do campeonato em anos anteriores, motivo da festa sem fim promovida pelos torcedores da Bolívia Querida, apelido do time em razão de seu uniforme.

Dos chineses aos americanos, aqui é Jamaica

Se no campo social a integração foi com os cubanos, no terreno energético e econômico o executivo busca parcerias com a iniciativa privada da China para retomar a obra da refinaria de Bacabeira, projetada para ser a maior da América Latina antes de ter sua construção interrompida pela Petrobras devido à troca de comando na estatal. A negociação envolve o valor de dez bilhões de dólares, mas a capacidade de processar 300 mil barris de petróleo por dia anima os investidores asiáticos a longo prazo.

A geração de energia, aliás, preocupa os consumidores cotidianamente. O preço da tarifa praticado pela Companhia Energética do Maranhão (Cemar) é o segundo mais elevado do país afetando gravemente as casas em que a renda per capita familiar é inferior ou equivalente de 597 reais, média do estado e a menor nacional.

O governo contraargumenta que essa fatia da população paga valores inferiores ao fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e cita baixa de impostos na concessão gratuita de carteiras de motorista e nos incentivos à agricultura familiar para demonstrar a postura tributária em relação aos mais pobres.

Os recursos naturais abundantes se estendem pela região mineradora de Godofredo Viana, abundante em ouro, ao longo do pólo agrícola de Balsas e na atração de turistas aos lençóis maranhenses. As possibilidades das terras e os constantes confrontos reforçam a necessidade de ações de proteção a comunidades quilombolas e etnias indígenas.

“O Brasil desde sua colonização mantém a concentração da terra como modelo imperante em detrimento a milhões que precisam de seus territórios para garantir a sua reprodução física e cultural, em especial nós povos originários. O agronegócio avança a cada dia apoiado pelo governo. No Maranhão o processo de reforma agrária é incipiente com muitos conflitos onde povos, comunidades tradicionais e agricultores familiares sempre saem perdendo. A presença desses grupos evidencia que o modelo de desenvolvimento deve se basear nos nossos modos de vida, somos o símbolo da resistência”, assegura a maranhense Sonia Guajajara, candidata a vice-presidência pelo Psol, a primeira indígena a concorrer ao posto.

Ao passo que a questão fundiária é alvo de disputas inclusive da especulação estrangeira, a supremacia estadunidense sobre a Base de Alcântara, localizada no município de mesmo nome, reflete o descompasso entre a defesa da soberania por parte da esfera estadual e o entreguismo de Michel Temer – o acordo dos golpistas com a potência do norte restringe a atuação dos cientistas brasileiros no local. A comunicação entre os poderes também deixa a desejar no que concerne à administração da penitenciária de Pedrinhas, palco de repetidas chacinas. A omissão da União exigiu do governo a revitalização do complexo para evitar as mortes que chocaram o Brasil em anos anteriores.

Buscando ares mais relaxados, a inauguração do Museu do Reggae reforçou a relação do povo com a música trazida pelos jamaicanos. São Luis, a capital brasileira do reggae, lembra até hoje dos shows de Jimmy Cliff na ilha e das afinidades entre o espírito maranhense e caribenho.

O meio século de poder

Os abalos à família Sarney iniciado com a vitória de Dino em 2014 teve novo capítulo em 2016 quando o PCdoB atingiu o recorde de 46 prefeituras diante das 22 mantidas pelo PMDB. Acossado pelo crescimento dos adversários, o ex-presidente Sarney retornou seu domicílio eleitoral ao Maranhão, levantando suspeitas de que concorreria ao Palácio dos Leões aos 88 anos, cargo que coube a sua filha, a ex-governadora por quatro mandatos Roseana Sarney.

“Já estou bem velho, mas não velhaco. Sou o político mais antigo em atividade no Brasil, já percorri todos os caminhos da política e tenho uma tradição de luta por nosso estado. Há sessenta anos a violência dominava o Maranhão, não havia luz, água, estrada e o povo era triste. Hoje sou eu quem está triste pelo fim das festas populares, com a volta da criminalidade e da perseguição. Esse governo só olha para trás e o escolhido sou eu. Nessa idade era para eu ser respeitado, mas sou acusado depois de passar a minha vida a serviço do Maranhão. Com Roseana a tristeza vai acabar”, declarou Sarney aos gritos de eterno presidente na convenção do PMDB realizada no espaço privado Renascença.

