Pré-candidatos a vereadores cobram um posicionamento de Eduardo Braide sobre novo partido

Alguns pré-candidatos a vereadores que pretendem disputar as eleições de 2020 em São Luís cobram do deputado federal, Eduardo Braide, uma definição em relação ao novo partido que possivelmente irá disputar a eleição para prefeitura.

Segundo colocado na disputa pela prefeitura da capital em 2016 e segundo colocado na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018, Braide é um nome praticamente certo na disputa de 2020.

Sem definição de qual partido irá disputar, após a saída do PMN, o deputado tem recebido cobranças de alguns pré-candidatos a vereadores.

As lideranças aguardam a definição do novo partido para iniciar os trabalhos em suas bases e tentar surfar na popularidade de Braide.

Um dos prováveis destinos do deputado pode ser o Podemos ou o Avante.

Cabo Daciolo na briga pela prefeitura do Rio

Com 1.348.323 votos (1.26%), alcançou o sexto lugar na eleição presidencial de 2018

Cabo Daciolo, que ficou famoso nas eleições do ano passado graças ao bordão “glória a Deus” e as inúmeras teorias da conspiração, estará de volta em 2020. Daciolo fechou sua filiação ao Podemos, partido do senador Álvaro Dias. Ele deverá ser o candidato da sigla para a prefeitura do Rio de Janeiro no próximo ano.

Daciolo ganhou notoriedade em 2011, quando foi uma das lideranças da greve dos bombeiros no Rio de Janeiro. Na ocasião, os grevistas ocuparam o quartel-general da corporação e acamparam nas escadarias da Alerj. Daciolo chegou a ser preso por nove dias no presídio de Bangu 1.

Com 1.348.323 votos (1.26%), alcançou o sexto lugar na eleição presidencial de 2018.

Eduardo Braide prepara para os próximos dois dias o anúncio do novo partido

O deputado federal eleito, Eduardo Braide, vai anunciar nos próximos dois dias o seu novo partido. Braide foi eleito pelo PMN, legenda em que foi presidente nos últimos anos, mas anunciou sua saída após a legenda não passar pela Cláusula de Barreira, aprovada na última reforma política.

Informações dão conta que Braide pode ir para o Podemos, partido liderado no Maranhão pelo deputado federal Aluísio Mendes e que na última eleição lançou como candidato à Presidência da República o senador Álvaro Dias.

Mesmo com as especulações afirmando que o Podemos pode ser o partido escolhido por Braide, o Avante continua sendo uma das opções e pode acolher o deputado federal. O Avante é presidido no Maranhão pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo.

Eduardo Braide já foi deputado estadual por duas vezes e é um dos prováveis candidatos à prefeitura de São Luís em 2020.

Podemos lança Alvaro Dias à presidência do Senado

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR), no plenário do Senado Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

O Globo

O Podemos decidiu lançar o paranaense Alvaro Dias à Presidência do Senado. É pelo menos o oitavo nome colocado, formal ou informalmente, na disputa pelo posto. Candidato à Presidência da República derrotado nas últimas eleições, Dias defende o voto aberto para a escolha do novo chefe da Casa.

Simone Tebet (MDB-MS), Renan Calheiros (MDB-AL), Major Olímpio (PSL-SP), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Espiridião Amin (PP-SC), Ângelo Coronel (PSD-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) são os outros nomes que já se manifestaram pré-candidatos ou fazem campanha nos bastidores.

Parte dessas candidaturas foi colocada num movimento contra o nome mais forte, por ora, na disputa pelo comando do Senado: Renan Calheiros. Olímpio, Jereissati e outros já admitiram abrir mão da candidatura no caso de o emedebista não for o indicado do MDB à presidência.

