Cidades cortadas por ferrovia no Maranhão terão policiamento reforçado

A ideia é intensificar o combate à criminalidade nas cidades maranhenses por onde passam linhas da Estrada de Ferro Carajás

Parceria celebrada nesta semana entre o Governo do Maranhão e a Vale vai garantir cerca de R$ 60 milhões em investimentos para vários setores, incluindo a Segurança Pública. A ideia é intensificar o combate à criminalidade nas cidades maranhenses por onde passam linhas da Estrada de Ferro Carajás, uma das mais importantes ferrovias do país, que liga o Porto da Madeira, em São Luís, à maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, na Serra dos Carajás (PA).

O acordo de cooperação assinado entre o governador Flávio Dino e o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, prevê a cessão, em regime de comodato, de quatro imóveis ao logo da ferrovia, para que as Policiais Civil e Militar instalem bases operacionais, administrativas, centros de treinamento e alojamentos.

Os imóveis estão localizados nas cidades de Vitória do Mearim, Alto Alegre do Pindaré, Açailândia e São Pedro da Água Branca.3

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a Vale já atua em parceria com o governo maranhense no setor de segurança. Como exemplo, Portela citou a doação que a mineradora fez de seis casas na área Itaqui-Bacanga, em São Luís, que resultou na instalação do Complexo Policial da região em agosto de 2017. O Complexo hoje reúne forças das Polícias Civil e Militar, que atuam na segurança e investigação criminal em 53 bairros.

Zona Rural de São Luís reduz homicídios pela metade em 2018

Enquanto em 2017 foram 85 homicídios na região, em 2018 o número caiu para 41

A presença da polícia e o aumento no número de abordagens a pedestres, veículos particulares e ônibus em 2018 já rendeu resultados positivos para os moradores da Zona Rural de São Luís.

Com ações desenvolvidas nos quase 50 bairros da região – como Maracanã, Quebra Pote e Rio Grande –, o trabalho de prevenção do sistema de segurança do Governo do Estado reduziu em 52% o número de homicídios em 2018 em relação a 2017.

“O número de homicídios caiu, assim como o de roubos a coletivos. Também estão circulando menos armas, o que se deve à estratégia adotada. Há uma queda acentuada em São Luís inteira, mas com o incremento no número de ações aqui na Zona Rural e o aumento da presença da Polícia, diminuiu a prática criminal”, explica o comandante do 21º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Harlan Silva do Nascimento.

Enquanto em 2017 foram 85 homicídios na região, em 2018 o número caiu para 41. As ocorrências de assaltos a ônibus também tiveram redução significativa. Foi registrada queda de 20% entre os dois anos. Já a quantidade de roubos de veículos teve redução de 49%.

As operações, realizadas o ano todo, recentemente contaram com o acréscimo do efetivo. “Recebemos mais policiais há cerca de dois meses e agora com certeza faremos um trabalho ainda melhor”, afirma o comandante.

Os números na Zona Rural confirmam a tendência observada em São Luís nos últimos quatro anos. A capital e as cidades que formam a Grande Ilha – Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa – tiveram as maiores quedas no número de homicídios entre todas as capitais nordestinas e suas regiões metropolitanas nos últimos quatro anos.

Os homicídios caíram 63,60% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018. Em 2014, foram 910 assassinatos nas quatro cidades da Ilha. Já em 2018, caiu para 331.

São Luís é a capital que mais reduziu homicídios no Nordeste nos últimos 4 anos

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018

São Luís e as cidades que formam a Grande Ilha – Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa – tiveram as maiores quedas no número de homicídios entre todas as capitais nordestinas e suas regiões metropolitanas nos últimos quatro anos.

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018. Como as estatísticas de dezembro ainda não estão concluídas, foi considerado o período de janeiro a novembro tanto em 2014 quanto em 2018. Em 2014, foram 832 assassinatos nas quatro cidades da Ilha. Já em 2018, caiu para 313. Uma queda de 62%.

Um levantamento feito nas estatísticas oficiais das demais capitais nordestinas mostra que nenhuma delas chegou perto desse número. As estatísticas foram colhidas nos sites das respectivas Secretarias de Segurança Pública de cada Estado. Ou seja, são dados oficiais.

A única capital nordestina que não entrou no levantamento foi João Pessoa, já que os dados mais recentes se referem apenas ao primeiro trimestre do ano.

