Bolsonaro diz que terá de suspender benefícios se Congresso não aprovar crédito ao governo

O presidente, contudo, disse acreditar que o Congresso aprovará o projeto. Uma sessão conjunta, com deputados e senadores, está convocada para a próxima terça-feira (11).

O presidente Jair Bolsonaro afirmou sábado (8) que terá de suspender, a partir do dia 25 de junho, o pagamento de benefícios a idosos e pessoas com deficiência caso o Congresso não aprove o projeto quelibera crédito extra de R$ 248,9 bilhões ao governo.

Bolsonaro fez a afirmação em uma rede social e acrescentou que, se a proposta não for aprovada pelos parlamentares, outros programas podem ficar sem recursos nos próximos meses. Ele citou o Bolsa Família, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra.

O presidente, contudo, disse acreditar que o Congresso aprovará o projeto. Uma sessão conjunta, com deputados e senadores, está convocada para a próxima terça-feira (11). Os parlamentares precisam analisar cinco vetos presidenciais antes da votação da proposta que libera crédito.

“Acredito na costumeira responsabilidade e patriotismo dos deputados e senadores na aprovação urgente da matéria”, afirmou Bolsonaro.

Em uma breve entrevista a jornalistas neste sábado, o presidente comentou o assunto. Em frente ao Palácio da Alvorada, ao ser questionado sobre a proposta, Bolsonaro disse: “Tem que aprovar [o crédito extra]. Não por mim, pelos que necessitam”.

A medida é prioritária para o governo federal porque tem o objetivo de evitar o descumprimento da chamada “regra de ouro”, mecanismo que impede que o Executivo contraia dívidas para pagar despesas correntes, como salários e benefícios sociais. Antes de poder ser analisada pelo pelo plenário do Congresso, a proposta precisa ser analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na semana passada, os integrantes do colegiado tentaram votar o projeto, mas não houve acordo.

Com show de Cristiane, o Brasil derrota a Jamaica por 3 a 0

Copa do Mundo Feminina 2019: Brasil vence a Jamaica por 3 x 0

Cristiane foi o grande nome da seleção brasileira na partida de estreia contra a Jamaica, na Copa do Mundo, realizada no Estádio dos Alpes, em Grenoble, na França. A camisa 11 marcou três gols, além de jogadas de velocidade que confundiram as defensoras jamaicanas.

O treinador Vadão, durante entrevista no gramado após o jogo, disse que ficou satisfeito com o desempenho da equipe, reconheceu alguns erros e lamentou alguns gols perdidos. Ele não confirmou a presença de Marta para a próxima partida da seleção contra a Austrália, na quinta-feira (13), às 13h, em Montpellier.

O jogo começou com a seleção brasileira pressionando a defesa da Jamaica, em ações de Tamires, Debinha e Cristiane. Aos seis minutos, em uma jogada pela esquerda, Cristiane cruzou para o gol e surpreendendo a goleira Schneider, com a passando perigosamente pela frente do gol. Logo depois, as jamaicanas vão para o ataque, após um lançamento longo para a atacante Matthews. A goleira Bárbara se antecipa e afasta o perigo. Foi na pressão que Andressa, aos 15 minutos, cruza pela esquerda do ataque brasileiro e encontra Cristiane livre na área, que só teve o trabalho de cabecear no canto esquerdo de Schneider, que nada pôde fazer: Brasil 1 a 0.

O Brasil voltou para o segundo tempo sem nenhuma alteração na equipe. O treinador Vadão manteve o mesmo esquema tático do primeiro tempo, com as jogadoras pressionando a defesa jamaicana. E foi em uma jogada de pressão, aos quatro minutos, que a defensora da Jamaica deu um chute para a frente, a bola sobrou para Formiga. A volante brasileira escorou para Debinha, que cedeu para Andressa. Ela cruza para a pequena, onde Cristiane escora para o gol. A jamaicana Plummer tenta salvar, mas a bola cruza a linha de gol: 2 a 0 para o Brasil.

O segundo gol brasileiro, o segundo de Cristiane no jogo, deu mais tranquilidade para as brasileiras, que passaram a buscar jogadas de contra-ataque pelos lados do campo, com lançamentos longos em profundidade. Em uma dessas jogadas, Cristiane recebeu na entrada da área e, quando tentou o passar pela zagueira da Jamaica, foi derrubada. Na cobrança da falta, aos 17 minutos, a camisa 11 do Brasil fez o seu terceiro gol no jogo.

