Pacote anticrise é para manter o Maranhão funcionando normalmente, diz secretário Márcio Jerry

“É preciso fazer o que tem sido feito no Maranhão: pagar os salários em dia, o 13º em dia, cumprir com as obrigações”, afirmou o secretário

O pacote anticrise enviado pelo Governo do Maranhão à Assembleia Legislativa tem um objetivo bastante claro: fazer que o Estado continue funcionando normalmente, além de manter a expansão dos serviços públicos para a população. É o que explica o secretário estadual de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, durante entrevista à Rádio 1290 Nova Timbira.

“O governador Flávio Dino tem o sentido de absoluta responsabilidade. Ninguém pode ficar parado diante de uma crise tão grande. É preciso ter muita capacidade, coragem e competência para driblar os efeitos negativos e manter o Estado funcionando normalmente”, diz Jerry.

“É preciso fazer o que tem sido feito no Maranhão: pagar os salários em dia, o 13º em dia, cumprir com as obrigações”, acrescenta.

Jerry lembra que o Maranhão perdeu, desde 2015, mais de R$ 1,5 bilhão em repasses federais por causa da crise que atinge o Brasil. Apesar de muitos Estados mal conseguirem honrar a folha de pagamento, o Maranhão tem sido exceção graças à gestão eficiente feita nos últimos quatro anos.

O pacote anticrise tem diversos benefícios diretos para o consumidor. Entre eles, isenta mais de 100 mil micro e pequenas empresas do pagamento de ICMS. E também coloca fim ao IPVA para cerca de 75 mil motos de até 110 cilindradas. São as populares Biz e Pop, por exemplo.

Além disso, o Projeto de Lei cria o Cheque Cesta Básica. O programa vai destinar o valor do ICMS pago nos produtos da cesta básica para os maranhenses mais pobres. Para fazer a compensação da perda de arrecadação dessas medidas, será alterada a alíquota de ICMS do óleo diesel e da gasolina. O aumento para o consumidor final será pequeno: R$ 0,01 e R$ 0,08, respectivamente.

“O governador Flávio Dino aumentou, nestes quatro anos, as ofertas na Saúde, com os hospitais macrorregionais, o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, o Sorrir, o Ninar, fazendo que houvesse melhoria na oferta de serviços. Na Educação, criou o IEMA, as escolas de ensino integral, a UemaSul, ampliou o número de professores, paga o melhor salário para a categoria no país”, diz Márcio Jerry, listando algumas ações que transformaram o Maranhão.

“Tudo isso foi possível porque houve investimentos nessas áreas. E para isso, precisa de recursos. Se não tivéssemos ampliado os serviços, não teríamos conseguido atender os cidadãos.”

O secretário cita também os investimentos na Segurança Pública, que permitiram, por exemplo, prender na madrugada desta terça-feira (4) mais nove integrantes da quadrilha que assaltou uma instituição financeira em Bacabal. Márcio Jerry também ressalta o corte de gastos que vem sendo feito desde 2015 e foi acentuado no mês passado, com uma série de medidas no Governo do Estado. Foram determinadas reduções de despesas em telefonia, viagens e diárias, entre outras.

“O governador cortou na carne. Com o agravamento da crise, é preciso tomar novas medidas, reduzir gastos em vários itens para promover investimentos em tempos de tanta escassez”, afirma Jerry.

“Flávio Dino continuará trabalhando para driblar os efeitos da crise e fazer que o Maranhão continue sendo um exemplo para o Brasil. Vai continuar sendo administrado com transparência, competência e honestidade, que são as marcas do Governo Flávio Dino”, diz o secretário.

“Vamos reforçar ainda mais a geração de empregos”, diz secretário da Fazenda do Maranhão

Desde 2015, o Maranhão já deixou de receber mais de R$ 1,5 bilhão de transferências do governo federal por causa da crise

Mesmo com um cenário de grave crise econômica nacional, o Maranhão tem condições de levar adiante a política de geração de emprego e renda que vem sendo promovida desde 2015. Essa é a avaliação feita pelo secretário estadual da Fazenda, Marcellus Ribeiro, durante entrevista à Rádio Nova 1290 Timbira.

De acordo com ele, a receita para isso é continuar com o equilíbrio fiscal. Assim, será possível seguir com as políticas públicas adotadas no Maranhão desde 2015.

“Estamos adotando medidas tanto em corte de gastos como medidas que visam minimizar as perdas de receitas. Vamos fortalecer ainda mais a atração de empresas para o Estado do Maranhão e buscar reforçar ainda mais a geração de empregos e a geração de renda”, diz Ribeiro.