Sete quedas e um aumento

Os homicídios caíram 62% na Grande Ilha na comparação entre 2014 e 2018

Das oito capitais e regiões metropolitanas do Nordeste pesquisadas, sete tiveram queda nos homicídios em 2018 na comparação com 2014. Apenas uma, Recife, registrou aumento.

Mas nenhuma das capitais chegou perto da redução de 62% verificada na Grande Ilha maranhense.

Teresina, no Piauí, é a capital que mais se aproxima desse desempenho, com redução de 28% nos chamados Crimes Letais Violentos Intencionais (CVLI) entre 2014 e 2018. O CVLI é formado majoritariamente por homicídio, mas também inclui latrocínio e agressão fatal – ou seja mortes violentas provocadas intencionalmente.

No caso de Teresina, foram levados em conta os períodos de janeiro a outubro para os dois anos, já que os dados de novembro ainda não estão disponíveis. Igualmente com queda de 28%, aparece Maceió, com dados atualizados até novembro referentes ao CVLI.

Depois vem Natal, com queda de 26% e dados do CVLI atualizados também até novembro.

Salvador e região metropolitana conseguiram reduzir os homicídios em 16%. Nesse caso, o período é de janeiro a setembro para os dois anos (2014 e 2018). Os números de outubro e novembro de 2018 ainda não estão disponíveis.

Aracaju e região metropolitana tiveram uma redução de 14% até o mês de setembro. Nesse caso, a comparação de janeiro a setembro de 2018 teve que ser feita com o ano todo de 2014, uma vez que não há estatísticas mensais disponíveis para aquele ano em Alagoas.

Ou seja, a redução foi de no máximo 14% na Grande Aracaju. Se forem registrados novos homicídios entre outubro e dezembro, essa redução será mais modesta. Portanto, não há hipótese de a queda ser maior, apenas menor.

Já Fortaleza teve uma queda de 4% no CVLI. Os dados estão atualizados até novembro. Recife e região metropolitana foram as únicas a ter aumento nos homicídios, de 36%. O período corresponde até outubro.

A queda de 62% nos homicídios da Grande São Luís está ligada diretamente ao aumento nos investimentos da Segurança Pública, além da adoção de novas estratégicas desde o início do governo Flávio Dino, em 2015.

O Maranhão atingiu a marca recorde de 15 mil policiais no Estado. Em quase quatro anos, foram entregues 1.078 novas viaturas. Dezenas de prédios foram construídos e reformados.

Além da queda nos homicídios, São Luís deixou em 2017 a lista das 50 capitais mais violentas do mundo, de acordo com a prestigiada lista da ONG mexicana Segurança, Justiça e Paz.

Em Coletiva, Márcio Jerry faz balanço dos quatro anos de gestão do governo Flávio Dino

“Mesmo com a crise econômica nacional, tivemos ampliação dos serviços públicos, estruturando o Maranhão para um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Márcio Jerry. Foto: Karlos Geromy

O secretário de Estado de Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), Márcio Jerry, fez nesta quinta-feira (13) um balanço resumido sobre os quatro anos de gestão do governador Flávio Dino e mostrou perspectivas para o próximo mandato: “Mesmo com a crise econômica nacional, tivemos ampliação dos serviços públicos, estruturando o Maranhão para um novo ciclo de desenvolvimento”.

“Com a superação da forte crise que atinge o Brasil, o Maranhão tem condições não só de ampliar os investimentos, mas de entrar em um novo ciclo de utilização plena de seu potencial econômico, dos recursos naturais, do transporte, de seu complexo portuário. Assim, poderemos ter uma nota etapa de desenvolvimento sustentável e com justiça social”, afirmou durante entrevista coletiva a jornais, rádios, TV e blogs.

Jerry lembrou que, desde o início da gestão, o governador Flávio Dino encontrou um cenário nacional de muita instabilidade econômica e política, o que afetou todos os Estados. O Maranhão, por exemplo, deixou de receber mais de R$ 1,5 trilhão em repasses federais neste período.

Jerry começou o balanço das ações com a Educação. Alguns dos números expostos pelo secretário foram: 830 Escolas Dignas construídas, reconstruídas ou reformadas; mais de 50 escolas de ensino integral; e 26 unidades do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema). Antes, não havia ensino integral e nem profissionalizante na rede estadual. O titular da Secap também falou sobre a entrega de 1,4 milhão de uniformes, R$ 135 milhões investidos no Bolsa Escola, 91 ônibus e duas lanchas escolares.

