Roseana evita associação com o aliado Michel Temer, reprovado por 90% da população

Após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula

Sem a menor cerimônia, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) passou a esconder seu companheiro de partido e aliado, o presidente mais rejeitado da história brasileira, Michel Temer (MDB).

Após o golpe dado na ex-presidente Dilma Rousseff (MDB), Michel Temer passou a praticar medidas impopulares como a Reforma Trabalhista e o aumento dos impostos sobre os combustíveis e o gás de cozinha.

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Somente agora, após dois anos do golpe e três meses da prisão do ex-presidente Lula (PT), Roseana, ao notar a rejeição de Michel Temer e de seu partido, faz manobras para tentar aliar sua imagem à do ex-presidente Lula, na tentativa de angariar um pouco da sua popularidade no estado, deixando Michel Temer de escanteio.

As últimas atitudes do grupo Sarney deixam o pré-candidato à Presidência da República pelo MDB, o ex-ministro Henrique Meireles, em uma situação complicada. Mesmo patinando na margem de 1% nas pesquisas, ele não pode mais contar com a ajuda do clã Sarney no Maranhão, pois a ex-governadora tenta passar a imagem de ser aliada de Lula e do PT e o deixa à deriva na pré-campanha, juntamente com o companheiro de partido Michel Temer.

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Maranhão! As tentativas de tirar das costas de Temer o peso da crise dos caminhoneiros

Michel Temer

O grupo Sarney está trabalhando, coordenadamente, no Maranhão, para tentar tirar o foco da greve dos caminhoneiros de cima do presidente Michel Temer (PMDB). Eles avaliam que o desgaste do Palácio do Planalto reflete em membros do clã, notadamente, a ex-governadora Roseana e o ex-senador José Sarney, ambos do MDB.

Nos últimos dias, várias fotos de Temer com Roseana e Sarney foram espalhadas nas redes sociais, todas com comentários negativos acerca da política que o presidente vem adotando no Brasil e a que o grupo implantou no Maranhão por 50 anos.

Apesar das tentativas, a população brasileira, e também a maranhense, sabe que a culpa pelo caos instalado no país é única e exclusiva do presidente Michel Temer, aliado de primeira hora do grupo Sarney.

O governo Temer é, cada vez mais, uma ponte para lugar nenhum. A greve dos caminhoneiros permanece com impactos fortíssimos em todo o país e combustível suficiente para causar estragos além das estradas.

A paralisação, que começou contra a alta do diesel, contra a perigosa ciranda que virou a política de combustíveis “regulada pelo preço no mercado internacional”, lembra, pelo caminho das estradas, o início dos protestos de 2013 contra um aumento de 20 centavos nos ônibus e metrôs de São Paulo – e que deram na eclosão de uma série de graves protestos nacionais.

A situação caminha para ficar insustentável!

Seguindo Temer, grupo Sarney também reprime memes…

Grupo Sarney tenta se desvincular do desgaste da imagem de Michel Temer

O grupo Sarney resolveu reprimir a divulgação de memes. O ato lembra algumas páginas de humor na internet que foram notificadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República por publicarem piadas utilizando imagens de canais oficiais de comunicação do governo contra o presidente Michel Temer.

Com isso, a ex-governadora Roseana Sarney tenta censurar os conteúdos que se disseminam na internet, principalmente os que tratam de fotos dela com Temer, a quem ela quer esconder dos maranhenses o apoio.

No entanto, o desfecho de Roseana pidera ser o mesmo do presidente Michel Temer. Na ocasião, os internautas declararam uma ‘guerra’ bem-humorada contra o presidente.

Por aqui, a tendência é que não seja diferente. Com certeza, vão chover memes de Temer com Roseana.

PT maranhense tem a oportunidade de voltar às suas origens

PT do Maranhão tem a oportunidade de voltar às suas origens e construir um novo momento distante do grupo Sarney

Em uma reunião realizada em Brasília, entre a cúpula nacional do PT e dirigentes estaduais maranhenses, o Partido dos Trabalhadores descartou, oficialmente, a possibilidade de uma aliança com o grupo Sarney e uma possível candidatura própria, como defendiam setores também ligados ao clã.