Ele lembra que o Brasil vive uma grave crise fiscal há cerca de cinco anos. E que, como outros Estados, o Maranhão sofre os efeitos dessa crise. Mas as medidas que vêm sendo tomadas nos últimos quatro anos pelo governo Flávio Dino têm amenizado muito o impacto negativo.

Desde 2015, o Maranhão já deixou de receber mais de R$ 1,5 bilhão de transferências do governo federal por causa da crise. Essas transferências são garantidas pela Constituição.

“Por isso não podemos ficar dependentes do governo federal. Se tivéssemos ficado dependentes em 2015, estaríamos agora como muitos Estados, que passam muita dificuldade”, afirma o secretário da Fazenda.

“Vamos fortalecer ainda mais a busca incessante da recuperação do crédito tributário, de modo que a gente possa ampliar as nossas receitas próprias e reduzir gastos desnecessários, para que continuemos a manter o equilíbrio fiscal, não para o governo em si, mas para a população do Estado. Para manter as políticas públicas, de segurança, de construção de estradas. A melhor consequência desse equilíbrio fiscal é a continuidade de todas as políticas públicas no Estado a partir de 2015”, acrescenta.

Em entrevista, vice-governador destaca tratativas com outros países para investimentos no Maranhão

Vice-governador destacou os resultados de tratativas com outros países. (Foto: Handson Chagas)

“O Governo do Maranhão está sempre em interlocução com países que possam investir em áreas de interesse para os maranhenses, agregando conhecimento, novas tecnologias e desenvolvimento do Estado”, pontuou o vice-governador, Carlos Brandão, durante entrevista, nesta quarta-feira (21), ao radialista Gilberto Lima, no programa Comando da Manhã, da Nova 1290 – Rádio Timbira AM.

O vice-governador destacou os resultados de tratativas com outros países com o objetivo de abrir espaço para investimentos para o Maranhão. China e Israel estão na lista dos países que indicam possibilidades de execução de projetos nas áreas como agricultura e segurança pública.

Carlos Brandão destacou visita a uma feira de ciência, tecnologia e inovação, na área de segurança pública, semana passada, em Israel. A comitiva maranhense, coordenada pelo vice-governador, conheceu empresas de monitoramento, de drones, de bloqueio de celulares no presídio e de itens de segurança como tornozeleira eletrônica e equipamentos de leitura facial e de placas de veículos. A visita proporcionará a adoção das medidas que vão somar à série de ações da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) para aprimorar os serviços de segurança pública no Maranhão.

“Precisávamos conhecer novas tecnologias para aprimorar e realizar maiores investimentos no setor – na polícia técnico-científica e serviço de inteligência. E Israel tem o que há de melhor no mundo”, enfatiza o vice-governador. O gestor afirmou que há reais possibilidades de concretização dos projetos na segurança, pois, grande parte das empresas visitadas têm sede no Brasil. “Isso nos garante maior acesso. Foi uma visita bastante produtiva”, pontuo o vice-governador.

A comitiva conheceu o sistema de irrigação do país que tratam a água de esgoto para cultivo de frutas e verduras, abastecendo localmente e também exportando. “Estamos elaborando um projeto-piloto com fins a promover irrigação das barragens e açudes com essa tecnologia avançada”, diz o vice-governador.

O processo de dessalinização utilizado em Israel foi outro tema que interessou ao governo maranhense. Pelas grandes dificuldades na questão hídrica, Israel se especializou em tecnologia e tiram a água do mar, tratam e abastecem 70% da população. No Maranhão, a tecnologia pode ser aplicada em Barreirinhas, Paulino Neves, Viana, Santo Amaro. “São regiões que possuem poços artesianos com água salobra e nosso propósito é aplicar no tratamento destes pontos. A visita foi bastante produtiva e vamos debater sobre as possibilidades que podemos aplicar em nosso Estado”, pontua Brandão.

Antecipando as tratativas, o embaixador de Israel esteve no Maranhão em quatro oportunidades quando foram definidas agendas de parcerias. “São encontros que realizamos, desde o início do ano, tratando, principalmente, de tecnologia de ponta para agricultura e segurança. O governo avalia novos parâmetros para a tecnologia da inovação, segurança, cibernética agricultura e setor hídrico. Nesta próxima gestão do governador Flávio Dino vamos colocar em andamento essas tratativas”. No grupo de autoridades estavam presentes representantes da SSP e da Secretaria de Estado de Projeto Especiais (Sepe).