“Mesmo com a crise econômica nacional, tivemos ampliação dos serviços públicos, estruturando o Maranhão para um novo ciclo de desenvolvimento”, afirmou Márcio Jerry. Foto: Karlos Geromy

O secretário também falou sobre o maior salário do Brasil para os professores da rede estadual maranhense: R$ 5.750,83. “O conjunto da obra na Educação é inegavelmente o que tem mais importância neste período de governo. Não há possibilidade de implantar política de desenvolvimento sem base educacional”, disse Márcio Jerry.

Durante o balanço, o secretário destacou a entrega de dez novos hospitais em todo o Maranhão, mais de 200 ambulâncias, mais de 240 mil atendimentos do Mais Saúde, a criação da Casa de Apoio Ninar e a abertura do Sorrir.

Outro ponto de atenção foi a infraestrutura, com a marca de 3 mil quilômetros concluídos pelo Mais Asfalto em mais de 210 cidades do Estado.

Na Segurança Pública, Jerry destacou o aumento da criminalidade no cenário nacional, enquanto o Maranhão reduziu os homicídios em 62% na Grande Ilha, em comparação com 2014. O Estado chegou à marca recorde de 15 mil policiais. Nove mil profissionais foram promovidos. Mais de mil viaturas foram entregues.

Entre as ações sociais, o secretário ressaltou o aumento de 6 para 25 Restaurante Populares no Maranhão: “É algo que ninguém jamais vai conseguir fechar. Porque tem um impacto muito grande para os moradores e os municípios”. Jerry também percorreu ações na cultura, no turismo, no saneamento, no abastecimento de água e em outras áreas.

Flávio Dino participa da inauguração do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da região Nordeste

Governadores do Nordeste e ministro Raul Jungmann. (Foto: Divulgação)

O governador Flavio Dino participou, na sexta-feira (7), do lançamento do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública Regional – Nordeste (CIISPR- NE) no Palácio de Iracema, em Fortaleza, no Ceará. O espaço é uma iniciativa da União e dos governos nordestinos para reunir informações e alimentar um sistema único que auxilie no combate a facções criminosas interestaduais.

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, acompanhou a cerimônia, juntamente com o presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira; o governador do Ceará, Camillo Santana; o governador do Piauí, Wellington Dias; e demais representantes da Segurança Pública no Nordeste, como o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela.

O Centro abriga profissionais de segurança dos nove estados e de forças de segurança e justiça de órgãos regionais e nacionais. Para compor a equipe, os agentes participaram do curso Técnicas e Estratégias de Relato Executivo, ministrado pela Federal Bureau of Investigation (FBI), a agência federal de investigação dos Estados Unidos.

Na visão do governador Flávio Dino, o principal ganho com a implantação do CIISPR é a dimensão preventiva para que, com a troca de informações entre os estados, seja possível evitar a ação das quadrilhas.

“Nós estamos vendo a tentativa de assaltos a bancos, aterrorizando cidades inteiras. Quando extraímos as informações, são quadrilhas que se deslocam de outras regiões, até de outros países. Então, o Centro de Inteligência permite o reforço da prevenção, para que as forças de segurança possam agir com mais eficiência e se antecipar, para evitar ocorrências graves”, assegurou o governador Flávio Dino.

O governador defendeu, ainda, a colaboração de bancos e empresas de transporte de valores na articulação e ampliação de políticas públicas de segurança.

“Os bancos precisam aprimorar seu sistema de segurança, uma vez que é inimaginável que as polícias sozinhas vão proteger estabelecimentos bancários em todo o país. É preciso que os bancos invistam também, e o CIISPR vai ajudar para que nós articulemos esses segmentos empresariais a melhorar a segurança pública”, afirmou o governador Flávio Dino.

O secretário Jefferson Portela destacou o empenho para integração entre as forças policiais dos estados do país, especialmente com o compartilhamento de informações. “Temos três policiais do Maranhão trabalhando diretamente no CIISPR, que passaram por treinamento e estão aptos a administrar e atualizar o nosso banco de dados, cruzando as informações com os demais bancos”, ressaltou.

Em sua fala, o ministro Raul Jungmann ressaltou a importância do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), aos moldes do que já acontece na saúde e na educação, para o enfrentamento da violência e da criminalidade, com a união das esferas federais, estaduais e municipais.

“Isso é inédito no Brasil. Temos hoje um sistema nacional de segurança pública, com presença da polícia federal, militar, civil, guardas municipais, forças armadas, judiciário e inteligência. Saímos da obscuridade e da falta de transparência. Com um federalismo acéfalo, não conseguíamos obter as informações para montar estatísticas e dados”, disse Jungmann.