Ao lançar Dias, o Podemos alegou que foi uma decisão de “suas bases”, em consulta. O partido também decidiu entrar na polêmica do voto aberto ou secreto para a escolha do presidente. Há uma pressão para que a votação seja aberta, numa estratégia contra Renan. A teoria é que os senadores se sentiriam constrangidos ao se expor favoravelmente a um nome investigado em inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há duas semanas, o presidente do STF, Dias Toffoli, derrubou liminar do ministro Marco Aurélio Mello pelo voto aberto. Os senadores pretendem, porém, retomar o assunto no dia votação, marcada para 1 de fevereiro, provocando os colegas do Senado a se manifestarem sobre o assunto.

“O Podemos defende também o voto aberto nas eleições na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Para o partido, a transparência deve prevalecer em todos os atos do poder público, principalmente, em respeito ao direito constitucional do eleitorado brasileiro de saber como votam seus representantes eleitos”, diz a nota do partido.

Eduardo Braide deve anunciar novo partido nos próximos dias

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante

O deputado federal eleito, Eduardo Braide, vai deixar o PMN, que, juntamente com outras legendas, caíram na Cláusula de Barreira aprovada na última reforma política. Nove partidos ainda estão sem um futuro definido e ficarão sem verba do Fundo Partidário e sem o tempo na TV e no Rádio, entre eles está o PMN.

Eduardo Braide ainda não quis adiantar para qual partido pretende transferir sua filiação. Em entrevista à Rádio Mirante AM, o deputado disse apenas que deseja mudar para um partido com o qual tenha certa afinidade.

“Partido que eu tenha liberdade de votar de acordo com a minha consciência. Não me elegi de forma livre para que chegue em Brasília e o partido seja dono da minha consciência”, afirmou.

Questionado sobre sua eventual candidatura à prefeitura de São Luís em 2020, Braide não confirmou se entrará na empreitada. Entretanto, ao afirmar que um dos motivos de sua saída seria a falta de tempo de televisão, tudo indica que o parlamentar esteja escolhendo uma sigla que lhe permita ter tempo de TV na corrida municipal de 2020.

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante.

Elogio de Aluísio Mendes a Flávio Dino repercute

Presidente do Podemos no Maranhão, Aluísio Mendes é ex-secretário de Segurança Pública no governo de Roseana Sarney e ex-segurança de José Sarney

O deputado federal Aluísio Mendes (Podemos) esteve no fim de semana, na cidade de Tuntum, participando de várias inaugurações. Em uma entrevista que falava sobre o dia festivo na cidade, o deputado teceu vários elogios ao governador Flávio Dino (PCdoB).

“É uma grande alegria vir a Tuntum e ver mais essa obra realizada. Está de parabéns o governador Flávio Dino, o governador Carlos Brandão aqui presente, o prefeito Tema e, principalmente, a população de Tuntum que recebe essa belíssima obra aqui hoje”, afirmou o parlamentar.

Presidente do Podemos no Maranhão, Aluísio Mendes é ex-secretário de Segurança Pública no governo de Roseana Sarney e ex-segurança de José Sarney. O deputado passou os últimos anos criticando o governo do estado, mas, ao que tudo indica, acabou reconhecendo o bom trabalho do governador Flávio Dino no Maranhão.

Podemos incorpora PHS e vira terceira maior bancada do Senado

O partido, que lançou o candidato Álvaro Dias à Presidência, passará de 11 deputados para 17, superando o Solidariedade

O Podemos acertou nesta sexta-feira a incorporação do PHS. O partido, que lançou o candidato Álvaro Dias à Presidência, passará de 11 deputados para 17, superando o Solidariedade. No Senado, a sigla terá sete deputados, a terceira maior bancada, atrás apenas do MDB e do PSDB.

A sigla ainda negocia a incorporação de outro partido, o PMN, com três deputados. Lideranças do Podemos afirmam ter conversas com a Rede, partido da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. As negociações, neste último caso, no entanto, não avançaram. A Rede definirá seu futuro em março de 2019, durante Congresso Nacional da sigla.

No último dia 11, a bancada do Podemos, após reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro, decidiu não fazer parte da base aliada do governo Bolsonaro, mas prometeu apoio a pautas específicas.