Na entrevista, o vice-governador destacou as políticas da gestão que garantem o cumprimento dos pagamentos de servidores em dias e, algumas vezes, antecipados. Analisou o uso de fake news com o objetivo de prejudicar a atuação do Governo do Estado, de entrega de obras públicas; do fortalecimento de programas sociais e da continuidade da gestão com propostas de desenvolvimento do Estado.

Brandão frisou que, nessa eleição, o governador Flávio Dino mostrou que a população está com ele e porque é o governador de todos. “O governador teve 60% dos votos, elegemos 80% da nossa bancada estadual e federal, além dos dois senadores. Algo histórico e essa bancada forte vai se posicionar em favor do Maranhão. O direcionamento é o mesmo: governando para todos os municípios e para todos os maranhenses, realizando obras que atendam à população, independente de ideologias e manter a boa relação com o Governo Federal”, afirmou.

Weverton Rocha concede entrevista e analisa cenários para os próximos anos

Na entrevista, Weverton falou sobre o desejo de alternância expresso pela grande maioria da população maranhense

O senador eleito Weverton Rocha (PDT) concedeu entrevista ao jornal O Imparcial e analisou o resultado das urnas, além do cenário político para os próximos anos. Weverton é presidente estadual do PDT e foi eleito senador com 1.997.450, faltando apenas 2.550 para dois milhões de votos.

Na entrevista, Weverton falou sobre o desejo de alternância expresso pela grande maioria da população maranhense. “Imagine-se o grupo que foi derrotado depois de quase 50 anos mandando aqui. A eleição do governador vai definindo a tendência e a vontade do eleitor de não retornar mais os que estavam no poder, tiveram a oportunidade de realizar muito em favor do povo e não fizeram. Foi também um recado muito duro” afirmou o senador eleito.

Weverton abordou sobre o papel do governador Flávio Dino na liderança do projeto vitorioso que sacramentou a derrota do grupo Sarney no Maranhão. “O governador foi eleito no primeiro turno com uma vantagem enorme sobre a candidata derrotada, além dos dois senadores, a maioria da bancada federal na Câmara e vitória esmagadora da Assembleia Legislativa”. Com os resultados das urnas “Aumenta a responsabilidade e ao mesmo tempo confirma a sua liderança diante de uma administração propositiva, com transparência e prestação de contas do mandato. Ao fazê-lo durante a campanha, ele mostrou o que realizou e levou uma palavra de reafirmação de um aplano de governo. Ele tem um plano de governo e sabe o que quer para cada área” disse.

Questionado sobre que vai acontecer daqui a quatro anos na política do Maranhão, com o fim dos oito anos de Flávio Dino e os primeiros quatro de sua investidura no Senado. Weverton foi taxativo em afirmar que o melhor é esperar a hora certo para discutir o assunto. “Vamos esperar que os próximos quatro anos sejam para Flávio Dino o de cumprimento de suas metas, de concretização das mudanças em curso, mesmo diante de tantas dificuldades que terá de encarar para impedir o colapso que ocorreu em vários outros estados. Em Brasília, ele terá o apoio que não teve no primeiro mandato para tocar seus projetos. Vou continuar empenhado em ajudá-lo nesse novo momento. Tenho sempre dito que não faço nenhum projeto pessoal. Individual. O projeto majoritário é de grupo. Estou preparado para todos os projetos que o grupo definir. Hoje, o grupo tem um comandante que é Flávio Dino. Vamos aguardar. É cedo para discutir isso”, sentenciou Weverton.

Sobre as próximas eleições, tendo em vista que o PDT administra a capital São Luís, com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Weverton afirmou que o condutor da sucessão na capital é o próprio Edivaldo. “Ele tem experiência acumulada, é um gestor responsável, tem realizado uma gestão produtiva e limpa de atos desabonadores”, concluiu Weverton.

Fomos miseravelmente traídos por Lula, não farei mais campanha para o PT, diz Ciro

Estadão

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes (PDT) afirmou, em entrevista à Folha, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Lula e seus “asseclas”.

Em seu apartamento, onde concedeu nesta terça-feira (30) sua primeira entrevista desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), Ciro nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”.

“Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse.

O pedetista critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar Fernando Haddad (PT).

No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública? Eu disse isso comovidamente porque um país que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão.

E não tomou uma decisão se será candidato em 2022? Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.

O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar? Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.

Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? [Ciro viajou para Portugal, Itália e França após o 1º turno] Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.

Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país? Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.

Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda? A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.

