Porto do Itaqui retoma linha regular de contêiner

A expectativa inicial é movimentar 1.800 contêineres/mês.

Após uma temporada de testes e ajustes, iniciados em agosto de 2019, será retomada em fevereiro, em escala semanal, a linha regular de contêineres no Porto do Itaqui. O anúncio foi feito após reunião, nesta semana, com as lideranças da EMAP – Empresa Maranhense de Administração Portuária – e da empresa Aliança Navegação e Logística.

À medida que essa opção semanal for disseminada no mercado a tendência é aumentar o volume de movimentação. As cargas são variadas: alimentos, material de construção, matéria-prima para indústrias, arroz, frango refrigerado, dentre outras. A expectativa inicial é movimentar 1.800 contêineres/mês.

Há dois anos começaram as tratativas entre o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), EMAP, comunidade portuária e iniciativa privada. A EMAP vem investindo, desde 2015, em infraestrutura e estudos de viabilidade, plano que culminou com a entrega de um novo pátio para contêiner em 2017, equipado com tomadas para operação de carga refrigerada.

O esforço conjunto conta com apoio dos sindicatos de trabalhadores portuários do Itaqui (conferentes, arrumadores e estivadores), praticagem, operadores, agentes de cargas, agência marítima e da Aliança Navegação e Logística.

A infraestrutura portuária para armazenagem de contêineres do Porto do Itaqui contempla uma área de 20.250 metros quadrados com capacidade estática para 1.341 TEUS. Foram investidos R$ 10 milhões na obra de engenharia e outros R$ 9 milhões na reestruturação do sistema elétrico.

Prefeito Edivaldo acompanha na Divinéia início de obras de drenagem profunda e pavimentação

Esta é mais obra de infraestrutura realizada na gestão do pedetista que vai solucionar problemas estruturais na cidade

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) começou a semana cumprindo mais um compromisso assumido com a população. Foram iniciadas as obras de drenagem profunda e pavimentação na região da Divinéia.

O sistema de drenagem que será implantado na região da Divinéia terá cerca de 11,5 km de extensão de rede. A obra compreende a implantação de tubulação, galerias e a retificação de um trecho do canal do Planalto Turu.

Esta é mais obra de infraestrutura realizada na gestão do pedetista que vai solucionar problemas estruturais na cidade. O bairro Divinéia sofre com os alagamentos durante o período chuvoso devido à falta de rede de escoamento da água das chuvas.

O trabalho vai garantir o desenvolvimento urbano, social e econômico da região, valorizando o local e proporcionando mais bem-estar para a população, que aguarda por esta obra há pelo menos 20 anos.

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Flávio Dino vai do MST a Luciano Huck

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo

Estadão

Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Bela Vista do Maranhão elege novo prefeito

Augusto Filho, de camisa preta, foi eleito novo prefeito de Bela Vista do Maranhão

Em uma eleição especial ocorrida neste domingo (12), o candidato Augusto Filho (PSDB) foi eleito prefeito de Bela Vista do Maranhão, a cerca de 175 km de São Luís. Ele e o vice eleito, Josiel Roseno, terão mandato até o final de 2020. Ainda este ano, novas eleições acontecerão para definir o prefeito e vice do município para o mandato até 2024.

Augusto foi eleito com 3639 votos (53,66%) contra 2957 (43,61%) do segundo mais votado, Danielzinho (PSB). No total, 9.204 eleitores estiveram aptos para votar em 38 seções de 13 locais de votação, das 8h às 17h.

Concorreram aos cargos os candidatos Augusto Filho, Danielzinho e Geilton da Silva Coelho.

A eleição fora de época aconteceu porque o prefeito eleito em 2016, Orias de Oliveira Mendes e a vice, Vanusa Santos tiveram os mandatos cassados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e conduta vedada a agente público.