Além do aumento na bancada da Câmara e do Senado, o Podemos também passa a ter o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o governador de Tocantins, Mauro Carlesse. A atual presidente do Podemos, a deputada federal Renata Abreu continuará no comando do partido.

O PHS, que no último ano passou por uma disputa judicial pelo comando do partido, não superou a cláusula de barreira, que exigia que os partidos tivessem 1,5% dos votos válidos em todo o país com ao menos 1% dos votos em nove estados.

Além de ficarem de fora da divisão do fundo partidário e eleitoral, os partidos que não superam a cláusula de barreira também tem dificuldades logísticas como perder o direito ao gabinete partidário e fazer discursos nas sessões do Congresso, além do direito a um programa partidário no rádio e na TV.

Vice-presidente nacional do PHS e presidente do diretório paulista, Laercio Benko comemorou o acordo.”A incorporação é a consolidação do processo de crescimento dessa força política”, disse.

Depois de reuniões com Bolsonaro, Podemos e PSD prometem apoio a pautas, mas não serão base do governo

epresentantes do PSD estiveram com o presidente eleito, Jair Bolsonaro

Depois de reuniões seguidas com as bancadas do PSD e do Podemos na Câmara, o presidente eleito Jair Bolsonaro obteve a promessa de apoio pontual, a projetos específicos, mas não a intenção de fazer parte da base do governo.

Líderes dos dois partidos afirmaram que tanto PSD quanto Podemos irão manter a posição de independência.

“A posição oficial do partido em qualquer governo é de independência, mas nós vamos ajudar em tudo que for importante para o país. Temos a predisposição de ajudar o governo para que ele trabalhe e o Brasil funcione”, disse o líder do Podemos, Diego Garcia.

Domingos Neto, líder do PSD, também afirmou que o partido não será “empecilho” para matérias defendidas por Bolsonaro e que há um sentimento majoritário na bancada de apoio ao governo. “Mas só a direção do partido pode falar de apoio formal”, afirmou.

O presidente eleito já se encontrou com as bancadas de seis partidos até agora. Além do Podemos e PSD, já recebeu MDB, PRB, PR e PSDB. Para a quarta-feira, estão na agenda DEM, Pros e PP.

A estratégia do novo governo tem sido de conversar com frentes temáticas do Congresso, as bancadas na Câmara e governadores, mas não com dirigentes partidários, como deixou claro o futuro ministro da Casa Civil (DEM), Onyx Lorenzoni. O governo já nomeou nomes do DEM e MDB para o primeiro escalão, mas sem conversar com as direções partidárias.

Em todos as reuniões com as bancadas, Bolsonaro ouviu promessas de apoio a projetos específicos do governo, mas não uma adesão à base governista.

Podemos e PHS podem ser os próximos partidos a formalizarem fusão

A reunião para anunciar a fusão entre as legendas está prevista para acontecer ainda em dezembro

Após a fusão do PCdoB e PPL, os partidos Podemos e PHS podem ser os próximos a anunciarem fusão entre as siglas. O senador Romário, do Podemos do Rio de Janeiro afirmou recentemente que estão avançadas as negociações de fusão entre as siglas. A reunião para anunciar a fusão entre as legendas está prevista para acontecer ainda em dezembro.

De acordo com o senador do Rio Janeiro, representantes do Podemos reuniram-se com o presidente do PHS, Marcelo Aro (PHS-MG), em São Paulo, para discutir os detalhes.

O PHS fez parte da coligação presidencial de Henrique Meirelles (MDB), elegeu 6 deputados federais e 2 senadores em 2018. Depois que a fusão com o Podemos for aprovada, a nova sigla terá 17 deputados e 7 senadores.

Originalmente o Podemos se chamava PTN. O nome foi trocado em julho de 2017 e o partido recebeu filiações dos senadores Álvaro Dias e Romário. Em 2018, Dias concorreu à Presidência da República e Romário tentou o governo do Rio de Janeiro.

Nas eleições deste ano, o Podemos elegeu 11 deputados federalis. A legenda é presidida pela deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), filha do fundador do partido, José de Abreu.