Não se aliará mais ao PT? Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?

No Haddad? Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.

Quem são os bajuladores? É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do país, mentindo que era candidato?

Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula? Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.

Por que não declarou voto em Haddad? Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?

Não declarou voto no Haddad por causa do Lula? Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora?

Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas? Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.

Isso por Lula? Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro.

Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.

A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda? Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.

A liberdade de imprensa está ameaçada? É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata como é parte responsável também por essa tragédia.

A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro? A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].

E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? É uma ameaça? Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.

Maura Jorge sobe o tom e desce o verbo em entrevista

A pré-candidata mostrou sua desestabilidade ao chorar ao viva na entrevista após uma bateria de críticas aos partidos e o programa teve que ser interrompido

A ex-prefeita de Lago da Pedra e pré-candidata ao Governo do Estado, Maura Jorge (PSL), deu entrevista, hoje (30), a uma rádio local e se mostrou revoltada com as últimas tratativas que fizeram com que ela perdesse o apoio do PSC, PMN, PSDC, Avante e Podemos.

Maura Jorge não poupou críticas à deputada federal Luana Costa (PSC) e ao seu marido, o ex-prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves. Na entrevista, ela afirmou que para Luana não importava um projeto de estado, mas sim a reeleição para a Câmara dos Deputados e deu a entender que a ida do PSC para a coligação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) foi “uma troca de benéfices”.

O presidente do Podemos, Aluísio Mendes, também não foi poupado por Maura Jorge. A candidata do PSL afirmou que o Podemos era hipócrita por não pensar na construção de uma terceira via. Maura também afirmou que hoje o Podemos é grande graças ao trabalho que ela desempenhou nesses dois anos com o deputado Aluísio e que não faz sentindo o partido apoiar o nome de Roberto Rocha só por pensar na reeleição de seu presidente.

A crise dentro do PSL foi evidenciada por Maura na entrevista. Em suas palavras, a perda do apoio do Podemos e do PMN do deputado estadual Eduardo Braide se deu “pelo pensamento ainda de velha política” do atual presidente estadual da sigla, o vereador Chico Carvalho.

Maura ainda afirmou que Chico Carvalho foi o principal causador do rompimento com o PSC de Luana Costa e Léo Cunha. O vereador chegou a discutir e quase foi às vias de fato com Ribamar Alves. Sobre Chico Carvalho, Maura ainda falou que o presidente da legenda ainda não entendeu o projeto nacional do PSL e que isso iria prejudicar gravemente sua candidatura.

A pré-candidata mostrou sua desestabilidade ao chorar ao viva na entrevista após uma bateria de críticas aos partidos e o programa teve que ser interrompido.

Secretário destaca redução do número de homicídios no Maranhão durante entrevistas à rádio e TV Assembleia

No bate-papo com o jornalista Juraci Filho, no “Sala de Entrevista”, Jefferson Portela falou sobre vários assuntos e, entre outras coisas, destacou os avanços da pasta, afirmando que o número de homicídios, por exemplo, foi reduzido significativamente

O secretário de Estado de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, foi o convidado desta sexta-feira (22) do “Sala de Entrevista”, quadro exibido no telejornal Portal da Assembleia, na TV Assembleia. Antes, ele também concedeu entrevista para a Rádio Assembleia online, no programa “A Voz do Parlamento”, apresentado pela jornalista Josélia Fonseca.

No bate-papo com o jornalista Juraci Filho, no “Sala de Entrevista”, Jefferson Portela falou sobre vários assuntos e, entre outras coisas, destacou os avanços da pasta, afirmando que o número de homicídios, por exemplo, foi reduzido significativamente. “De 2009 a 2014, o Maranhão teve uma elevação de homicídios da ordem  de 308%. É um número grave, que nós conseguimos reverter. Foi um salto muito grande num período não prolongado. Agora, estamos numa escala de três anos com a seta criminal apontando para baixo em relação ao crime contra a vida”, revelou o secretário.

Portela fez uma observação sobre o aumento do efetivo policial no Maranhão, que passou para 12 mil, e salientou a criação da Superintendência Estadual de Homicídios. Ele falou ainda sobre o esforço no combate a explosões e arrombamentos de agências bancárias. “Em 2014, havia 48 casos e reduzimos para 13, ou seja, uma diferença de 73%. Isto se deve ao conjunto de atividades policiais. A inteligência deve sempre anteceder a parte operacional. Hoje, temos um sistema integrado com o Nordeste e com o Brasil em relação aos crimes mais violentos, como tráfico e roubo a bancos”, frisou.