A vitória do Brasil garante a liderança do grupo C. A seleção soma três pontos e três gols de saldo, ficando à frente da Itália, que venceu a Austrália por 2 a 1, fazendo também três pontos, mas saldo de apenas um gol. Austrália e Jamaica ainda não marcaram pontos.

Maranhão reduz assaltos a bancos em 65%

Relatório da Secretaria mostra que houve diminuição em 65,3% dos registros e queda gradativa, entre os anos de 2015 e 2018. Paralelamente, aumentou o grau de resolutividade dos casos.

Diminuíram os casos de ataques a agências bancárias no Maranhão, nos últimos quatro anos. O resultado é fruto de operações específicas da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), para o controle e prevenção deste crime. Relatório da Secretaria mostra que houve diminuição em 65,3% dos registros e queda gradativa, entre os anos de 2015 e 2018. Paralelamente, aumentou o grau de resolutividade dos casos.

Do total de ocorrências, mais de 95% foram solucionadas durante a investigação, sendo determinada a autoria, decretada a prisão e finalizado o processo. Investimentos do Governo do Estado no setor, desde o primeiro ano da gestão, em 2015, tornaram possível o alcance deste resultado. Entre as medidas da gestão está o aumento do efetivo; construção, reforma e modernização de estruturas da segurança; aquisição de novos veículos, armamentos e equipamentos; e valorização do policial.

Compromisso com o trabalho, planejamento das ações e reconhecimento do policial são as marcas da gestão Flávio Dino na condução da Segurança Pública, avalia o secretário de Estado de Segurança Pública (SSP-MA), Jefferson Portela. “O que presenciamos hoje é um avanço nessa área, com medidas históricas, a exemplo do maior número de policiais que o Maranhão já teve, o efetivo trabalhando com equipamentos e tecnologia de ponta, estruturas equipadas à altura do que merece e precisa o trabalho policial e o mais importante, temos policiais valorizados”, pontuou o secretário Portela.

Segundo o levantamento da SSP, enquanto em 2015 os roubos a banco totalizaram 101, no ano seguinte, com as ações do Governo do Estado, os registros caíram para 81, representando 19,8% menos casos. A queda desta criminalidade se repete nos anos seguintes, sendo pontuados 43 casos em 2017 (46,9% menos registros) e 35 casos em 2018 (18,6% menos registros). No período, foram instaurados e concluídos 154 inquéritos e cumpridos 442 mandados de prisão.

Este tipo de crime tem várias modalidades e a estratégia para combatê-lo se baseia na execução de operações específicas, tendo como alvo quadrilhas interestaduais, aponta o titular do Departamento de Combate a Roubos a Instituições Financeiras (DCRIF), delegado Luciano Corrêa Bastos. “Um dos desafios da polícia é impedir os ataques às agências que têm como alvo dos assaltantes os caixas eletrônicos, muitas vezes destruídos nas investidas”.

Os municípios do interior são os principais alvos das quadrilhas, devido a fragilidade estrutural e segurança precária das agências. Para controle de ocorrências nestas cidades, a SSP realiza a operação Maranhão Seguro, que envolve todas as polícias. O trabalho é executado em dias de maior movimentação nas agências bancárias. As investigações cabem ao DCRIF que conta com apoio de um aparato de segurança integrando Seic, Centro Tático Aéreo (CTA) e núcleos da Polícia Militar, incluindo a Companhia de Operações em Sobrevivência em Área Rural (Cosar), criada para enfrentamento direto desse tipo de criminalidade.

Flávio Dino diz que reforma da aposentadoria ampliará desigualdades

Ele foi um dos governadores que não assinou uma carta em apoio à manutenção dos estados na proposta

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou neste domingo (9), mais uma vez, a proposta de reforma da previdência enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso. Ele foi um dos governadores que não assinou uma carta em apoio à manutenção dos estados na proposta.

Na opinião do governador, a principal consequência da reforma será ampliar as desigualdades sociais, o país tem um dos piores índices do mundo. No ano passado, atingiu o maior patamar em pelo menos sete anos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Flávio Dino crítica especial ao chamado regime de capitalização pela qual o brasileiro passará a fazer uma poupança individual para conseguir sua aposentadoria.

“Principal objetivo do regime de capitalização proposto na reforma da Previdência: Capitalizar os bancos e descapitalizar o INSS. Ou seja, transformar um fundo social em fundos privados, sob controle do capital financeiro. Consequência: ampliar a desigualdade social”, explicou o governador.