Navio Stellar Banner é afundado na costa do Maranhão

De acordo com a Marinha do Brasil, a operação foi iniciada às 5h e os procedimentos transcorreram como planejados pelas autoridades ambientais.

Após mais de 100 dias encalhado, o navio mercante sul-coreano Stellar Banner foi afundado nesta sexta-feira (12), na costa do Maranhão. De acordo com a Marinha do Brasil, a operação foi iniciada às 5h e os procedimentos transcorreram como planejados pelas autoridades ambientais.

O navio Stellar Banner sofreu duas fissuras no casco no dia 25 de fevereiro, logo após ter saído do Terminal Portuário da Ponta da Madeira em São Luís, com destino a um comprador em Quingdo, na China. A embarcação possui capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e tem 340 metros de comprimento, o equivalente a dois campos de futebol.

Pelos próximos três dias, vão permanecer na área quatro embarcações para verificar possíveis objetos que possam se soltar do navio ou manchas de óleo no oceano.

A Capitania dos Portos do Maranhão vai manter a fiscalização das atividades no local, junto com o Ibama e a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

A Polaris Shipping, proprietária do navio, foi responsável por solicitar o afundamento da embarcação. No documento entregue as autoridades, a empresa se responsabilizou por possíveis danos ambientais que podem ser causados ao meio ambiente por conta da carga de minério de ferro e óleo que ficou no Stellar Banner.

A decisão de afundar o navio foi divulgada pela Marinha no último sábado (6). Na quinta-feira (4) o Stellar Banner foi rebocado de onde ficou encalhado e passou a ficar em águas mais profundas, a cerca de 111 km de São Luís. O reboque do navio se tornou possível após a remoção de cerca de 145 mil toneladas de minério de ferro e 3,9 mil metros cúbicos de óleo do Stellar Banner. A operação foi realizada no dia 12 de abril.

Maranhão prepara chegada de mais 170 mil testes para coronavírus, anuncia governador Flávio Dino

Segundo o governador, esse “esforço de testagem” é essencial para que o governo e as prefeituras municipais adotem medidas para controle do contágio e para que o Maranhão mantenha um baixo índice de subnotificação. 

O Maranhão ultrapassou a marca dos 93 mil testes realizados para a Covid-19. O indicador faz com que o estado figure entre as três unidades da federação com maior volume de testes para o novo coronavírus. 

O número, que já é expressivo em relação ao contexto nacional, deve crescer ainda mais nas próximas semanas. 

O governador Flávio Dino afirmou que “a meta é triplicar o número”, com a entrega de mais 70 mil testes para os municípios nesta semana e a compra de outros 100 mil exames. 

“Estamos em um trabalho desde o início de garantir que haja máxima testagem possível para que nós possamos ter um panorama o mais exato quanto possível acerca da ocorrência do coronavírus no nosso estado. Nas próximas semanas, a nossa previsão é de triplicar o número de testes”, frisou o governador. 

Segundo o governador, esse “esforço de testagem” é essencial para que o governo e as prefeituras municipais adotem medidas para controle do contágio e para que o Maranhão mantenha um baixo índice de subnotificação. 

“Faço questão inclusive de sublinhar estudo divulgado nesse final de semana que registra que há estados brasileiros que têm uma baixa taxa de coronavírus anunciada, porém tem altíssimas taxas de óbitos indeterminados ou mesmo derivados de outras Síndromes Respiratórias Agudas Graves [SARS]”, ressaltou. 

“Nós estamos procurando exatamente ter certeza quanto aos casos de coronavírus e por isso mesmo já temos esse indicador que, nacionalmente, é um dos maiores”, completou Flávio Dino. 

Igrejas são autorizadas a reabrir com metade da capacidade

Como em todos os lugares públicos e privados de uso coletivo, o uso das máscaras é obrigatório.

A Casa Civil do Governo do Maranhão publicou nova portaria autorizando a reabertura das organizações religiosas em todo o Estado, desde que sigam uma série de regras para evitar a disseminação do coronavírus.

A Portaria 038 já está valendo. As organizações religiosas, como igrejas, precisam seguir tanto as regras gerais (que valem para todos os estabelecimentos) quanto as específicas para esse segmento. 

Entre as regras, está a de que as organizações religiosas só podem funcionar com metade de sua capacidade. Para assegurar o cumprimento dessa medida, devem ser retirados bancos, cadeiras e similares até que se atinjam os 50% de capacidade ou fazer marcações para indicar onde as pessoas devem sentar.

Deve haver distância de dois metros entre as pessoas, com exceção dos que sejam da mesma família e morem na mesma casa. Não pode haver aglomerações na entrada ou na saída. Também não são permitidas vigílias que possam gerar aglomeração.

Como em todos os lugares públicos e privados de uso coletivo, o uso das máscaras é obrigatório. Também é imperativo higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel ao entrar ou sair dos prédios e casas religiosos. Devem ser evitados cumprimentos que envolvam toque físico.

O horário de funcionamento das organizações religiosas é das 6h às 22h. As celebrações podem durar no máximo 60 minutos. Deve haver um intervalo de duas horas entre as celebrações. Nesse período, todo o ambiente deve ser higienizado. O ambiente deve ficar o mais arejado possível. 

UTIs móveis e aéreas atuam na transferência segura de pacientes com Covid-19 no Maranhão

As 17 ambulâncias em atividade estão espalhadas nos diversos polos estaduais onde há presença de hospitais regionais ou macrorregionais.

Para garantir a transferência segura e eficiente de pacientes da Covid-19 de todas as regiões do Maranhão, o Governo do Estado tem hoje 17 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) móveis e uma UTI aérea fixa. A oferta desses serviços de logística visa garantir cobertura de saúde para casos graves da doença, mesmo em cidades que não contam com hospitais municipais equipados com UTIs.

“Nós temos um planejamento de logística, já que não é papel do Governo do Estado manter hospitais em cada cidade do Maranhão. Em nenhum estado brasileiro isto acontece porque o sistema é tripartite, ou seja, existem sistemas municipais, de cada cidade, e existem as estruturas regionais do Governo do Estado”, explicou o governador Flávio Dino.

As 17 ambulâncias em atividade estão espalhadas nos diversos polos estaduais onde há presença de hospitais regionais ou macrorregionais. As unidades móveis são utilizadas no atendimento emergencial de casos mais graves de Covid-19 e contam com uma equipe composta por médico, enfermeiro e técnico de enfermagem.

Os veículos são equipados com monitor de frequência cardíaca, desfibrilador, bomba de infusão, respirador com suporte adulto e infantil. Dentro das ambulâncias, também há um Manual de Procedimento Operacional Padrão em casos de Covid-19, conhecidos como POP. No documento, constam orientações de como proceder durante os atendimentos emergenciais aos pacientes que contraíram o novo coronavírus.