Othelino rebate oposição e diz que adversários estão em desespero com resultado das eleições

 

Foto-legenda - O deputado reiterou que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado na maioria dos municípios e que a oposição deve saber disso

O deputado reiterou que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado na maioria dos municípios e que a oposição deve saber disso

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) rebateu, na sessão desta terça-feira (04), críticas da oposição quanto ao resultado positivo das eleições municipais para o grupo político do governador Flávio Dino (PCdoB) no Maranhão. Na tribuna, ele voltou a fazer uma análise dos números de prefeitos eleitos de cada partido e disse que os adversários estão desesperados.

“Então, o que a oposição saudosista tenta passar, nada mais é do que o desespero de quem sentiu que nas urnas o povo do Maranhão continua sinalizando no sentido da construção de um Estado diferente”, comentou.

Segundo Othelino, o Partido Verde, praticamente, foi extinto do mapa eleitoral do Maranhão, uma sigla que teve vários prefeitos eleitos, restaram apenas sete. O PMDB, que já foi o maior partido do Maranhão, que teve 47 prefeitos eleitos em 2012, terminou com 23 nessas eleições de 2016. “Isso sem contar com os outros partidos que compuseram a base do antigo governo e que foram, de forma flagrante, rejeitados nas urnas”, frisou.

No caso de Codó, de acordo com Othelino, o candidato do PCdoB perdeu a eleição para o eleito Francisco Nagib, que é do PDT, partido hoje da base do governador Flávio Dino. “Foi uma opção política que ele fez de vir para a base do governador. Quer dizer, então, que quando a análise favorece aos interesses de vocês de querer diminuir a vitória do nosso campo político, então vocês fazem esse tipo de conto?”, indagou ao alfinetar a oposição.

Sobre o resultado da eleição em Coroatá, Othelino disse que a queda do grupo Murad  teve um efeito muito simbólico, assim como em Peritoró e Alto Alegre também, uma outra baixa da mesma força familiar. Segundo ele, caiu uma oligarquia que mandava e desmandava naquela região.

Avaliação do governo

O deputado reiterou que o governo Flávio Dino está muito bem avaliado na maioria dos municípios e que a oposição deve saber disso, pois manda fazer pesquisas. Para o deputado, se somados PCdoB, PDT, PSDB e outras siglas aliadas, pode-se ver que foi uma avassaladora vitória dos partidos do campo do governo Flávio Dino.

Othelino disse que a oposição faz agora uma leitura saudosista, de quem sabe que perdeu o mando e que não mais vai recuperar. “O povo do Maranhão fez com que o grupo, que comandava o Estado até 2014, ficasse pequeno demais, minúsculo, e algumas pessoas, alguns políticos que eram aliados de vocês optaram por esse novo campo por entender a mensagem do povo e são bem-vindos aqui. Então, fiquem, parem com esse discurso porque isso não cola, basta ver a boa avaliação do governador Flávio Dino”, finalizou.

O avanço do PCdoB diante da decadência dos Sarney no Maranhão

Nexo

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

Partido do ex-presidente da República perde metade das prefeituras. PCdoB do governador Flávio Dino multiplica as vitórias

O Maranhão passou praticamente 50 anos sob o controle da família Sarney. Isso começou a mudar com a eleição do governador Flávio Dino em 2014. Filiado ao PCdoB, o político costurou uma aliança heterodoxa, que une “comunistas” e tucanos, e conseguiu impor uma derrota histórica aos tradicionais mandantes do Estado. Agora, nas eleições municipais, Dino e seus parceiros avançaram também sobre as prefeituras.

O PMDB, partido do ex-presidente José Sarney, elegeu apenas 22 prefeitos. Trata-se de menos da metade do que havia conseguido na eleição municipal passada, em 2012. O PV, partido do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, teve o número de prefeituras reduzidos a ⅓ de quatro anos atrás.

A decadência dos Sarney vem acompanhada com a ampliação da influência do grupo de Dino. O PCdoB passou de 5 prefeituras conquistas em 2012 para 47 neste ano de 2016. Os partidos aliados do governador, como PSDB e PDT, também conquistaram muito mais prefeituras agora do que quatro anos atrás.