O Centro de Inteligência de Segurança Pública Regional – Nordeste tem como base o Palácio de Iracema, em Fortaleza, e conta com profissionais de 15 instituições de todos os estados do Nordeste.

O trabalho desenvolvido será o de análise e investigação, cruzando os dados e investigações específicas de cada estado e, em especial, as que envolvam mais de um estado. Os profissionais investigam e acionam as forças policiais dos estados para desmembrar o crime organizado em operações sigilosas.

Já na implantação, o CIISPR possui 38 bases de dados dos estados e União. O número ainda pode aumentar, com a implantação do centro em outras unidades da federação. São R$ 15 milhões de investimento do Governo Federal em treinamento de profissionais e aquisição de materiais de tecnologia, como softwares e computadores.

Em Codó e Timbiras, moradores festejam com Flávio Dino novas conquistas na Educação e na Segurança

O Maranhão está entre os 12 Estados que mais tiveram ganhos de aprendizagem da Língua Portuguesa no Ensino Médio entre 2015 e 2017, de acordo com o Ministério da Educação

O governador e candidato à reeleição Flávio Dino fez caminhadas e reunião repletas de gente e animação nesta quinta-feira (30) com moradores de Codó e Timbiras. Eles comemoraram uma série de resultados positivos que o Maranhão colheu nos últimos dias.

Entre esses resultados, está a queda na criminalidade no Estado. O número de homicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte caiu 15% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período.

Ainda na Segurança Pública, um estudo publicado pelo G1 mostrou que o Maranhão é um exemplo na queda consistente de homicídios.

“Tivemos um grande avanço na Segurança, com a redução da criminalidade. Tiramos São Luís da lista das 50 cidades mais violentas do mundo. Conseguimos ter mais policiais e viaturas, vamos continuar avançando”, afirmou Flávio.

As conquistas dos últimos dias também estão na Educação. O Maranhão está entre os 12 Estados que mais tiveram ganhos de aprendizagem da Língua Portuguesa no Ensino Médio entre 2015 e 2017, de acordo com o Ministério da Educação. O ano de 2015 foi o primeiro do governo Flávio Dino.

Codó

Flávio Dino ressaltou algumas ações que levou para Codó desde 2015, quando assumiu o Governo do Maranhão. Elas incluem construção e reconstrução de escolas, um Núcleo de Educação Integral em Construção, Bolsa Escola, Cartão Transporte Universitário, nova ambulância, Mais Asfalto, novo Sistema de Abastecimento de Água, motoniveladora, novo Ciretran, nova Companhia de Bombeiro, novas viaturas e novos policiais.

“A administração dele cuida dos pobres, sabe quem é o pobre, sabe organizar o Maranhão. E ele tem feito muita coisa”, disse o agricultor Marcelino dos Santos
Flávio lembrou que mais de 400 alunos de Codó são beneficiados pelo Cartão Transporte Universitário. “Estive aqui e um grupo de jovens tinha me pedido para ajudar no transporte, e hoje temos centenas de jovens de Codó que todos os meses recebem dinheiro para pagar o transporte e concluir a faculdade.

“Outro grupo me pediu a estrada do Triângulo para o [quilômetro] 17, e as pontes estão sendo feitas. Me pediram a água para o 17 e o poço vai se entregue. O Mercado de Codó está em obras. O Restaurante Popular de Codó está em obras, a Praça da Matriz foi entregue…”, acrescentou.

Timbiras

Em Timbiras, Flávio fez caminhada e uma reunião. Ele também ressaltou que já entregou obras e investimentos importantes na cidade.

O prefeito Antônio Borba afirmou que Flávio já fez levou ao município coisas como o “Mais Asfalto, estrada de 43 quilômetros, ambulância, patrol, trator, agrícola e outras. Está trazendo para Timbiras todas as melhorias que pedimos para o município”.
Flávio disse que “a hora que o Brasil olhar que o Maranhão achou o rumo, está crescendo, indo na direção certa e olhar a nossa reeleição no primeiro turno, o Brasil vai respeitar ainda mais o Maranhão”.

‘Nossa razão maior é a defesa da população’, diz Flávio Dino na Plenária da Segurança

Flávio lembrou também que, quando assumiu, São Luís era uma das 50 cidades mais violentas do mundo. “Saiu a nova lista neste ano. São Luís está fora dessa lista”, disse

O governador e candidato à reeleição Flávio Dino participou de mais uma plenária, na noite desta quarta-feira (29), para continuar melhorando as políticas públicas no Maranhão. Desta vez, foi a Plenária do Esporte, Meio Ambiente, Agricultura, Sistema Penitenciário e Segurança, em São Luís.