Na decisão oficial, os petistas garantiram apoio à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) e confirmaram que buscarão a indicação de um nome do partido na chapa governista.

A reunião teve a presença da presidenta nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffmann. Além dos membros maranhenses: Marcio Jardim; Augusto Lobato (presidente do diretório estadual); Honorato Fernandes (vereador e presidente do diretório municipal de São Luís); o deputado federal, Zé Carlos; o deputado estadual, Zé Inácio; e Raimundo Monteiro (membro do diretório nacional).

Em 2010, após intervenção da executiva nacional, o PT apoiou a candidatura de Roseana Sarney. Em 2014, parte da militância petista declarou apoio à candidatura de Flávio Dino, a pesar do partido ter formalizado apoio ao candidato Edinho Lobão (MDB).

Com essa definição da executiva nacional, com anuência da executiva estadual, o PT do Maranhão tem a oportunidade de voltar às suas origens e construir um novo momento distante do grupo Sarney.

Grupo Sarney lucra com a desistência de Joaquim Barbosa

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos.

Com a decisão anunciada de não lançar a pré-candidatura à Presidência da República, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (PSB), reduziu as chances de que um outsider chegue ao comando do país nas eleições de outubro de 2018.

A palavra inglesa outsider é usada, na política, para se referir a candidatos que vêm de fora do mundo partidário tradicional e se apresentam como uma possibilidade de renovação.

Mesmo não tendo disputado uma eleição antes, Barbosa já despontava como um dos principais candidatos. Em diversas pesquisas de intenção de votos, seu nome variava em torno de 10%.

Antigo aliado do governador Flávio Dino (PCdoB), o PSB tinha um pré-candidato honesto e com grandes possibilidades de chegar ao segundo turno, o que acionava o sinal vermelho no grupo Sarney.

Roseana Sarney, que já elogiou o ex-presidente Lula (PT), mesmo tendo apoiado o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), já demonstrou que não quer carregar o nome do presidente Michel Temer (MDB) pelas suas altas taxas de rejeição.

A desistência de candidatos honestos, sem processos na justiça e sem manchas em sua biografia, anima o grupo Sarney, que tenta, de todas as formas, esvaziar a candidatura do governador Flávio Dino, que sonha em voltar ao comando do governo do estado e que já iniciou as práticas do vale tudo para que esse objetivo se concretize.

Governador desabafa contra os ataques do grupo Sarney

O governador disse estar preparado porque sabe que eles nunca deixarão de sabotar o governo e de perseguir todos os dias ele e seus secretários.

Em um evento lotado de médicos, advogados e lideranças políticas em apoio ao secretário de Saúde, Carlos Lula, no Grand Hotel São Luís, o governador Flávio Dino (PCdoB) fez o uso da palavra para rebater os ataques liderados pelo ex-presidente José Sarney (MDB) contra sua administração.

O ato de solidariedade mostrou a sintonia do governo e a firmeza de Flávio Dino para continuar lutando contra as agressões arquitetadas pelo grupo Sarney com o uso diário de matérias veiculadas na TV Mirante e reproduzidas nos jornais nacionais da TV Globo.

Flávio Dino desabafou dizendo que o grupo Sarney está preocupado com seus pequenos espaços de poder, com suas vaidades e privilégios. Que a falta de helicóptero, de lagostas e caviar, pagos com dinheiro público, reflete as baixarias praticadas diariamente contra membros do governo.

O governador disse estar preparado porque sabe que eles nunca deixarão de sabotar o governo e de perseguir todos os dias ele e seus secretários, mas que a verdade vai vencer.

Flávio Dino para o grupo Sarney: “turma do quanto pior, melhor”

Alvo de ataques desesperados diários do grupo Sarney, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), resolveu reagir e emparedar os adversários. Por meio das redes sociais, ele escancarou como o clã, que dominou o estado nos últimos 50 anos, tem se comportado na oposição.

“O grupo Sarney não cansa de trabalhar CONTRA o Maranhão. Impressionante a maldade. Só querem governar o Maranhão para seus interesses pessoais e de pequenos grupos”, disparou Dino.

“O grupo Sarney é contra qualquer coisa boa que acontece no Maranhão apenas porque não estão no governo. Turma do quanto pior, melhor. Não estão preocupados com o interesse da coletividade”, continuou.

