Com 916 novos casos, Maranhão ultrapassa os 15 mil infectados

Atualmente, 201 municípios têm casos confirmados de COVID-19 no estado

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) contabilizou 916 novos casos positivos de COVID-19 no Maranhão nesta terça-feira (19). De acordo com os dados, subiu para 15.114 o número de casos positivos, sendo 634 óbitos e 3035 pessoas recuperadas.

Atualmente, 201 municípios têm casos confirmados de COVID-19 no estado. Apenas 16 cidades maranhenses ainda não registraram nenhum caso.

Mil e quatrocentos e quarenta e oito pessoas estão internadas, sendo 414 em UTI e 1034 em leitos de enfermaria. Nove mil e novecentos e noventa e sete pessoas são monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS). Atualmente, 3035 pessoas receberam alta da quarentena (recuperados).

Quando analisados os casos positivos de COVID-19, a razão por sexo aponta 7767 (51%) casos em pessoas do sexo feminino e 7347 (49%) em pessoas do sexo masculino.

“Insistir na realização do ENEM será um ato de prejuízo para estudantes brasileiros”, afirma Zé Inácio

O MEC decidiu realizar a edição do ENEM 2020 ignorando a pandemia do novo Coronavírus

O deputado estadual Zé Inácio protocolou requerimento na assembleia legislativa do estado solicitando que seja enviado ao Ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao Dep. Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados e ao Senador Davi Alcolumbre, Presidente do Senado Federal, o pedido de imediata suspensão dos procedimentos de realização do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM 2020.

No último dia 11 de maio de 2020, o Ministério da Educação – MEC divulgou o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2020, que se iniciou na mesma data e vai até o dia 22 de maio do presente ano.

O MEC decidiu realizar a edição do ENEM 2020 ignorando a pandemia do novo Coronavírus declarada pela Organização Mundial da Saúde, que no Brasil já provocou a morte de mais de 16 mil pessoas, com 254.220 casos confirmados de infecção pela COVID-19; no Maranhão são mais de 14 mil infectados, 2875 casos em análise e 604 mortes já registradas.

“Tal determinação do Ministério da Educação contraria não apenas as recomendações dos Conselhos de Educação, entidades estudantis e profissionais da educação, mas sobretudo as orientações da própria OMS e de outros organismos de saúde do Brasil e do mundo”, afirma Zé Inácio. 

O ENEM é o passaporte de entrada dos jovens – sobretudo os mais pobres – no ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Alternativa ao vestibular, o exame democratizou o acesso ao ensino superior: 95% das universidades federais utilizam suas notas como mecanismo de seleção. O Enem é critério também para ingresso no ProUni, acesso ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e até mesmo a programas do Governo do Maranhão.

“É sabido por todos nós que as escolas públicas e privadas estão com as aulas suspensas desde a segunda quinzena de março, cumprindo isolamento social em função da pandemia da COVID-19. É sabido também que as experiências de ensino remoto, praticadas pelas mais diversas plataformas, não está obtendo resultado satisfatório, ao menos no que diz respeito ao alcance e ao acesso de todos os estudantes aptos a se submeterem ao Enem. Mais da metade deles não pode acompanhar essas aulas ou porque não tem internet ou porque não tem equipamento (PC, notebook e afins), além de uma série de outras questões afeitas à organização familiar e condições de moradia. É exatamente por esse motivo que o Enem precisa ser adiado. Como instrumento de superação das desigualdades sociais, a realização do Enem em novembro está fatalmente prejudicada. Significa apostar na exclusão digital, interromper sonhos e dar prioridade aos que já têm condições de acesso à educação, independente de pandemia. Significa macular a referência genética do Enem que são a democratização do acesso e a busca pela universalização da educação”, afirma o parlamentar. 

Maranhão registra 960 novos casos de coronavírus e 2998 pessoas recuperadas

Atualmente, 198 municípios têm casos confirmados de COVID-19 no estado.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) contabilizou 960 novos casos positivos de COVID-19 no Maranhão. De acordo com os dados, subiu para 14.198 o número de casos positivos, sendo 604 óbitos e 2.998 pessoas recuperadas.

Atualmente, 198 municípios têm casos confirmados de COVID-19 no estado.

Mil e trezentos e três pessoas estão internadas, sendo 388 em UTI e 948 em leitos de enfermaria. Nove mil e duzentos e sessenta pessoas são monitorados pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS). Atualmente, 2998 pessoas receberam alta da quarentena (recuperados).

Retificação

A Secretaria corrigiu o número de casos suspeitos divulgados no boletim de segunda-feira (18). Neste momento, 2.875 pessoas aguardam resultado de exame diagnóstico para Covid-19. A base de estratificação desta informação é a Plataforma eSUS-VE, do Ministério da Saúde.

O erro aconteceu quando se levou em consideração apenas o número bruto disponível no sistema que apresentava 25.052 dados cadastrados, até às 19 horas. De maneira equivoca, a contagem não considerou a dado do dia anterior (24.307), que leva a conclusão de que 745 novos nomes foram inseridos como suspeitos da Covid-19 na Plataforma nas últimas 24 horas.

Vale ressaltar que a notificação dos casos no sistema é de responsabilidade dos 217 municípios maranhenses.

Centrão entra na Educação e enfraquece ministro Weintraub

Ministro Abraham teria se irritado com o ‘toma lá, dá cá’ iniciado por Jair Bolsonaro

Ao entregar para o Centrão uma diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão com orçamento previsto para este ano de R$ 29,4 bilhões, o presidente Jair Bolsonaro deu sinal claro do enfraquecimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, um dos pilares da chamada ala ideológica do seu governo. A avaliação foi feita por aliados do próprio ministro, que o veem no momento mais frágil desde que assumiu o posto, em abril do ano passado, mesmo tendo o apoio dos filhos do presidente.

Desta vez, porém, Weintraub bateu de frente com Bolsonaro ao questionar a nomeação de indicados pela “velha política”. Contrariado, o ministro da Educação, segundo interlocutores, foi reclamar com o presidente por retomar a prática do “toma lá, dá cá”, no qual o governo distribui cargos em troca de votos no Congresso. Mas teve que “engolir seco”. O presidente se irritou com o subordinado, inclusive o acusando de ter vazado informações sobre a negociação.

Sob pressão de aliados e após sofrer sucessivas derrotas políticas, Bolsonaro passou nas últimas semanas a distribuir cargos a políticos do Centrão para evitar um possível processo de impeachment. Progressistas e Republicanos já haviam sido contemplados com cargos. 

Na segunda-feira, 18, a diretoria de Ações Educacionais do FNDE, uma das mais importantes do órgão, foi entregue ao PL, sigla do ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no mensalão. Garigham Amarante Pinto, ex-assessor do gabinete do partido na Câmara, vai ocupar o posto.

Weintraub delegou ao seu secretário executivo, Antonio Vogel, assinar o ato de nomeação no Diário Oficial da União. Procurado, o MEC não esclareceu o motivo. A expectativa é de que nos próximos dias a presidência do FNDE seja entregue a um nome indicado pelo Progressistas, do senador Ciro Nogueira (PI). Há ainda promessa de uma chefia no órgão ao Republicanos, do deputado Marcos Pereira (SP). Os dois políticos são alvo da Lava Jato e já ganharam cargos no governo.