O evento também comemorou as conquistas na área da Segurança. “Eu acredito que todas as nossas metas só puderam avançar porque não foram minhas, foram metas de nós todos que estamos aqui nesta noite. Há uma razão maior que nos traz aqui nesta noite. E essa razão maior é a defesa da nossa população e nosso Estado.”

Flávio lembrou também que, quando assumiu, São Luís era uma das 50 cidades mais violentas do mundo. “Saiu a nova lista neste ano. São Luís está fora dessa lista”, disse.

O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, afirmou que a união de forças fez o Maranhão avançar: “Com o sistema de segurança integrado – Polícia Militar, Detran, Bombeiros, Detran e Polícia Civil –, viemos aqui trazer um reforço para a defesa da cidadania do Estado do Maranhão”.

“O nosso Estado não vai marchar para trás. E não adianta a vontade maligna de querer trazer de volta o atraso histórico”, afirmou Portela.

Julho tem menor índice de homicídios desde 2005

No comparativo dos sete primeiros meses deste ano, em relação ao ano passado, a redução foi de 40%, nos casos de CVLIs

O mês de julho, geralmente muito movimentado em razão da programação das férias, registrou queda expressiva nos índices de criminalidade na Região Metropolitana de São Luís. Foram 14 homicídios em julho deste ano, uma redução de 53% nos registros, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando houve 30 casos. O número de homicídios é o menor já registrado no mês desde 2005 e o mês ficou 15 dias sem qualquer registro de homicídios.

Os homicídios integram o conjunto de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), incluindo o latrocínio (roubo seguido de morte) e a lesão corporal com morte. Este grupo de crimes também apresentou diminuição em julho. Foram 15 ocorrências este ano – 56% menos registros, em comparação ao período anterior, que apontou 34 casos. Os CVLIs são o indicativo utilizados para medir o nível de criminalidade no país, adotado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

A estatística, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), reflete as medidas de impacto com operações intensificadas, investimentos no setor e valorização dos policiais, destaca o secretário de Estado de Segurança Públicas, Jefferson Portela. “A retração da violência é constante e se consolida em mais segurança para a sociedade. Por se tratar de um mês de grande movimentação, os resultados são de grande relevância e mostram os esforços da gestão”, reforça.

No comparativo dos sete primeiros meses deste ano, em relação ao ano passado, a redução foi de 40%, nos casos de CVLIs. De janeiro a julho de 2017, os registros somam 363 ocorrências deste conjunto de crimes; este ano, no mesmo período, o número de casos caiu para 217. Considerando apenas os homicídios dolosos, a diminuição se iguala – 40%.

Menos mortes violentas na Região Metropolitana

As estatísticas apontam, ainda, redução gradativa dos casos de latrocínio e lesão corporal com morte. Neste grupo, as ocorrências diminuíram 75% no mês de julho. “Temos mantido uma linha de diminuição gradativa destes casos, fruto de um trabalho articulado e integrado entre os setores da Segurança Pública”, pontuou o titular da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), Lúcio Reis. A SHPP, implantada em 2015, possui setores, efetivo e tecnologia especializada para investigação desses casos.

Mais investimentos

A aquisição da Delegacia Móvel para apurar estes casos, investimento em laboratórios com tecnologia de ponta, aumento do efetivo e promoção de medidas para valorização do policial complementam as estratégias da gestão para êxito das operações. Somado a estes, a implantação da Delegacia de Homicídios, que atua 24 horas apurando os casos no local.

“Não querem eleições; querem tapetão”, diz Flávio Dino ao grupo Sarney

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu à ofensiva da oposição ao seu governo que anunciou pedido de intervenção federal no Estado por conta de um documento que teria circulado no Sistema de Segurança, assinado por um oficial da Polícia Militar, sobre um suposto “monitoramento” de lideranças políticas.

“Não querem eleições, querem tapetão. Deve ser saudade da Ditadura Militar, quando mandavam sem ter votos”, disse Flávio Dino ao se dirigir, diretamente, ao grupo Sarney e à oposição.

Segundo Flávio Dino, a oposição estaria demonstrando “insatisfação com a Polícia que tirou São Luís de ser uma das 50 cidades mais violentas do mundo, acabou com os crimes em Pedrinhas e reduziu o índice de violência”.