A capital é um exemplo da perda do controle político dos emedebistas, que elegeram apenas um vereador em São Luis, gerida pelo bem avaliado prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), cujo partido integra a base do governo. Mas engana-se quem pensa que o clã perdeu instrumentos para exercer sua força, como demonstra a sentença da juíza Anelise Nogueira Reginato determinando a inelegebilidade de Dino por abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2016. Sem efeito imediato por ser uma decisão de primeiro grau, o risco está na possibilidade de cassação futura do governador, relembrando os tempos que Jackson Lago (PDT) foi retirado do cargo para o qual havia sido eleito derrotando Roseana, em 2006.

Historicamente o clã Sarney e seus aliados valeram-se de estratégias eficientes que permitiram sua perpetuação. Parte dos maranhenses considera ser visto com preconceito pelo restante dos brasileiros devido a sempre serem taxados como os mais pobres e detentores dos piores índices na saúde e educação.

Somado à ideia do estigma, muitos não se incomodam em manter uma relação personalista com o Estado dependendo de favores dos caciques e elogiam o apreço do grupo pela cultural local, a cena de Roseana dançando o boi percorre todas as campanhas de que participou.

“O presidente e sua filha nos defendem lá fora, isso é muito caro para nós. Sem ele e seus parceiros não teríamos as obras que estão em cada canto do território desde os tempos em que Glauber Rocha veio filmar Maranhão 66 por aqui”, recorda Assis Miranda, de Imperatriz, a maior cidade na mão dos sarneysistas.

A construção da imagem positiva inclusive alçou Roseana, intitulada guerreira do povo, a colocar-se como pré-candidata à presidência da república em 2002 pelo PFL, hoje DEM. O movimento trazia muitas semelhanças com a transição realizada por Fernando Collor em 1989, gestores jovens, modernos, que proporcionaram desenvolvimento a suas terras pobres do Nordeste.

A apreensão de 1,3 milhões de reais na construtora Lunus, em São Luís, empresa de propriedade da então governadora e seu marido Jorge Murad, acabaram com a chance de um Sarney voltar a presidir o Brasil, mas não acabaram com o poderio interno.

“Passei os últimos quatro anos em silêncio em respeito aos que escolheram Flávio Dino, mas agora chegou a minha hora de falar. É inadmissível que mais de 300 mil cidadãos tenham retornado à pobreza e que o governo confisque bens, carros, motos em leilões que humilham a dignidade das pessoas. Não permitirei que isso continue”, afirmou Roseana durante a oficialização de sua candidatura.

A hegemonia sobre a rádio e TV Mirante, retransmissora da Globo, é mais uma arma para desgastar os comunistas. Sob esse quadro, a esquerda questiona a pesquisa Ibope em que Dino aparece com 43% contra 34% de Roseana – correm por fora o senador Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), ambos com 3%. No estado, é comum os levantamentos do instituto superestimarem a performance de candidatos do grupo de Sarney.

O levantamento aponta ainda a liderança dos conservadores para o Senado com a dianteira de Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (PMDB), que ganhou todas as eleições que participou. “Não tenho curral eleitoral, tenho a consciência política do estado”, declarou o ex-ministro de Minas e Energia, em entrevista ao Imparcial.

Apesar da distância ideológica, nem tudo é diferença entre os nomes que polarizam o cenário. Assim como os adversários faziam, Dino costurou uma grande aliança pela governabilidade, causando o fim à chamada “sarneyzação do PT”, em alusão ao tempo em que o partido estava junto do PMDB, pressionado pela conjuntura nacional. Junto aos petistas, integra a coligação o DEM e PP, siglas que apoiaram o golpe contra a presidente Dilma Roussesff.

Outro traço em comum é a defesa do ex-presidente Lula, o preferido dos maranhenses para o pleito presidencial. A manifestação de apoio ao direito de concorrer da maior liderança nacional coloca Roseana ao lado de Dino, que na condição de juiz federal critica os abusos do judiciário.

Por tudo que envolve, a campanha maranhense deve ser uma das emocionantes do Brasil pelo contraste que encarna. Se houvesse eleição pelo melhor jingle a chance seria grande para a música cantada por Alcione na campanha de Roseana, mas na ilha do amor os comunistas esperam bater o tambor do boi e os corações da gente com mais força.