Deputados da oposição pressionam base do governo pela presença de Moro na Câmara

O pedido de convocação do ministro Sério Moro foi apresentado pelo vice-líder do PCdoB, Márcio Jerry (MA), e pelo deputado Túlio Gadelha (PDT-PE)

A base do Governo de Jair Bolsonaro precisou se mobilizar, nesta quarta-feira (26), para barrar a aprovação de pedidos de convocações do ministro Sérgio Moro à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Parlamentares do PSL, PP, PL, PRB, DEM, PTB e Podemos tiveram que pedir a obstrução da sessão e encaminhar um ofício, assinado pelo Gabinete de Moro, garantindo que ele compareceria à reunião anunciada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), deputado Felipe Francischini (PSL-PR), no próximo dia 2 de julho, para que a oposição não avançasse com a medida que garantiria a obrigatoriedade da presença do número 1 da Justiça, sob pena de infringir a Constituição Federal.

Os pedidos foram apresentados pelo vice-líder do PCdoB, Márcio Jerry (MA), e pelo deputado Túlio Gadelha (PDT-PE). Ambos pretendiam garantir esclarecimentos de Moro sobre a troca de mensagens reveladas pelo site ‘The Intercept Brasil’ durante a Operação Lava Jato, após o ministro ter burlado um convite feito pela Casa na semana anterior e viajado aos Estados Unidos. Sem agenda programada e sem apresentar justificativa de ausência para a reunião agendada para a tarde de hoje, Moro ainda deverá enfrentar alguns desafios no retorno da turnê americana.

É que além de comparecer ao encontro que será organizado pela CCJC, junto com a CDHM e a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) na próxima terça-feira, Márcio Jerry (MA) também protocolou na Casa um requerimento para que Moro dê mais informações sobre o que realmente o levou aos Estados Unidos.

No documento, o parlamentar maranhense pede que sejam esclarecidas as razões de Estado para o “ministro cancelar compromisso com quatro Comissões Permanentes da Câmara dos Deputados sem prévio aviso e empreender viagem “repentina aos Estados Unidos da América”.  Além disso, o documento solicita informações como a “relação de assessores e outros convidados que integraram a comitiva do Ministro, as despesas efetuadas durante a viagem e os resultados práticos da visita do Ministro para o Estado brasileiro e sua pasta ministerial, em particular”.

“Acho que é uma agressão ao judiciário brasileiro” afirma Dino ao comentar sobre postura de Sérgio Moro

A Reforma da Previdência e o atual cenário político nacional foram um dos temas discutidos no programa da Band News

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), participou na noite desta quarta-feira (26), do programa Ponto a Ponto, da Band News. A Reforma da Previdência e o atual cenário político nacional foram um dos temas discutidos no programa comandado pelo cientista político Antonio Lavareda e pela jornalista Mônica Bergamo.

“Na medida em que o juiz orientava, aconselhava, determinava informalmente, fora dos atos ao procurador, o que deveria ser feito pela acusação e ao mesmo tempo menosprezava, minimizava e grampeava a defesa, inclusive em um dos diálogos chamava de showzinho, é óbvio que ele abdicou da função de juiz e isso que estar em julgamento no Supremo. Definitivamente, acho que é uma agressão ao judiciário brasileiro dizer que isso é normal, isso não é normal. Agravado pelo fato de que, em seguida ao resultado eleitoral determinado pela atuação desse mesmo juiz, ter resultado em um benefício a ele próprio com a função a um cargo de ministro”, pontuou Flávio Dino ao falar sobre a atuação do agora ministro Sérgio Moro na Lava Jato.

O governador ainda falou sobre a reforma da Previdência e pediu mais uma vez que os mais pobres não sejam atingidos severamente pela proposta que tramita na Câmara dos Deputados.

Flávio Dino chega a um ponto do seu segundo mandato como governador do Maranhão e da sua vida política, como uma das maiores vozes do campo progressista brasileiro, ganhando cada vez mais visibilidade, como essa entrevista ao canal Band News, e construindo de forma planejada uma possível candidatura à Presidência da República, em 2020.

Reportagem da TV Assembleia conquista 1º lugar no Festival Guarnicê

O prêmio foi conquistado com a matéria “Os Desafios do Envelhecimento”, da repórter Márcia Carvalho, com imagens do cinegrafista Jurandir Serra, produção de Ameliane Araújo e edição Alberth Moreira

A TV Assembleia foi a vencedora da 42ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, na categoria Melhor Reportagem.  O prêmio foi conquistado com a matéria “Os Desafios do Envelhecimento”, da repórter Márcia Carvalho, com imagens do cinegrafista Jurandir Serra, produção de Ameliane Araújo e edição Alberth Moreira.

A premiação aconteceu no Teatro Arthur Azevedo, durante a cerimônia de encerramento do festival de cinema promovido pela Universidade Federal do Maranhão.  

Márcia Carvalho subiu ao palco para receber o troféu, acompanhada da produtora Ameliane Araújo. Em seu discurso de agradecimento, a repórter enalteceu o profissionalismo e a dedicação de toda a equipe da TV Assembleia, com destaque para os profissionais que trabalharam diretamente na produção da reportagem vencedora.

“É uma grande honra receber este troféu. Sinto-me feliz, emocionada e gostaria de compartilhar essa conquista com toda a equipe da TV Assembleia, afinal, são profissionais valorosos que não medem esforços para levar à sociedade maranhense informações aprimoradas e de excelente qualidade”, destacou Márcia.  

Foi a primeira vez que a TV Assembleia conquistou o 1º lugar em um concurso de reportagem. Além da matéria da repórter Márcia Carvalho, também pontuou entre as finalistas do Guarnicê a reportagem “Casa das Marias”, da jornalista Elda Borges, e outras duas matérias, sendo uma da TV Difusora e outra da TV Guará.  

O diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Edwin Jinkings, destacou a importância da premiação conquistada pela TV Assembleia: “toda a nossa equipe está de parabéns. São colaboradores que trabalham com espírito de equipe, profissionalismo, competência e dedicação no que fazem. Isso significa que podemos muito mais. Foi o primeiro prêmio de muitos outros que ainda virão”.