Ainda sobre explosões e arrombamentos a bancos, o secretário lembrou que seis ou sete casos eram registrados em apenas uma semana no Maranhão. Realidade esta que não existe mais. “Nós tivemos a menor redução do Brasil nessa modalidade de crime e houve uma conjugação de fatores. Nós criamos unidades apropriadas para esse tipo de combate, tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil. Desenvolvemos operações mensais. Há um período em que deslocamos um contingente integrado da capital para o interior. São policiais civis e militares envolvidos na mesma ação e na mesma área. Isso implica em ótimos resultados”, destacou, citando ainda o Departamento de Roubo a Bancos, ligado à CEIC e que já efetuou a prisão de mais de 280 assaltantes de bancos no Maranhão, todos encaminhados à Penitenciária de Pedrinhas.

Pacto Integrador de Segurança

Em um dos momentos da entrevista, Jefferson Portela mencionou a criação do chamado Pacto Integrador de Segurança Pública, que é a aliança entre os estados para combater crimes transnacionais e interestaduais, como é o caso do tráfico de drogas, para compensar, segundo ele, a omissão da União no que se refere a esse aspecto. “Hoje, a polícia maranhense, pelo convênio que assinamos, pode sair daqui até Goiás, por exemplo, e prender criminosos ou desenvolver ações integradas com a polícia de lá, sem essa demarcação de divisas, que era um impedimento legal. Hoje, o pacto integrador agrega 24 estados e isso possibilitou uma intervenção operacional muito forte”, disse.

O secretário abordou ainda a criação do Ministério da Segurança Pública, que, na opinião dele, ajudará, e muito, porque especializa a gestão pública. “O Ministério da Justiça cuidava, prioritariamente, da questão prisional e são duas coisas completamente distintas. A ação da segurança e do policiamento é uma coisa e o aprisionamento é algo completamente diferente. O Ministério da Justiça priorizava toda a aplicação de recursos, que é algo muito caro para o sistema prisional. Agora, não. Nós teremos um Ministério próprio, com uma verba própria para aplicar na segurança pública”, analisou.

Eleições 2018 e a sobrevivência política de Waldir Maranhão

Para tentar sobrevivência política, só resta a Waldir Maranhão buscar a reeleição como deputado federal.

Durante entrevista à TV Guará, o senador Roberto Rocha (PSDB) fez um balanço sobre a situação do PSDB, que recentemente ganhou dois deputados federais e três estaduais.

Ao falar sobre a formação da chapa, Roberto foi enfático ao afirmar que os dois candidatos a senador de sua chapa serão Zé Reinaldo Tavares e Alexandre Almeida. Já o deputado Waldir Maranhão, que espalha aos quatro cantos ser pré-candidato ao Senado, terá que se contentar com uma tentativa de reeleição.

Waldir Maranhão poderia ser candidato a deputado federal na base do governador Flávio Dino com muito mais chances de eleição, mas sua sede de poder falou mais alto e deixou a base por achar que teria que ser candidato a senador. Se com Roberto Rocha, que há pouco tempo não tinha nem esboço de palanque, ele serve para ser candidato a Senado, imagine pela chapa da base governista após suas inconstâncias políticas e aparições diárias com figuras da oposição oligárquica.

Em entrevista, Lidiane Leite quebra o silêncio e fala pela primeira vez sobre acusações envolvendo seu nome

Presa em sua própria casa, com apenas 27 anos de idade, a ex-prefeita responde na Justiça por pelo menos 14 crimes.

Em entrevista ao programa Conexão Repórter (SBT), apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, a ex-prefeita Lidiane Leite, que ficou conhecida mundialmente como “prefeita ostentação”, quebrou o silêncio e falou pela primeira vez diante das câmeras sobre as acusações de desvio de milhões de reais dos cofres públicos, destinados a uma vida de luxo compartilhada nas redes sociais.

Dentre diversos temas abordados, Lidiane falou sobre a compra de urnas funerárias de luxo, redução no salário de professores, escolas em condições precárias, entre outras acusações. Presa em sua própria casa, com apenas 27 anos de idade, a ex-prefeita responde na Justiça por pelo menos 14 crimes.

Ao justificar os atos, Lidiane se diz vítima do ex-marido, Beto Rocha, e revela que ele teria usado seu nome em esquemas criminosos que a colocaram no centro da corrupção nacional. Ao ser questionado sobre o envolvimento nas acusações, Beto negou alegando que foi manipulado e enganado por Lidiane.