O governo Flávio Dino vem sendo, constantemente, boicotado pelo presidente Michel Temer a mando do grupo Sarney. Dois exemplos crassos disso foram a demissão do ex-deputado Gastão Vieira do Governo Federal – por ele ter destinado ônibus escolares para os municípios maranhenses – e o veto ao nome do deputado Pedro Fernandes no Ministério do Trabalho, ordem da oligarquia maranhense.

Por isso, a indignação de Flávio Dino com o clã Sarney. Lamentável!

Os claros sinais da desistência de Roseana Sarney na disputa pelo Governo do Estado

Sem conseguir agregar apoios, a ex-governadora só tem recebido em sua casa lideranças levadas por deputados que tentam estimulá-la, sem sucesso até o momento.

Blog do Garrone

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tem deixado, cada vez mais claros, os sinais de desistência na disputa ao governo do Estado. Apesar da pressão de aliados e de políticos que dependem do seu lastro eleitoral, ela não parece disposta em ir ao sacrifício para beneficiar quem quer que seja, nem seu irmão Sarney Filho, que vislumbra o Senado.

Os sintomas de abdicação de uma disputa contra o governador Flávio Dino (PCdoB) estão mais nítidos a cada dia, sobretudo pelas lamúrias emitidas pelos próprios entusiastas da candidatura de Roseana. Sem conseguir agregar apoios, a ex-governadora só tem recebido em sua casa lideranças levadas por deputados que tentam estimulá-la, sem sucesso até o momento.

O sonho de Roseana, na verdade, é disputar o Senado, onde há duas vagas, mas lá está a postulação do irmão Sarney Filho, preterido por José Sarney desde a adolescência. O ministro  sabe que é sua última chance de tentar o Senado, pois as pesquisas são amplamente favoráveis a Flávio Dino, candidato popular e com destaque nacional, mesmo diante da grave conjuntura de crise.

Outro fator que pesa para a decisão de desistência de Roseana é a diminuição do seu grupo político. De quando era governadora, só sobraram os fiéis João Alberto e Edison Lobão. Todas as outras grandes lideranças e presidentes de partido não acreditam que o sarneísmo fará bem ao Maranhão.

Diante de todos os fatos, talvez a principal razão para a desistência de Roseana seja a distância do poder. A família Sarney já provou que só sabe fazer eleição com muito dinheiro, dos outros, é claro, mas ao que se vê, parece que a ajuda prometida por Michel Temer não vai acontecer.

Indefinição de cenário político pode atrapalhar planos de Sarney Filho ao Senado

A indefinição do atual cenário para a disputa ao Senado tem incomodado o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho.

A indefinição do atual cenário para a disputa ao Senado tem incomodado o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que finalmente foi cotado pelo clã Sarney a disputar um cargo mais alto após anos como deputado.

Momentaneamente, o senador João Alberto foi convencido a não sair candidato à reeleição. Atendendo aos planos da família Sarney, ele deverá ser candidato a vice-governador na chapa de Roseana Sarney, o que também não resolveria a crise interna que se instalou na disputa senatorial do clã.

Raposas velhas da política, o grupo Sarney sabe quanto pesa a candidatura de governador para a disputa de senador, a exemplo do governador Flávio Dino (PCdoB), que, além de estar bem nas pesquisas, controla a máquina estatal e permanece com uma grande força política, tendo até retirado fortes lideranças do grupo da oposição.

Diante disso, Sarney Filho sabe que se fizer um senador, o clã elege apenas um de sua chapa e, com a possibilidade do seu grupo político eleger apenas um, seria importante ter um segundo nome mais fraco na chapa.

Hoje, o senador Edison Lobão está decidido a ser candidato novamente. Garantiria um último mandato e, provavelmente, deixaria o cargo antes do final para seu filho Edinho Lobão, que sempre é seu suplente.

Por ter significativa consolidação de densidade eleitoral, é incontestável que, nesta chapa, Lobão teria mais votos que o filho de Sarney, que poderá ficar sem mandato e acabar de vez com seu sonho de voos mais altos na carreira política, enfraquecendo, mais ainda, o grupo.