Divisão em São Luís e favoritismo de Dino 
Na capital, única cidade do Maranhão que ainda não definiu a eleição, o segundo turno não terá candidatos ligados à família Sarney. O grupo que sustentava os governos sarneyzistas se fragmentou antes da disputa na capital.

O PMDB, partido do ex-presidente da República, lançou Fábio Câmara, que teve 3,6% dos votos e ficou em quinto lugar. O ministro Sarney Filho apoiou Eliziane Gama (PPS), quarta colocada com 6%.

O mais bem colocado entre os que receberam apoio de antigos membros da base de Sarney foi Wellington do Curso, que recebeu apoio da parte do PV ligada ao ex-presidente do Tribunal de Contas do Maranhão Ronald Sarney. Ele conseguiu 19,8% do eleitorado e ficou de fora do segundo turno por oito mil votos.

A divisão facilitou o trabalho do candidato apoiado por Flávio Dino, o atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). O adversário de Holanda, Eduardo Braide (PMN), é uma surpresa que arrancou na reta final e desbancou os candidatos apoiados pelos aliados de Sarney.

Impacto no futuro da política maranhense
Para o cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas Cláudio Gonçalves Couto, a tendência de troca de poderes no Maranhão – com a saída dos Sarney e ascensão do grupo de Flávio Dino -, vai depender da capacidade do governador de conseguir parcerias com o governo federal, agora sob o comando de Michel Temer.

Além de o novo presidente da República ser do mesmo partido de Sarney, Dino foi um duro crítico de Temer e ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, concretizado em agosto.

Prisão de prefeito de Mirinzal é substituída por pena alternativa

foi preso no último domingo (2), juntamente com um motorista, após suposto confronto com uso de armas na cidade de Mirinzal.

foi preso no último domingo (2), juntamente com um motorista, após suposto confronto com uso de armas na cidade de Mirinzal.

Em audiência de custódia, o desembargador João Santana concedeu liberdade provisória ao prefeito de Mirinzal, Amaury Santos Almeida, e a um motorista, presos em flagrante no último domingo (2), por supostos crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal.

O magistrado decidiu aplicar as penas alternativas previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP), determinando aos dois custodiados o comparecimento periódico em juízo pelo prazo de um ano, ficando os mesmos proibidos de portarem arma, se ausentarem da comarca de Mirinzal por mais de dez dias e fazerem ingestão de bebidas alcoólicas em festas.

O desembargador homologou o flagrante e verificou que os dois conduzidos preenchem os requisitos necessários à concessão de liberdade provisória, não havendo notícia de outro crime praticado por eles, que são primários e têm profissão fixa.

AUDIÊNCIA – O prefeito e candidato à reeleição, Amaury Santos Almeida – que em razão do cargo possui prerrogativa para responder perante o TJMA – foi preso no último domingo (2), juntamente com um motorista, após suposto confronto com uso de armas na cidade de Mirinzal.

A audiência de custódia garante a apresentação de pessoas presas em flagrante à presença de um magistrado, para verificação da legalidade dos atos. Antes da apresentação da pessoa presa, é assegurado o atendimento prévio e reservado por advogado constituído ou defensor público, quando são esclarecidos os motivos, fundamentos e ritos que versam a audiência de custódia.

A medida segue a Resolução N° 213/2015 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que visa garantir os direitos fundamentais de cidadania elencados na Constituição Federal. Cumpre ainda o termo de compromisso nº 2/2015, celebrado entre o CNJ, Ministério da Justiça, Governo do Estado, TJMA, Corregedoria Geral da Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e OAB-MA, destinado à reestruturação do sistema carcerário e de execução penal do Estado.

A iniciativa também atende aos pactos internacionais nos quais o Brasil é signatário e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu pela obrigatoriedade da apresentação, em 24 horas – independentemente da motivação ou natureza do ato – da pessoa presa à autoridade judicial competente, sendo esta ouvida sobre as circunstâncias em que se realizou sua prisão ou apreensão.